{"id":276106,"date":"2023-10-18T08:24:43","date_gmt":"2023-10-18T11:24:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=276106"},"modified":"2023-10-18T08:24:43","modified_gmt":"2023-10-18T11:24:43","slug":"desinformacao-e-conteudos-sensiveis-durante-guerra-causam-perplexidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2023\/10\/18\/desinformacao-e-conteudos-sensiveis-durante-guerra-causam-perplexidade\/","title":{"rendered":"Desinforma\u00e7\u00e3o e conte\u00fados sens\u00edveis durante guerra causam perplexidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<p class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-900 display-8 display-md-8 alt-font font-italic my-1 text-center\" style=\"text-align: center;\"><em><strong>Pesquisadores dizem que not\u00edcias falsas s\u00e3o perigosas para sociedade<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Imagens de conflitos anteriores, informa\u00e7\u00f5es imprecisas, discursos que nunca ocorreram, v\u00eddeos falsificados, guerras de vers\u00f5es. Al\u00e9m das bombas, tiros e outras viol\u00eancias reais que deixam o mundo at\u00f4nito diante da guerra no Oriente M\u00e9dio neste momento, a difus\u00e3o acelerada de desinforma\u00e7\u00e3o e not\u00edcias falsas, principalmente pelas redes sociais na internet, tem caracter\u00edsticas b\u00e9licas e muito perigosas para a sociedade.\u00a0 Conte\u00fados sens\u00edveis de dor e viol\u00eancia t\u00eam sido mais usados, dizem pesquisadores do tema.<img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1561372&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1561372&amp;o=node\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" \/><\/p>\n<p>Professor de rela\u00e7\u00f5es internacionais e pesquisador de assuntos\u00a0ligados ao Oriente M\u00e9dio, Jos\u00e9 Antonio Lima indica que esses conte\u00fados desinformativos s\u00e3o muito nocivos para quem vive pr\u00f3ximo e tamb\u00e9m para as pessoas distantes dos cen\u00e1rios de guerra. Al\u00e9m de professor, Lima integra o\u00a0<a href=\"https:\/\/projetocomprova.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">projeto Comprova<\/a>, que re\u00fane jornalistas de ve\u00edculos brasileiros para investigar informa\u00e7\u00f5es suspeitas sobre pol\u00edticas p\u00fablicas compartilhadas em redes sociais ou aplicativos de mensagens.<\/p>\n<p>Ele explica que os conte\u00fados falsos aproveitam-se do que \u00e9 transmitido no notici\u00e1rio normal e que, por mais que a imprensa tome os cuidados para lidar, por exemplo, com imagens ou relatos de viol\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel observar que nas redes sociais o filtro praticamente n\u00e3o existe. \u201cEsse \u00e9 um fator agravante no cen\u00e1rio atual porque a gente entende que essas emo\u00e7\u00f5es fortes acabam por dificultar para as pessoas o\u00a0processo de identificar o que \u00e9 ou n\u00e3o real\u201d.<\/p>\n<p>Para o historiador e jornalista Raphael Kapa, que \u00e9 coordenador de produtos da\u00a0<a href=\"https:\/\/lupa.uol.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Lupa<\/a>, o momento de como\u00e7\u00e3o diante da trag\u00e9dia \u00e9 utilizado por pessoas ou institui\u00e7\u00f5es que querem propagar desinforma\u00e7\u00e3o. \u201cNeste momento de vulnerabilidade, isso faz com que muitas vezes uma desinforma\u00e7\u00e3o chegue a\u00a0uma pessoa que acaba caindo nela porque est\u00e1 num momento sens\u00edvel\u201d, pondera.<\/p>\n<p>Ele explica que t\u00eam sido comuns divulga\u00e7\u00f5es envolvendo sofrimento de crian\u00e7as e mutila\u00e7\u00e3o de corpos. \u201cNa hora de checar essas informa\u00e7\u00f5es e, al\u00e9m de dizer se ela \u00e9 verdadeira ou falsa, avisamos que aquele conte\u00fado pode ser sens\u00edvel. Pode\u00a0gerar dor nas pessoas\u201d.<\/p>\n<h2>Mais mentiras dispon\u00edveis<\/h2>\n<p>O pesquisador Jos\u00e9 Antonio Lima entende que a guerra \u00e9 um momento em que as pessoas devem estar mais alertas para o recebimento de desinforma\u00e7\u00e3o. \u201cA gama de materiais que est\u00e1 dispon\u00edvel para quem quer desinformar \u00e9 grande. Por exemplo, h\u00e1 imagens antigas de bombardeios na S\u00edria que s\u00e3o divulgadas como se fossem atuais\u201d.<\/p>\n<p>Raphael Kapa, da Lupa, afirma que ainda n\u00e3o h\u00e1 como mensurar a quantidade de desinforma\u00e7\u00e3o que se acumula nas redes, mas \u00e9 poss\u00edvel j\u00e1 ter uma primeira impress\u00e3o\u00a0 sobre o teor. \u201cJ\u00e1 conseguimos ver um certo padr\u00e3o no uso de imagens de guerras anteriores, do uso de v\u00eddeos de extrema dor e viol\u00eancia, mas sendo descontextualizados para este momento\u201d.<\/p>\n<h2>Compartilhamentos sem responsabilidade<\/h2>\n<p>Jos\u00e9 Lima, do projeto Comprova, chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato que a viol\u00eancia da desinforma\u00e7\u00e3o nem sempre tem caracter\u00edstica dolosa. \u201c\u00c0s vezes, s\u00e3o pessoas que n\u00e3o t\u00eam aquela informa\u00e7\u00e3o e acabam passando informa\u00e7\u00e3o adiante sem saber se aquilo \u00e9 verdade, o que \u00e9 um comportamento extremamente danoso\u201d. Ele entende que h\u00e1 caracter\u00edsticas em comum entre as informa\u00e7\u00f5es falsas transmitidas durante o per\u00edodo da pandemia e agora na guerra.<\/p>\n<p>Para Lima, o caso brasileiro ilustra que h\u00e1 uma tentativa de usar os eventos que est\u00e3o ocorrendo\u00a0no Oriente M\u00e9dio para provocar desastre em advers\u00e1rios pol\u00edticos. \u201cEu n\u00e3o tenho d\u00favida nenhuma de que as redes de desinforma\u00e7\u00e3o existentes no Brasil t\u00eam conex\u00f5es com a classe pol\u00edtica. Isso \u00e9 um problema grave\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Kapa, da Ag\u00eancia Lupa, define que o olhar e at\u00e9 o compartilhamento das postagens obedecem a um \u201cvi\u00e9s de confirma\u00e7\u00e3o\u201d, que h\u00e1 pessoas com uma l\u00f3gica de querer ler ou ouvir informa\u00e7\u00f5es que seguem as pr\u00f3prias prefer\u00eancias pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas. \u201cTransforma-se em fato aquilo que pode ser meramente outra cren\u00e7a. Ent\u00e3o, a gente est\u00e1 pensando muito nisso, uma movimenta\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria de descontextualiza\u00e7\u00e3o mexendo com as posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas que est\u00e3o envolvidas em um contexto de guerra\u201d.<\/p>\n<p>Uma das investiga\u00e7\u00f5es feitas pela equipe do Comprova e que foi ao ar no dia 13 de outubro apontava que o Brasil teria doado US$ 25 milh\u00f5es para o Hamas. \u201cNa verdade, a doa\u00e7\u00e3o foi feita \u00e0 Autoridade Palestina\u201d. Ele explica que h\u00e1 um contexto de preocupa\u00e7\u00e3o no Brasil em vista de um ambiente polarizado. Essa quest\u00e3o de Israel-Palestina \u00e9, mesmo antes desse conflito, um dos fatores que coloca \u00e1gua nesse moinho da polariza\u00e7\u00e3o no Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Os profissionais defendem que \u00e9 necess\u00e1rio estar atento para n\u00e3o compartilhar conte\u00fados dos quais\u00a0n\u00e3o se conhe\u00e7a a proced\u00eancia. \u201cComo uma cena violenta, por exemplo, que tem s\u00f3 o v\u00eddeo com ou sem informa\u00e7\u00e3o de texto. Se voc\u00ea n\u00e3o sabe quem filmou, qual foi o contexto, ou quando ocorreu, n\u00e3o compartilhe. H\u00e1 chance muito grande de ter um teor enganoso\u201d, afirma Lima.<\/p>\n<p>Outro alerta feito por ele\u00a0\u00e9 sobre o cuidado com mensagens que t\u00eam tom de urg\u00eancia, letras mai\u00fasculas, emojis, sinais de sirene e pontos de exclama\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso desconfiar ainda de conte\u00fados com teor conspirat\u00f3rio. \u201cBasta a pessoa fazer uma busca, seja na imprensa brasileira ou internacional porque h\u00e1 reportagens plurais. O tom conspirat\u00f3rio sempre \u00e9 um indicativo de desinforma\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta.<\/p>\n<h2>Desconhecimento<\/h2>\n<p>A aridez e o desconhecimento do tema (que envolve hist\u00f3ria e rela\u00e7\u00f5es internacionais) acabam sendo condicionantes que aceleram a desinforma\u00e7\u00e3o, segundo os pesquisadores. \u201cA dificuldade que \u00e9, para muitas pessoas, ter informa\u00e7\u00e3o de qualidade a respeito de um determinado assunto\u00a0acaba tamb\u00e9m abrindo as portas para a desinforma\u00e7\u00e3o\u201d, diz\u00a0Lima.<\/p>\n<p>Outro contexto \u00e9 que as redes sociais s\u00e3o efetivamente esse cen\u00e1rio de desinforma\u00e7\u00e3o pela natureza delas e dos algoritmos que funcionam. \u201cAs redes sociais combinadas com os aplicativos de mensagem acabam formando um ecossistema que \u00e9 propenso \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o. E isso \u00e9 extremamente preocupante\u201d.<\/p>\n<h2>\u201cPlataformas devem ter responsabilidade\u201d<\/h2>\n<p>Os pesquisadores avaliam que as redes sociais controladas por grandes empresas de tecnologia devem ter responsabilidade\u00a0sobre o que \u00e9 divulgado. \u201cA gente v\u00ea alguns alertas, mas est\u00e1 muito aqu\u00e9m do necess\u00e1rio para este momento. As plataformas devem ter uma responsabilidade grande nesse momento com a veicula\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos e de fotos\u201d, diz Raphael Kapa, da Lupa.<\/p>\n<p>O professor de rela\u00e7\u00f5es internacionais Jos\u00e9 Lima considera que as redes enfrentam dificuldades de equilibrar liberdade de express\u00e3o com combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o. \u201cMas acredito que, como em outras situa\u00e7\u00f5es, elas poderiam fazer muito mais nessa seara para tornar o ambiente de discuss\u00e3o mais saud\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>FONTE: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores dizem que not\u00edcias falsas s\u00e3o perigosas para sociedade Imagens de conflitos anteriores, informa\u00e7\u00f5es imprecisas, discursos que nunca ocorreram, v\u00eddeos falsificados, guerras de vers\u00f5es. 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