{"id":280113,"date":"2024-01-28T05:54:14","date_gmt":"2024-01-28T08:54:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=280113"},"modified":"2024-01-28T05:54:14","modified_gmt":"2024-01-28T08:54:14","slug":"capoeira-e-meu-remedio-diz-mestre-de-96-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2024\/01\/28\/capoeira-e-meu-remedio-diz-mestre-de-96-anos\/","title":{"rendered":"\u201cCapoeira \u00e9 meu rem\u00e9dio\u201d, diz mestre de 96 anos"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<p class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-900 display-8 display-md-8 alt-font font-italic my-1 text-center\" style=\"text-align: center;\"><em><strong>Mestre Felipe \u00e9 homenageado com t\u00edtulo de doutor honoris causa<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Aos 96 anos de idade, o mestre de capoeira Felipe Santiago, de Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o (BA), n\u00e3o para de cantar. Nem fica longe do berimbau. Ele \u00e9 o mestre mais antigo do mundo. Nesta semana, durante o 5\u00ba Rede Capoeira, recebeu um reconhecimento simb\u00f3lico como \u201cher\u00f3i nacional e guardi\u00e3o dos saberes\u201d junto a outros 13 mestres octagen\u00e1rios.Em mar\u00e7o, Felipe homenageado com o t\u00edtulo de doutor\u00a0<em>honoris causa<\/em>\u00a0pela Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo Baiano. O homem, que come\u00e7ou a trabalhar crian\u00e7a como cortador de cana\u00a0e, depois,\u00a0explorado em usinas, se aposentou como ferreiro. Mas foi a capoeira que lhe deu esperan\u00e7a viu vidas serem transformadas. \u201cCapoeira \u00e9 meu rem\u00e9dio\u201d, diz.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1578141&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1578141&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Para ele, inclusive, a capoeira combateu historicamente o racismo. \u201cAjudou a criar respeito e uni\u00e3o\u201d, afirma. Ele explica que policiais perseguiam quem praticava a atividade em embarca\u00e7\u00f5es. \u201cAos poucos, quando chegou aos bairros, foi sendo menos pior. Foi passando para as pontas de rua e depois para o centro. Isso mostra que ela vem tendo mais respeito.\u201d<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/XMxGWEaCLzMXIr2ryCzkrxNjBas=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_dsc8140.jpg?itok=2P659nmY\" alt=\"Mestres da Capoeira \u2013 Mestre Felipe. Foto:  Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Para mestre Felipe,\u00a0atividade n\u00e3o tem idade para come\u00e7ar nem limite de parar. Foto:\u00a0<strong>Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>&#8220;O cora\u00e7\u00e3o da minha vida&#8221;<\/h2>\n<p>As homenagens recentes emocionam o homem. \u201c\u00c9 uma grande valoriza\u00e7\u00e3o que est\u00e3o me dando. A capoeira \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da minha vida\u201d. Ele recorda que come\u00e7ou na atividade com 18 anos e nunca parou. \u201cPara mim, mesmo que eu n\u00e3o jogue, eu toco e canto. Estou abrindo a minha mente, o meu cora\u00e7\u00e3o. Estou me sentindo feliz no meio dos meus irm\u00e3os.\u201d<\/p>\n<p>O Mestre Felipe, que gravou oito discos com m\u00fasicas de capoeira, identifica que a manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica ajudou a entender o respeito que se deve\u00a0ter com mais velhos e tamb\u00e9m com os mais novos. \u201cNa minha juventude, os jovens eram bem educados e respeitadores\u201d. Ele testemunha que ele e outros mestres evitaram que jovens em vulnerabilidade acabassem no caminho do crime e\u00a0do v\u00edcio.<\/p>\n<p>Ele lamenta que a voz e a rapidez de movimentos n\u00e3o s\u00e3o mais os mesmos. Mas foi a vida na roda com os amigos que lhe garantiram a vitalidade de hoje. \u201cTem que saber se cuidar e n\u00e3o fazer muita imprud\u00eancia com a sa\u00fade. A alimenta\u00e7\u00e3o antes era melhor.\u201d<\/p>\n<p>No entender do mestre, a atividade n\u00e3o tem idade para come\u00e7ar nem limite de parar.<\/p>\n<h2>Biografia<\/h2>\n<p>A hist\u00f3ria do mestre Felipe foi contada pela filha de cria\u00e7\u00e3o, Simone Souza, de 52 anos. Ela deve lan\u00e7ar na semana que vem a biografia com o t\u00edtulo \u201cMestre Felipe: Eu Nasci em Santo Amaro, Relatos Biogr\u00e1ficos e Mem\u00f3rias\u201d, em uma produ\u00e7\u00e3o independente.<\/p>\n<p>O livro trata, por exemplo, do passado da fam\u00edlia de vidas escravizadas, mesmo depois da Lei do Ventre Livre. Felipe perdeu os pais na adolesc\u00eancia e se viu sozinho. \u201cA capoeira foi fundamental para ele [para se integrar com outras pessoas].\u00a0 Ele n\u00e3o teve filhos biol\u00f3gicos, conheceu a m\u00e3e [j\u00e1 falecida], se apaixonou. E eu convivo como filha dele h\u00e1 33 anos e ajudo no que precisar\u201d. Simone ajuda a divulgar a obra do mestre e tirar as hist\u00f3rias dele da invisibilidade.<\/p>\n<h2>Resist\u00eancia<\/h2>\n<p>Para o capoeirista Jair Oliveira, o mestre Sabi\u00e1, de 52 anos, que coordenou o evento em Salvador de reconhecimento aos idosos, Felipe de Santo Amaro \u00e9 uma refer\u00eancia de vida. \u201cTodo mundo que vai ao Rec\u00f4ncavo Baiano sabe do mestre e ele precisa ser reconhecido em vida. Precisamos entender o racismo estrutural que acaba inviabilizando esses homens de tanto saber, e devemos agradecer em vida todo esse legado porque pavimenta a estrada na qual hoje caminhamos.\u201d<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/neyTpbdBWHedybSiF2aE006jT1c=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_dsc7761.jpg?itok=dQeG_M18\" alt=\"Mestres da Capoeira \u2013 Mestre Sabi\u00e1. Foto:  Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Para mestre Sabi\u00e1 a roda de capoeira tem car\u00e1ter de coletividade. Foto:\u00a0<strong>Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Sabi\u00e1 entende que faz parte da tradi\u00e7\u00e3o da comunidade capoeirista ajudar nos cuidados dos mais velhos. \u201cEu acho que a sociedade como um todo tem que trazer um olhar mais honesto para a capoeira, com mais clareza do que ela representa, do que ela significa. A capoeira \u00e9 um movimento de resist\u00eancia muito significativo.\u201d<\/p>\n<p>Ele cita que a capoeira chega a ser mais reconhecida internacionalmente do que no Brasil e lembra que h\u00e1 muitas escolas p\u00fablicas estrangeiras que incluem a atividade como mat\u00e9ria curricular. \u201cA atividade representa arte, criatividade, improviso, exerc\u00edcio f\u00edsico. \u00c9 uma excelente ferramenta de educa\u00e7\u00e3o e de vis\u00e3o social.\u201d<\/p>\n<h2>Mandinga<\/h2>\n<p>Sabi\u00e1 explica que a roda de capoeira tem car\u00e1ter de coletividade e generosidade simbolizada por pessoas batendo palma em um cen\u00e1rio de inclus\u00e3o e de socializa\u00e7\u00e3o. O mestre, h\u00e1 22 anos, fundou uma ONG chamada\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/projetomandinga\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Projeto Mandinga<\/a>, que \u00e9 um ponto de cultura. Ele contabiliza que pelo menos cinco mil jovens em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade tenham passado pelo projeto.<\/p>\n<p>\u201cV\u00e1rios meninos vieram de comunidades e em risco. Hoje j\u00e1 temos mais de 22 escolas fora do Brasil. Atrav\u00e9s da capoeira, trouxeram dignidade \u00e0 sua casa, possibilidades e criaram uma nova perspectiva tanto para ele quanto para a sua fam\u00edlia\u201d. Ele viu a forma\u00e7\u00e3o dos futuros mestres\u00a0 que ensinam capoeira mundo afora tamb\u00e9m em comunidades.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/R_Z2Gq5Hk_6jEULYTV_UKIWQSRk=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_dsc8752.jpg?itok=eG8Az7Ew\" alt=\"Mestres da Capoeira \u2013 Foto:  Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Mestres praticam a capoeira como resist\u00eancia cultural\u00a0\u2013 Foto:\u00a0<strong>Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cHomens como o mestre Felipe praticaram a capoeira como uma resist\u00eancia cultural diante de tudo o que acontecia em suas vidas. Hoje, precisamos entender que pode ser uma ferramenta de inser\u00e7\u00e3o social\u201d.\u00a0 Para ele, parece simples: o berimbau, uma roda, movimentos coordenados, bastante improviso e o poder das palmas que d\u00e1 para ouvir de longe.<\/p>\n<p>FONTE: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mestre Felipe \u00e9 homenageado com t\u00edtulo de doutor honoris causa Aos 96 anos de idade, o mestre de capoeira Felipe Santiago, de Santo Amaro da Purifica\u00e7\u00e3o (BA), n\u00e3o para de cantar. Nem fica longe do berimbau. Ele \u00e9 o mestre mais antigo do mundo. Nesta semana, durante o 5\u00ba Rede Capoeira, recebeu um reconhecimento simb\u00f3lico como \u201cher\u00f3i nacional e guardi\u00e3o dos saberes\u201d junto a outros 13 mestres octagen\u00e1rios.Em mar\u00e7o, Felipe homenageado com o t\u00edtulo de doutor\u00a0honoris causa\u00a0pela Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo Baiano. O homem, que come\u00e7ou a trabalhar crian\u00e7a como cortador de cana\u00a0e, depois,\u00a0explorado em usinas, se aposentou como ferreiro. Mas foi a capoeira que lhe deu esperan\u00e7a viu vidas serem transformadas. \u201cCapoeira \u00e9 meu rem\u00e9dio\u201d, diz. Para ele, inclusive, a capoeira combateu historicamente o racismo. \u201cAjudou a criar respeito e uni\u00e3o\u201d, afirma. Ele explica que policiais perseguiam quem praticava a atividade em embarca\u00e7\u00f5es. \u201cAos poucos, quando chegou aos bairros, foi sendo menos pior. Foi passando para as pontas de rua e depois para o centro. Isso mostra que ela vem tendo mais respeito.\u201d Para mestre Felipe,\u00a0atividade n\u00e3o tem idade para come\u00e7ar nem limite de parar. Foto:\u00a0Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o &#8220;O cora\u00e7\u00e3o da minha vida&#8221; As homenagens recentes emocionam o homem. \u201c\u00c9 uma grande valoriza\u00e7\u00e3o que est\u00e3o me dando. A capoeira \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da minha vida\u201d. Ele recorda que come\u00e7ou na atividade com 18 anos e nunca parou. \u201cPara mim, mesmo que eu n\u00e3o jogue, eu toco e canto. Estou abrindo a minha mente, o meu cora\u00e7\u00e3o. Estou me sentindo feliz no meio dos meus irm\u00e3os.\u201d O Mestre Felipe, que gravou oito discos com m\u00fasicas de capoeira, identifica que a manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica ajudou a entender o respeito que se deve\u00a0ter com mais velhos e tamb\u00e9m com os mais novos. \u201cNa minha juventude, os jovens eram bem educados e respeitadores\u201d. Ele testemunha que ele e outros mestres evitaram que jovens em vulnerabilidade acabassem no caminho do crime e\u00a0do v\u00edcio. Ele lamenta que a voz e a rapidez de movimentos n\u00e3o s\u00e3o mais os mesmos. Mas foi a vida na roda com os amigos que lhe garantiram a vitalidade de hoje. \u201cTem que saber se cuidar e n\u00e3o fazer muita imprud\u00eancia com a sa\u00fade. A alimenta\u00e7\u00e3o antes era melhor.\u201d No entender do mestre, a atividade n\u00e3o tem idade para come\u00e7ar nem limite de parar. Biografia A hist\u00f3ria do mestre Felipe foi contada pela filha de cria\u00e7\u00e3o, Simone Souza, de 52 anos. Ela deve lan\u00e7ar na semana que vem a biografia com o t\u00edtulo \u201cMestre Felipe: Eu Nasci em Santo Amaro, Relatos Biogr\u00e1ficos e Mem\u00f3rias\u201d, em uma produ\u00e7\u00e3o independente. O livro trata, por exemplo, do passado da fam\u00edlia de vidas escravizadas, mesmo depois da Lei do Ventre Livre. Felipe perdeu os pais na adolesc\u00eancia e se viu sozinho. \u201cA capoeira foi fundamental para ele [para se integrar com outras pessoas].\u00a0 Ele n\u00e3o teve filhos biol\u00f3gicos, conheceu a m\u00e3e [j\u00e1 falecida], se apaixonou. E eu convivo como filha dele h\u00e1 33 anos e ajudo no que precisar\u201d. Simone ajuda a divulgar a obra do mestre e tirar as hist\u00f3rias dele da invisibilidade. Resist\u00eancia Para o capoeirista Jair Oliveira, o mestre Sabi\u00e1, de 52 anos, que coordenou o evento em Salvador de reconhecimento aos idosos, Felipe de Santo Amaro \u00e9 uma refer\u00eancia de vida. \u201cTodo mundo que vai ao Rec\u00f4ncavo Baiano sabe do mestre e ele precisa ser reconhecido em vida. Precisamos entender o racismo estrutural que acaba inviabilizando esses homens de tanto saber, e devemos agradecer em vida todo esse legado porque pavimenta a estrada na qual hoje caminhamos.\u201d Para mestre Sabi\u00e1 a roda de capoeira tem car\u00e1ter de coletividade. Foto:\u00a0Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o Sabi\u00e1 entende que faz parte da tradi\u00e7\u00e3o da comunidade capoeirista ajudar nos cuidados dos mais velhos. \u201cEu acho que a sociedade como um todo tem que trazer um olhar mais honesto para a capoeira, com mais clareza do que ela representa, do que ela significa. A capoeira \u00e9 um movimento de resist\u00eancia muito significativo.\u201d Ele cita que a capoeira chega a ser mais reconhecida internacionalmente do que no Brasil e lembra que h\u00e1 muitas escolas p\u00fablicas estrangeiras que incluem a atividade como mat\u00e9ria curricular. \u201cA atividade representa arte, criatividade, improviso, exerc\u00edcio f\u00edsico. \u00c9 uma excelente ferramenta de educa\u00e7\u00e3o e de vis\u00e3o social.\u201d Mandinga Sabi\u00e1 explica que a roda de capoeira tem car\u00e1ter de coletividade e generosidade simbolizada por pessoas batendo palma em um cen\u00e1rio de inclus\u00e3o e de socializa\u00e7\u00e3o. O mestre, h\u00e1 22 anos, fundou uma ONG chamada\u00a0Projeto Mandinga, que \u00e9 um ponto de cultura. Ele contabiliza que pelo menos cinco mil jovens em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade tenham passado pelo projeto. \u201cV\u00e1rios meninos vieram de comunidades e em risco. Hoje j\u00e1 temos mais de 22 escolas fora do Brasil. Atrav\u00e9s da capoeira, trouxeram dignidade \u00e0 sua casa, possibilidades e criaram uma nova perspectiva tanto para ele quanto para a sua fam\u00edlia\u201d. Ele viu a forma\u00e7\u00e3o dos futuros mestres\u00a0 que ensinam capoeira mundo afora tamb\u00e9m em comunidades. Mestres praticam a capoeira como resist\u00eancia cultural\u00a0\u2013 Foto:\u00a0Ricardo Prado\/Divulga\u00e7\u00e3o \u201cHomens como o mestre Felipe praticaram a capoeira como uma resist\u00eancia cultural diante de tudo o que acontecia em suas vidas. Hoje, precisamos entender que pode ser uma ferramenta de inser\u00e7\u00e3o social\u201d.\u00a0 Para ele, parece simples: o berimbau, uma roda, movimentos coordenados, bastante improviso e o poder das palmas que d\u00e1 para ouvir de longe. FONTE: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":280114,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-280113","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/280113","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=280113"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/280113\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":280115,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/280113\/revisions\/280115"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/280114"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=280113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=280113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=280113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}