{"id":28108,"date":"2017-09-07T23:12:09","date_gmt":"2017-09-08T02:12:09","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=28108"},"modified":"2017-09-07T23:12:09","modified_gmt":"2017-09-08T02:12:09","slug":"grito-dos-excluidos-reune-milhares-pelo-pais-em-protesto-contra-temer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2017\/09\/07\/grito-dos-excluidos-reune-milhares-pelo-pais-em-protesto-contra-temer\/","title":{"rendered":"Grito dos Exclu\u00eddos re\u00fane milhares pelo pa\u00eds em protesto contra Temer"},"content":{"rendered":"<p>O 23\u00b0 Grito dos Exclu\u00eddos reuniu cerca de 10 mil pessoas na Avenida Paulista, na manh\u00e3 de hoje (7), para denunciar a piora nas condi\u00e7\u00f5es de vida e protestar contra as reformas e privatiza\u00e7\u00f5es propostas pelos governos do presidente Michel Temer (PMDB), do governador de S\u00e3o Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do prefeito de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Doria (PSDB). O lema deste ano foi &#8220;por direitos e democracia, a luta \u00e9 todo dia&#8221;. Segundo os participantes do ato, essa luta tem revelado um car\u00e1ter cotidiano.<\/p>\n<p>O coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, destacou que esta edi\u00e7\u00e3o do Grito marca uma mudan\u00e7a na situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. &#8220;\u00c9 muito triste que chegamos aqui nessa situa\u00e7\u00e3o. Desde 1995 \u2013 primeiro ato do Grito \u2013 tivemos avan\u00e7os na redu\u00e7\u00e3o da desigualdade e da exclus\u00e3o social. Hoje estamos de volta ao mapa da fome&#8221;, afirmou. &#8220;Queremos denunciar o desmonte em todos os n\u00edveis de governo. E gritar na esperan\u00e7a de que podemos reverter essa situa\u00e7\u00e3o&#8221;, completou.<\/p>\n<p>Dentre os principais pontos cr\u00edticos destacados pelos movimentos sociais, est\u00e3o a Emenda Constitucional 95, que congela os gastos p\u00fablicos por 20 anos, e as propostas de privatiza\u00e7\u00e3o dos governos Alckmin e Doria, al\u00e9m do severo congelamento de verbas em \u00e1reas sociais, perpetrado pelo prefeito de S\u00e3o Paulo. &#8220;Al\u00e9m de autorit\u00e1rio, antipovo e elitista, \u00e9 um governo com a\u00e7\u00f5es higienistas, com n\u00edtido objetivo de favorecer a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria&#8221;, diz a carta dos movimentos.<\/p>\n<p>Para a popula\u00e7\u00e3o presente, por\u00e9m, h\u00e1 problemas urgentes dentro de casa. Desempregada h\u00e1 dois anos, Tatiane Oliveira, 20 anos, participa h\u00e1 cinco anos do Grito dos Exclu\u00eddos. Ela mora com o marido e dois filhos pequenos em uma ocupa\u00e7\u00e3o do Movimento Moradia para Todos (MMPT). &#8220;A condi\u00e7\u00e3o de vida piorou bastante. Sou vendedora com experi\u00eancia, mas estou h\u00e1 dois anos sem conseguir trabalho. Pagar aluguel \u00e9 imposs\u00edvel, hoje est\u00e1 dif\u00edcil at\u00e9 comprar comida&#8221;, relatou. O marido dela acabou de conseguir trabalho, ap\u00f3s quase tr\u00eas anos desempregado.<\/p>\n<p>O gr\u00e1fico F\u00e1bio Damasceno, de 42 anos, e a esposa, a assistente administrativa Greice Silva, de 35 anos, se conheceram no Grito, h\u00e1 cinco anos. Hoje trouxeram o pequeno Rog\u00e9rio, de um ano e oito meses, ao ato. &#8220;J\u00e1 estou h\u00e1 nove meses desempregada e sem nenhuma perspectiva&#8221;, lamentou Greice. Para dificultar mais, n\u00e3o conseguem vaga para o filho em nenhuma creche.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1 muito dif\u00edcil pagar as contas. Paga uma e deixa outra pro m\u00eas que vem. O aluguel consome 30% do que ganho e o resto a gente vai equilibrando at\u00e9 o fim do m\u00eas&#8221;, relatou Damasceno.<\/p>\n<p>A professora Lucilene Silva estava revoltada com a apatia da popula\u00e7\u00e3o. &#8220;A gente tem de ir pra rua. S\u00f3 assim vamos mudar essa situa\u00e7\u00e3o. Est\u00e3o desmontando o pa\u00eds, do Oiapoque ao Chu\u00ed&#8221;, afirmou. Para ela, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais grave que o pa\u00eds j\u00e1 passou. &#8220;O povo est\u00e1 mais pobre, as coisas est\u00e3o mais caras, n\u00e3o temos perspectiva e ainda querem cortar v\u00e1rios servi\u00e7os&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Os manifestantes sa\u00edram da Avenida Paulista e desceram a Avenida Brigadeiro Luiz Ant\u00f4nio at\u00e9 o Monumento \u00e0s Bandeiras, no Parque do Ibirapuera. O ato foi pac\u00edfico, com pouca presen\u00e7a de policiais. \u00c0 frente, um grupo batia panelas, simbolizando a mis\u00e9ria que assola a popula\u00e7\u00e3o novamente.<\/p>\n<p>&#8220;Trouxemos as panelas para mostrar que elas agora est\u00e3o vazias. Desemprego, sal\u00e1rio defasado. A burguesia bateu panela cheia, dizendo que era contra a corrup\u00e7\u00e3o, e ajudou a colocar uma m\u00e1fia no poder&#8221;, afirmou Miriam Herm\u00f3genes, coordenadora nacional da CMP.<\/p>\n<p>Mobiliza\u00e7\u00e3o nacional<\/p>\n<p>Os atos do Grito dos Exclu\u00eddos foram realizados hoje tamb\u00e9m em Dourados e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul; nas capitais de Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Porto Velho, Rio de Janeiro e Fortaleza; nas cidades de Cascavel (PR), Eun\u00e1polis (BA), Campina Grande (PB), Juiz de Fora (MG); e tamb\u00e9m em cidades do interior de S\u00e3o Paulo, como Campinas e S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto.<\/p>\n<p>Leia, abaixo, reportagem da Ag\u00eancia Brasil sobre o assunto:<\/p>\n<p>Grito dos Exclu\u00eddos pede direitos e cidadania em v\u00e1rias cidades do Brasil<\/p>\n<p>Em v\u00e1rias cidades de todas as regi\u00f5es do Brasil, a 23\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Grito dos Exclu\u00eddos reuniu milhares de pessoas no feriado de 7 de Setembro. O mote deste ano da tradicional mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;Por direito e cidadania, a luta \u00e9 todo dia&#8221;. Entre as reivindica\u00e7\u00f5es, est\u00e3o a preserva\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o de direitos sociai, cr\u00edticas \u00e0s reformas propostas pelo governo e a revers\u00e3o do decreto que extingue uma reserva mineral na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Em Bras\u00edlia, a concentra\u00e7\u00e3o come\u00e7ou \u00e0s 9h. De um lado da Esplanada dos Minist\u00e9rios, a c\u00fapula do governo federal assistia, ladeada por milhares de pessoas, o desfile c\u00edvico-militar. Do outro, pr\u00f3ximo ao Museu da Rep\u00fablica, movimentos sociais e ativistas protestavam em defesa da democracia e contra as reformas em curso, como a trabalhista e a previdenci\u00e1ria. O n\u00famero de participantes n\u00e3o foi divulgado.<\/p>\n<p>Ao longo de toda a manh\u00e3, cantadores, rappers, batuqueiros e outros integrantes da articula\u00e7\u00e3o &#8220;Artistas pela Democracia&#8221; dividiram o palco com organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que, uma a uma, apresentaram suas reivindica\u00e7\u00f5es. Crian\u00e7as tamb\u00e9m participaram do ato, pintando e erguendo cartazes em defesa da Amaz\u00f4nia, da reforma agr\u00e1ria, da demarca\u00e7\u00e3o de terras ind\u00edgenas e de direitos sociais, como educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por volta das 11h30, o grupo saiu em caminhada em dire\u00e7\u00e3o ao Congresso Nacional, pedindo a sa\u00edda do presidente da Rep\u00fablica Michel Temer. &#8220;O Grito dos Exclu\u00eddos sempre faz a defesa da vida. Neste ano, acrescentamos a quest\u00e3o da defesa da democracia e tamb\u00e9m a luta por direitos, por conta da conjuntura que estamos vivendo. Por isso, v\u00e1rias pessoas entoaram a palavra de ordem: &#8216;nenhum direito a menos'&#8221;, disse Jos\u00e9 Boaventura Teixeira, educador popular e integrante da C\u00e1ritas Arquidiocesana de Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Um dos organizadores do ato, Teixeira explicou que o Grito dos Exclu\u00eddos nasceu da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e, ao longo de mais de duas d\u00e9cadas, sai \u00e0s ruas no 7 de setembro para denunciar a injusti\u00e7a social. &#8220;\u00c9 uma pr\u00e1tica que, de certa forma, sempre foi feita com o envolvimento de grupos populares e fortemente da Igreja, na perspetiva da op\u00e7\u00e3o pelos pobres e pelos exclu\u00eddos, que \u00e9 uma mensagem antiga e que est\u00e1 sendo fortalecida pelo papa Francisco&#8221;, relembrou.<\/p>\n<p>Apesar de nem a pol\u00edcia nem a organiza\u00e7\u00e3o do movimento terem divulgado o n\u00famero de participantes, Teixeira diz que n\u00famero de participantes diminuiu em rela\u00e7\u00e3o aos 10 mil manifestantes do ano passado. Para ele, a situa\u00e7\u00e3o reflete o des\u00e2nimo provocado pela crise pol\u00edtica e pelo comportamento da m\u00eddia. &#8220;A m\u00eddia n\u00e3o tem incentivado, de forma alguma, a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, a organiza\u00e7\u00e3o do povo para repensar [a sociedade]. Ao contr\u00e1rio, a m\u00eddia tem levado a sociedade a ficar cada vez mais descrente com a Pol\u00edtica, em letra mai\u00fascula&#8221;, criticou. Ele acrescentou que Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio tamb\u00e9m t\u00eam efetivado a\u00e7\u00f5es importantes sem a participa\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>Rio de Janeiro<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, o 23\u00ba Grito dos Exclu\u00eddos saiu pouco depois de 12h da Rua Uruguaiana e seguiu pela Avenida Presidente Vargas at\u00e9 a Avenida Rio Branco, logo ap\u00f3s o fim do desfile c\u00edvico-militar de 7 de setembro. A passeata ocupou cerca de um quarteir\u00e3o e chegou \u00e0 Pra\u00e7a Mau\u00e1 \u00e0s 12h30, sem nenhuma viol\u00eancia ou confronto.<\/p>\n<p>Durante o trajeto, muitas palavras de ordem em cartazes, faixas e no carro de som em defesa dos direitos da popula\u00e7\u00e3o e dos trabalhadores e contra as reformas propostas pelo governo. O fechamento do ato est\u00e1 previsto para as 16h, na Cinel\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Participaram representantes de diversos movimentos sociais e centrais sindicais, como Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist), Central de Movimentos Populares, Quilombo da Gamboa, SOS Jacon\u00e9 Porto N\u00e3o, Movimento dos Atingidos por Barragem, de mulheres, movimentos LGBT, Movimento Contra a Viol\u00eancia na Mar\u00e9, Movimento Antimanicomial. Tamb\u00e9m estiveram presentes trabalhadores da educa\u00e7\u00e3o, da Fiocruz e do setor de \u00f3leo e g\u00e1s, al\u00e9m de representantes dos F\u00f3runs de Sa\u00fade do Rio de Janeiro e em Defesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).<\/p>\n<p>O advogado da Fist, Andr\u00e9 de Paula, explicou que a manifesta\u00e7\u00e3o ocorre em todo o pa\u00eds e \u00e9 o grito da maioria. &#8220;\u00c9 o grito dos exclu\u00eddos, que \u00e9 a maioria, denunciando que o Brasil, na verdade, n\u00e3o \u00e9 independente, mas sim subordinado ao capital internacional. A Fist tem como bandeira denunciar as remo\u00e7\u00f5es e despejos. Temos hoje 5 mil pr\u00e9dios vazios enquanto tem pessoas morando nas ruas&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O diretor de comunica\u00e7\u00e3o do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz, Gutemberg Brito, disse que a entidade participa do ato para defender o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). &#8220;A Fiocruz \u00e9 de estado, trabalhamos para a popula\u00e7\u00e3o brasileira e a nossa defesa \u00e9 a defesa do SUS p\u00fablico e de qualidade, contra os retrocessos que temos visto nos \u00faltimos tempos no Brasil. Eles tiram os nossos direitos e n\u00f3s tiramos o sossego deles&#8221;.<\/p>\n<p>Diretora do Sindipetro-RJ, Ana Patr\u00edcia Laier explica que o sindicato \u00e9 contra a venda de ativos da Petrobras. &#8220;Estamos tentando fazer uma rea\u00e7\u00e3o a essa privatiza\u00e7\u00e3o fatiada da Petrobr\u00e1s, que vem vendendo os nossos ativos, malha de g\u00e1s, campos gigantes do pr\u00e9-sal, como Carcar\u00e1, agora vai atacar o excedente da cess\u00e3o onerosa&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>Belo Horizonte<\/p>\n<p>Na capital mineira, movimentos sociais reuniram-se na Pra\u00e7a Rio Branco, em frente \u00e0 rodovi\u00e1ria, de onde seguiram pelas ruas do centro da capital mineira. A principal bandeira desta edi\u00e7\u00e3o foi a revoga\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista.<\/p>\n<p>&#8220;Foi lan\u00e7ada uma campanha em todo o pa\u00eds para colher assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que prev\u00ea a anula\u00e7\u00e3o dos efeitos da reforma trabalhista. Nosso objetivo \u00e9 construir uma resist\u00eancia pra impedirmos que as mudan\u00e7as entrem em vigor em 11 de novembro, conforme a data prevista na lei&#8221;, explicou Beatriz Cerqueira, presidente da Central \u00danica dos Trabalhadores em Minas Gerais (CUT-MG).<\/p>\n<p>Os manifestantes tamb\u00e9m protestaram com faixas e gritos de ordem contra o Poder Judici\u00e1rio, a quem acusam de atuar de forma seletiva. De acordo com Beatriz Cerqueira, alguns partidos est\u00e3o sendo criminalizados em detrimento de outros. Segundo ela, h\u00e1 pessoas sendo presas apenas com base nas dela\u00e7\u00f5es e outros, mesmo com provas concretas de corrup\u00e7\u00e3o, permanecem soltos. A presidente da CUT-MG tamb\u00e9m criticou o instituto da dela\u00e7\u00e3o premiada.<\/p>\n<p>&#8220;Honestamente, acho que \u00e9 um novo mecanismo de tortura. No regime militar, as pessoas eram colocadas no pau-de-arara e for\u00e7adas a entregar seus companheiros. Agora, eles prendem as pessoas sem provas at\u00e9 minar a resist\u00eancia e elas falarem o que os procuradores querem ouvir. E as pessoas acabam falando o que pedem para poder reduzir a pena e restabelecer o m\u00ednimo de seu direito \u00e0 liberdade&#8221;, reclamou Beatriz.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m hoje, cerca de 70 fam\u00edlias sem-teto ocuparam um im\u00f3vel na Pedreira Prado Lopes, comunidade na regi\u00e3o noroeste de Belo Horizonte. Movimentos sociais ligados \u00e0 moradia d\u00e3o suporte \u00e0 Ocupa\u00e7\u00e3o P\u00e1tria Livre, como foi apelidada. Eles alegam que o local est\u00e1 abandonado h\u00e1 mais de 10 anos e n\u00e3o cumpre fun\u00e7\u00e3o social, conforme estabelecido pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>De acordo com os sem-teto, a Pol\u00edcia Militar amea\u00e7ou dar in\u00edcio \u00e0 reintegra\u00e7\u00e3o de posse, mas recuou ap\u00f3s o governo de Minas Gerais concordar em receber as fam\u00edlias para uma reuni\u00e3o na ter\u00e7a-feira (12). A Ag\u00eancia Brasil tentou fazer contato com o governo mineiro para confirmar o encontro, mas n\u00e3o obteve sucesso. A PM informou ter sido acionada pelo propriet\u00e1rio do im\u00f3vel e foi at\u00e9 o local para atender a ocorr\u00eancia, mas negou que tivesse a inten\u00e7\u00e3o de fazer a reintegra\u00e7\u00e3o de posse.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rico<\/p>\n<p>O Grito dos Exclu\u00eddos surgiu dentro da Igreja Cat\u00f3lica, em 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano. Em 1999, o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Am\u00e9ricas. No Brasil, os atos ocorrem em diferentes cidades, no dia da Independ\u00eancia, e re\u00fanem pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos exclu\u00eddos.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Com Brasil 247\/Foto:\u00a0Reprodu\u00e7\u00e3o \/ WEB<\/em><\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a>,<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\"><strong>Instagram<\/strong><\/a><strong>\u00a0e <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\"><strong>Youtube<\/strong><\/a><strong>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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