{"id":29409,"date":"2017-09-26T11:50:57","date_gmt":"2017-09-26T14:50:57","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=29409"},"modified":"2017-09-26T11:50:57","modified_gmt":"2017-09-26T14:50:57","slug":"numero-de-vitimas-de-estupro-atendidas-em-hospitais-e-maior-que-o-de-denuncias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2017\/09\/26\/numero-de-vitimas-de-estupro-atendidas-em-hospitais-e-maior-que-o-de-denuncias\/","title":{"rendered":"N\u00famero de v\u00edtimas de estupro atendidas em hospitais \u00e9 maior que o de den\u00fancias"},"content":{"rendered":"<p>De janeiro a setembro deste ano, 143 mulheres acima de 18 anos de idade, que foram v\u00edtimas de estupro, receberam atendimentos nos hospitais e maternidades da Para\u00edba, segundo a Secretaria de Estado da Sa\u00fade (SES). Somente no \u00faltimo domingo (24), duas relataram terem sido violentadas. No entanto, nem todos os casos registrados pelas unidades de sa\u00fade chegam \u00e0s delegacias. Segundo a subcoordenadora da Delegacia de Atendimento Especializado da Mulher (Deam), Renata Matias, muitas mulheres ainda temem denunciar por medo do julgamento da sociedade.<\/p>\n<p>Em Jo\u00e3o Pessoa, uma moradora de rua relatou a Pol\u00edcia Militar que teria sido v\u00edtima de estupro na noite do domingo. Ela foi levada para o Instituto C\u00e2ndida Vargas (ICV), no bairro de Jaguaribe, que \u00e9 uma das unidades de sa\u00fade especializadas no atendimento a v\u00edtima de viol\u00eancia sexual.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 dessa segunda-feira (25), a diretora multiprofissional do Instituto, Lisieux Pires confirmou que a paciente estava na unidade, mas que desde a hora que chegou, na noite do domingo, continuava dormindo. \u201cEstamos esperando ela acordar para a equipe conversar com ela e iniciar os procedimentos\u201d, comentou, destacando que a mulher teria sido encaminhada pela Pol\u00edcia Militar.<\/p>\n<p>O outro caso aconteceu no munic\u00edpio de Cacimba de Dentro, no Agreste paraibano, na madrugada do domingo. Um adolescente de 15 anos teria sido o autor do crime. A jovem estava a caminho de casa quando foi abordada por ele. Al\u00e9m do abuso sexual, a mulher ainda teve um corte na cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com a subcoordenadora da Delegacia de Atendimento Especializado da Mulher, Renata Matias, hoje os casos s\u00e3o conhecidos porque tem mais mulheres denunciando. No entanto, ainda h\u00e1 muito temor em denunciar por medo do julgamento das pessoas. \u201cMuitas t\u00eam medo de denunciar porque o agressor \u00e9 conhecido ou tem medo do julgamento das pessoas que podem dizer o que aquela mulher estava fazendo a tal hora em determinado local\u201d, disse Renata, destacando a necessidade da coragem da mulher em procurar a delegacia e fazer o boletim de ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do encorajamento, Renata contou que a viol\u00eancia sexual \u00e9 um tipo de crime que n\u00e3o se prev\u00ea o momento que vai acontecer. \u201cDe repente voc\u00ea est\u00e1 na rua e pode ser abordada. Algumas pessoas podem reagir, outras n\u00e3o\u201d, disse. A subcoordenadora acrescentou que, embora haja um trabalho de acompanhamento das v\u00edtimas, a den\u00fancia na delegacia depende somente da vontade da mulher.<\/p>\n<p><strong><em>Trauma p\u00f3s-viol\u00eancia.<\/em><\/strong>\u00a0Quando uma mulher \u00e9 v\u00edtima de uma viol\u00eancia a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que procure uma das unidades especializadas no Estado para atendimento, pelo menos at\u00e9 as 72 horas ap\u00f3s o caso para evitar a gravidez ou infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis (ISTs), mas tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio que a mulher tenha um apoio psicol\u00f3gico, disponibilizado nos servi\u00e7os de atendimento \u00e0s v\u00edtimas de viol\u00eancia. O trauma pode desenvolver outros problemas como a depress\u00e3o e a ansiedade. Segundo a psic\u00f3loga Mar\u00edlia Cl\u00e1udia Dutra, o tratamento indicado nesses casos \u00e9 uma terapia, j\u00e1 que o trauma pode n\u00e3o ser s\u00f3 o f\u00edsico, mas tamb\u00e9m o emocional e pode durar um longo per\u00edodo. \u201cA pessoa se sente culpada diante daquela situa\u00e7\u00e3o. Acha que foi culpada. Alguns tipos de coment\u00e1rios podem fazer essa pessoa se sentir culpada. \u00c9 necess\u00e1rio que haja o apoio da fam\u00edlia para poder superar\u201d, frisou.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Com Correio da Para\u00edba\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a>,<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\"><strong>Instagram<\/strong><\/a><strong>\u00a0e <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\"><strong>Youtube<\/strong><\/a><strong>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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