{"id":294353,"date":"2024-12-26T08:31:49","date_gmt":"2024-12-26T11:31:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=294353"},"modified":"2024-12-26T08:31:49","modified_gmt":"2024-12-26T11:31:49","slug":"figurantes-do-primeiro-filme-o-auto-da-compadecida-relatam-historias-com-elenco-todo-mundo-se-misturava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2024\/12\/26\/figurantes-do-primeiro-filme-o-auto-da-compadecida-relatam-historias-com-elenco-todo-mundo-se-misturava\/","title":{"rendered":"Figurantes do primeiro filme \u2018O Auto da Compadecida\u2019 relatam hist\u00f3rias com elenco: \u2018Todo mundo se misturava\u2019"},"content":{"rendered":"<p>Estreiou ontem\u00a0 quarta-feira (25) a sequ\u00eancia do filme \u201cO Auto da Compadecida\u201c, inspirado no texto do paraibano Ariano Suassuna. O primeiro filme, cl\u00e1ssico do cinema nacional, foi gravado em Cabaceiras, no Cariri paraibano, e contou com a participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios moradores que foram figurantes da obra.<\/p>\n<p>As grava\u00e7\u00f5es da primeira vers\u00e3o do \u201cAuto da Compadecida\u201d aconteceram no ano de 1998. Na \u00e9poca, atores como Matheus Nachtergaele e Selton Mello, que interpretaram Jo\u00e3o Grilo e Chic\u00f3, passaram a conviver com os moradores de Cabaceiras, que ao longo dos anos recebeu diversas outras produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas e ficou conhecida nacionalmente como a \u201cRoli\u00fade Nordestina\u201c.<\/p>\n<p>A conviv\u00eancia com o elenco do cl\u00e1ssico do cinema nacional est\u00e1 na mem\u00f3ria de muita gente. Inclusive, v\u00e1rias pessoas foram convidadas e aceitaram ser figurantes do filme.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/z_e_VIlV_mE_gM5rprkoosQRHmY=\/0x76:1581x1086\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2024\/A\/X\/7SsNgYTxu9XDYauJfedA\/iraci-e-cangaceiros.jfif\" alt=\"Iraci com os cangaceiros nas grava\u00e7\u00f5es do Auto da Compadecida \u2014 Foto: Arquivo Pessoal\" \/><\/figure>\n<p>Iraci com os cangaceiros nas grava\u00e7\u00f5es do Auto da Compadecida \u2014 Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de dona\u00a0Iraci Soares, agricultora de 70 anos. Na \u00e9poca, ela foi figurante do filme e apareceu em diversas cenas, como no cortejo de Jo\u00e3o Grilo e em algumas outras imagens que a mostraram varrendo a rua e carregando baldes de \u00e1gua.<\/p>\n<p>A reportagem, dona Iraci relatou que foi convidada por uma profissional da produ\u00e7\u00e3o do longa, com quem mant\u00e9m contato at\u00e9 hoje. Ela fez a inscri\u00e7\u00e3o para participar do filme e foi chamada para ser figurante.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cTenho lembran\u00e7as de conviver com Matheus, Denise, Diogo Vilela, Selton Mello, Rog\u00e9rio Cardoso que foi me acompanhando, ele era o padre\u201d, disse.<\/p><\/blockquote>\n<p>Iraci tamb\u00e9m lembra de alguns momentos de bastidores, como o dia em que foi junto com Selton Mello e Matheus Nachtergaele cavar a cova do personagem Jo\u00e3o Grilo.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEu, Selton e Matheus fomos cavar uma cova. Eles me colocaram l\u00e1 em um cantinho, uma abelha me mordeu e eles me colocaram em outro canto. Aquela foi a cova que Jo\u00e3o Grilo foi enterrado\u201d, relatou.<\/p><\/blockquote>\n<p>Outra figurante foi\u00a0Maria Edite, que tamb\u00e9m tem 70 anos e \u00e9 moradora de Cabaceiras. Ela recorda com carinho as grava\u00e7\u00f5es do filme, e relata que a vida mudou depois de participar de \u201cO Auto da Compadecida\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cFoi uma experi\u00eancia muito boa, porque atrav\u00e9s do \u2018Auto\u2019 j\u00e1 participei de v\u00e1rios outros filmes\u201d, disse Maria.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ela \u00e9 vista no filme admirando Jo\u00e3o Grilo e Chic\u00f3 em uma cena em que eles seguram um cartaz, e tamb\u00e9m foi figurante em outras cenas emblem\u00e1ticas, como na missa de casamento de Rosinha e no enterro da cachorra, em latim.<\/p>\n<p>Agora, Maria espera ansiosa pela estreia do filme \u201cO Auto da Compadecida 2\u201d. Apesar de lamentar o fato da sequ\u00eancia n\u00e3o ter sido gravada em solo paraibano, ela e as v\u00e1rias pessoas que participaram da primeira vers\u00e3o do filme desejam sucesso de bilheteria.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/CM7KwPUYflB2sfccgH0MK-OE208=\/0x0:1600x1154\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2024\/m\/Y\/P8MZsNTT6caYmVyTEPAg\/paulo-sergio-cabaceiras.jpg\" alt=\"Paulo Sergio como figurante no Auto da Compadecida, em 1998 \u2014 Foto: Arquivo Pessoal\" \/><\/figure>\n<p class=\"has-text-align-center\">Paulo Sergio como figurante no Auto da Compadecida, em 1998 \u2014 Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>Atual assessor especial de Cultura e Turismo de Cabaceiras, o historiador e poeta\u00a0Paulo S\u00e9rgio Guimar\u00e3es\u00a0tamb\u00e9m se divertiu com o elenco do Auto da Compadecida, em 1998. Hoje com 60 anos de idade, Paulo recorda com carinho os momentos viveu na \u00e9poca.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cAs lembran\u00e7as que tenho da conviv\u00eancia com os atores s\u00e3o boas demais. Se misturava todo mundo, geralmente depois das filmagens. Guel (diretor do filme) costumava dizer que o povo de Cabaceiras era diferente, porque a gente n\u00e3o tinha aquela \u2018tietagem\u2019, e isso \u00e9 natural, cultural nosso. Ent\u00e3o ficava todo mundo junto\u201d, relata Paulo.<\/p><\/blockquote>\n<p>Ele tamb\u00e9m atuou como figurante na produ\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de um convite feito pelo ent\u00e3o diretor da Secretaria de Cultura de Cabaceiras, o tamb\u00e9m historiador e hoje guia de turismo na regi\u00e3o Paulo Noberto de Castro.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cA experi\u00eancia que tive na condi\u00e7\u00e3o de figurante foi muito gratificante (\u2026 ) Epara a hist\u00f3ria e cultura de Cabaceiras [o Auto] \u00e9 um divisor de \u00e1guas. Uma cidade pequena, gravada no Cariri oriental da Para\u00edba, antes de 1998, como qualquer cidade interiorana era esquecida pelos pr\u00f3prios poderes pol\u00edticos.\u00a0Quando vem a Rede Globo com todo aparato para filmar o \u2018Auto\u2019, Cabaceiras ganha vida\u201d, afirma.<\/p><\/blockquote>\n<p>O historiador tamb\u00e9m reitera que depois das grava\u00e7\u00f5es, Cabaceiras despontou n\u00e3o apenas no mercado cinematogr\u00e1fico, mas tamb\u00e9m cravou o nome entre as atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas do interior brasileiro. Como consequ\u00eancia, a vida dos moradores da regi\u00e3o tamb\u00e9m mudou.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cCostumes religiosos e culturais mudaram. Aprendemos muito de TV, de cinema\u2026 Cabaceiras despontou para a m\u00eddia nacional e internacional. Ganhamos uma nova roupagem hist\u00f3rica e despontamos no turismo. N\u00f3s agradecemos muito a oportunidade que tivemos, em cima da obra de Ariano Suassuna, Guel Arraes fez um trabalho muito bonito.\u00a0Tudo isso s\u00f3 nos trouxe benef\u00edcio, progresso, desenvolvimento\u201d, disse.<\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/-v7g9bGJ1bWPsidfpjTWsy0vee0=\/0x67:1092x986\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2024\/A\/D\/7rCgN5RAWSNEpBtkRLWg\/paulo-e-virginia.jpg\" alt=\"Paulo e Virg\u00ednia Cavendish durante grava\u00e7\u00f5es do Auto da Compadecida em Cabaceiras, Para\u00edba \u2014 Foto: Arquivo Pessoal\" \/><\/figure>\n<p class=\"has-text-align-center\">Paulo e Virg\u00ednia Cavendish durante grava\u00e7\u00f5es do Auto da Compadecida em Cabaceiras, Para\u00edba \u2014 Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>Paulo tamb\u00e9m vive a expectativa pelo novo filme, que estreia nesta quarta (25) nos cinemas de todo o Brasil. Assim como milhares de brasileiros, em especial os nordestinos, apaixonados pela obra de Ariano Suassuna, o historiador espera que a obra exalte e cultura da regi\u00e3o e d\u00ea ainda mais brilho ao legado de um dos grandes pensadores do pa\u00eds.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEu costumo dizer que o que vem depois nunca ser\u00e1 como o primeiro, em tudo na vida. Mas acredito que [o Auto da Compadecida] far\u00e1 sucesso sim! Porque vem na obra de Ariano, e o nome por si s\u00f3 tem peso. Ent\u00e3o vamos torcer pra ser um sucesso!\u201d, finalizou.<\/p><\/blockquote>\n<p>FONTE: Para\u00edba Mix<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estreiou ontem\u00a0 quarta-feira (25) a sequ\u00eancia do filme \u201cO Auto da Compadecida\u201c, inspirado no texto do paraibano Ariano Suassuna. O primeiro filme, cl\u00e1ssico do cinema nacional, foi gravado em Cabaceiras, no Cariri paraibano, e contou com a participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios moradores que foram figurantes da obra. As grava\u00e7\u00f5es da primeira vers\u00e3o do \u201cAuto da Compadecida\u201d aconteceram no ano de 1998. Na \u00e9poca, atores como Matheus Nachtergaele e Selton Mello, que interpretaram Jo\u00e3o Grilo e Chic\u00f3, passaram a conviver com os moradores de Cabaceiras, que ao longo dos anos recebeu diversas outras produ\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas e ficou conhecida nacionalmente como a \u201cRoli\u00fade Nordestina\u201c. A conviv\u00eancia com o elenco do cl\u00e1ssico do cinema nacional est\u00e1 na mem\u00f3ria de muita gente. Inclusive, v\u00e1rias pessoas foram convidadas e aceitaram ser figurantes do filme. Iraci com os cangaceiros nas grava\u00e7\u00f5es do Auto da Compadecida \u2014 Foto: Arquivo Pessoal \u00c9 o caso de dona\u00a0Iraci Soares, agricultora de 70 anos. 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Outra figurante foi\u00a0Maria Edite, que tamb\u00e9m tem 70 anos e \u00e9 moradora de Cabaceiras. Ela recorda com carinho as grava\u00e7\u00f5es do filme, e relata que a vida mudou depois de participar de \u201cO Auto da Compadecida\u201d. \u201cFoi uma experi\u00eancia muito boa, porque atrav\u00e9s do \u2018Auto\u2019 j\u00e1 participei de v\u00e1rios outros filmes\u201d, disse Maria. Ela \u00e9 vista no filme admirando Jo\u00e3o Grilo e Chic\u00f3 em uma cena em que eles seguram um cartaz, e tamb\u00e9m foi figurante em outras cenas emblem\u00e1ticas, como na missa de casamento de Rosinha e no enterro da cachorra, em latim. Agora, Maria espera ansiosa pela estreia do filme \u201cO Auto da Compadecida 2\u201d. Apesar de lamentar o fato da sequ\u00eancia n\u00e3o ter sido gravada em solo paraibano, ela e as v\u00e1rias pessoas que participaram da primeira vers\u00e3o do filme desejam sucesso de bilheteria. Paulo Sergio como figurante no Auto da Compadecida, em 1998 \u2014 Foto: Arquivo Pessoal Atual assessor especial de Cultura e Turismo de Cabaceiras, o historiador e poeta\u00a0Paulo S\u00e9rgio Guimar\u00e3es\u00a0tamb\u00e9m se divertiu com o elenco do Auto da Compadecida, em 1998. Hoje com 60 anos de idade, Paulo recorda com carinho os momentos viveu na \u00e9poca. \u201cAs lembran\u00e7as que tenho da conviv\u00eancia com os atores s\u00e3o boas demais. Se misturava todo mundo, geralmente depois das filmagens. Guel (diretor do filme) costumava dizer que o povo de Cabaceiras era diferente, porque a gente n\u00e3o tinha aquela \u2018tietagem\u2019, e isso \u00e9 natural, cultural nosso. Ent\u00e3o ficava todo mundo junto\u201d, relata Paulo. Ele tamb\u00e9m atuou como figurante na produ\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de um convite feito pelo ent\u00e3o diretor da Secretaria de Cultura de Cabaceiras, o tamb\u00e9m historiador e hoje guia de turismo na regi\u00e3o Paulo Noberto de Castro. \u201cA experi\u00eancia que tive na condi\u00e7\u00e3o de figurante foi muito gratificante (\u2026 ) Epara a hist\u00f3ria e cultura de Cabaceiras [o Auto] \u00e9 um divisor de \u00e1guas. Uma cidade pequena, gravada no Cariri oriental da Para\u00edba, antes de 1998, como qualquer cidade interiorana era esquecida pelos pr\u00f3prios poderes pol\u00edticos.\u00a0Quando vem a Rede Globo com todo aparato para filmar o \u2018Auto\u2019, Cabaceiras ganha vida\u201d, afirma. O historiador tamb\u00e9m reitera que depois das grava\u00e7\u00f5es, Cabaceiras despontou n\u00e3o apenas no mercado cinematogr\u00e1fico, mas tamb\u00e9m cravou o nome entre as atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas do interior brasileiro. Como consequ\u00eancia, a vida dos moradores da regi\u00e3o tamb\u00e9m mudou. \u201cCostumes religiosos e culturais mudaram. Aprendemos muito de TV, de cinema\u2026 Cabaceiras despontou para a m\u00eddia nacional e internacional. Ganhamos uma nova roupagem hist\u00f3rica e despontamos no turismo. N\u00f3s agradecemos muito a oportunidade que tivemos, em cima da obra de Ariano Suassuna, Guel Arraes fez um trabalho muito bonito.\u00a0Tudo isso s\u00f3 nos trouxe benef\u00edcio, progresso, desenvolvimento\u201d, disse. Paulo e Virg\u00ednia Cavendish durante grava\u00e7\u00f5es do Auto da Compadecida em Cabaceiras, Para\u00edba \u2014 Foto: Arquivo Pessoal Paulo tamb\u00e9m vive a expectativa pelo novo filme, que estreia nesta quarta (25) nos cinemas de todo o Brasil. 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