{"id":295804,"date":"2025-02-09T13:55:38","date_gmt":"2025-02-09T16:55:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=295804"},"modified":"2025-02-09T13:55:38","modified_gmt":"2025-02-09T16:55:38","slug":"apenas-dez-paises-entregaram-metas-climaticas-prazo-termina-segunda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2025\/02\/09\/apenas-dez-paises-entregaram-metas-climaticas-prazo-termina-segunda\/","title":{"rendered":"Apenas dez pa\u00edses entregaram metas clim\u00e1ticas; prazo termina segunda"},"content":{"rendered":"<div class=\"header-noticia full-width\">\n<div class=\"linha-fina-noticia\"><em><strong>No total, 197 na\u00e7\u00f5es assinaram tratado para redu\u00e7\u00e3o do efeito estufa<\/strong><\/em><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container-autoria\"><\/div>\n<div>\n<p>A nove meses da realiza\u00e7\u00e3o da 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30), em Bel\u00e9m, o prazo estabelecido no Acordo de Paris para entrega da terceira gera\u00e7\u00e3o de Contribui\u00e7\u00f5es Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em ingl\u00eas) terminar\u00e1 na segunda-feira (10). Dos 197 pa\u00edses que fazem parte do tratado, apenas dez atualizaram suas ambi\u00e7\u00f5es para redu\u00e7\u00e3o de gases do efeito estufa.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1629549&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1629549&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Este ano, o Acordo de Paris, o maior tratado global firmado por l\u00edderes para evitar a piora dos impactos clim\u00e1ticos e limitar o aquecimento global em 1,5 grau\u00a0Celsius (\u00baC), completa dez anos, mas as na\u00e7\u00f5es t\u00eam falhado nessa ambi\u00e7\u00e3o. At\u00e9 2035, para estabilizar os term\u00f4metros nesse n\u00edvel, acima da temperatura pr\u00e9-industrial, ser\u00e1 necess\u00e1rio\u00a0reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa em 57%, aponta o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).<\/p>\n<p>Em janeiro, ao apresentar as prioridades das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o ano de 2025, o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ant\u00f3nio Guterres, afirmou que os pa\u00edses devem centrar esfor\u00e7os para\u00a0criar planos capazes de reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa em 60% at\u00e9 2035, com claras metas de diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Ele destacou ainda o trabalho para impulsionar as a\u00e7\u00f5es, \u201cem estreita colabora\u00e7\u00e3o com o anfitri\u00e3o da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, COP30, o presidente Lula do Brasil.\u201d<\/p>\n<h2>Compromissos<\/h2>\n<p>O Brasil responde atualmente por 2,45% das emiss\u00f5es globais, de acordo com o relat\u00f3rio de 2024 do Banco de Dados de Emiss\u00f5es para Pesquisa Atmosf\u00e9rica Global (Edgar, na sigla em ingl\u00eas) e foi o\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2024-11\/brasil-e-segundo-pais-entregar-meta-de-emissoes-na-cop29\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">segundo pa\u00eds a atualizar a NDC<\/a>, depois apenas dos Emirados \u00c1rabes Unidos.<\/p>\n<p>Na nova ambi\u00e7\u00e3o, estabeleceu uma faixa de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es entre 59% a 67%, para 2035, na compara\u00e7\u00e3o com 2005. O corte levar\u00e1 o pa\u00eds a uma emiss\u00e3o l\u00edquida anual de 850 milh\u00f5es de toneladas a 1,05 bilh\u00e3o de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico equivalente (CO2e), unidade utilizada para medir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa em rela\u00e7\u00e3o ao seu potencial de aquecimento do planeta.<\/p>\n<p>No caso dos Emirados \u00c1rabes Unidos, que representam atualmente 0,51% (Edgar) das emiss\u00f5es globais, a redu\u00e7\u00e3o foi menos ambiciosa, com uma meta de corte em 47% para 2035, em compara\u00e7\u00e3o com 2019, o que levaria o pa\u00eds a um volume anual de o 103,5 milh\u00f5es de toneladas de CO2e.<\/p>\n<p>O terceiro pa\u00eds a entregar a NDC foi os Estados Unidos, ainda em 2024, antes mesmo de anunciar a\u00a0sa\u00edda do Acordo de Paris. A contribui\u00e7\u00e3o apresentada foi coerente com o segundo maior emissor de gases do efeito estufa do planeta, que hoje representa 11,25% (Edgar) das emiss\u00f5es globais. A ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 pela redu\u00e7\u00e3o na faixa de 61% a 66% para 2035, em compara\u00e7\u00e3o com as medi\u00e7\u00f5es de 2005.<\/p>\n<p>O Uruguai, que representa apenas 0,08% das emiss\u00f5es globais, encerrou as entregas de NDCs no ano de 2024, com o compromisso de limitar as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa a partir de medi\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis absolutos de di\u00f3xido carb\u00f4nico (CO2), metano (CH4) e \u00f3xido nitroso (N2O), que representam 99,3% das emiss\u00f5es no pa\u00eds. Para 2035, o pa\u00eds estabeleceu os limites de emiss\u00f5es de CO2 em at\u00e9 9,6 milh\u00f5es de toneladas, de CH4 em 818 mil toneladas e de N2O em at\u00e9 32 mil toneladas; al\u00e9m de limitar em 30% o consumo de hidrofluorcarbonetos \u2013 gases sint\u00e9ticos presentes em aeross\u00f3is e usados em sistemas de refrigera\u00e7\u00e3o, na compara\u00e7\u00e3o com n\u00edveis de 2022.<\/p>\n<p>O pa\u00eds tamb\u00e9m apontou o avan\u00e7o adicional que \u00e9 poss\u00edvel ser alcan\u00e7ado com a disponibilidade de condi\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m do que o Uruguai disp\u00f5e, como financiamento internacional. Nesse caso, as metas condicionadas acresceriam aos limites redu\u00e7\u00f5es de CO2 em mais 960 mil toneladas, de CH4 em mais 61 mil toneladas e de N2O em mais 2 mil toneladas; a limita\u00e7\u00e3o do consumo de hidrofluorcarbonetos chegaria a 35%.<\/p>\n<h2>2025<\/h2>\n<p>Nos dois primeiros meses deste ano, mais seis pa\u00edses apresentaram suas metas: Su\u00ed\u00e7a, Reino Unido, Nova Zel\u00e2ndia, Andorra, Equador e Santa L\u00facia , que respondem juntos por apenas 1,1% das emiss\u00f5es globais. Enquanto a Su\u00ed\u00e7a, com 0,08% das emiss\u00f5es globais, apontou para uma redu\u00e7\u00e3o de 65%, o Reino Unido \u2013 que responde por 0,72% \u2013\u00a0foi al\u00e9m e assumiu o compromisso de mitigar 81% das emiss\u00f5es, at\u00e9 2035. Ambos usam como par\u00e2metro comparativo as emiss\u00f5es em 1990.<\/p>\n<p>A Nova Zel\u00e2ndia, respons\u00e1vel por 0,16% dos gases na atmosfera, apontou para uma faixa entre 51% e 55% de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es, para 2035, na compara\u00e7\u00e3o com 2005. Diferente dos demais pa\u00edses que j\u00e1 chegaram \u00e0 terceira gera\u00e7\u00e3o de NDC, essa foi a segunda atualiza\u00e7\u00e3o de ambi\u00e7\u00e3o tanto para o pa\u00eds da Oceania, quanto para a Su\u00ed\u00e7a, que haviam apresentado suas primeiras vers\u00f5es respectivamente em 2021 e 2017.<\/p>\n<p>Andorra entregou a terceira gera\u00e7\u00e3o da NDC tamb\u00e9m dentro do prazo e, apesar de ser um local com baix\u00edssimas emiss\u00f5es que nem chegam a representar um percentual (370 mil toneladas de CO2e em 2005), pretende reduzir suas emiss\u00f5es a 137 mil toneladas de CO2e, em 2035, o que representa um compromisso de mitigar 63%.<\/p>\n<p>Assim como em Andorra, os gases de efeito estufa gerados em Santa L\u00facia n\u00e3o chegam a representar um percentual nas emiss\u00f5es globais, mas o pa\u00eds insular tamb\u00e9m atualizou a NDC em sua terceira vers\u00e3o ampliando a ambi\u00e7\u00e3o de 14,7% para 22% para os setores energ\u00e9tico e de transporte, at\u00e9 2035, tendo como base as medi\u00e7\u00f5es de 2010.O pa\u00eds tamb\u00e9m estabeleceu uma meta condicionada que poderia elevar esse percentual a\u00a032%, caso haja disponibilidade de recursos para gera\u00e7\u00e3o de energia geot\u00e9rmica.<\/p>\n<p>O pa\u00eds qualificou ainda sua NDC com a amplia\u00e7\u00e3o de sua capacidade de capta\u00e7\u00e3o dos gases do efeito estufa, que dever\u00e1 atingir 251 mil toneladas de CO2e por ano, at\u00e9 2035, permitindo a retirada de mais 10% dos gases j\u00e1 emitidos para a atmosfera.<\/p>\n<p>O Equador usou o ano de 2010 como refer\u00eancia para apontar uma redu\u00e7\u00e3o de 7% para as emiss\u00f5es em 2035, o que equivale a 8,8 milh\u00f5es de toneladas de CO2e. O pa\u00eds, que atualmente representa 0,14% das emiss\u00f5es globais, adicionou ainda uma meta condicionada de alcan\u00e7ar at\u00e9 8%, o que equivaleria a 10,6 milh\u00f5es de toneladas de CO2e.<\/p>\n<p>Os dez pa\u00edses, que juntos representam 15,3% das emiss\u00f5es globais, reafirmaram o compromisso net zero para 2050, o que significaria alcan\u00e7ar a neutralidade entre as emiss\u00f5es e a remo\u00e7\u00e3o de gases da atmosfera, por meio de medidas de compensa\u00e7\u00e3o como restaura\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa e o pr\u00f3prio\u00a0mercado de carbono.<\/p>\n<p>FONTE: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No total, 197 na\u00e7\u00f5es assinaram tratado para redu\u00e7\u00e3o do efeito estufa A nove meses da realiza\u00e7\u00e3o da 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30), em Bel\u00e9m, o prazo estabelecido no Acordo de Paris para entrega da terceira gera\u00e7\u00e3o de Contribui\u00e7\u00f5es Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em ingl\u00eas) terminar\u00e1 na segunda-feira (10). Dos 197 pa\u00edses que fazem parte do tratado, apenas dez atualizaram suas ambi\u00e7\u00f5es para redu\u00e7\u00e3o de gases do efeito estufa. Este ano, o Acordo de Paris, o maior tratado global firmado por l\u00edderes para evitar a piora dos impactos clim\u00e1ticos e limitar o aquecimento global em 1,5 grau\u00a0Celsius (\u00baC), completa dez anos, mas as na\u00e7\u00f5es t\u00eam falhado nessa ambi\u00e7\u00e3o. At\u00e9 2035, para estabilizar os term\u00f4metros nesse n\u00edvel, acima da temperatura pr\u00e9-industrial, ser\u00e1 necess\u00e1rio\u00a0reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa em 57%, aponta o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Em janeiro, ao apresentar as prioridades das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o ano de 2025, o secret\u00e1rio-geral da ONU, Ant\u00f3nio Guterres, afirmou que os pa\u00edses devem centrar esfor\u00e7os para\u00a0criar planos capazes de reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa em 60% at\u00e9 2035, com claras metas de diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e consumo de combust\u00edveis f\u00f3sseis. Ele destacou ainda o trabalho para impulsionar as a\u00e7\u00f5es, \u201cem estreita colabora\u00e7\u00e3o com o anfitri\u00e3o da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, COP30, o presidente Lula do Brasil.\u201d Compromissos O Brasil responde atualmente por 2,45% das emiss\u00f5es globais, de acordo com o relat\u00f3rio de 2024 do Banco de Dados de Emiss\u00f5es para Pesquisa Atmosf\u00e9rica Global (Edgar, na sigla em ingl\u00eas) e foi o\u00a0segundo pa\u00eds a atualizar a NDC, depois apenas dos Emirados \u00c1rabes Unidos. 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Assim como em Andorra, os gases de efeito estufa gerados em Santa L\u00facia n\u00e3o chegam a representar um percentual nas emiss\u00f5es globais, mas o pa\u00eds insular tamb\u00e9m atualizou a NDC em sua terceira vers\u00e3o ampliando a ambi\u00e7\u00e3o de 14,7% para 22% para os setores energ\u00e9tico e de transporte, at\u00e9 2035, tendo como base as medi\u00e7\u00f5es de 2010.O pa\u00eds tamb\u00e9m estabeleceu uma meta condicionada que poderia elevar esse percentual a\u00a032%, caso haja disponibilidade de recursos para gera\u00e7\u00e3o de energia geot\u00e9rmica. O pa\u00eds qualificou ainda sua NDC com a amplia\u00e7\u00e3o de sua capacidade de capta\u00e7\u00e3o dos gases do efeito estufa, que dever\u00e1 atingir 251 mil toneladas de CO2e por ano, at\u00e9 2035, permitindo a retirada de mais 10% dos gases j\u00e1 emitidos para a atmosfera. O Equador usou o ano de 2010 como refer\u00eancia para apontar uma redu\u00e7\u00e3o de 7% para as emiss\u00f5es em 2035, o que equivale a 8,8 milh\u00f5es de toneladas de CO2e. 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