{"id":300132,"date":"2025-06-04T09:33:53","date_gmt":"2025-06-04T12:33:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=300132"},"modified":"2025-06-04T09:34:12","modified_gmt":"2025-06-04T12:34:12","slug":"rota-do-couro-como-tradicao-virou-oportunidade-de-renda-e-inovacao-no-cariri-da-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2025\/06\/04\/rota-do-couro-como-tradicao-virou-oportunidade-de-renda-e-inovacao-no-cariri-da-paraiba\/","title":{"rendered":"Rota do Couro: como tradi\u00e7\u00e3o virou oportunidade de renda e inova\u00e7\u00e3o no Cariri da Para\u00edba?"},"content":{"rendered":"<p>No Distrito da Ribeira, em Cabaceiras, o couro, que muitas vezes era usado para prote\u00e7\u00e3o do homem do campo nordestino, se reinventou como mat\u00e9ria-prima de produtos artesanais e sofisticados, atraindo consumidores de diferentes classes sociais.<\/p>\n<p>No munic\u00edpio, uma cooperativa impulsiona a economia local, beneficiando cerca de 500 pessoas com a produ\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as artesanais, principalmente em couro de bode. Outros empreendedores tamb\u00e9m investem em novos designs para atrair a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.<\/p>\n<p>Curiosamente, a produ\u00e7\u00e3o artesanal evoluiu tanto que come\u00e7ou a se tornar um atrativo tur\u00edstico, em uma cidade que j\u00e1 se destaca nesse setor \u2013 \u00e9 a nossa \u201cRoli\u00fade Nordestina\u201d, onde foram gravados \u201cO Auto da Compadecida\u201d (2000) e tantos outros filmes.\u00a0Em 2024, toda a Rota do Couro passou a ser sinalizada, consolidando ainda mais esse percurso como destino tur\u00edstico.<\/p>\n<p>Nesta primeira reportagem da s\u00e9rie \u201cRota do Couro\u201d, conta como o artesanato em couro est\u00e1 movimentando a economia de um pequeno distrito, em Cabaceiras.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A cooperativa Arteza<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter lazyload\" data-src=\"https:\/\/cdn.jornaldaparaiba.com.br\/img\/inline\/190000\/500x0\/Rota-do-Couro-serie-especial-mostra-como-tradicao-0019081401202506031449-8.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.jornaldaparaiba.com.br%2Fimg%2Finline%2F190000%2FRota-do-Couro-serie-especial-mostra-como-tradicao-0019081401202506031449.jpg%3Fxid%3D1126780&amp;xid=1126780\" alt=\" Rota do Couro: como tradi\u00e7\u00e3o virou oportunidade de renda e inova\u00e7\u00e3o no Cariri da Para\u00edba? \" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Bolsas de couro da cooperativa Arteza, em Cabaceiras. Foto: Grace Vasconcelos.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com foco na produ\u00e7\u00e3o de bolsas, carteiras, sand\u00e1lias e itens voltados ao homem do campo, a Cooperativa Arteza se destaca pelo uso do couro de bode, embora tamb\u00e9m trabalhe com couro bovino. Ela \u00e9 uma das principais iniciativas da atividade coureira no Distrito da Ribeira, na zona rural de Cabaceiras.<\/p>\n<p>Segundo o diretor financeiro da cooperativa, Lucas de Ara\u00fajo Castro, de 38 anos, a agricultura e a pecu\u00e1ria sempre foram as bases da economia local, e o trabalho com couro surgiu como complemento \u00e0 vida no campo, suprindo a demanda por pe\u00e7as como gib\u00f5es e chap\u00e9us.<\/p>\n<p>Lucas conta que, a partir da d\u00e9cada de 1990, houve uma mudan\u00e7a de mentalidade: come\u00e7aram a buscar alternativas que n\u00e3o dependessem das chuvas \u2013 o que era fundamental, j\u00e1 que o munic\u00edpio est\u00e1 entre os que menos chove no pa\u00eds. Segundo ele, a iniciativa ainda era muito t\u00edmida, pois n\u00e3o conheciam novos mercados.<\/p>\n<p>\u201cA cooperativa veio para organizar e mostrar que existem outros p\u00fablicos. N\u00e3o s\u00f3 aquele p\u00fablico do vaqueiro que n\u00e3o tem um poder aquisitivo para pagar mais caro por um produto. \u00c9 um produto que a gente pode atingir a classe C, a classe B, a classe A. Ent\u00e3o foi abrindo essa vis\u00e3o com a forma\u00e7\u00e3o da cooperativa\u201d, explica Lucas.<\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 uma cooperativa?\u00a0<\/strong>\u2013\u00a0<em>Cooperativa \u00e9 uma sociedade formada por, no m\u00ednimo, 20 pessoas, com objetivos econ\u00f4micos e sociais comuns, segundo o Sebrae (Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas).<\/em><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter lazyload\" data-src=\"https:\/\/cdn.jornaldaparaiba.com.br\/img\/inline\/190000\/500x0\/Rota-do-Couro-como-tradicao-virou-oportunidade-de-0019082701202506040612-8.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.jornaldaparaiba.com.br%2Fimg%2Finline%2F190000%2FRota-do-Couro-como-tradicao-virou-oportunidade-de-0019082701202506040612.jpg%3Fxid%3D1126781&amp;xid=1126781\" alt=\" Rota do Couro: como tradi\u00e7\u00e3o virou oportunidade de renda e inova\u00e7\u00e3o no Cariri da Para\u00edba? \" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cooperativa Arteza, em Cabaceiras. Foto: Grace Vasconcelos.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O diretor financeiro conta que viu o surgimento da cooperativa dentro da pr\u00f3pria casa e est\u00e1 na quinta gera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia que trabalha com couro. O pai dele, Jos\u00e9 Carlos Castro, foi um dos fundadores da\u00a0Arteza, h\u00e1 27 anos.\u00a0\u201cO artesanato t\u00e1 no sangue. Eu acho que a gente j\u00e1 nasce com isso\u201d, conta.<\/p>\n<p>A atividade da Arteza come\u00e7a com a produ\u00e7\u00e3o das peles no curtume coletivo do munic\u00edpio, que s\u00e3o entregues aos artes\u00e3os respons\u00e1veis por confeccionar os produtos da marca. A cooperativa tamb\u00e9m assume a comercializa\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as artesanais.<\/p>\n<p>Quando a cooperativa foi fundada, s\u00f3 existiam 28 s\u00f3cios. Hoje, a Arteza re\u00fane 25 pequenas f\u00e1bricas, com 75 s\u00f3cios ativos, sendo a maioria respons\u00e1vel por uma fam\u00edlia. O diretor financeiro afirma que s\u00e3o produzidas entre 12 a 15 mil pe\u00e7as por m\u00eas, e estima que cerca de 500 pessoas s\u00e3o diretamente impactadas pela produ\u00e7\u00e3o do artesanato.<\/p>\n<p>\u201cO impacto da cooperativa \u00e9 a renda para os cooperados, para as pessoas que trabalham com os cooperados, para a fam\u00edlia do cooperado. Indiretamente, isso tamb\u00e9m incentiva mercadinho, incentiva material de constru\u00e7\u00e3o, posto de combust\u00edvel, porque o dinheiro circula. Essa gera\u00e7\u00e3o de renda, de emprego, faz com que o lugar cres\u00e7a. Quando o lugar se desenvolve, as pessoas tamb\u00e9m come\u00e7am a se desenvolver\u201d, afirma Lucas de Ara\u00fajo Castro, diretor financeiro da cooperativa Arteza.<\/p>\n<p><strong>Novos designs e oportunidades<\/strong><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter lazyload\" data-src=\"https:\/\/cdn.jornaldaparaiba.com.br\/img\/inline\/190000\/500x0\/Rota-do-Couro-como-tradicao-virou-oportunidade-de-0019082702202506040612-8.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.jornaldaparaiba.com.br%2Fimg%2Finline%2F190000%2FRota-do-Couro-como-tradicao-virou-oportunidade-de-0019082702202506040612.jpg%3Fxid%3D1126782&amp;xid=1126782\" alt=\" Rota do Couro: como tradi\u00e7\u00e3o virou oportunidade de renda e inova\u00e7\u00e3o no Cariri da Para\u00edba? \" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Arquivo\/Use V\u00f4tti.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Outras iniciativas empreendedoras tamb\u00e9m come\u00e7aram a surgir na regi\u00e3o nos \u00faltimos anos. Gabriela Andrade, o marido e o irm\u00e3o criaram uma marca de cal\u00e7ados em couro, produzidos em uma oficina na zona rural do munic\u00edpio. Com design moderno e cores vibrantes, cerca de 10 artes\u00e3os fabricam at\u00e9 mil pares por m\u00eas.<\/p>\n<p>Hoje, a empresa V\u00f4tti tem uma loja no Mercado de Artesanato da Para\u00edba, em Jo\u00e3o Pessoa. Gabriela explica que tamb\u00e9m vende no atacado para Salvador, S\u00e3o Paulo e Recife, mas lembra que, no in\u00edcio, o trabalho era bem diferente.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o come\u00e7ou na garagem dos pais dela, em 2013, com a confec\u00e7\u00e3o de chap\u00e9us. Depois, passaram a fazer sand\u00e1lias de tran\u00e7as, tradicionais na regi\u00e3o, mas o irm\u00e3o queria ir al\u00e9m: queria inovar, criar modelos mais arrumados e com design diferenciado.<\/p>\n<p>\u201cA gente come\u00e7ou a desenhar as sand\u00e1lias, a trazer cores, porque, naquela \u00e9poca, era mais o couro de bode cru ou, no m\u00e1ximo, uma cor preta, uma cor branca. A\u00ed a gente trouxe cores. A gente come\u00e7ou a fazer combina\u00e7\u00f5es diferentes e modelos tamb\u00e9m diferentes\u201d, conta Gabriela.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter lazyload\" data-src=\"https:\/\/cdn.jornaldaparaiba.com.br\/img\/inline\/190000\/500x0\/Rota-do-Couro-como-tradicao-virou-oportunidade-de-0019082703202506040612-8.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.jornaldaparaiba.com.br%2Fimg%2Finline%2F190000%2FRota-do-Couro-como-tradicao-virou-oportunidade-de-0019082703202506040612.jpg%3Fxid%3D1126783&amp;xid=1126783\" alt=\" Rota do Couro: como tradi\u00e7\u00e3o virou oportunidade de renda e inova\u00e7\u00e3o no Cariri da Para\u00edba? \" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Gabriela Andrade e o marido na oficina da marca de cal\u00e7ados, em Cabaceiras. Foto: Grace Vasconcelos.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foi o irm\u00e3o de Gabriela quem desenhou alguns dos modelos, e parte das combina\u00e7\u00f5es de cores \u00e9 criada na pr\u00f3pria oficina.<\/p>\n<p>\u201cA gente fala que \u00e9 uma pe\u00e7a que a gente criou de verdade. A gente fez o desenho, a modelagem e entrega o produto final ao cliente. Isso encanta. Quando contamos a hist\u00f3ria, que fomos n\u00f3s que desenhamos, que escolhemos as cores, os clientes ficam encantados\u201d, afirma Gabriela.<\/p>\n<p>Na frente da oficina de Gabriela, a placa da Rota do Couro chama aten\u00e7\u00e3o e identifica que o local est\u00e1 dispon\u00edvel para receber turistas. No local, ela j\u00e1 planeja construir uma loja para receber os visitantes.<\/p>\n<p>\u201cA gente j\u00e1 t\u00e1 comprando o material, porque, como a gente t\u00e1 participando da Rota do Couro, a\u00ed a gente vai fazer a loja. Para, quando chegar um turista, ter o produto pronto para mostrar para ele. Aqui \u00e9 s\u00f3 a produ\u00e7\u00e3o, mas, futuramente\u2026\u201d, conta Gabriela.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter lazyload\" data-src=\"https:\/\/cdn.jornaldaparaiba.com.br\/img\/inline\/190000\/500x0\/Rota-do-Couro-como-tradicao-virou-oportunidade-de-0019082704202506040612-8.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.jornaldaparaiba.com.br%2Fimg%2Finline%2F190000%2FRota-do-Couro-como-tradicao-virou-oportunidade-de-0019082704202506040612.jpg%3Fxid%3D1126784&amp;xid=1126784\" alt=\" Rota do Couro: como tradi\u00e7\u00e3o virou oportunidade de renda e inova\u00e7\u00e3o no Cariri da Para\u00edba? \" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Placa da Rota do Couro sinaliza que oficina est\u00e1 dispon\u00edvel para receber turistas, em Cabaceiras. Foto: Grace Vasconcelos.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Empreendedorismo em n\u00fameros<\/strong><\/p>\n<p>Cabaceiras tem 40 empresas relacionadas \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de objetos em couro, sendo 32 registradas como microempreendedores individuais (MEI) e apenas seis s\u00e3o consideradas microempresas (ME). Os dados s\u00e3o do Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).<\/p>\n<p>Em 2024, a prefeitura identificou a exist\u00eancia de 57 oficinas de artesanato em couro, sendo tr\u00eas delas no munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o do Cariri, mas ligadas a Cabaceiras. Segundo a gest\u00e3o, s\u00e3o cerca de 300 artes\u00e3os trabalhando diretamente com essa produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A especialista em educa\u00e7\u00e3o empreendedora, Suellen Albuquerque, relembra que trabalhou com o artesanato em couro do munic\u00edpio em 2008 e se envolveu na forma\u00e7\u00e3o de artes\u00e3os, atuando com materiais e na consultoria de incubadoras de empresas na cidade.<\/p>\n<p>Ela conta que, de l\u00e1 para c\u00e1, percebe uma melhoria na produ\u00e7\u00e3o e destaca que o artes\u00e3o que buscou definir uma marca, criou um estilo pr\u00f3prio e prezou pela qualidade teve seu trabalho reconhecido e valorizado.<\/p>\n<p>Suellen tamb\u00e9m destaca que Cabaceiras \u00e9 um polo de economia criativa e que a cooperativa Arteza \u00e9 um caso de sucesso, dando continuidade ao trabalho de gera\u00e7\u00f5es e garantindo ao artes\u00e3o o acesso a uma mat\u00e9ria-prima \u00fanica, produzida localmente. \u201cColoca o produto em um patamar \u00fanico e permite a valoriza\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as, que carregam em sua est\u00e9tica o DNA do Cariri Paraibano\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m avalia que a maioria dos artes\u00e3os em Cabaceiras trabalha de forma formalizada, porque sabe que \u201co caminho n\u00e3o poderia ser diferente\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO empreendedorismo \u00e9 meio para que essas habilidades que definem a identidade da regi\u00e3o, esse saber fazer, n\u00e3o se perca.\u00a0O artes\u00e3o precisa de apoio para viver das suas habilidades, e eu digo viver bem, n\u00e3o sobreviver\u201d, conta a especialista.<\/p>\n<p><em>Com Jornal da Para\u00edba<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Distrito da Ribeira, em Cabaceiras, o couro, que muitas vezes era usado para prote\u00e7\u00e3o do homem do campo nordestino, se reinventou como mat\u00e9ria-prima de&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":300133,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[106,50,2],"tags":[],"class_list":["post-300132","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cariri","category-destaque","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300132","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=300132"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300132\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":300135,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/300132\/revisions\/300135"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/300133"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=300132"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=300132"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=300132"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}