{"id":314986,"date":"2026-05-27T06:00:47","date_gmt":"2026-05-27T09:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=314986"},"modified":"2026-05-26T20:31:50","modified_gmt":"2026-05-26T23:31:50","slug":"canetas-para-emagrecer-podem-perder-efeito-com-o-tempo-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/05\/27\/canetas-para-emagrecer-podem-perder-efeito-com-o-tempo-entenda\/","title":{"rendered":"Canetas para emagrecer podem perder efeito com o tempo? Entenda"},"content":{"rendered":"<p class=\"td-post-sub-title\" style=\"text-align: center;\"><em>Para entender melhor o processo, os pesquisadores acompanharam em tempo real a atividade de c\u00e9lulas cerebrais expostas \u00e0 semaglutida<\/em><\/p>\n<div class=\"td-module-meta-info\">\n<p>Medicamentos como\u00a0Ozempic\u00a0e\u00a0Wegovy\u00a0ficaram conhecidos pela capacidade de reduzir o apetite e acelerar a perda de peso. Mas muita gente relata que, depois de um tempo, o\u00a0emagrecimento\u00a0desacelera ou at\u00e9 estaciona.<\/p>\n<p>Agora, um estudo dos Institutos Nacionais de Sa\u00fade dos Estados Unidos (NIH) ajuda a entender o que pode estar acontecendo dentro do c\u00e9rebro durante esse processo.<\/p>\n<p>Conforme a pesquisa, publicada em 22 de maio na\u00a0Nature Metabolism, feita com camundongos, medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, como\u00a0a semaglutida, atuam nos neur\u00f4nios respons\u00e1veis pelo controle da fome.\u00a0<span class=\"highlight highlight-visible\">Os resultados mostram que as c\u00e9lulas cerebrais n\u00e3o respondem todas da mesma forma ao tratamento,<\/span>\u00a0o que pode explicar por que os efeitos variam entre as pessoas e tendem a diminuir com o tempo.<\/p>\n<p>Os cientistas j\u00e1 sabiam que esses rem\u00e9dios agem em regi\u00f5es cerebrais ligadas ao apetite. O que ainda era pouco compreendido era o que acontecia dentro das c\u00e9lulas atingidas pela medica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSabemos muito menos sobre os detalhes do que acontece dentro dos neur\u00f4nios que esses medicamentos visam. Ao investigar esses mecanismos, estamos come\u00e7ando a responder algumas dessas perguntas\u201d, afirma Andrew Lutas, pesquisador do Instituto Nacional de Diabetes e Doen\u00e7as Digestivas e Renais dos NIH, em comunicado.<\/p>\n<h2>O que acontece dentro do c\u00e9rebro?<\/h2>\n<p><span class=\"highlight highlight-visible\">Para entender melhor o processo, os pesquisadores acompanharam em tempo real a atividade de c\u00e9lulas cerebrais expostas \u00e0 semaglutida.<\/span>\u00a0Eles observaram mudan\u00e7as em uma mol\u00e9cula chamada AMPc, envolvida na comunica\u00e7\u00e3o interna dos neur\u00f4nios.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, o aumento dessa mol\u00e9cula na chamada \u00e1rea postrema, regi\u00e3o do c\u00e9rebro ligada ao controle do apetite, parece ser fundamental para o efeito de perda de peso.<\/p>\n<p>Mas as respostas variavam bastante entre os neur\u00f4nios. Algumas c\u00e9lulas mantinham os sinais ativos por mais tempo, enquanto outras apresentavam apenas uma resposta tempor\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o se tratava de um fen\u00f4meno do tipo tudo ou nada. Observamos que as respostas variavam em um espectro cont\u00ednuo\u201d, explica Michael Krashes, pesquisador s\u00eanior do NIH e coautor do trabalho.<\/p>\n<h2>Por que o efeito pode diminuir<\/h2>\n<p><span class=\"highlight highlight-visible\">Os cientistas acreditam que algumas c\u00e9lulas acabam reduzindo sua sensibilidade ao medicamento ao longo do tempo.<\/span>\u00a0Isso pode acontecer porque os receptores usados pela semaglutida passam a ser internalizados ou degradados pelos pr\u00f3prios neur\u00f4nios.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isso faria com que certas c\u00e9lulas deixassem de responder t\u00e3o intensamente ao rem\u00e9dio, ajudando a explicar por que o emagrecimento pode atingir um efeito plat\u00f4 depois de alguns meses.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m testaram uma forma de prolongar a resposta cerebral usando outro medicamento, chamado roflumilast. A subst\u00e2ncia conseguiu manter os sinais ativos por mais tempo em um n\u00famero maior de neur\u00f4nios.<\/p>\n<p>Apesar disso, os autores ressaltam que ainda \u00e9 cedo para saber se essa estrat\u00e9gia poderia ser usada em pacientes.<\/p>\n<h3>O que os pesquisadores esperam descobrir<\/h3>\n<p>Uma das limita\u00e7\u00f5es do estudo \u00e9 que os cientistas conseguiram acompanhar a atividade cerebral apenas por algumas horas. Agora, a equipe pretende investigar o que acontece ao longo de dias ou semanas de uso cont\u00ednuo dos medicamentos.<\/p>\n<p>Segundo os autores, entender esses mecanismos pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos mais duradouros e eficazes contra a obesidade no futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do Metr\u00f3poles.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para entender melhor o processo, os pesquisadores acompanharam em tempo real a atividade de c\u00e9lulas cerebrais expostas \u00e0 semaglutida Medicamentos como\u00a0Ozempic\u00a0e\u00a0Wegovy\u00a0ficaram conhecidos pela capacidade de reduzir o apetite e acelerar a perda de peso. Mas muita gente relata que, depois de um tempo, o\u00a0emagrecimento\u00a0desacelera ou at\u00e9 estaciona. Agora, um estudo dos Institutos Nacionais de Sa\u00fade dos Estados Unidos (NIH) ajuda a entender o que pode estar acontecendo dentro do c\u00e9rebro durante esse processo. 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