{"id":315280,"date":"2026-06-01T06:00:40","date_gmt":"2026-06-01T09:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=315280"},"modified":"2026-05-31T19:38:55","modified_gmt":"2026-05-31T22:38:55","slug":"hugo-motta-publica-artigo-na-folha-de-sao-paulo-a-reforma-da-vida-das-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/06\/01\/hugo-motta-publica-artigo-na-folha-de-sao-paulo-a-reforma-da-vida-das-pessoas\/","title":{"rendered":"Hugo Motta publica artigo na Folha de S\u00e3o Paulo: \u2018A reforma da vida das pessoas\u2019"},"content":{"rendered":"<p>O presidente da C\u00e2mara dos Deputados, o paraibano Hugo Motta, publicou, nesse fim de semana, artigo de opini\u00e3o no jornal Folha de S\u00e3o Paulo sobre a aprova\u00e7\u00e3o do fim da escala 6\u00d71 e como todo o processo foi conduzido.<\/p>\n<p>Confira o texto na \u00edntegra:<\/p>\n<p><strong><em>A reforma da vida das pessoas\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Mais de 15 milh\u00f5es de brasileiros vivem hoje sob a escala 6\u00d71. Homens e mulheres que, durante seis dias da semana, acordam antes do amanhecer e atravessam cidades inteiras para trabalhar. E, ao retornarem para casa, encontram outras tarefas \u00e0 espera. Essa realidade pesa ainda mais sobre as mulheres, que acumulam jornadas m\u00faltiplas e chefiam mais da metade dos lares brasileiros.<\/em><\/p>\n<p><em>S\u00e3o milh\u00f5es de pessoas que n\u00e3o conseguem usufruir do conv\u00edvio com os filhos, de lazer, estudos, cuidados com a sa\u00fade e do pr\u00f3prio descanso. Trabalhadores que comprimem em apenas um dia de folga uma vida inteira de obriga\u00e7\u00f5es pessoais e familiares.<\/em><\/p>\n<p><em>Foi olhando para esse cen\u00e1rio que a C\u00e2mara dos Deputados retomou um debate que h\u00e1 quase quarenta anos n\u00e3o era revisitado, desde a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Um debate que vai muito al\u00e9m da quantidade de horas trabalhadas e discute o direito ao tempo de vida \u2013 porque existe uma diferen\u00e7a entre viver e apenas sobreviver.<\/em><\/p>\n<p><em>Ao longo do processo, mais de 3.200 pessoas foram ouvidas, entre trabalhadores, especialistas, representantes da sociedade civil e do setor produtivo. Foram realizadas audi\u00eancias p\u00fablicas, reuni\u00f5es e debates nas cinco regi\u00f5es do pa\u00eds, permitindo conhecer demandas, preocupa\u00e7\u00f5es e expectativas de cada atividade econ\u00f4mica Brasil afora.<\/em><\/p>\n<p><em>O desafio da C\u00e2mara foi encontrar equil\u00edbrio. Garantir prote\u00e7\u00e3o ao trabalhador sem ignorar a realidade de quem produz, empreende e gera empregos no pa\u00eds, principalmente as micro e pequenas empresas, respons\u00e1veis pela maior parte das vagas formais do Brasil.<\/em><\/p>\n<p><em>Desse di\u00e1logo nasceu uma proposta baseada em tr\u00eas pilares: redu\u00e7\u00e3o da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e manuten\u00e7\u00e3o integral dos sal\u00e1rios.<\/em><\/p>\n<p><em>A implementa\u00e7\u00e3o da proposta deve ocorrer de forma gradual e respons\u00e1vel, assegurando maior previsibilidade para empresas, trabalhadores e consumidores.<\/em><\/p>\n<p><em>Durante o debate, muito se falou sobre os impactos econ\u00f4micos da redu\u00e7\u00e3o da jornada, apontando para uma eventual queda de produtividade. Mas esse argumento j\u00e1 n\u00e3o se sustenta diante da realidade. O Brasil est\u00e1 entre os pa\u00edses com maior carga hor\u00e1ria de trabalho do mundo e, ainda assim, convive h\u00e1 anos com a estagna\u00e7\u00e3o da produtividade.<\/em><\/p>\n<p><em>Isso revela uma verdade que j\u00e1 n\u00e3o pode ser ignorada: o desenvolvimento n\u00e3o depende apenas da quantidade de horas trabalhadas e a redu\u00e7\u00e3o de jornada n\u00e3o \u00e9 a vil\u00e3 da produtividade.<\/em><\/p>\n<p><em>Pelo contr\u00e1rio. Trabalhadores mais descansados adoecem menos, faltam menos, permanecem mais tempo nos empregos e produzem melhor. Empresas brasileiras j\u00e1 v\u00eam experimentando jornadas reduzidas e relatando ganhos de produtividade, melhoria no ambiente de trabalho e redu\u00e7\u00e3o da rotatividade.<\/em><\/p>\n<p><em>Ou seja, desenvolvimento econ\u00f4mico e dignidade humana n\u00e3o s\u00e3o objetivos concorrentes, mas complementares. Uma economia forte tamb\u00e9m depende de trabalhadores saud\u00e1veis, motivados e com qualidade de vida.<\/em><\/p>\n<p><em>Outro aspecto que o Parlamento n\u00e3o poderia ignorar \u00e9 o avan\u00e7o do adoecimento f\u00edsico e mental da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora. Os impactos j\u00e1 alcan\u00e7am fam\u00edlias, empresas, Previd\u00eancia Social, sistema p\u00fablico de sa\u00fade e toda a economia nacional. Por isso, reduzir a jornada tamb\u00e9m \u00e9 uma medida de sa\u00fade p\u00fablica.<\/em><\/p>\n<p><em>A hist\u00f3ria nos ensina que avan\u00e7os civilizat\u00f3rios raramente acontecem sem resist\u00eancia. Foi assim com a cria\u00e7\u00e3o da Carteira de Trabalho. Foi assim com o 13\u00ba sal\u00e1rio que, durante sua implementa\u00e7\u00e3o, chegou a ser apontado como desastroso para a economia do pa\u00eds. At\u00e9 o fim da escravid\u00e3o encontrou rea\u00e7\u00f5es, quando muitos acharam que o Brasil ficaria sem trabalhadores e n\u00e3o suportaria a mudan\u00e7a. Foi assim com tantas conquistas que hoje consideramos naturais, mas que um dia foram tratadas com relut\u00e2ncia.<\/em><\/p>\n<p><em>J\u00e1 nos foi ensinado que a grandeza de uma na\u00e7\u00e3o n\u00e3o se mede apenas pelas riquezas que produz, mas pela forma como cuida daqueles que a produzem. Foi com essa convic\u00e7\u00e3o que a C\u00e2mara dos Deputados deu esse passo hist\u00f3rico. O que entregamos ao pa\u00eds \u00e9 mais do que uma mudan\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho. \u00c9 uma reforma para a vida das pessoas.<\/em><\/p>\n<p>MaisPB<\/p>\n<div class=\"yarpp yarpp-related yarpp-related-website yarpp-template-thumbnails\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da C\u00e2mara dos Deputados, o paraibano Hugo Motta, publicou, nesse fim de semana, artigo de opini\u00e3o no jornal Folha de S\u00e3o Paulo sobre&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":315281,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[123,50,2],"tags":[],"class_list":["post-315280","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","category-destaque","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315280","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=315280"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315280\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":315282,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/315280\/revisions\/315282"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/315281"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=315280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=315280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=315280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}