{"id":318525,"date":"2026-08-09T17:42:36","date_gmt":"2026-08-09T20:42:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=318525"},"modified":"2026-08-09T17:42:36","modified_gmt":"2026-08-09T20:42:36","slug":"policia-registrou-783-mil-atendimentos-especializados-a-mulher-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/08\/09\/policia-registrou-783-mil-atendimentos-especializados-a-mulher-em-2025\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia registrou 783 mil atendimentos especializados \u00e0 mulher em 2025"},"content":{"rendered":"<div class=\"header-noticia full-width\">\n<div class=\"linha-fina-noticia\" style=\"text-align: center;\"><em><strong>Levantamento \u00e9 publicado por ocasi\u00e3o dos 20 anos da Lei Maria da Penha<\/strong><\/em><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container-autoria\" style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<div>\n<p>As unidades especializadas no Atendimento \u00e0 Mulher da Pol\u00edcia Civil de todo o pa\u00eds realizaram 782.474 atendimentos no ano de 2025, incluindo ocorr\u00eancias de amea\u00e7a, les\u00e3o corporal, inj\u00faria, importuna\u00e7\u00e3o sexual, estupro e feminic\u00eddio, entre outras.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1699163&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1699163&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Ao todo, foram 329.451 v\u00edtimas atendidas, n\u00famero que demonstra que muitas vezes as mulheres precisam voltar para mais de um atendimento.<\/p>\n<p>Os dados foram divulgados no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mj\/pt-br\/assuntos\/sua-seguranca\/seguranca-publica\/estatistica\/download\/10o-diagnostico-nacional-das-unidades-especializadas-em-atendimento-as-mulheres.pdf\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">10\u00ba\u00a0Diagn\u00f3stico Nacional das Unidades de Pol\u00edcia Civil Especializadas no Atendimento \u00e0s Mulheres<\/a>, publicado nessa sexta-feira (7) pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica (MJSP).<\/p>\n<p>Publicado no contexto dos 20 anos da Lei Maria da Penha, o levantamento compilou dados de 530 das 585 unidades espalhadas pelo pa\u00eds, incluindo as delegacias especializadas e outros tipos de unidades.<\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Sudeste concentrou o maior n\u00famero de v\u00edtimas (125.769), 47,8% do total nacional.\u00a0Em seguida v\u00eam as regi\u00f5es Nordeste, com 53.067 v\u00edtimas (20,2%), Centro-Oeste, com 43.662 (16,6%), Sul, com 21.087 (8,0%), e Norte, com 19.712 v\u00edtimas (7,5%). Entre os estados, a maioria das v\u00edtimas atendidas foi\u00a0de S\u00e3o Paulo (84.103).<\/p>\n<h2>Tipos de ocorr\u00eancia<\/h2>\n<p>Segundo o levantamento, o tipo de ocorr\u00eancia com maior n\u00famero de registros em 2025, ano-base do estudo, foi a amea\u00e7a (148.544), seguida\u00a0por les\u00e3o corporal (99.473) e inj\u00faria (88.739). Os tipos que tiveram maior alta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa anterior (ano-base 2023) foram\u00a0a persegui\u00e7\u00e3o (52.855, alta de 44,3%) e a viol\u00eancia psicol\u00f3gica (23.911, alta de 49,7%).<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico mostra ainda que os atendimentos nas unidades especializadas resultaram no pedido de 302.626 medidas protetivas de urg\u00eancia, das quais 118.672 foram concedidas, a maioria (74,2%)\u00a0Dessas, 38.214 foram descumpridas pelos agressores.<\/p>\n<p>As unidades especializadas come\u00e7aram a ser instaladas\u00a0em 1985, com a cria\u00e7\u00e3o da primeira Delegacia Especializada no Atendimento \u00e0s Mulheres (Deam) do Brasil, na regi\u00e3o central da cidade de S\u00e3o Paulo. Naquele mesmo ano seriam inauguradas mais 19 unidades.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, novas unidades foram instaladas\u00a0a cada ano, chegando \u00e0s\u00a0585 atuais, em que 6.200 profissionais, entre delegados, agentes, escriv\u00e3es, psic\u00f3logos e assistentes sociais\u00a0que seguem protocolos especiais de acolhimento e escuta das v\u00edtimas.<\/p>\n<h2>Car\u00eancias<\/h2>\n<p>O diagn\u00f3stico, contudo. aponta desafios, como o fato de 80% dessas unidades ainda n\u00e3o funcionarem\u00a024 horas.\u00a0Entre as principais car\u00eancias, o estudo identificou ainda a insufici\u00eancia de recursos de investiga\u00e7\u00e3o, mencionada por 57% das unidades, a falta de viaturas, citada por 46%, e a falta de material de menor potencial ofensivo (40%).<\/p>\n<p>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Com Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento \u00e9 publicado por ocasi\u00e3o dos 20 anos da Lei Maria da Penha As unidades especializadas no Atendimento \u00e0 Mulher da Pol\u00edcia Civil de todo o pa\u00eds realizaram 782.474 atendimentos no ano de 2025, incluindo ocorr\u00eancias de amea\u00e7a, les\u00e3o corporal, inj\u00faria, importuna\u00e7\u00e3o sexual, estupro e feminic\u00eddio, entre outras. Ao todo, foram 329.451 v\u00edtimas atendidas, n\u00famero que demonstra que muitas vezes as mulheres precisam voltar para mais de um atendimento. Os dados foram divulgados no\u00a010\u00ba\u00a0Diagn\u00f3stico Nacional das Unidades de Pol\u00edcia Civil Especializadas no Atendimento \u00e0s Mulheres, publicado nessa sexta-feira (7) pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica (MJSP). Publicado no contexto dos 20 anos da Lei Maria da Penha, o levantamento compilou dados de 530 das 585 unidades espalhadas pelo pa\u00eds, incluindo as delegacias especializadas e outros tipos de unidades. A Regi\u00e3o Sudeste concentrou o maior n\u00famero de v\u00edtimas (125.769), 47,8% do total nacional.\u00a0Em seguida v\u00eam as regi\u00f5es Nordeste, com 53.067 v\u00edtimas (20,2%), Centro-Oeste, com 43.662 (16,6%), Sul, com 21.087 (8,0%), e Norte, com 19.712 v\u00edtimas (7,5%). Entre os estados, a maioria das v\u00edtimas atendidas foi\u00a0de S\u00e3o Paulo (84.103). Tipos de ocorr\u00eancia Segundo o levantamento, o tipo de ocorr\u00eancia com maior n\u00famero de registros em 2025, ano-base do estudo, foi a amea\u00e7a (148.544), seguida\u00a0por les\u00e3o corporal (99.473) e inj\u00faria (88.739). Os tipos que tiveram maior alta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa anterior (ano-base 2023) foram\u00a0a persegui\u00e7\u00e3o (52.855, alta de 44,3%) e a viol\u00eancia psicol\u00f3gica (23.911, alta de 49,7%). O diagn\u00f3stico mostra ainda que os atendimentos nas unidades especializadas resultaram no pedido de 302.626 medidas protetivas de urg\u00eancia, das quais 118.672 foram concedidas, a maioria (74,2%)\u00a0Dessas, 38.214 foram descumpridas pelos agressores. As unidades especializadas come\u00e7aram a ser instaladas\u00a0em 1985, com a cria\u00e7\u00e3o da primeira Delegacia Especializada no Atendimento \u00e0s Mulheres (Deam) do Brasil, na regi\u00e3o central da cidade de S\u00e3o Paulo. Naquele mesmo ano seriam inauguradas mais 19 unidades. Desde ent\u00e3o, novas unidades foram instaladas\u00a0a cada ano, chegando \u00e0s\u00a0585 atuais, em que 6.200 profissionais, entre delegados, agentes, escriv\u00e3es, psic\u00f3logos e assistentes sociais\u00a0que seguem protocolos especiais de acolhimento e escuta das v\u00edtimas. Car\u00eancias O diagn\u00f3stico, contudo. aponta desafios, como o fato de 80% dessas unidades ainda n\u00e3o funcionarem\u00a024 horas.\u00a0Entre as principais car\u00eancias, o estudo identificou ainda a insufici\u00eancia de recursos de investiga\u00e7\u00e3o, mencionada por 57% das unidades, a falta de viaturas, citada por 46%, e a falta de material de menor potencial ofensivo (40%). 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