{"id":319796,"date":"2026-08-22T10:18:33","date_gmt":"2026-08-22T13:18:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=319796"},"modified":"2026-08-22T10:18:33","modified_gmt":"2026-08-22T13:18:33","slug":"autor-de-minha-cumadi-fulozinha-discute-a-classificacao-de-encantados-e-a-necessidade-de-respeitar-cosmologias-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/08\/22\/autor-de-minha-cumadi-fulozinha-discute-a-classificacao-de-encantados-e-a-necessidade-de-respeitar-cosmologias-indigenas\/","title":{"rendered":"Autor de &#8220;Minha Cumadi Fulozinha&#8221; discute a classifica\u00e7\u00e3o de encantados e a necessidade de respeitar cosmologias ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"<p>Givanildo Silva, escritor ind\u00edgena respons\u00e1vel pela autoria do livro &#8220;Minha Cumadi Fulozinha&#8221;, abordou o Dia do Folclore para refletir sobre a forma como os encantados s\u00e3o frequentemente rotulados como &#8220;lendas&#8221;. Durante a conversa com o g1, o autor destacou a import\u00e2ncia de compreender e respeitar as diferentes cosmologias e cren\u00e7as que definem a identidade de cada comunidade.<\/p>\n<p>Para Givanildo, o uso indiscriminado desse termo pode ignorar a maneira como diversos povos percebem e interpretam o mundo. Segundo ele, &#8220;O problema reside precisamente na aplica\u00e7\u00e3o de certas categorias para desvalorizar a cosmologia de um povo, enquanto se reconhece a cosmologia de outro como verdadeira ou religiosa. O que realmente importa, nesse aspecto, \u00e9 compreender e respeitar aquilo que cada povo acredita e a forma como constr\u00f3i sua pr\u00f3pria vis\u00e3o de mundo&#8221;.<\/p>\n<p>A Comadre Florzinha, tamb\u00e9m conhecida como Cumadi Fulozinha, \u00e9 um encantado associado \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de matas e florestas. Nas tradi\u00e7\u00f5es orais de comunidades tradicionais, ela \u00e9 representada como uma crian\u00e7a ou mulher de cabelos longos, habitante da mata que usa o assobio para atrair ou confundir quem entra na floresta. A figura tamb\u00e9m aparece em contos ligados \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de animais e vegeta\u00e7\u00e3o, punindo ca\u00e7adores que desrespeitam a natureza ou retiram demais da mata.<\/p>\n<p>No livro &#8220;Minha Cumadi Fulozinha&#8221;, Givanildo baseou-se em suas pr\u00f3prias mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia para reconstituir hist\u00f3rias sobre o encantado. As mem\u00f3rias est\u00e3o intimamente ligadas \u00e0 conviv\u00eancia com seu av\u00f4, per\u00edodo em que ouviu relatos e teve contato com a personagem que, anos depois, virou tema central de sua obra. &#8220;Desde crian\u00e7a, eu carregava o desejo de, um dia, escrever um livro sobre ela. Era uma ideia que me acompanhava como um projeto adormecido na mem\u00f3ria. Este livro n\u00e3o surgiu de repente; foi desenvolvido ao longo de mais de 40 anos, entre mem\u00f3rias, hist\u00f3rias, afetos e o desejo de transformar em palavra uma personagem que me acompanha desde a inf\u00e2ncia&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1 Para\u00edba<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Givanildo Silva \u00e9 autor do livro &#8216;Minha Cumadi Fulozinha&#8217; Roan Nascimento O escritor ind\u00edgena Givanildo Silva \u00e9 autor do livro \u201cMinha Cumadi Fulozinha\u201d, obra que re\u00fane hist\u00f3rias e mem\u00f3rias sobre a Comadre Florzinha, um encantado presente no imagin\u00e1rio e na cosmologia de povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais da Para\u00edba e de Pernambuco. &#x2705; Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp No Dia do Folclore, comemorado neste s\u00e1bado (22), o autor conversou com o g1 sobre a rela\u00e7\u00e3o entre os encantados e as tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e chamou aten\u00e7\u00e3o para a forma como essas figuras s\u00e3o classificadas como \u201clendas\u201d. Para Givanildo, o uso desse termo pode desconsiderar a maneira como diferentes povos compreendem e interpretam o mundo. Segundo ele, \u00e9 necess\u00e1rio respeitar as diferentes cosmologias e as cren\u00e7as que fazem parte da identidade de cada comunidade. \u201cO problema est\u00e1 justamente em utilizar determinadas categorias para desqualificar a cosmologia de um povo, enquanto se reconhece como verdade ou religi\u00e3o a cosmologia de outro. O que importa, nesse sentido, \u00e9 compreender e respeitar aquilo em que cada povo acredita e a maneira como constr\u00f3i sua pr\u00f3pria vis\u00e3o de mundo\u201d, explicou. Agora no g1 Quem \u00e9 a Comadre Florzinha? Ilustra\u00e7\u00e3o do livro &#8220;Minha Cumadi Fulozinha&#8221; Ariana Atan\u00e1zio\/Divulga\u00e7\u00e3o A Comadre Florzinha, tamb\u00e9m conhecida como Cumadi Fulozinha, \u00e9 um encantado associado \u00e0 prote\u00e7\u00e3o das matas e das florestas. Nas hist\u00f3rias transmitidas entre comunidades tradicionais, ela costuma ser retratada como uma crian\u00e7a ou uma mulher de cabelos compridos, que vive na mata e pode assobiar para atrair ou desorientar pessoas que entram na floresta. A personagem tamb\u00e9m aparece em relatos relacionados \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos animais e da vegeta\u00e7\u00e3o. Em algumas narrativas, a Comadre Florzinha pune ca\u00e7adores que desrespeitam a mata ou retiram dela mais do que o necess\u00e1rio. No livro \u201cMinha Cumadi Fulozinha\u201d, Givanildo Silva parte das pr\u00f3prias lembran\u00e7as de inf\u00e2ncia para reconstruir hist\u00f3rias relacionadas ao encantado. As mem\u00f3rias s\u00e3o ligadas, principalmente, \u00e0 conviv\u00eancia com o av\u00f4, per\u00edodo em que ouviu relatos e teve contato com a personagem que, anos mais tarde, se tornaria tema de sua obra. O escritor conta que a ideia de escrever sobre a Comadre Florzinha surgiu ainda na inf\u00e2ncia e permaneceu presente durante d\u00e9cadas, at\u00e9 se transformar em livro. \u201cDesde crian\u00e7a, eu carregava comigo o desejo de, um dia, escrever um livro sobre ela. Era uma ideia que me acompanhava como uma esp\u00e9cie de projeto adormecido na mem\u00f3ria. Por isso, este livro n\u00e3o nasceu de repente. Ele foi sendo gestado ao longo de mais de 40 anos, entre mem\u00f3rias, hist\u00f3rias, afetos e o desejo de transformar em palavra uma personagem que me acompanha desde a inf\u00e2ncia\u201d, concluiu. V\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":319797,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[104],"tags":[],"class_list":["post-319796","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-paraiba"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319796","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=319796"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319796\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":319798,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/319796\/revisions\/319798"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/319797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=319796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=319796"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=319796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}