{"id":320829,"date":"2026-08-28T18:00:37","date_gmt":"2026-08-28T21:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=320829"},"modified":"2026-08-28T18:00:37","modified_gmt":"2026-08-28T21:00:37","slug":"mesmo-com-desenrola-endividamento-e-inadimplencia-crescem-e-renovam-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/08\/28\/mesmo-com-desenrola-endividamento-e-inadimplencia-crescem-e-renovam-recorde\/","title":{"rendered":"Mesmo com Desenrola, endividamento e inadimpl\u00eancia crescem e renovam recorde"},"content":{"rendered":"<p class=\"description readme-audima\" style=\"text-align: center;\"><em>Em junho, quase um ter\u00e7o da renda das fam\u00edlias estava tomado pelo pagamento de parcelas e juros de d\u00edvidas, a maior propor\u00e7\u00e3o desde 2005, de acordo com o BC<\/em><\/p>\n<p>Mesmo depois do lan\u00e7amento, em maio, da nova edi\u00e7\u00e3o do Desenrola Brasil, o programa do governo com condi\u00e7\u00f5es especiais para renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, os n\u00fameros gerais de inadimpl\u00eancia e do n\u00edvel de endividamento das fam\u00edlias no Brasil n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o recuaram, como continuaram crescendo e, ainda, bateram recorde nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>Em junho, primeiro m\u00eas completo da vig\u00eancia do programa, quase um ter\u00e7o da renda das fam\u00edlias foi para o pagamento de parcelas e juros das d\u00edvidas: essa propor\u00e7\u00e3o subiu de 28,5%, em maio, para 28,9% em junho \u2013 a maior fatia j\u00e1 registrada em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2005.<\/p>\n<p>Um ano antes, em junho de 2025, 27,5% da renda das pessoas estava tomada pelo pagamento de d\u00edvida, e, em 2005, isso girava em torno dos 18%. Os resultados fazem parte das estat\u00edsticas mensais de cr\u00e9dito divulgadas nesta sexta-feira, 28,\u00a0Banco Central. Os dados s\u00e3o dessazonalizados e levam em considera\u00e7\u00e3o todos cr\u00e9ditos tomados, incluindo financiamentos imobili\u00e1rios.<\/p>\n<p>O programa Desenrola Brasil, que ganhou neste ano uma segunda edi\u00e7\u00e3o com\u00a0a sucess\u00e3o de recordes nos n\u00edveis de endividamento da popula\u00e7\u00e3o, foi lan\u00e7ado\u00a0em 4 de maio pelo presidente Lula. Previsto inicialmente para durar por 90 dias,\u00a0ele foi prorrogado em mais um m\u00eas, at\u00e9 31 de agosto.<\/p>\n<div class=\"share-wrapper\">\n<div class=\"share-items\"><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Inadimpl\u00eancia subindo<\/strong><\/p>\n<p>Como a entrada no Desenrola implica, para a maioria dos contemplados, em uma renegocia\u00e7\u00e3o de uma d\u00edvida que estava inadimplente, \u00e9 previs\u00edvel que o comprometimento da renda, para essas pessoas, piore, o que pode ajudar a explicar o aumento nos n\u00fameros gerais: mesmo a juros e parcelas menores, o cliente que entrou no Desenrola voltou a pagar as mensalidades de uma d\u00edvida que, antes, tinha sido abandonada.<\/p>\n<p>O esperado, contudo, seria uma redu\u00e7\u00e3o na inadimpl\u00eancia, ou seja, uma diminui\u00e7\u00e3o no total de d\u00edvidas com os pagamentos em atraso. Mas elas n\u00e3o s\u00f3 continuaram crescendo, como tamb\u00e9m atingiram novos n\u00edveis recordes mesmo depois do in\u00edcio do programa.<\/p>\n<p>Em julho, dado mais recente, os diferentes tipos de d\u00edvidas em atraso chegaram a 7,8% do total, ante 7,4% em junho e tamb\u00e9m 7,4% em abril, \u00faltimo m\u00eas antes do in\u00edcio do Desenrola. Em julho de 2025, a taxa de inadimpl\u00eancia estava em 6,7% do total das d\u00edvidas. \u00c9 a maior propor\u00e7\u00e3o desde pelo menos 2012, quando come\u00e7a a s\u00e9rie, e s\u00f3 em 2012 esse n\u00famero tinha tamb\u00e9m chegado a bater os 7%.<\/p>\n<p>A taxa leva em considera\u00e7\u00e3o apenas a inadimpl\u00eancia das pessoas f\u00edsicas e em opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito livre, como empr\u00e9stimos pessoais, cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou cheque especial, e que s\u00e3o o foco das renegocia\u00e7\u00f5es permitidas pelo Desenrola. O dado n\u00e3o considera as linhas de financiamento que s\u00e3o reguladas, como o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e o cr\u00e9dito rural, e que t\u00eam juros mais baixas e tamb\u00e9m taxas de inadimpl\u00eancia menores.<\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia \u00e9 medida considerando o valor total da carteira de cr\u00e9dito concedidos pelos bancos nessas modalidades que est\u00e3o com os pagamentos em atraso.<\/p>\n<p><em>Com Veja<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em junho, quase um ter\u00e7o da renda das fam\u00edlias estava tomado pelo pagamento de parcelas e juros de d\u00edvidas, a maior propor\u00e7\u00e3o desde 2005, de acordo com o BC Mesmo depois do lan\u00e7amento, em maio, da nova edi\u00e7\u00e3o do Desenrola Brasil, o programa do governo com condi\u00e7\u00f5es especiais para renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, os n\u00fameros gerais de inadimpl\u00eancia e do n\u00edvel de endividamento das fam\u00edlias no Brasil n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o recuaram, como continuaram crescendo e, ainda, bateram recorde nos \u00faltimos meses. 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Previsto inicialmente para durar por 90 dias,\u00a0ele foi prorrogado em mais um m\u00eas, at\u00e9 31 de agosto. Inadimpl\u00eancia subindo Como a entrada no Desenrola implica, para a maioria dos contemplados, em uma renegocia\u00e7\u00e3o de uma d\u00edvida que estava inadimplente, \u00e9 previs\u00edvel que o comprometimento da renda, para essas pessoas, piore, o que pode ajudar a explicar o aumento nos n\u00fameros gerais: mesmo a juros e parcelas menores, o cliente que entrou no Desenrola voltou a pagar as mensalidades de uma d\u00edvida que, antes, tinha sido abandonada. O esperado, contudo, seria uma redu\u00e7\u00e3o na inadimpl\u00eancia, ou seja, uma diminui\u00e7\u00e3o no total de d\u00edvidas com os pagamentos em atraso. Mas elas n\u00e3o s\u00f3 continuaram crescendo, como tamb\u00e9m atingiram novos n\u00edveis recordes mesmo depois do in\u00edcio do programa. Em julho, dado mais recente, os diferentes tipos de d\u00edvidas em atraso chegaram a 7,8% do total, ante 7,4% em junho e tamb\u00e9m 7,4% em abril, \u00faltimo m\u00eas antes do in\u00edcio do Desenrola. Em julho de 2025, a taxa de inadimpl\u00eancia estava em 6,7% do total das d\u00edvidas. \u00c9 a maior propor\u00e7\u00e3o desde pelo menos 2012, quando come\u00e7a a s\u00e9rie, e s\u00f3 em 2012 esse n\u00famero tinha tamb\u00e9m chegado a bater os 7%. A taxa leva em considera\u00e7\u00e3o apenas a inadimpl\u00eancia das pessoas f\u00edsicas e em opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito livre, como empr\u00e9stimos pessoais, cart\u00e3o de cr\u00e9dito ou cheque especial, e que s\u00e3o o foco das renegocia\u00e7\u00f5es permitidas pelo Desenrola. O dado n\u00e3o considera as linhas de financiamento que s\u00e3o reguladas, como o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio e o cr\u00e9dito rural, e que t\u00eam juros mais baixas e tamb\u00e9m taxas de inadimpl\u00eancia menores. 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