{"id":323481,"date":"2026-09-15T06:00:40","date_gmt":"2026-09-15T09:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=323481"},"modified":"2026-09-14T23:01:22","modified_gmt":"2026-09-15T02:01:22","slug":"os-dois-bolsos-do-paraibano-pix-para-compras-pequenas-e-parcelamento-a-partir-de-r-100","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/09\/15\/os-dois-bolsos-do-paraibano-pix-para-compras-pequenas-e-parcelamento-a-partir-de-r-100\/","title":{"rendered":"Os dois bolsos do paraibano: Pix para compras pequenas e parcelamento a partir de R$ 100"},"content":{"rendered":"<p class=\"jpb-article-subtitle\" style=\"text-align: center;\"><em>Pesquisa da Cielo mostra, ainda, que 42% do faturamento do com\u00e9rcio de rua no estado acontece entre a sexta e o domingo<\/em><\/p>\n<div class=\"jpb-article-head-inner\">\n<div class=\"jpb-article-head-info\">\n<p>O paraibano decide como pagar pelo tamanho do gasto. Nas compras de at\u00e9 R$ 30, o Pix sai na frente: \u00e9 o meio escolhido em 61% delas. Entre R$ 30 e R$ 100, a lideran\u00e7a continua, com 54%. Mas quando o valor passa de R$ 100, o cart\u00e3o assume, e com folga: 72% das compras nessa faixa v\u00e3o para o cr\u00e9dito. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Cielo de H\u00e1bitos de Pagamento no Varejo, feita em parceria com a Expertise\/Opinion Box, e explicam, na pr\u00e1tica, como o bolso do consumidor paraibano funciona: Pix para o dia a dia, parcelamento para o que pesa no or\u00e7amento.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ced-ns.sascdn.com\/diff\/templates\/images\/info.svg\" data-exclude-click=\"\" \/><\/p>\n<p>&#8220;O Pix na maquininha resolve bem a compra do dia a dia e ganhou o lojista porque roda na mesma infraestrutura que j\u00e1 protege as opera\u00e7\u00f5es de cart\u00e3o, com rastreabilidade e concilia\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica. Mas o consumidor continua recorrendo ao parcelamento quando precisa acomodar o gasto no or\u00e7amento, e isso aparece com clareza em Jo\u00e3o Pessoa&#8221;, afirma Adriana Garbim, vice-presidente comercial de Varejo e Empreendedores da Cielo. O resultado disso \u00e9 um mercado de pagamentos surpreendentemente dividido.<\/p>\n<p>Entre janeiro e julho de 2026, o Pix respondeu por 7,6% do faturamento do varejo de Jo\u00e3o Pessoa. Parece pouco, e \u00e9, diante dos concorrentes. O cr\u00e9dito parcelado lidera com 34%, seguido pelo d\u00e9bito \u00e0 vista (30,8%) e pelo cr\u00e9dito \u00e0 vista (27,7%). Ainda assim, a distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 mais equilibrada que a m\u00e9dia nacional, e desenha um cen\u00e1rio em que as formas de pagamento convivem bem em vez de se substitu\u00edrem. \u00c9 nesse terreno que o Pix presencial avan\u00e7a com for\u00e7a. Na Para\u00edba, o Pix feito na maquininha cresceu 70% em n\u00famero de transa\u00e7\u00f5es no primeiro semestre de 2026, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior. Em Jo\u00e3o Pessoa, o avan\u00e7o foi de 45% em n\u00famero de transa\u00e7\u00f5es e 53% em volume financeiro. O recorte considera apenas estabelecimentos do com\u00e9rcio f\u00edsico, sinal de que a modalidade deixou de ser um fen\u00f4meno restrito ao ambiente digital e se consolidou no balc\u00e3o. Os n\u00fameros v\u00eam da Cielo, uma das maiores processadoras de pagamentos do pa\u00eds: s\u00e3o 7,7 bilh\u00f5es de transa\u00e7\u00f5es por ano, com presen\u00e7a em 99% do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>Para o lojista, cada venda perdida pesa mais. O varejista paraibano opera com margem apertada e faturamento concentrado em poucos dias da semana: s\u00e1bado e sexta respondem, respectivamente, por 16,3% e 15,9% do total em Jo\u00e3o Pessoa, contra 10,1% do domingo. Quem n\u00e3o fecha a venda nesses dias dificilmente recupera depois. Por isso, na leitura da Cielo, o meio de pagamento deixou de ser detalhe operacional. &#8220;\u00c9 o que define se a venda acontece ou n\u00e3o&#8221;, completa Adriana.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo empurr\u00e3o deve vir do Pix por aproxima\u00e7\u00e3o, que dispensa a leitura de QR Code e a digita\u00e7\u00e3o de chave na hora do pagamento, um ganho de velocidade relevante justamente para um mercado que concentra vendas em poucos dias. No cen\u00e1rio nacional, a Para\u00edba tem o que comemorar, mas com ressalvas. O \u00cdndice Cielo do Varejo Ampliado mostra o estado acima do Brasil em crescimento nominal desde agosto de 2025. Descontada a infla\u00e7\u00e3o, a Para\u00edba tamb\u00e9m supera a m\u00e9dia nacional no per\u00edodo, mas com apenas dois meses de crescimento real, o que d\u00e1 a dimens\u00e3o do aperto que o varejo brasileiro atravessa.<\/p>\n<p>Veja o desempenho dos setores que apresentaram crescimento e queda no estado:<\/p>\n<p>&#8211; Postos de Combust\u00edveis: +9,7%<\/p>\n<p>&#8211; Veterin\u00e1rias e Pet Shops: +7,0%<\/p>\n<p>&#8211; \u00d3ticas e Joalherias: +7,0%<\/p>\n<p>&#8211; Cosm\u00e9ticos e Higiene Pessoal: -2,9%<\/p>\n<p>&#8211; Livrarias e Papelarias: -2,9%<\/p>\n<p>O perfil do consumidor da capital ajuda a explicar a for\u00e7a do com\u00e9rcio de rua. As faixas de renda baixa e m\u00e9dia somam 65,5% do faturamento movimentado no per\u00edodo e s\u00e3o elas que sustentam o varejo de bairro e a loja de esquina. Nesse cen\u00e1rio, a conclus\u00e3o da Cielo \u00e9 direta: o pagamento n\u00e3o \u00e9 o fim da venda, \u00e9 a porta de entrada dela.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><em>Com Jornal da Para\u00edba<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa da Cielo mostra, ainda, que 42% do faturamento do com\u00e9rcio de rua no estado acontece entre a sexta e o domingo O paraibano decide como pagar pelo tamanho do gasto. Nas compras de at\u00e9 R$ 30, o Pix sai na frente: \u00e9 o meio escolhido em 61% delas. Entre R$ 30 e R$ 100, a lideran\u00e7a continua, com 54%. Mas quando o valor passa de R$ 100, o cart\u00e3o assume, e com folga: 72% das compras nessa faixa v\u00e3o para o cr\u00e9dito. Os dados s\u00e3o da Pesquisa Cielo de H\u00e1bitos de Pagamento no Varejo, feita em parceria com a Expertise\/Opinion Box, e explicam, na pr\u00e1tica, como o bolso do consumidor paraibano funciona: Pix para o dia a dia, parcelamento para o que pesa no or\u00e7amento. &#8220;O Pix na maquininha resolve bem a compra do dia a dia e ganhou o lojista porque roda na mesma infraestrutura que j\u00e1 protege as opera\u00e7\u00f5es de cart\u00e3o, com rastreabilidade e concilia\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica. Mas o consumidor continua recorrendo ao parcelamento quando precisa acomodar o gasto no or\u00e7amento, e isso aparece com clareza em Jo\u00e3o Pessoa&#8221;, afirma Adriana Garbim, vice-presidente comercial de Varejo e Empreendedores da Cielo. O resultado disso \u00e9 um mercado de pagamentos surpreendentemente dividido. Entre janeiro e julho de 2026, o Pix respondeu por 7,6% do faturamento do varejo de Jo\u00e3o Pessoa. Parece pouco, e \u00e9, diante dos concorrentes. O cr\u00e9dito parcelado lidera com 34%, seguido pelo d\u00e9bito \u00e0 vista (30,8%) e pelo cr\u00e9dito \u00e0 vista (27,7%). Ainda assim, a distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 mais equilibrada que a m\u00e9dia nacional, e desenha um cen\u00e1rio em que as formas de pagamento convivem bem em vez de se substitu\u00edrem. \u00c9 nesse terreno que o Pix presencial avan\u00e7a com for\u00e7a. Na Para\u00edba, o Pix feito na maquininha cresceu 70% em n\u00famero de transa\u00e7\u00f5es no primeiro semestre de 2026, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior. Em Jo\u00e3o Pessoa, o avan\u00e7o foi de 45% em n\u00famero de transa\u00e7\u00f5es e 53% em volume financeiro. O recorte considera apenas estabelecimentos do com\u00e9rcio f\u00edsico, sinal de que a modalidade deixou de ser um fen\u00f4meno restrito ao ambiente digital e se consolidou no balc\u00e3o. Os n\u00fameros v\u00eam da Cielo, uma das maiores processadoras de pagamentos do pa\u00eds: s\u00e3o 7,7 bilh\u00f5es de transa\u00e7\u00f5es por ano, com presen\u00e7a em 99% do territ\u00f3rio nacional. Para o lojista, cada venda perdida pesa mais. O varejista paraibano opera com margem apertada e faturamento concentrado em poucos dias da semana: s\u00e1bado e sexta respondem, respectivamente, por 16,3% e 15,9% do total em Jo\u00e3o Pessoa, contra 10,1% do domingo. Quem n\u00e3o fecha a venda nesses dias dificilmente recupera depois. Por isso, na leitura da Cielo, o meio de pagamento deixou de ser detalhe operacional. &#8220;\u00c9 o que define se a venda acontece ou n\u00e3o&#8221;, completa Adriana. O pr\u00f3ximo empurr\u00e3o deve vir do Pix por aproxima\u00e7\u00e3o, que dispensa a leitura de QR Code e a digita\u00e7\u00e3o de chave na hora do pagamento, um ganho de velocidade relevante justamente para um mercado que concentra vendas em poucos dias. No cen\u00e1rio nacional, a Para\u00edba tem o que comemorar, mas com ressalvas. O \u00cdndice Cielo do Varejo Ampliado mostra o estado acima do Brasil em crescimento nominal desde agosto de 2025. Descontada a infla\u00e7\u00e3o, a Para\u00edba tamb\u00e9m supera a m\u00e9dia nacional no per\u00edodo, mas com apenas dois meses de crescimento real, o que d\u00e1 a dimens\u00e3o do aperto que o varejo brasileiro atravessa. Veja o desempenho dos setores que apresentaram crescimento e queda no estado: &#8211; Postos de Combust\u00edveis: +9,7% &#8211; Veterin\u00e1rias e Pet Shops: +7,0% &#8211; \u00d3ticas e Joalherias: +7,0% &#8211; Cosm\u00e9ticos e Higiene Pessoal: -2,9% &#8211; Livrarias e Papelarias: -2,9% O perfil do consumidor da capital ajuda a explicar a for\u00e7a do com\u00e9rcio de rua. As faixas de renda baixa e m\u00e9dia somam 65,5% do faturamento movimentado no per\u00edodo e s\u00e3o elas que sustentam o varejo de bairro e a loja de esquina. 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