{"id":323903,"date":"2026-09-17T20:15:52","date_gmt":"2026-09-17T23:15:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=323903"},"modified":"2026-09-17T20:15:52","modified_gmt":"2026-09-17T23:15:52","slug":"estudo-indica-que-anticonvulsivante-pode-frear-tumor-infantil-grave-e-raro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/09\/17\/estudo-indica-que-anticonvulsivante-pode-frear-tumor-infantil-grave-e-raro\/","title":{"rendered":"Estudo indica que anticonvulsivante pode frear tumor infantil grave e raro"},"content":{"rendered":"<p class=\"font-serif font-medium text-neutral-700\/75 text-xs md:text-sm line-clamp-3 pr-4\" style=\"text-align: center;\"><em>O medicamento levetiracetam desacelera o crescimento de gliomas raros e pode prolongar a sobrevida em crian\u00e7as, mostra pesquisa<\/em><\/p>\n<p>Um medicamento j\u00e1 usado para controlar convuls\u00f5es pode ajudar a conter um tipo agressivo e raro de tumor cerebral em crian\u00e7as. O levetiracetam, indicado na rotina cl\u00ednica para epilepsia, foi associado a uma redu\u00e7\u00e3o no crescimento de gliomas difusos da linha m\u00e9dia, segundo estudo publicado nesta quinta-feira (17\/9) revista Nature Medicine.<\/p>\n<p>Esses tumores atingem regi\u00f5es do c\u00e9rebro e da medula espinhal e est\u00e3o entre os mais dif\u00edceis de tratar. Nos Estados Unidos, afetam cerca de 300 a 400 crian\u00e7as por ano. A taxa de sobrevida em cinco anos gira em torno de 1%.<\/p>\n<p>Os pesquisadores observaram que o f\u00e1rmaco interfere na comunica\u00e7\u00e3o el\u00e9trica entre as c\u00e9lulas tumorais e neur\u00f4nios saud\u00e1veis. Essa conex\u00e3o \u00e9 usada pelo c\u00e2ncer para sustentar o pr\u00f3prio crescimento.<\/p>\n<p>Dados de prontu\u00e1rios de 218 pacientes pedi\u00e1tricos tamb\u00e9m indicaram que crian\u00e7as que receberam o medicamento viveram, em m\u00e9dia, mais tempo do que aquelas que n\u00e3o usaram a subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Como o medicamento atua<\/strong><\/p>\n<p>Gliomas difusos da linha m\u00e9dia utilizam sinais de c\u00e9lulas nervosas para crescer. Esses sinais chegam por meio de conex\u00f5es chamadas sinapses, que permitem a troca de impulsos el\u00e9tricos entre c\u00e9lulas. O levetiracetam reduz esse tipo de sinaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No estudo, os cientistas verificaram que ele bloqueia a transmiss\u00e3o desses est\u00edmulos para as c\u00e9lulas tumorais, o que <strong>desacelera a multiplica\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer<\/strong>.<\/p>\n<p>Experimentos com camundongos refor\u00e7aram o achado. Nos animais com esse tipo de tumor, o crescimento das c\u00e9lulas malignas foi menor ap\u00f3s o uso do medicamento. J\u00e1 em outros tumores cerebrais, o efeito n\u00e3o foi observado.<\/p>\n<p><strong>Resultados diferentes entre tumores<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise mostrou que o efeito do levetiracetam varia conforme o tipo de c\u00e2ncer. Em gliomas que surgem em outras \u00e1reas do c\u00e9rebro, o medicamento n\u00e3o alterou a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Isso ocorre porque esses tumores n\u00e3o apresentam o mesmo tipo de conex\u00e3o el\u00e9trica com neur\u00f4nios, o que limita a a\u00e7\u00e3o do f\u00e1rmaco.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m indicam que o mecanismo de a\u00e7\u00e3o nas c\u00e9lulas tumorais n\u00e3o \u00e9 o mesmo que explica o efeito anticonvulsivante em neur\u00f4nios saud\u00e1veis. Esse processo ainda est\u00e1 em investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/p>\n<p>Os cientistas planejam iniciar ensaios cl\u00ednicos para testar o uso do levetiracetam de forma direcionada nesses tumores. A expectativa \u00e9 avaliar com mais precis\u00e3o o efeito do medicamento em pacientes.<\/p>\n<p>Mesmo com os resultados, o f\u00e1rmaco n\u00e3o \u00e9 visto como solu\u00e7\u00e3o isolada. A proposta \u00e9 que ele seja usado em combina\u00e7\u00e3o com outras estrat\u00e9gias, como terapias com c\u00e9lulas modificadas para atacar o c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m sugere que medicamentos j\u00e1 dispon\u00edveis podem ser reaproveitados contra tumores, j\u00e1 que muitos deles conseguem atingir o c\u00e9rebro e t\u00eam perfil de seguran\u00e7a conhecido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Metr\u00f3poles<\/p>\n<div class=\"flex justify-between font-sans gap-3 my-4\">\n<div class=\"space-y-0.5\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O medicamento levetiracetam desacelera o crescimento de gliomas raros e pode prolongar a sobrevida em crian\u00e7as, mostra pesquisa Um medicamento j\u00e1 usado para controlar convuls\u00f5es pode ajudar a conter um tipo agressivo e raro de tumor cerebral em crian\u00e7as. 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Como o medicamento atua Gliomas difusos da linha m\u00e9dia utilizam sinais de c\u00e9lulas nervosas para crescer. Esses sinais chegam por meio de conex\u00f5es chamadas sinapses, que permitem a troca de impulsos el\u00e9tricos entre c\u00e9lulas. O levetiracetam reduz esse tipo de sinaliza\u00e7\u00e3o. No estudo, os cientistas verificaram que ele bloqueia a transmiss\u00e3o desses est\u00edmulos para as c\u00e9lulas tumorais, o que desacelera a multiplica\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer. Experimentos com camundongos refor\u00e7aram o achado. Nos animais com esse tipo de tumor, o crescimento das c\u00e9lulas malignas foi menor ap\u00f3s o uso do medicamento. J\u00e1 em outros tumores cerebrais, o efeito n\u00e3o foi observado. Resultados diferentes entre tumores A an\u00e1lise mostrou que o efeito do levetiracetam varia conforme o tipo de c\u00e2ncer. Em gliomas que surgem em outras \u00e1reas do c\u00e9rebro, o medicamento n\u00e3o alterou a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. 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