{"id":324129,"date":"2026-09-19T07:45:56","date_gmt":"2026-09-19T10:45:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=324129"},"modified":"2026-09-19T08:22:28","modified_gmt":"2026-09-19T11:22:28","slug":"ibge-3346-mil-paraibanos-tem-alguma-deficiencia-e-desigualdades-persistem-no-mercado-de-trabalho-educacao-e-moradia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/09\/19\/ibge-3346-mil-paraibanos-tem-alguma-deficiencia-e-desigualdades-persistem-no-mercado-de-trabalho-educacao-e-moradia\/","title":{"rendered":"IBGE: 334,6 mil paraibanos t\u00eam defici\u00eancia e enfrentam desigualdades"},"content":{"rendered":"<p>A Para\u00edba tinha, do seu total de 3,87 milh\u00f5es de residentes com dois anos ou mais, 8,6% (334,6 mil) de pessoas com defici\u00eancia em 2022, de acordo com o Censo Demogr\u00e1fico 2022 do <a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">IBGE<\/a>. Essa propor\u00e7\u00e3o coloca o estado na s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o e \u00e9 equivalente \u00e0 observada na Regi\u00e3o Nordeste, a mais elevada entre as cinco grandes regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O dado integra o recorte tem\u00e1tico Pessoas com Defici\u00eancia e as Desigualdades Sociais no Brasil, segunda edi\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o do IBGE que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es do Censo Demogr\u00e1fico 2022, da Pesquisa Urban\u00edstica do Entorno dos Domic\u00edlios, da Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas Municipais (Munic) e do Censo Escolar, entre outras fontes, divulgado pelo Instituto nesta sexta-feira (18).<\/p>\n<p>Pessoas com defici\u00eancia s\u00e3o definidas pela Lei Brasileira de Inclus\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia (Lei n\u00ba 13.146, de 6 de julho de 2015) como aquelas que t\u00eam \u201cimpedimento de longo prazo de natureza f\u00edsica, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em intera\u00e7\u00e3o com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participa\u00e7\u00e3o plena e efetiva na sociedade em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com as demais pessoas\u201d.<\/p>\n<p>As mulheres eram maioria entre as pessoas com defici\u00eancia na Para\u00edba: 57,5% do total (192,4 mil), enquanto os homens representavam os 42,5% restantes (142,2 mil). No que se refere \u00e0 cor ou ra\u00e7a, 51,7% das pessoas com defici\u00eancia se declararam pardas (173,1 mil pessoas), seguidas pelas brancas (124,7 mil,<br \/>\nou 37,3%), pretas (33,4 mil, ou 10,0%), ind\u00edgenas (2,8 mil, ou 0,8%) e amarelas (509 pessoas, ou 0,2%).<\/p>\n<p>Ao se examinar a preval\u00eancia da defici\u00eancia dentro de cada grupo de cor ou ra\u00e7a, a Para\u00edba apresentou padr\u00e3o semelhante ao observado no Nordeste e no Brasil, com diferen\u00e7as importantes de magnitude. Entre os ind\u00edgenas, 11,1% tinham alguma defici\u00eancia no estado, propor\u00e7\u00e3o superior \u00e0 registrada no Nordeste (9,4%) e no Brasil (6,6%). Entre os pretos, a preval\u00eancia foi de 10,5%, acima da m\u00e9dia nordestina (9,9%) e nacional (8,6%). Entre os brancos, o percentual alcan\u00e7ou 9,1%, mesma taxa observada no Nordeste e superior \u00e0 nacional (7,1%).<\/p>\n<p>Entre os pardos, a Para\u00edba registrou preval\u00eancia de 8,0%, ligeiramente inferior \u00e0 do Nordeste (8,1%) e superior \u00e0 observada no Brasil (7,2%). J\u00e1 entre os amarelos, o percentual foi de 9,7%, abaixo da m\u00e9dia nordestina (10,7%) e acima da nacional (6,6%). Os resultados mostram que a incid\u00eancia da defici\u00eancia n\u00e3o se distribui de forma homog\u00eanea entre os diferentes grupos raciais e \u00e9tnicos.<\/p>\n<p>Na Para\u00edba, a preval\u00eancia da defici\u00eancia cresce de forma expressiva com o avan\u00e7o da idade. Entre crian\u00e7as de 2 a 9 anos, 2,14% apresentam alguma defici\u00eancia, propor\u00e7\u00e3o que sobe para 3,37% na faixa de 10 a 17 anos e para 3,87% entre jovens de 18 a 29 anos. A partir dos 30 anos, o crescimento se intensifica: 4,32% das pessoas de 30 a 39 anos t\u00eam defici\u00eancia, percentual que alcan\u00e7a 10,10% entre aquelas de 40 a 59 anos. O salto mais significativo ocorre entre os idosos: entre as pessoas com 60 anos ou mais, 24,56% possuem alguma defici\u00eancia, mais de dez vezes a propor\u00e7\u00e3o observada entre crian\u00e7as de 2 a 9 anos. O resultado \u00e9 semelhante ao verificado no Nordeste (24,82%), mas superior \u00e0 m\u00e9dia nacional (20,29%), indicando que o envelhecimento populacional se combina, na Para\u00edba, com uma incid\u00eancia de defici\u00eancia ligeiramente mais elevada que a m\u00e9dia brasileira entre os grupos mais velhos.<\/p>\n<h4>Limita\u00e7\u00e3o visual atinge cerca de 178 mil paraibanos com defici\u00eancia<\/h4>\n<p>Entre os tipos de dificuldade funcional investigados pelo Censo, a mais prevalente na Para\u00edba foi a dificuldade para enxergar, mesmo com o uso de \u00f3culos ou lentes de contato, afetando aproximadamente 178 mil das 334,6 mil pessoas com defici\u00eancia residentes no estado. A dificuldade para andar ou subir degraus, mesmo com pr\u00f3tese ou outro aparelho de aux\u00edlio, atingia 124,3 mil pessoas.<\/p>\n<p>As limita\u00e7\u00f5es nas fun\u00e7\u00f5es mentais, que afetam a comunica\u00e7\u00e3o, os cuidados pessoais, o trabalho ou o estudo, alcan\u00e7avam 64,4 mil pessoas, enquanto as dificuldades de destreza manual, como pegar objetos pequenos ou abrir e fechar tampas, envolviam cerca de 63 mil pessoas. A dificuldade para ouvir, mesmo com o uso de aparelhos auditivos, era registrada em 56,6 mil paraibanos. \u00c9 importante destacar que a soma dessas ocorr\u00eancias supera o total de pessoas com defici\u00eancia, uma vez que parte da popula\u00e7\u00e3o apresenta mais de uma dificuldade funcional simultaneamente.<\/p>\n<h4>Desigualdades no mercado de trabalho s\u00e3o expressivas<\/h4>\n<p>As desigualdades no mercado de trabalho paraibano entre pessoas com e sem defici\u00eancia permanecem expressivas. Segundo o Censo Demogr\u00e1fico 2022, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o, definido como a propor\u00e7\u00e3o de pessoas de 14 anos ou mais que estavam trabalhando, era de 22% entre as pessoas com defici\u00eancia na Para\u00edba, enquanto entre as pessoas sem defici\u00eancia o percentual alcan\u00e7ava 45,8%, uma diferen\u00e7a de 23,8 pontos percentuais. O resultado paraibano ficou abaixo dos observados no Nordeste (25,1% entre pessoas com defici\u00eancia e 47,8% entre pessoas sem defici\u00eancia) e no Brasil (29% e 55,8%, respectivamente).<\/p>\n<p>Entre as pessoas ocupadas, a propor\u00e7\u00e3o de contribuintes da previd\u00eancia social era de 50,5% entre aquelas com defici\u00eancia e de 58,1% entre as sem defici\u00eancia, uma diferen\u00e7a de 7,6 pontos percentuais. No Nordeste, essa dist\u00e2ncia foi de 8,7 pontos percentuais (45,5% contra 54,2%), enquanto no Brasil alcan\u00e7ou 9,8 pontos percentuais (57,9% contra 67,7%). Os resultados indicam que, al\u00e9m de enfrentarem maiores dificuldades de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, as pessoas com defici\u00eancia que conseguem se ocupar, est\u00e3o mais frequentemente em postos de trabalho sem cobertura previdenci\u00e1ria.<\/p>\n<h4>Educa\u00e7\u00e3o e acessibilidade escolar<\/h4>\n<p>Na dimens\u00e3o educacional, dados do Censo Escolar 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), mostram que 81,9% das escolas da Para\u00edba contavam com pelo menos um recurso de acessibilidade, percentual superior ao registrado no Brasil (78,5%) e no<br \/>\nNordeste (78,5%). No recorte por rede de ensino, as escolas privadas apresentavam maior cobertura (90,1%) do que as p\u00fablicas (79,9%), padr\u00e3o tamb\u00e9m observado no Nordeste e no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 acessibilidade ao banheiro, 56% das escolas paraibanas dispunham desse recurso, valor pr\u00f3ximo \u00e0 m\u00e9dia nacional (57%) e superior \u00e0 m\u00e9dia nordestina (50,8%). Contudo, a disponibilidade de infraestrutura mais especializada ainda \u00e9 limitada. Apenas 24,4% das escolas da Para\u00edba possu\u00edam salas de<br \/>\nrecursos multifuncionais destinadas ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), percentual inferior \u00e0 m\u00e9dia nacional (30%) e \u00e0 nordestina (29,2%).<\/p>\n<p>Contudo, a disponibilidade de infraestrutura mais especializada ainda \u00e9 limitada. Apenas 24,4% das escolas da Para\u00edba tinham sala de recursos multifuncionais para o Atendimento Educacional Especializado (AEE), percentual abaixo da m\u00e9dia nacional de 30,0% e da nordestina de 29,2%. Na rede p\u00fablica, o percentual<br \/>\nchegou a 27,9%, ante 34,5% no Brasil e 30,9% no Nordeste. J\u00e1 nas escolas privadas, apenas 10,3% contavam com sala de recursos na Para\u00edba, abaixo das m\u00e9dias nacional (15,2%) e nordestina (21,4%).<\/p>\n<p>Por outro lado, o estado apresentou desempenho superior \u00e0 m\u00e9dia nacional quanto \u00e0 presen\u00e7a de profissionais de apoio para estudantes com defici\u00eancia. Cerca de 29,5% das escolas paraibanas dispunham desse recurso humano, acima da m\u00e9dia brasileira (26,2%), embora abaixo da observada no Nordeste<br \/>\n(32,5%). Na rede p\u00fablica, esse percentual chegava a 36,4%, superior ao registrado no Brasil (32,8%) e abaixo ao do Nordeste (38,8%).<\/p>\n<p>Nas escolas privadas, por\u00e9m, apenas 1,5% das unidades contavam com profissionais de apoio, patamar inferior aos registrados no Brasil (4,6%) e no Nordeste (3,8%). A presen\u00e7a desses profissionais \u00e9 considerada fundamental para garantir a efetiva participa\u00e7\u00e3o de estudantes com defici\u00eancia nas atividades<br \/>\npedag\u00f3gicas.<\/p>\n<p>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Com ClickPB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Para\u00edba tinha, do seu total de 3,87 milh\u00f5es de residentes com dois anos ou mais, 8,6% (334,6 mil) de pessoas com defici\u00eancia em 2022, de acordo com o Censo Demogr\u00e1fico 2022 do IBGE. Essa propor\u00e7\u00e3o coloca o estado na s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o entre as unidades da Federa\u00e7\u00e3o e \u00e9 equivalente \u00e0 observada na Regi\u00e3o Nordeste, a mais elevada entre as cinco grandes regi\u00f5es do pa\u00eds. O dado integra o recorte tem\u00e1tico Pessoas com Defici\u00eancia e as Desigualdades Sociais no Brasil, segunda edi\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o do IBGE que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es do Censo Demogr\u00e1fico 2022, da Pesquisa Urban\u00edstica do Entorno dos Domic\u00edlios, da Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas Municipais (Munic) e do Censo Escolar, entre outras fontes, divulgado pelo Instituto nesta sexta-feira (18). Pessoas com defici\u00eancia s\u00e3o definidas pela Lei Brasileira de Inclus\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia (Lei n\u00ba 13.146, de 6 de julho de 2015) como aquelas que t\u00eam \u201cimpedimento de longo prazo de natureza f\u00edsica, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em intera\u00e7\u00e3o com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participa\u00e7\u00e3o plena e efetiva na sociedade em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com as demais pessoas\u201d. As mulheres eram maioria entre as pessoas com defici\u00eancia na Para\u00edba: 57,5% do total (192,4 mil), enquanto os homens representavam os 42,5% restantes (142,2 mil). No que se refere \u00e0 cor ou ra\u00e7a, 51,7% das pessoas com defici\u00eancia se declararam pardas (173,1 mil pessoas), seguidas pelas brancas (124,7 mil, ou 37,3%), pretas (33,4 mil, ou 10,0%), ind\u00edgenas (2,8 mil, ou 0,8%) e amarelas (509 pessoas, ou 0,2%). Ao se examinar a preval\u00eancia da defici\u00eancia dentro de cada grupo de cor ou ra\u00e7a, a Para\u00edba apresentou padr\u00e3o semelhante ao observado no Nordeste e no Brasil, com diferen\u00e7as importantes de magnitude. Entre os ind\u00edgenas, 11,1% tinham alguma defici\u00eancia no estado, propor\u00e7\u00e3o superior \u00e0 registrada no Nordeste (9,4%) e no Brasil (6,6%). Entre os pretos, a preval\u00eancia foi de 10,5%, acima da m\u00e9dia nordestina (9,9%) e nacional (8,6%). Entre os brancos, o percentual alcan\u00e7ou 9,1%, mesma taxa observada no Nordeste e superior \u00e0 nacional (7,1%). Entre os pardos, a Para\u00edba registrou preval\u00eancia de 8,0%, ligeiramente inferior \u00e0 do Nordeste (8,1%) e superior \u00e0 observada no Brasil (7,2%). J\u00e1 entre os amarelos, o percentual foi de 9,7%, abaixo da m\u00e9dia nordestina (10,7%) e acima da nacional (6,6%). Os resultados mostram que a incid\u00eancia da defici\u00eancia n\u00e3o se distribui de forma homog\u00eanea entre os diferentes grupos raciais e \u00e9tnicos. Na Para\u00edba, a preval\u00eancia da defici\u00eancia cresce de forma expressiva com o avan\u00e7o da idade. Entre crian\u00e7as de 2 a 9 anos, 2,14% apresentam alguma defici\u00eancia, propor\u00e7\u00e3o que sobe para 3,37% na faixa de 10 a 17 anos e para 3,87% entre jovens de 18 a 29 anos. A partir dos 30 anos, o crescimento se intensifica: 4,32% das pessoas de 30 a 39 anos t\u00eam defici\u00eancia, percentual que alcan\u00e7a 10,10% entre aquelas de 40 a 59 anos. O salto mais significativo ocorre entre os idosos: entre as pessoas com 60 anos ou mais, 24,56% possuem alguma defici\u00eancia, mais de dez vezes a propor\u00e7\u00e3o observada entre crian\u00e7as de 2 a 9 anos. 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As limita\u00e7\u00f5es nas fun\u00e7\u00f5es mentais, que afetam a comunica\u00e7\u00e3o, os cuidados pessoais, o trabalho ou o estudo, alcan\u00e7avam 64,4 mil pessoas, enquanto as dificuldades de destreza manual, como pegar objetos pequenos ou abrir e fechar tampas, envolviam cerca de 63 mil pessoas. A dificuldade para ouvir, mesmo com o uso de aparelhos auditivos, era registrada em 56,6 mil paraibanos. \u00c9 importante destacar que a soma dessas ocorr\u00eancias supera o total de pessoas com defici\u00eancia, uma vez que parte da popula\u00e7\u00e3o apresenta mais de uma dificuldade funcional simultaneamente. Desigualdades no mercado de trabalho s\u00e3o expressivas As desigualdades no mercado de trabalho paraibano entre pessoas com e sem defici\u00eancia permanecem expressivas. 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Os resultados indicam que, al\u00e9m de enfrentarem maiores dificuldades de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, as pessoas com defici\u00eancia que conseguem se ocupar, est\u00e3o mais frequentemente em postos de trabalho sem cobertura previdenci\u00e1ria. Educa\u00e7\u00e3o e acessibilidade escolar Na dimens\u00e3o educacional, dados do Censo Escolar 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep), mostram que 81,9% das escolas da Para\u00edba contavam com pelo menos um recurso de acessibilidade, percentual superior ao registrado no Brasil (78,5%) e no Nordeste (78,5%). No recorte por rede de ensino, as escolas privadas apresentavam maior cobertura (90,1%) do que as p\u00fablicas (79,9%), padr\u00e3o tamb\u00e9m observado no Nordeste e no pa\u00eds. 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