{"id":324308,"date":"2026-09-21T06:00:11","date_gmt":"2026-09-21T09:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=324308"},"modified":"2026-09-20T22:46:48","modified_gmt":"2026-09-21T01:46:48","slug":"estimulacao-cognitiva-pode-retardar-perda-de-funcoes-no-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/09\/21\/estimulacao-cognitiva-pode-retardar-perda-de-funcoes-no-alzheimer\/","title":{"rendered":"Estimula\u00e7\u00e3o cognitiva pode retardar perda de fun\u00e7\u00f5es no Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p class=\"font-serif font-medium text-neutral-700\/75 text-xs md:text-sm line-clamp-3 pr-4\" style=\"text-align: center;\"><em>Com casos em alta, manter o c\u00e9rebro ativo ao longo da vida pode ajudar a preservar fun\u00e7\u00f5es e autonomia mesmo ap\u00f3s o diagn\u00f3stico do Alzheimer<\/em><\/p>\n<div class=\"space-y-0.5\">\n<p>A dem\u00eancia afeta milh\u00f5es de pessoas no mundo e tende a crescer nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. No Brasil, cerca de 2,7 milh\u00f5es de pessoas com 60 anos ou mais vivem com a condi\u00e7\u00e3o, n\u00famero que pode chegar a 5,6 milh\u00f5es at\u00e9 2050.\u00a0 Diante desse cen\u00e1rio, estrat\u00e9gias como a estimula\u00e7\u00e3o cognitiva entram no debate por ajudarem a manter fun\u00e7\u00f5es do c\u00e9rebro e a autonomia no dia a dia, inclusive em pessoas com Alzheimer.<\/p>\n<p><strong>O que pode ser feito ao longo da vida<\/strong><\/p>\n<p>Embora fatores como idade e gen\u00e9tica n\u00e3o possam ser alterados, parte do risco est\u00e1 ligada a condi\u00e7\u00f5es que podem ser controladas. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) estima que at\u00e9 45% dos casos de dem\u00eancia estejam associados a fatores modific\u00e1veis, como sedentarismo, tabagismo, hipertens\u00e3o, diabetes, obesidade, consumo de \u00e1lcool e isolamento social.<\/p>\n<p>\u201cUma pessoa pode levar um estilo de vida saud\u00e1vel e ainda assim desenvolver Alzheimer. Mas isso n\u00e3o significa que nossos h\u00e1bitos sejam irrelevantes. Podemos agir sobre determinados fatores para reduzir a probabilidade de decl\u00ednio cognitivo\u201d, afirma a neuropsic\u00f3loga Martha Valeria Medina, da startup espanhola de neurorreabilita\u00e7\u00e3o NeuronUP.<\/p>\n<p>Segundo ela, o cuidado com a sa\u00fade cerebral deve come\u00e7ar antes do surgimento de sintomas e seguir ao longo da vida. Manter atividade f\u00edsica, est\u00edmulo mental e v\u00ednculos sociais faz parte desse processo.<\/p>\n<p><strong>Como a estimula\u00e7\u00e3o cognitiva atua<\/strong><\/p>\n<p>A estimula\u00e7\u00e3o cognitiva envolve atividades planejadas para manter ativas diferentes fun\u00e7\u00f5es do c\u00e9rebro. N\u00e3o se limita \u00e0 mem\u00f3ria, que costuma ser a mais afetada no Alzheimer, mas inclui aten\u00e7\u00e3o, linguagem, racioc\u00ednio, orienta\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00f5es executivas.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 adaptar as atividades \u00e0 pessoa e ao momento da doen\u00e7a. Trabalhamos tanto as fun\u00e7\u00f5es que come\u00e7am a ser afetadas quanto aquelas que ainda est\u00e3o preservadas\u201d, explica Martha.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, essas atividades ativam redes cerebrais e ajudam a manter o funcionamento por mais tempo. O objetivo n\u00e3o \u00e9 interromper a doen\u00e7a, mas retardar a perda de fun\u00e7\u00f5es e favorecer a autonomia.<\/p>\n<p><strong>Quem pode se beneficiar?<\/strong><\/p>\n<p>A estimula\u00e7\u00e3o cognitiva n\u00e3o se restringe a quem j\u00e1 tem diagn\u00f3stico. Manter o c\u00e9rebro ativo faz parte de um estilo de vida associado \u00e0 sa\u00fade cognitiva e pode ser adotado como estrat\u00e9gia ao longo da vida. Ainda assim, o momento faz diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cQuanto antes nos anteciparmos, mais margem temos para trabalhar\u201d, afirma a especialista. Em pessoas com Alzheimer, a abordagem costuma ser mais efetiva nas fases iniciais, quando ainda h\u00e1 mais capacidades preservadas.<\/p>\n<p>Com a progress\u00e3o da doen\u00e7a, as atividades s\u00e3o ajustadas. Em fases mais avan\u00e7adas, o foco passa a ser comunica\u00e7\u00e3o, conex\u00e3o com o ambiente e bem-estar.<\/p>\n<p><strong>Atividades simples tamb\u00e9m estimulam o c\u00e9rebro<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de programas estruturados, atividades do cotidiano t\u00eam papel importante. Conversar, cozinhar, ouvir m\u00fasica ou organizar fotografias envolvem mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o, linguagem e tomada de decis\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cCozinhar exige planejamento e sequenciamento. Uma conversa trabalha linguagem e mem\u00f3ria. Olhar fotos pode estimular lembran\u00e7as e favorecer a comunica\u00e7\u00e3o\u201d, aponta Martha.<\/p>\n<p>Ela destaca que a intera\u00e7\u00e3o social tamb\u00e9m faz parte da estimula\u00e7\u00e3o e contribui para o bem-estar. Por isso, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 combinar atividades planejadas com uma rotina ativa e com v\u00ednculos mantidos.<\/p>\n<p>Apesar dos benef\u00edcios, a estimula\u00e7\u00e3o cognitiva tem limites claros. N\u00e3o impede a progress\u00e3o do Alzheimer nem recupera fun\u00e7\u00f5es j\u00e1 comprometidas. \u201cO objetivo \u00e9 trabalhar com o que a pessoa ainda conserva e ajud\u00e1-la a manter o maior n\u00edvel poss\u00edvel de autonomia e participa\u00e7\u00e3o no dia a dia\u201d, afirma a neuropsic\u00f3loga.<\/p>\n<\/div>\n<p><em>Com Metr\u00f3poles<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com casos em alta, manter o c\u00e9rebro ativo ao longo da vida pode ajudar a preservar fun\u00e7\u00f5es e autonomia mesmo ap\u00f3s o diagn\u00f3stico do Alzheimer A dem\u00eancia afeta milh\u00f5es de pessoas no mundo e tende a crescer nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. No Brasil, cerca de 2,7 milh\u00f5es de pessoas com 60 anos ou mais vivem com a condi\u00e7\u00e3o, n\u00famero que pode chegar a 5,6 milh\u00f5es at\u00e9 2050.\u00a0 Diante desse cen\u00e1rio, estrat\u00e9gias como a estimula\u00e7\u00e3o cognitiva entram no debate por ajudarem a manter fun\u00e7\u00f5es do c\u00e9rebro e a autonomia no dia a dia, inclusive em pessoas com Alzheimer. O que pode ser feito ao longo da vida Embora fatores como idade e gen\u00e9tica n\u00e3o possam ser alterados, parte do risco est\u00e1 ligada a condi\u00e7\u00f5es que podem ser controladas. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) estima que at\u00e9 45% dos casos de dem\u00eancia estejam associados a fatores modific\u00e1veis, como sedentarismo, tabagismo, hipertens\u00e3o, diabetes, obesidade, consumo de \u00e1lcool e isolamento social. \u201cUma pessoa pode levar um estilo de vida saud\u00e1vel e ainda assim desenvolver Alzheimer. Mas isso n\u00e3o significa que nossos h\u00e1bitos sejam irrelevantes. Podemos agir sobre determinados fatores para reduzir a probabilidade de decl\u00ednio cognitivo\u201d, afirma a neuropsic\u00f3loga Martha Valeria Medina, da startup espanhola de neurorreabilita\u00e7\u00e3o NeuronUP. Segundo ela, o cuidado com a sa\u00fade cerebral deve come\u00e7ar antes do surgimento de sintomas e seguir ao longo da vida. Manter atividade f\u00edsica, est\u00edmulo mental e v\u00ednculos sociais faz parte desse processo. Como a estimula\u00e7\u00e3o cognitiva atua A estimula\u00e7\u00e3o cognitiva envolve atividades planejadas para manter ativas diferentes fun\u00e7\u00f5es do c\u00e9rebro. N\u00e3o se limita \u00e0 mem\u00f3ria, que costuma ser a mais afetada no Alzheimer, mas inclui aten\u00e7\u00e3o, linguagem, racioc\u00ednio, orienta\u00e7\u00e3o e fun\u00e7\u00f5es executivas. \u201cA ideia \u00e9 adaptar as atividades \u00e0 pessoa e ao momento da doen\u00e7a. Trabalhamos tanto as fun\u00e7\u00f5es que come\u00e7am a ser afetadas quanto aquelas que ainda est\u00e3o preservadas\u201d, explica Martha. Na pr\u00e1tica, essas atividades ativam redes cerebrais e ajudam a manter o funcionamento por mais tempo. O objetivo n\u00e3o \u00e9 interromper a doen\u00e7a, mas retardar a perda de fun\u00e7\u00f5es e favorecer a autonomia. Quem pode se beneficiar? A estimula\u00e7\u00e3o cognitiva n\u00e3o se restringe a quem j\u00e1 tem diagn\u00f3stico. Manter o c\u00e9rebro ativo faz parte de um estilo de vida associado \u00e0 sa\u00fade cognitiva e pode ser adotado como estrat\u00e9gia ao longo da vida. Ainda assim, o momento faz diferen\u00e7a. \u201cQuanto antes nos anteciparmos, mais margem temos para trabalhar\u201d, afirma a especialista. Em pessoas com Alzheimer, a abordagem costuma ser mais efetiva nas fases iniciais, quando ainda h\u00e1 mais capacidades preservadas. Com a progress\u00e3o da doen\u00e7a, as atividades s\u00e3o ajustadas. Em fases mais avan\u00e7adas, o foco passa a ser comunica\u00e7\u00e3o, conex\u00e3o com o ambiente e bem-estar. Atividades simples tamb\u00e9m estimulam o c\u00e9rebro Al\u00e9m de programas estruturados, atividades do cotidiano t\u00eam papel importante. Conversar, cozinhar, ouvir m\u00fasica ou organizar fotografias envolvem mem\u00f3ria, aten\u00e7\u00e3o, linguagem e tomada de decis\u00f5es. \u201cCozinhar exige planejamento e sequenciamento. Uma conversa trabalha linguagem e mem\u00f3ria. Olhar fotos pode estimular lembran\u00e7as e favorecer a comunica\u00e7\u00e3o\u201d, aponta Martha. Ela destaca que a intera\u00e7\u00e3o social tamb\u00e9m faz parte da estimula\u00e7\u00e3o e contribui para o bem-estar. Por isso, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 combinar atividades planejadas com uma rotina ativa e com v\u00ednculos mantidos. Apesar dos benef\u00edcios, a estimula\u00e7\u00e3o cognitiva tem limites claros. 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