{"id":324401,"date":"2026-09-21T11:54:03","date_gmt":"2026-09-21T14:54:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=324401"},"modified":"2026-09-21T11:54:03","modified_gmt":"2026-09-21T14:54:03","slug":"agricultura-ganha-11-milhoes-de-hectares-em-41-anos-na-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/09\/21\/agricultura-ganha-11-milhoes-de-hectares-em-41-anos-na-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Agricultura ganha 11 milh\u00f5es de hectares em 41 anos na Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p>Em 41 anos, a Mata Atl\u00e2ntica perdeu quase 10 milh\u00f5es de hectares, enquanto a \u00e1rea destinada \u00e0 agricultura ganhou 11 milh\u00f5es de hectares, \u00e9 o que mostra levantamento do MapBiomas divulgado nesta segunda-feira (21), Dia da \u00c1rvore. O levantamento mostra ainda que um em cada quatro hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa existentes hoje na Mata Atl\u00e2ntica corresponde a \u00e1reas que voltaram a crescer ap\u00f3s terem sido desmatadas desde 1985.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1702860&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1702860&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Os dados fazem parte da <a href=\"https:\/\/plataforma.brasil.mapbiomas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cole\u00e7\u00e3o 11<\/a>,\u00a0 dos mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil do MapBiomas, rede colaborativa de universidades, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) e empresas de tecnologia, focadas em monitorar as transforma\u00e7\u00f5es na cobertura e no uso da terra no Brasil, e re\u00fane informa\u00e7\u00f5es de 1985 a 2025.<\/p>\n<p>No total, a Mata Atl\u00e2ntica perdeu, desde 1985, 9,7 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o madura (\u00e1reas mapeadas como vegeta\u00e7\u00e3o nativa desde 1985). Por outro lado, no mesmo per\u00edodo, o bioma ganhou mais de 8 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, \u00e1reas que voltaram a crescer depois de terem sido desmatadas.<\/p>\n<p>Apesar do crescimento, os dados evidenciam que o desmatamento passou a incidir mais sobre as \u00e1reas regeneradas, com vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. Entre 2021 e 2025, foram suprimidos 1,2 milh\u00e3o de hectares na Mata Atl\u00e2ntica: 700 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria e 500 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o madura. Assim, 60% da supress\u00e3o ocorrida nos \u00faltimos cinco anos atingiram\u00a0\u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os n\u00fameros mostram que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0supress\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, na Mata Atl\u00e2ntica h\u00e1 uma tend\u00eancia de queda ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica. A partir dos anos 2000, a \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa suprimida ficou abaixo de 2 milh\u00f5es de hectares em cada per\u00edodo de cinco\u00a0anos. Segundo o MapBiomas, os estados do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo foram os \u00fanicos que n\u00e3o apresentaram perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa nos \u00faltimos 41 anos.<\/p>\n<p>A coordenadora t\u00e9cnica da Mata Atl\u00e2ntica do MapBiomas, Nat\u00e1lia Crusco, destaca que apesar do avan\u00e7o positivo registrado com a cobertura de \u00e1reas que haviam perdido a vegeta\u00e7\u00e3o nativa, \u00e9 preciso evitar o desmatamento no bioma, presente em 15 estados e considerado patrim\u00f4nio nacional pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA regenera\u00e7\u00e3o tem papel fundamental na recupera\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, seja por meio da restaura\u00e7\u00e3o ou da recupera\u00e7\u00e3o natural de \u00e1reas degradadas&#8221;, disse Nat\u00e1lia.<\/p><\/blockquote>\n<p>Segubdo ela, ao mesmo tempo, \u00e9 essencial evitar novas perdas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, tanto madura quanto secund\u00e1ria, especialmente em um bioma t\u00e3o fragmentado e historicamente pressionado pela ocupa\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Com \u00e1rea de aproximadamente 1,3 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados, a Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 o bioma brasileiro com a menor propor\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Em 2025, essa cobertura ocupava 32% do seu territ\u00f3rio, enquanto a agropecu\u00e1ria respondia por 63%. Os dados mostram ainda que a \u00e1rea ocupada pela agricultura corresponde a aproximadamente 20,5 milh\u00f5es, o que representa 19% da \u00e1rea total do bioma.<\/p>\n<p>Segundo o MapBiomas grande parte da expans\u00e3o ocorreu sobre pastagens, que perderam cerca de 11 milh\u00f5es de hectares no per\u00edodo. A convers\u00e3o de pastagens em agricultura respondeu por 19% das mudan\u00e7as de cobertura e uso da terra registradas entre o in\u00edcio e o fim da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1985.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cA soja ganhou 8,7 milh\u00f5es de hectares em 41 anos e passou a ocupar 11,11 milh\u00f5es de hectares em 2025, uma \u00e1rea 4,6 vezes maior do que a \u00e1rea registrada em 1985.\u00a0 A cana-de-a\u00e7\u00facar avan\u00e7ou 5 milh\u00f5es de hectares e alcan\u00e7ou 6,15 milh\u00f5es de hectares,\u00a0 5,3 vezes a \u00e1rea de 1985&#8243;, informou o MapBiomas.<\/p><\/blockquote>\n<p>Em 2025, a Mata Atl\u00e2ntica concentrava 25% da soja, 50% da cana-de-a\u00e7\u00facar, 68% do caf\u00e9 (833 mil hectares)\u00a0 e 34% do citrus (141 mil hectares) das \u00e1reas mapeadas no Brasil.<\/p>\n<p>Outro ponto de destaque no levantamento \u00e9 o avan\u00e7o da silvicultura, que apresentou\u00a0aumento de 3,8 milh\u00f5es de hectares, chegando a 4,9 milh\u00f5es de hectares em 2025. Nesse ano, metade da silvicultura mapeada no pa\u00eds estava na Mata Atl\u00e2ntica. O Paran\u00e1 e Santa Catarina concentravam 46% da \u00e1rea de silvicultura no bioma.<\/p>\n<h2>\u00c1reas urbanizadas<\/h2>\n<p>No que diz respeito \u00e0s \u00e1reas urbanizadas, na Mata Atl\u00e2ntica elas cresceram 2,5 vezes entre 1985 e 2025. O acr\u00e9scimo foi de 1,3 milh\u00e3o de hectares, e a \u00e1rea total chegou a 2,3 milh\u00f5es de hectares. Mais da metade, 52%, de toda a \u00e1rea urbanizada do Brasil estavam no bioma em 2025.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cQuanto \u00e0 extens\u00e3o das \u00e1reas urbanizadas, mais de 80% dos munic\u00edpios da Mata Atl\u00e2ntica apresentavam menos de mil hectares urbanizados em 2025. Apenas S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba ultrapassavam 30 mil hectares&#8221;, acrescentou o MapBiomas.<\/p><\/blockquote>\n<p>Os estados de S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Minas Gerais registraram os maiores aumentos absolutos de \u00e1reas urbanizadas entre 1985 e 2025.<\/p>\n<p>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Com Portal Correio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 41 anos, a Mata Atl\u00e2ntica perdeu quase 10 milh\u00f5es de hectares, enquanto a \u00e1rea destinada \u00e0 agricultura ganhou 11 milh\u00f5es de hectares, \u00e9 o que mostra levantamento do MapBiomas divulgado nesta segunda-feira (21), Dia da \u00c1rvore. O levantamento mostra ainda que um em cada quatro hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa existentes hoje na Mata Atl\u00e2ntica corresponde a \u00e1reas que voltaram a crescer ap\u00f3s terem sido desmatadas desde 1985. Os dados fazem parte da Cole\u00e7\u00e3o 11,\u00a0 dos mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil do MapBiomas, rede colaborativa de universidades, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) e empresas de tecnologia, focadas em monitorar as transforma\u00e7\u00f5es na cobertura e no uso da terra no Brasil, e re\u00fane informa\u00e7\u00f5es de 1985 a 2025. No total, a Mata Atl\u00e2ntica perdeu, desde 1985, 9,7 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o madura (\u00e1reas mapeadas como vegeta\u00e7\u00e3o nativa desde 1985). Por outro lado, no mesmo per\u00edodo, o bioma ganhou mais de 8 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, \u00e1reas que voltaram a crescer depois de terem sido desmatadas. Apesar do crescimento, os dados evidenciam que o desmatamento passou a incidir mais sobre as \u00e1reas regeneradas, com vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. Entre 2021 e 2025, foram suprimidos 1,2 milh\u00e3o de hectares na Mata Atl\u00e2ntica: 700 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria e 500 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o madura. Assim, 60% da supress\u00e3o ocorrida nos \u00faltimos cinco anos atingiram\u00a0\u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. Ao mesmo tempo, os n\u00fameros mostram que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0supress\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, na Mata Atl\u00e2ntica h\u00e1 uma tend\u00eancia de queda ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica. A partir dos anos 2000, a \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa suprimida ficou abaixo de 2 milh\u00f5es de hectares em cada per\u00edodo de cinco\u00a0anos. Segundo o MapBiomas, os estados do Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo foram os \u00fanicos que n\u00e3o apresentaram perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa nos \u00faltimos 41 anos. A coordenadora t\u00e9cnica da Mata Atl\u00e2ntica do MapBiomas, Nat\u00e1lia Crusco, destaca que apesar do avan\u00e7o positivo registrado com a cobertura de \u00e1reas que haviam perdido a vegeta\u00e7\u00e3o nativa, \u00e9 preciso evitar o desmatamento no bioma, presente em 15 estados e considerado patrim\u00f4nio nacional pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal. \u201cA regenera\u00e7\u00e3o tem papel fundamental na recupera\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, seja por meio da restaura\u00e7\u00e3o ou da recupera\u00e7\u00e3o natural de \u00e1reas degradadas&#8221;, disse Nat\u00e1lia. Segubdo ela, ao mesmo tempo, \u00e9 essencial evitar novas perdas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, tanto madura quanto secund\u00e1ria, especialmente em um bioma t\u00e3o fragmentado e historicamente pressionado pela ocupa\u00e7\u00e3o humana. Com \u00e1rea de aproximadamente 1,3 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados, a Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 o bioma brasileiro com a menor propor\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Em 2025, essa cobertura ocupava 32% do seu territ\u00f3rio, enquanto a agropecu\u00e1ria respondia por 63%. Os dados mostram ainda que a \u00e1rea ocupada pela agricultura corresponde a aproximadamente 20,5 milh\u00f5es, o que representa 19% da \u00e1rea total do bioma. Segundo o MapBiomas grande parte da expans\u00e3o ocorreu sobre pastagens, que perderam cerca de 11 milh\u00f5es de hectares no per\u00edodo. A convers\u00e3o de pastagens em agricultura respondeu por 19% das mudan\u00e7as de cobertura e uso da terra registradas entre o in\u00edcio e o fim da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1985. \u201cA soja ganhou 8,7 milh\u00f5es de hectares em 41 anos e passou a ocupar 11,11 milh\u00f5es de hectares em 2025, uma \u00e1rea 4,6 vezes maior do que a \u00e1rea registrada em 1985.\u00a0 A cana-de-a\u00e7\u00facar avan\u00e7ou 5 milh\u00f5es de hectares e alcan\u00e7ou 6,15 milh\u00f5es de hectares,\u00a0 5,3 vezes a \u00e1rea de 1985&#8243;, informou o MapBiomas. Em 2025, a Mata Atl\u00e2ntica concentrava 25% da soja, 50% da cana-de-a\u00e7\u00facar, 68% do caf\u00e9 (833 mil hectares)\u00a0 e 34% do citrus (141 mil hectares) das \u00e1reas mapeadas no Brasil. Outro ponto de destaque no levantamento \u00e9 o avan\u00e7o da silvicultura, que apresentou\u00a0aumento de 3,8 milh\u00f5es de hectares, chegando a 4,9 milh\u00f5es de hectares em 2025. Nesse ano, metade da silvicultura mapeada no pa\u00eds estava na Mata Atl\u00e2ntica. O Paran\u00e1 e Santa Catarina concentravam 46% da \u00e1rea de silvicultura no bioma. \u00c1reas urbanizadas No que diz respeito \u00e0s \u00e1reas urbanizadas, na Mata Atl\u00e2ntica elas cresceram 2,5 vezes entre 1985 e 2025. O acr\u00e9scimo foi de 1,3 milh\u00e3o de hectares, e a \u00e1rea total chegou a 2,3 milh\u00f5es de hectares. Mais da metade, 52%, de toda a \u00e1rea urbanizada do Brasil estavam no bioma em 2025. \u201cQuanto \u00e0 extens\u00e3o das \u00e1reas urbanizadas, mais de 80% dos munic\u00edpios da Mata Atl\u00e2ntica apresentavam menos de mil hectares urbanizados em 2025. Apenas S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba ultrapassavam 30 mil hectares&#8221;, acrescentou o MapBiomas. Os estados de S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Minas Gerais registraram os maiores aumentos absolutos de \u00e1reas urbanizadas entre 1985 e 2025. 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