{"id":324731,"date":"2026-09-23T08:35:39","date_gmt":"2026-09-23T11:35:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=324731"},"modified":"2026-09-23T08:35:39","modified_gmt":"2026-09-23T11:35:39","slug":"dermatite-atopica-impacta-pele-sono-e-autoestima-saiba-como-tratar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/09\/23\/dermatite-atopica-impacta-pele-sono-e-autoestima-saiba-como-tratar\/","title":{"rendered":"Dermatite at\u00f3pica impacta pele, sono e autoestima: saiba como tratar"},"content":{"rendered":"<p>Uma doen\u00e7a de pele que atinge n\u00e3o s\u00f3 a pele. Mas o sono, a sa\u00fade mental e at\u00e9 a autoestima dos pacientes. Em manifesta\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas, a coceira gera feridas que deixam a pele sens\u00edvel ao menor toque. De tecido a \u00e1gua, tudo d\u00f3i.\u00a0 Essa \u00e9 a realidade de muitos pacientes que convivem com a dermatite at\u00f3pica &#8211; uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria e cr\u00f4nica cujo principal sintoma \u00e9 a coceira, muitas vezes, extrema.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1702976&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1702976&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>A estudante de medicina Clara Emery, 23 anos, conta que j\u00e1 teve de tomar antibi\u00f3tico para evitar que as feridas na pele &#8211; que ficava em carne viva &#8211; infeccionassem. Nas manifesta\u00e7\u00f5es mais severas, as dores eram intensas.\u00a0Deitar na cama, encostar no travesseiro e at\u00e9 tomar banho eram motivo de sofrimento. \u201cTive muitas crises de choro por n\u00e3o saber o que fazer\u201d, conta a jovem que tem a doen\u00e7a desde pequena.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cMinha m\u00e3e fala que assim que eu sa\u00ed da barriga, eu j\u00e1 tinha dermatite at\u00f3pica. Eu me lembro vividamente da minha inf\u00e2ncia, a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, os v\u00e1rios fatores que a desencadeavam. Foi muito angustiante conviver com essa doen\u00e7a\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>A dermatite at\u00f3pica costuma atacar regi\u00f5es de dobras, como atr\u00e1s dos joelhos, nos cotovelos e no pesco\u00e7o<\/strong>. Em Clara, a doen\u00e7a se manifesta tamb\u00e9m ao redor dos olhos, na face e em regi\u00f5es onde h\u00e1 mais fric\u00e7\u00e3o, como nas m\u00e3os.\u00a0Entre os gatilhos da doen\u00e7a, ela cita desde alimentos at\u00e9 fatores ambientais como sol, grama, suor, fungos e \u00e1caros.<\/p>\n<p>\u201cQualquer objeto de pel\u00facia, tapete, cachorro e gato. Eu sentia como se tivesse alergia ao mundo. Al\u00e9m disso, per\u00edodos de estresse na inf\u00e2ncia, na adolesc\u00eancia e no in\u00edcio da faculdade exacerbavam muito a alergia\u201d, relata a estudante lembrando que passou por momentos de isolamento social, com medo de que as pessoas vissem as feridas.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNa escola, eu tinha uns 10 anos, me perguntaram se eu tinha hansen\u00edase, se tinha s\u00edfilis, se eu era HIV positivo. Havia muito preconceito\u201d, lamenta a jovem que, atualmente, faz um tratamento imunobiol\u00f3gico que ajuda a conter as crises mais graves da doen\u00e7a.<\/p><\/blockquote>\n<p>A medica\u00e7\u00e3o atua no sistema imune para controlar as rea\u00e7\u00f5es exacerbadas de quando o corpo entra em contato com um ant\u00edgeno. O tratamento, entretanto, \u00e9 caro. Apenas uma caixa do medicamento passa de R$ 10 mil, custo que, no caso de Clara, \u00e9 coberto integralmente pelo plano de sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 fiz tratamento com cortic\u00f3ides v\u00e1rias vezes, todo tipo de pomada e hidratante, tentei medidas homeop\u00e1ticas mas o que funcionou mesmo foi o imunobiol\u00f3gico. Nunca tive tanta paz para conviver com essa doen\u00e7a porque era algo muito dif\u00edcil\u201d.<\/p>\n<h2>Impacto na qualidade de vida<\/h2>\n<p>A dermatologista Rosana Lazzarini confirma que o impacto da dermatite at\u00f3pica na qualidade de vida \u00e9 grande uma vez que a coceira intensa prejudica o sono, diminuindo o rendimento no trabalho e na escola. Segundo ela, 40% das crian\u00e7as que apresentam dermatite ter\u00e3o de conviver com a doen\u00e7a durante a vida adulta.<\/p>\n<p>A dermatite at\u00f3pica carrega forte estigma social, apesar de n\u00e3o ser contagiosa. As marcas aparentes pelo corpo levam, muitas vezes, ao afastamento do conv\u00edvio social e podem ser motivo de \u201c<em>bullying<\/em>\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO impacto na vida da crian\u00e7a \u00e9 grande. \u00c9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, h\u00e1 frequ\u00eancia de consultas, perda de aulas, afastamento social (deixa de brincar, de ir a festas) e interna\u00e7\u00f5es que ir\u00e3o afetar o desenvolvimento psicossocial\u201d, afirmou.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para informar a popula\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a e combater o preconceito, o <strong>dia 23 de setembro \u00e9 considerado o Dia Nacional de Conscientiza\u00e7\u00e3o da Dermatite At\u00f3pica<\/strong>, <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2024\/lei\/l14916.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">data oficializada no Brasil pela Lei 14.916\/24<\/a>.<\/p>\n<blockquote>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-left\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img decoding=\"async\" title=\"Eduardo Ohara Jr\/Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/c5CSQLeVofgHejzYyeAeSuDvgWQ=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/17\/dr._roberto_takaoka.jpg?itok=FV2Mn7RN\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 17\/09\/2026 - Dr. Roberto Takaoka\nRoberto Takaoka, MD\nDermatology\nCo-Director, Atopic Dermatitis Clinic, Division of Dermatology, University of S\u00e3o Paulo Medical School Hospital.\nFoto: Eduardo Ohara Jr\/Divulga\u00e7\u00e3o\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">M\u00e9dico dermatologista Roberto Takaoka \u00e9\u00a0presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Dermatite At\u00f3pica (AADA). <strong>Foto:<\/strong>\u00a0<strong>Eduardo Ohara Jr\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cOs pacientes costumam enfrentar problemas de preconceito e bullying por desconhecimento do p\u00fablico em geral, principalmente por acharem que se trata de uma doen\u00e7a contagiosa. Nesse contexto, campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o podem ajudar. Al\u00e9m disso, \u00e9 comum a doen\u00e7a ser acompanhada por dist\u00farbios do sono, depress\u00e3o e isolamento social\u201d, explica o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Dermatite At\u00f3pica (AADA), Roberto Takaoka.<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo ele, as principais demandas das fam\u00edlias s\u00e3o por indica\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos e de tratamentos.<\/p>\n<p>\u201cAs fam\u00edlias chegam com demandas de tratamentos r\u00e1pidos e milagrosos, sem entender que a dermatite at\u00f3pica \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica com per\u00edodos de melhora e piora, e que, na maioria dos casos, costuma melhorar com a idade. \u00c9 muito importante salientar que a dermatite at\u00f3pica \u00e9 uma doen\u00e7a complexa e multifatorial. Al\u00e9m do aspecto f\u00edsico, ela \u00e9 influenciada por fatores emocionais e sociais\u201d, disse o dermatologista.<\/p>\n<p>A miss\u00e3o da AADA \u00e9 promover a sa\u00fade do portador de dermatite at\u00f3pica atrav\u00e9s da arte, da ci\u00eancia e da educa\u00e7\u00e3o. A associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m conta com <a href=\"http:\/\/https\/\/www.aada.org.br\/grupos-de-apoio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">grupos de apoio<\/a> para pacientes e familiares.<\/p>\n<p>A entidade fornece ainda materiais educativos e realiza campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o e podcasts explicativos. Existe um trabalho junto aos m\u00e9dicos e outros profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade que tamb\u00e9m necessitam de informa\u00e7\u00f5es e conhecimento.<\/p>\n<h2>Crises constantes<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img decoding=\"async\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/8uO8VUHV2ISjTTYloray7ye1X3c=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/09\/11\/_raf6380-9.jpg?itok=ciz-0o2n\" alt=\"Bras\u00edlia\/DF - 11\/09\/2026 - A jornalista Rayane Lopes, convive com a doen\u00e7a Dermatite At\u00f3pica h\u00e1 anos. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">A jornalista Rayane Lopes, 34 anos, convive com a doen\u00e7a dermatite at\u00f3pica desde os 18 anos. <strong>Foto:\u00a0Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A jornalista Rayane Lopes, de 34 anos, moradora do\u00a0Recanto das Emas, no Distrito Federal, conta que teve a primeira crise de dermatite at\u00f3pica aos 18 anos. \u201cNa primeira crise que foi bem forte, ela surgiu no corpo inteiro, at\u00e9 pegando a parte da virilha e da barriga. Hoje em dia, quando a doen\u00e7a se manifesta, surge mais na barriga e entre os dedos das m\u00e3os.\u201d<\/p>\n<p>Rayane destaca que as manchas e a coceira forte costumam aparecer em per\u00edodos de muito estresse. Ela relata que, ap\u00f3s o enterro de uma pessoa pr\u00f3xima,\u00a0o corpo inteiro se encheu de manchas avermelhadas e feridas. \u201cTenho v\u00e1rias manchas e cicatrizes pelo corpo. Quando est\u00e1 forte, tomo um cortic\u00f3ide que alivia\u201d.<\/p>\n<p>Para controlar a doen\u00e7a, ela diz que n\u00e3o utiliza bucha durante o banho e costuma hidratar a pele com frequ\u00eancia. \u201cCo\u00e7a muito, arde, d\u00f3i, abre feridas. Al\u00e9m de tomar rem\u00e9dio, n\u00e3o tem muito o que fazer, \u00e9 esperar passar\u201d, explica a jornalista que j\u00e1 passou por situa\u00e7\u00f5es constrangedoras, ao lado de pessoas que n\u00e3o conhecem a dermatite.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas t\u00eam medo de pegar a doen\u00e7a. Evito usar roupa que deixe \u00e0 mostra a mancha, evito tomar sol. A dermatite aparece em momentos de muito estresse, ent\u00e3o o sofrimento psicol\u00f3gico j\u00e1 est\u00e1 ali\u201d.<\/p>\n<p>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Com Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma doen\u00e7a de pele que atinge n\u00e3o s\u00f3 a pele. Mas o sono, a sa\u00fade mental e at\u00e9 a autoestima dos pacientes. Em manifesta\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas, a coceira gera feridas que deixam a pele sens\u00edvel ao menor toque. De tecido a \u00e1gua, tudo d\u00f3i.\u00a0 Essa \u00e9 a realidade de muitos pacientes que convivem com a dermatite at\u00f3pica &#8211; uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria e cr\u00f4nica cujo principal sintoma \u00e9 a coceira, muitas vezes, extrema. A estudante de medicina Clara Emery, 23 anos, conta que j\u00e1 teve de tomar antibi\u00f3tico para evitar que as feridas na pele &#8211; que ficava em carne viva &#8211; infeccionassem. Nas manifesta\u00e7\u00f5es mais severas, as dores eram intensas.\u00a0Deitar na cama, encostar no travesseiro e at\u00e9 tomar banho eram motivo de sofrimento. \u201cTive muitas crises de choro por n\u00e3o saber o que fazer\u201d, conta a jovem que tem a doen\u00e7a desde pequena. \u201cMinha m\u00e3e fala que assim que eu sa\u00ed da barriga, eu j\u00e1 tinha dermatite at\u00f3pica. Eu me lembro vividamente da minha inf\u00e2ncia, a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, os v\u00e1rios fatores que a desencadeavam. Foi muito angustiante conviver com essa doen\u00e7a\u201d. A dermatite at\u00f3pica costuma atacar regi\u00f5es de dobras, como atr\u00e1s dos joelhos, nos cotovelos e no pesco\u00e7o. Em Clara, a doen\u00e7a se manifesta tamb\u00e9m ao redor dos olhos, na face e em regi\u00f5es onde h\u00e1 mais fric\u00e7\u00e3o, como nas m\u00e3os.\u00a0Entre os gatilhos da doen\u00e7a, ela cita desde alimentos at\u00e9 fatores ambientais como sol, grama, suor, fungos e \u00e1caros. \u201cQualquer objeto de pel\u00facia, tapete, cachorro e gato. Eu sentia como se tivesse alergia ao mundo. Al\u00e9m disso, per\u00edodos de estresse na inf\u00e2ncia, na adolesc\u00eancia e no in\u00edcio da faculdade exacerbavam muito a alergia\u201d, relata a estudante lembrando que passou por momentos de isolamento social, com medo de que as pessoas vissem as feridas. \u201cNa escola, eu tinha uns 10 anos, me perguntaram se eu tinha hansen\u00edase, se tinha s\u00edfilis, se eu era HIV positivo. Havia muito preconceito\u201d, lamenta a jovem que, atualmente, faz um tratamento imunobiol\u00f3gico que ajuda a conter as crises mais graves da doen\u00e7a. A medica\u00e7\u00e3o atua no sistema imune para controlar as rea\u00e7\u00f5es exacerbadas de quando o corpo entra em contato com um ant\u00edgeno. O tratamento, entretanto, \u00e9 caro. Apenas uma caixa do medicamento passa de R$ 10 mil, custo que, no caso de Clara, \u00e9 coberto integralmente pelo plano de sa\u00fade. \u201cJ\u00e1 fiz tratamento com cortic\u00f3ides v\u00e1rias vezes, todo tipo de pomada e hidratante, tentei medidas homeop\u00e1ticas mas o que funcionou mesmo foi o imunobiol\u00f3gico. Nunca tive tanta paz para conviver com essa doen\u00e7a porque era algo muito dif\u00edcil\u201d. Impacto na qualidade de vida A dermatologista Rosana Lazzarini confirma que o impacto da dermatite at\u00f3pica na qualidade de vida \u00e9 grande uma vez que a coceira intensa prejudica o sono, diminuindo o rendimento no trabalho e na escola. Segundo ela, 40% das crian\u00e7as que apresentam dermatite ter\u00e3o de conviver com a doen\u00e7a durante a vida adulta. A dermatite at\u00f3pica carrega forte estigma social, apesar de n\u00e3o ser contagiosa. As marcas aparentes pelo corpo levam, muitas vezes, ao afastamento do conv\u00edvio social e podem ser motivo de \u201cbullying\u201d. \u201cO impacto na vida da crian\u00e7a \u00e9 grande. \u00c9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, h\u00e1 frequ\u00eancia de consultas, perda de aulas, afastamento social (deixa de brincar, de ir a festas) e interna\u00e7\u00f5es que ir\u00e3o afetar o desenvolvimento psicossocial\u201d, afirmou. Para informar a popula\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a e combater o preconceito, o dia 23 de setembro \u00e9 considerado o Dia Nacional de Conscientiza\u00e7\u00e3o da Dermatite At\u00f3pica, data oficializada no Brasil pela Lei 14.916\/24. M\u00e9dico dermatologista Roberto Takaoka \u00e9\u00a0presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Dermatite At\u00f3pica (AADA). Foto:\u00a0Eduardo Ohara Jr\/Divulga\u00e7\u00e3o \u201cOs pacientes costumam enfrentar problemas de preconceito e bullying por desconhecimento do p\u00fablico em geral, principalmente por acharem que se trata de uma doen\u00e7a contagiosa. Nesse contexto, campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o podem ajudar. Al\u00e9m disso, \u00e9 comum a doen\u00e7a ser acompanhada por dist\u00farbios do sono, depress\u00e3o e isolamento social\u201d, explica o presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Dermatite At\u00f3pica (AADA), Roberto Takaoka. Segundo ele, as principais demandas das fam\u00edlias s\u00e3o por indica\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos e de tratamentos. \u201cAs fam\u00edlias chegam com demandas de tratamentos r\u00e1pidos e milagrosos, sem entender que a dermatite at\u00f3pica \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica com per\u00edodos de melhora e piora, e que, na maioria dos casos, costuma melhorar com a idade. \u00c9 muito importante salientar que a dermatite at\u00f3pica \u00e9 uma doen\u00e7a complexa e multifatorial. Al\u00e9m do aspecto f\u00edsico, ela \u00e9 influenciada por fatores emocionais e sociais\u201d, disse o dermatologista. A miss\u00e3o da AADA \u00e9 promover a sa\u00fade do portador de dermatite at\u00f3pica atrav\u00e9s da arte, da ci\u00eancia e da educa\u00e7\u00e3o. A associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m conta com grupos de apoio para pacientes e familiares. A entidade fornece ainda materiais educativos e realiza campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o e podcasts explicativos. Existe um trabalho junto aos m\u00e9dicos e outros profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade que tamb\u00e9m necessitam de informa\u00e7\u00f5es e conhecimento. Crises constantes A jornalista Rayane Lopes, 34 anos, convive com a doen\u00e7a dermatite at\u00f3pica desde os 18 anos. Foto:\u00a0Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil A jornalista Rayane Lopes, de 34 anos, moradora do\u00a0Recanto das Emas, no Distrito Federal, conta que teve a primeira crise de dermatite at\u00f3pica aos 18 anos. \u201cNa primeira crise que foi bem forte, ela surgiu no corpo inteiro, at\u00e9 pegando a parte da virilha e da barriga. Hoje em dia, quando a doen\u00e7a se manifesta, surge mais na barriga e entre os dedos das m\u00e3os.\u201d Rayane destaca que as manchas e a coceira forte costumam aparecer em per\u00edodos de muito estresse. Ela relata que, ap\u00f3s o enterro de uma pessoa pr\u00f3xima,\u00a0o corpo inteiro se encheu de manchas avermelhadas e feridas. \u201cTenho v\u00e1rias manchas e cicatrizes pelo corpo. Quando est\u00e1 forte, tomo um cortic\u00f3ide que alivia\u201d. Para controlar a doen\u00e7a, ela diz que n\u00e3o utiliza bucha durante o banho e costuma hidratar a pele com frequ\u00eancia. \u201cCo\u00e7a muito, arde, d\u00f3i, abre feridas. Al\u00e9m de tomar rem\u00e9dio, n\u00e3o tem muito o que fazer, \u00e9 esperar passar\u201d, explica a jornalista que j\u00e1 passou por situa\u00e7\u00f5es constrangedoras, ao lado de pessoas que n\u00e3o conhecem a dermatite.<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":324732,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-324731","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/324731","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=324731"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/324731\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":324733,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/324731\/revisions\/324733"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/324732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=324731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=324731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=324731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}