{"id":325191,"date":"2026-09-25T15:07:49","date_gmt":"2026-09-25T18:07:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=325191"},"modified":"2026-09-25T15:07:49","modified_gmt":"2026-09-25T18:07:49","slug":"justica-da-pb-manda-soltar-delegado-acusado-de-desvio-de-drogas-na-policia-civil-mas-ele-segue-preso-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/09\/25\/justica-da-pb-manda-soltar-delegado-acusado-de-desvio-de-drogas-na-policia-civil-mas-ele-segue-preso-entenda\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a da PB manda soltar delegado acusado de desvio de drogas na Pol\u00edcia Civil, mas ele segue preso; entenda"},"content":{"rendered":"<p>Opera\u00e7\u00e3o prende delegado e agentes da Pol\u00edcia Civil em Jo\u00e3o Pessoa<br \/>\nA 5\u00aa Vara Criminal de Jo\u00e3o Pessoa mandou soltar o delegado Braz Morroni, acusado de um esquema de desvio de drogas na Pol\u00edcia Civil. O g1 teve acesso a decis\u00e3o desta sexta-feira (25). No entanto, mesmo com o mandado de soltura expedido, o delegado continuar\u00e1 preso.<\/p>\n<p>O delegado Braz Morroni responde a quatro processos na Justi\u00e7a da Para\u00edba, um deles uma pris\u00e3o preventiva, que continua em vigor. Este processo respectivo tramita na Vara Militar e de Crimes Envolvendo Organiza\u00e7\u00e3o Criminosa da Capital. A decis\u00e3o do ju\u00edzo da 5\u00aa Vara que n\u00e3o acatou um pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Para\u00edba (MPPB) de convers\u00e3o de pris\u00e3o tempor\u00e1ria para pris\u00e3o preventiva em um desses processos e determinou a solta especificamente nessa a\u00e7\u00e3o criminal, &#8220;se por outro motivo n\u00e3o estiverem presos&#8221;.<\/p>\n<p>Ou seja, como o delegado ainda cumpre uma pris\u00e3o preventiva no outro processo, ele segue preso no Pres\u00eddio Especial Valentina de Figueiredo. O g1 entrou em contato com a defesa de Braz Morroni, que disse concordar com a decis\u00e3o de revoga\u00e7\u00e3o da pris\u00e3 uma a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa contra o delegado Braz Morroni e os agentes da Pol\u00edcia Civil Everton Aires e Eduardo Jorge. A a\u00e7\u00e3o, que se tornou p\u00fablica nesta segunda-feira em agosto, que busca responsabilizar os servidores na esfera c\u00edvel.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas est\u00e3o presos por envolvimento em um esquema de desvio de drogas. O \u00f3rg\u00e3o requer, em car\u00e1ter liminar, o afastamento imediato deles das fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e o bloqueio de bens para garantir o ressarcimento aos cofres p\u00fablicos. O processo \u00e9 um desdobramento de investiga\u00e7\u00f5es conduzidas pelo Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Delegacia de Repress\u00e3o ao Crime Organizado (Draco), iniciadas a partir de uma den\u00fancia an\u00f4nima.<\/p>\n<p>Os investigados Everton Rychelyson da Silva Aires, Eduardo Jorge Ferreira do Egito e o delegado Braz Marroni de Paiva J\u00fanior eram lotados na Delegacia de Crimes contra o Patrim\u00f4nio. Segundo o MPPB, o delegado e os agentes usavam a condi\u00e7\u00e3o de policiais para se apropriar de entorpecentes apreendidos e subtrair drogas de terceiros. Eles simulavam a\u00e7\u00f5es policiais para depois revender o material de forma il\u00edcita.<\/p>\n<p>Com o esquema, o grupo teria obtido vantagens econ\u00f4micas para si e para uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa com a qual mantinha v\u00ednculo. De acordo com a a\u00e7\u00e3o, os fatos ocorreram entre os anos de 2024 e 2026. Para o Minist\u00e9rio P\u00fablico, o afastamento imediato dos servidores \u00e9 indispens\u00e1vel para assegon Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito por crimes relacionados ao desvio de drogas.<\/p>\n<p>Conforme o \u00f3rg\u00e3o, as den\u00fancias anteriores foram por desvios de drogas e est\u00e3o atreladas \u00e0 invas\u00e3o de resid\u00eancias, separadamente. Segundo a den\u00fancia apresentada pelo Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os tr\u00eas devem responder por furto qualificado, abuso de autoridade, falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico e fraude processual. Al\u00e9m da condena\u00e7\u00e3o criminal, na primeira den\u00fancia, o \u00f3rg\u00e3o pediu \u00e0 Justi\u00e7a a perda dos cargos p\u00fablicos dos tr\u00eas denunciados, a convers\u00e3o da pris\u00e3o tempor\u00e1ria em preventiva e o pagamento de R$ 1 milh\u00e3o por danos morais coletivos.<\/p>\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico, os investigados recebiam informa\u00e7\u00f5es sobre locais usados para armazenar drogas, realizavam incurs\u00f5es nos im\u00f3veis para desviar os entorpecentes e, em seguida, registravam oficialmente apenas uma pequena parte do material apreendido. Para sustentar a acusa\u00e7\u00e3o, o MPPB informa que reuniu provas obtidas por an\u00e1lise de celulares, dados de geolocaliza\u00e7\u00e3o da viatura utilizada na a\u00e7\u00e3o, quebra de sigilos telem\u00e1tico, banc\u00e1rio e fiscal, monitoramento dos investigados, al\u00e9m de documentos e depoimentos. V\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba<\/p>\n<p><em>Fonte: G1 Para\u00edba<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opera\u00e7\u00e3o prende delegado e agentes da Pol\u00edcia Civil em Jo\u00e3o Pessoa A 5\u00aa Vara Criminal de Jo\u00e3o Pessoa mandou soltar o delegado Braz Morroni, acusado de um esquema de desvio de drogas na Pol\u00edcia Civil. O g1 teve acesso a decis\u00e3o desta sexta-feira (25). No entanto, mesmo com o mandado de soltura expedido, o delegado continuar\u00e1 preso. &#x2705; Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp O delegado Braz Morroni responde a quatro processos na Justi\u00e7a da Para\u00edba, um deles uma pris\u00e3o preventiva, que continua em vigor. Este processo respectivo tramita na Vara Militar e de Crimes Envolvendo Organiza\u00e7\u00e3o Criminosa da Capital. A decis\u00e3o do ju\u00edzo da 5\u00aa Vara que n\u00e3o acatou um pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Para\u00edba (MPPB) de convers\u00e3o de pris\u00e3o tempor\u00e1ria para pris\u00e3o preventiva em um desses processos e determinou a solta especificamente nessa a\u00e7\u00e3o criminal, &#8220;se por outro motivo n\u00e3o estiverem presos&#8221;. Ou seja, como o delegado ainda cumpre uma pris\u00e3o preventiva no outro processo, ele segue preso no Pres\u00eddio Especial Valentina de Figueiredo. O g1 entrou em contato com a defesa de Braz Morroni, que disse concordar com a decis\u00e3o de revoga\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o e que espera que esse entendimento da Justi\u00e7a seja alcan\u00e7ado na pris\u00e3o preventiva que resta. Uma nota ainda vai ser emitida. Delegado Braz Morroni Reprodu\u00e7\u00e3o \/ TV Cabo Branco A\u00e7\u00e3o anterior do Minist\u00e9rio P\u00fablico O Minist\u00e9rio P\u00fablico da Para\u00edba (MPPB) ajuizou uma a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa contra o delegado Braz Morroni e os agentes da Pol\u00edcia Civil Everton Aires e Eduardo Jorge. A a\u00e7\u00e3o, que se tornou p\u00fablica nesta segunda-feira em agosto, que busca responsabilizar os servidores na esfera c\u00edvel. Os tr\u00eas est\u00e3o presos por envolvimento em um esquema de desvio de drogas. O \u00f3rg\u00e3o requer, em car\u00e1ter liminar, o afastamento imediato deles das fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e o bloqueio de bens para garantir o ressarcimento aos cofres p\u00fablicos. O processo \u00e9 um desdobramento de investiga\u00e7\u00f5es conduzidas pelo Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Delegacia de Repress\u00e3o ao Crime Organizado (Draco), iniciadas a partir de uma den\u00fancia an\u00f4nima. Os investigados Everton Rychelyson da Silva Aires, Eduardo Jorge Ferreira do Egito e o delegado Braz Marroni de Paiva J\u00fanior eram lotados na Delegacia de Crimes contra o Patrim\u00f4nio. Segundo o MPPB, o delegado e os agentes usavam a condi\u00e7\u00e3o de policiais para se apropriar de entorpecentes apreendidos e subtrair drogas de terceiros. Eles simulavam a\u00e7\u00f5es policiais para depois revender o material de forma il\u00edcita. Com o esquema, o grupo teria obtido vantagens econ\u00f4micas para si e para uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa com a qual mantinha v\u00ednculo. De acordo com a a\u00e7\u00e3o, os fatos ocorreram entre os anos de 2024 e 2026. Para o Minist\u00e9rio P\u00fablico, o afastamento imediato dos servidores \u00e9 indispens\u00e1vel para assegurar o andamento do processo e prevenir a pr\u00e1tica de novos crimes. Outras den\u00fancias Everton Aires (Bomba), Eduardo Jorge (M\u00e3o Branca) e Braz Morrone Reprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco O MP j\u00e1 havia denunciado o delegado Braz Morroni e os agentes da Pol\u00edcia Civil Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito por crimes relacionados ao desvio de drogas. Conforme o \u00f3rg\u00e3o, as den\u00fancias anteriores foram por desvios de drogas e est\u00e3o atreladas \u00e0 invas\u00e3o de resid\u00eancias, separadamente. Segundo a den\u00fancia apresentada pelo Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os tr\u00eas devem responder por furto qualificado, abuso de autoridade, falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico e fraude processual. Al\u00e9m da condena\u00e7\u00e3o criminal, na primeira den\u00fancia, o \u00f3rg\u00e3o pediu \u00e0 Justi\u00e7a a perda dos cargos p\u00fablicos dos tr\u00eas denunciados, a convers\u00e3o da pris\u00e3o tempor\u00e1ria em preventiva e o pagamento de R$ 1 milh\u00e3o por danos morais coletivos. De acordo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico, os investigados recebiam informa\u00e7\u00f5es sobre locais usados para armazenar drogas, realizavam incurs\u00f5es nos im\u00f3veis para desviar os entorpecentes e, em seguida, registravam oficialmente apenas uma pequena parte do material apreendido. Para sustentar a acusa\u00e7\u00e3o, o MPPB informa que reuniu provas obtidas por an\u00e1lise de celulares, dados de geolocaliza\u00e7\u00e3o da viatura utilizada na a\u00e7\u00e3o, quebra de sigilos telem\u00e1tico, banc\u00e1rio e fiscal, monitoramento dos investigados, al\u00e9m de documentos e depoimentos. 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