{"id":325992,"date":"2026-10-03T08:27:10","date_gmt":"2026-10-03T11:27:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=325992"},"modified":"2026-10-03T08:27:10","modified_gmt":"2026-10-03T11:27:10","slug":"voce-sabe-reconhecer-o-capacitismo-especialista-da-hu-brasil-explica-como-atitudes-comuns-podem-criar-barreiras-para-pessoas-com-deficiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/10\/03\/voce-sabe-reconhecer-o-capacitismo-especialista-da-hu-brasil-explica-como-atitudes-comuns-podem-criar-barreiras-para-pessoas-com-deficiencia\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea sabe reconhecer o capacitismo? Especialista da HU Brasil explica como atitudes comuns podem criar barreiras para pessoas com defici\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div class=\"documentDescription\">Forma de receber e comunicar informa\u00e7\u00f5es influenciam o atendimento<\/div>\n<div id=\"viewlet-above-content-body\">\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span data-contrast=\"auto\">Falar com o acompanhante em vez de se dirigir diretamente \u00e0 pessoa com defici\u00eancia, tratar um adulto de forma infantilizada ou presumir que algu\u00e9m n\u00e3o consegue realizar determinada atividade. Atitudes como essas podem acontecer no cotidiano sem que sejam percebidas como uma forma de preconceito, mas ajudam a entender um conceito que vem ganhando espa\u00e7o nas discuss\u00f5es sobre inclus\u00e3o: o capacitismo.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span data-contrast=\"auto\">\u201cCapacitismo \u00e9, em resumo, o preconceito contra a pessoa com defici\u00eancia. \u00c9 aquela ideia ultrapassada de achar que ter uma defici\u00eancia define o que a pessoa consegue ou n\u00e3o fazer, ou o quanto ela vale\u201d, explica a nutricionista Luciana Santana, membro da Comiss\u00e3o Biopsicossocial da Pessoa com Defici\u00eancia do Hospital Universit\u00e1rio Get\u00falio Vargas (HUGV-Ufam), vinculado \u00e0 HU Brasil.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span data-contrast=\"auto\">Entre as formas mais comuns de capacitismo est\u00e3o piadas, imita\u00e7\u00f5es ou apelidos relacionados \u00e0 defici\u00eancia; falar com acompanhantes em vez de se dirigir diretamente \u00e0 pessoa; excluir a pessoa de atividades sob o argumento de proteg\u00ea-la; usar termos relacionados \u00e0 defici\u00eancia como ofensa; e reproduzir express\u00f5es cotidianas que associam defici\u00eancias a caracter\u00edsticas negativas.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span data-contrast=\"auto\">\u201cSabe quando algu\u00e9m fala com um adulto usando voz de crian\u00e7a? Ou quando elogiam algo super comum que a pessoa fez como se fosse um \u2018milagre de supera\u00e7\u00e3o\u2019? Ou at\u00e9 quando a gente organiza uma reuni\u00e3o ou um espa\u00e7o sem pensar se todo mundo vai conseguir acompanhar? Tudo isso \u00e9 capacitismo\u201d, exemplifica Luciana.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><b><strong><span data-contrast=\"auto\">Barreiras v\u00e3o al\u00e9m do acesso f\u00edsico<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/strong><\/b><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span data-contrast=\"auto\">Dentro de um hospital, garantir acessibilidade vai al\u00e9m de rampas, elevadores e adapta\u00e7\u00f5es estruturais. A forma de receber, comunicar informa\u00e7\u00f5es e se relacionar com a pessoa com defici\u00eancia tamb\u00e9m pode facilitar ou criar barreiras durante o atendimento.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span data-contrast=\"auto\">Segundo Luciana, essas barreiras podem surgir quando se presume o que o paciente consegue ou n\u00e3o fazer, quando suas necessidades n\u00e3o s\u00e3o consideradas ou quando a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre de maneira acess\u00edvel. Aspectos do pr\u00f3prio ambiente, como excesso de ru\u00eddos, luzes intensas e longos per\u00edodos de espera, tamb\u00e9m podem representar dificuldades adicionais para pessoas com sensibilidades sensoriais.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span data-contrast=\"auto\">A aten\u00e7\u00e3o deve incluir ainda as defici\u00eancias que n\u00e3o s\u00e3o imediatamente percept\u00edveis. \u201c\u00c9 preciso acreditar quando a pessoa fala sobre aquilo de que precisa, principalmente nas defici\u00eancias invis\u00edveis. Tamb\u00e9m \u00e9 importante tratar adulto como adulto e buscar informa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o devemos esperar que a pessoa com defici\u00eancia tenha que nos ensinar tudo\u201d, diz.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span data-contrast=\"auto\">Outra barreira pode surgir quando o profissional se dirige primeiro ao acompanhante e n\u00e3o ao pr\u00f3prio paciente. \u201cNa pr\u00e1tica, isso \u00e9 invisibilizar a pessoa. Quando o profissional de sa\u00fade vira para o acompanhante e pergunta \u2018o que ele est\u00e1 sentindo?\u2019 em vez de perguntar para o pr\u00f3prio paciente, ele est\u00e1 tirando a autonomia daquela pessoa\u201d, explica Luciana.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span data-contrast=\"auto\">O mesmo princ\u00edpio vale na hora de oferecer aux\u00edlio. Em vez de presumir que a pessoa precisa de ajuda, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 perguntar. \u201cSe a pessoa disser que n\u00e3o precisa, respeite. Se disser que sim, ela mesma vai explicar o jeito de ajudar. Sem tirar a independ\u00eancia dela\u201d, orienta.<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:360}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span data-contrast=\"auto\">Por Emiliana Monteiro, com edi\u00e7\u00e3o de Maria Carvalho Costa e Raoni Santos<\/span><span data-ccp-props=\"{&quot;134233117&quot;:false,&quot;134233118&quot;:false,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559738&quot;:0,&quot;335559739&quot;:0}\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em style=\"font-weight: 400;\"><span data-contrast=\"auto\">Ger\u00eancia Executiva de Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/span> <span data-contrast=\"auto\">da HU Brasil<\/span><\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Forma de receber e comunicar informa\u00e7\u00f5es influenciam o atendimento Falar com o acompanhante em vez de se dirigir diretamente \u00e0 pessoa com defici\u00eancia, tratar um adulto de forma infantilizada ou presumir que algu\u00e9m n\u00e3o consegue realizar determinada atividade. Atitudes como essas podem acontecer no cotidiano sem que sejam percebidas como uma forma de preconceito, mas ajudam a entender um conceito que vem ganhando espa\u00e7o nas discuss\u00f5es sobre inclus\u00e3o: o capacitismo.\u00a0 \u201cCapacitismo \u00e9, em resumo, o preconceito contra a pessoa com defici\u00eancia. \u00c9 aquela ideia ultrapassada de achar que ter uma defici\u00eancia define o que a pessoa consegue ou n\u00e3o fazer, ou o quanto ela vale\u201d, explica a nutricionista Luciana Santana, membro da Comiss\u00e3o Biopsicossocial da Pessoa com Defici\u00eancia do Hospital Universit\u00e1rio Get\u00falio Vargas (HUGV-Ufam), vinculado \u00e0 HU Brasil.\u00a0 Entre as formas mais comuns de capacitismo est\u00e3o piadas, imita\u00e7\u00f5es ou apelidos relacionados \u00e0 defici\u00eancia; falar com acompanhantes em vez de se dirigir diretamente \u00e0 pessoa; excluir a pessoa de atividades sob o argumento de proteg\u00ea-la; usar termos relacionados \u00e0 defici\u00eancia como ofensa; e reproduzir express\u00f5es cotidianas que associam defici\u00eancias a caracter\u00edsticas negativas.\u00a0 \u201cSabe quando algu\u00e9m fala com um adulto usando voz de crian\u00e7a? Ou quando elogiam algo super comum que a pessoa fez como se fosse um \u2018milagre de supera\u00e7\u00e3o\u2019? Ou at\u00e9 quando a gente organiza uma reuni\u00e3o ou um espa\u00e7o sem pensar se todo mundo vai conseguir acompanhar? Tudo isso \u00e9 capacitismo\u201d, exemplifica Luciana.\u00a0 Barreiras v\u00e3o al\u00e9m do acesso f\u00edsico\u00a0 Dentro de um hospital, garantir acessibilidade vai al\u00e9m de rampas, elevadores e adapta\u00e7\u00f5es estruturais. A forma de receber, comunicar informa\u00e7\u00f5es e se relacionar com a pessoa com defici\u00eancia tamb\u00e9m pode facilitar ou criar barreiras durante o atendimento.\u00a0 Segundo Luciana, essas barreiras podem surgir quando se presume o que o paciente consegue ou n\u00e3o fazer, quando suas necessidades n\u00e3o s\u00e3o consideradas ou quando a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorre de maneira acess\u00edvel. Aspectos do pr\u00f3prio ambiente, como excesso de ru\u00eddos, luzes intensas e longos per\u00edodos de espera, tamb\u00e9m podem representar dificuldades adicionais para pessoas com sensibilidades sensoriais.\u00a0 A aten\u00e7\u00e3o deve incluir ainda as defici\u00eancias que n\u00e3o s\u00e3o imediatamente percept\u00edveis. \u201c\u00c9 preciso acreditar quando a pessoa fala sobre aquilo de que precisa, principalmente nas defici\u00eancias invis\u00edveis. Tamb\u00e9m \u00e9 importante tratar adulto como adulto e buscar informa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o devemos esperar que a pessoa com defici\u00eancia tenha que nos ensinar tudo\u201d, diz.\u00a0 Outra barreira pode surgir quando o profissional se dirige primeiro ao acompanhante e n\u00e3o ao pr\u00f3prio paciente. \u201cNa pr\u00e1tica, isso \u00e9 invisibilizar a pessoa. Quando o profissional de sa\u00fade vira para o acompanhante e pergunta \u2018o que ele est\u00e1 sentindo?\u2019 em vez de perguntar para o pr\u00f3prio paciente, ele est\u00e1 tirando a autonomia daquela pessoa\u201d, explica Luciana.\u00a0 O mesmo princ\u00edpio vale na hora de oferecer aux\u00edlio. Em vez de presumir que a pessoa precisa de ajuda, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 perguntar. \u201cSe a pessoa disser que n\u00e3o precisa, respeite. Se disser que sim, ela mesma vai explicar o jeito de ajudar. Sem tirar a independ\u00eancia dela\u201d, orienta.\u00a0 Por Emiliana Monteiro, com edi\u00e7\u00e3o de Maria Carvalho Costa e Raoni Santos\u00a0 Ger\u00eancia Executiva de Comunica\u00e7\u00e3o Social da HU Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":325993,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-325992","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/325992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=325992"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/325992\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":325994,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/325992\/revisions\/325994"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/325993"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=325992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=325992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=325992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}