{"id":326034,"date":"2026-10-03T09:09:18","date_gmt":"2026-10-03T12:09:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=326034"},"modified":"2026-10-03T09:09:18","modified_gmt":"2026-10-03T12:09:18","slug":"mudancas-climaticas-preocupam-mais-que-perda-de-emprego-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/10\/03\/mudancas-climaticas-preocupam-mais-que-perda-de-emprego-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas preocupam mais que perda de emprego, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p>Para 41% dos brasileiros, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o a maior amea\u00e7a para o futuro. Esse \u00e9 um dos resultados apresentados nesta semana por uma pesquisa in\u00e9dita do <a href=\"https:\/\/institutooya.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Oy\u00e1<\/a>, em parceria com a Ipsos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1704015&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1704015&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Sob o t\u00edtulo <em>Term\u00f4metro do Brasil<\/em>, o levantamento mostra a preocupa\u00e7\u00e3o das pessoas para si mesmas e para suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>O tema supera inclusive outros temas relevantes, como:<\/p>\n<ol>\n<li>perda de emprego (32%);<\/li>\n<li>retrocesso na democracia (32%);<\/li>\n<li>deteriora\u00e7\u00e3o da sa\u00fade (31%);<\/li>\n<li>escassez de alimentos (30%);<\/li>\n<li>pandemia (24%).<\/li>\n<\/ol>\n<p>O estudo ouviu 2 mil pessoas. No entanto, quando esse grupo \u00e9 questionado a respeito das principais preocupa\u00e7\u00f5es no momento, o tema das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas vai para o nono lugar (com 14%). As amea\u00e7as ao meio ambiente est\u00e3o em d\u00e9cimo (10%).<\/p>\n<p>Esses n\u00fameros fazem com que o Brasil ocupe a 20\u00aa coloca\u00e7\u00e3o entre os mais preocupados.<\/p>\n<h2>Desinforma\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>De acordo com a diretora executiva do Instituto Oya, Camila Kamilo, um dos dados que mais a surpreenderam \u00e9 que, em m\u00e9dia, 78% das pessoas n\u00e3o sabiam diferenciar not\u00edcias falsas das verdadeiras, inclusive sobre eventos clim\u00e1ticos extremos. Um dado preocupante no atual contexto eleitoral no Brasil.<\/p>\n<p>Ela explica que, a partir de um experimento social cego, ficou demonstrado que os brasileiros aceitam como verdadeiras fake news de forte apelo emocional.<\/p>\n<p>Nesse contexto, 81% temem o uso de deepfakes e tecnologias de intelig\u00eancia artificial para manipula\u00e7\u00e3o de imagem e voz.<\/p>\n<p>\u201cAlgo que nos deixou bem preocupadas \u00e9 que 67% dos brasileiros confiam na tecnologia, enquanto 65% desconfiam dos governos\u201d, afirma a diretora do instituto.<\/p>\n<p>Segundo a diretora, a deteriora\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a do brasileiro \u00e9 considerada um motivo de aten\u00e7\u00e3o em um momento de incertezas.<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[Isso] faz com que as pessoas, literalmente, aceitem qualquer coisa como verdade. E isso ocorre, n\u00e3o s\u00f3 num contexto de crise clim\u00e1tica, mas tamb\u00e9m de desafios sociais, econ\u00f4micos e ecol\u00f3gicos.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<h2>Engajamento<\/h2>\n<p>Camila Kamilo observa que o engajamento social, sobre clima inclusive, tem ocorrido mais pelas redes sociais, de forma distante fisicamente, do que de forma ativa e presencial.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, \u00e9 necess\u00e1rio que o pa\u00eds adote pol\u00edticas p\u00fablicas e novos modelos de comunica\u00e7\u00e3o para garantir a veracidade das informa\u00e7\u00f5es que circulam socialmente.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cO brasileiro n\u00e3o \u00e9 negacionista na sua maioria. Ele est\u00e1 desinformado.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<h2>ONGs e envolvimento partid\u00e1rio<\/h2>\n<p>Outra observa\u00e7\u00e3o que a pesquisadora cita \u00e9 que, apesar de desconfian\u00e7as nas institui\u00e7\u00f5es, \u00a045% dos brasileiros acreditam nas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais.<\/p>\n<p>\u201cMais do que nunca \u00e9 importante a gente fortalecer as nossas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, incluindo a imprensa como difus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es checadas\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p>Outro dado destacado \u00e9 que o eleitor brasileiro se mostra afastado do engajamento partid\u00e1rio tradicional. No total, 39% descartam atuar em campanhas ou partidos, e 33% rejeitam protestos de rua.<\/p>\n<p>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Com Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para 41% dos brasileiros, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o a maior amea\u00e7a para o futuro. Esse \u00e9 um dos resultados apresentados nesta semana por uma pesquisa in\u00e9dita do Instituto Oy\u00e1, em parceria com a Ipsos. Sob o t\u00edtulo Term\u00f4metro do Brasil, o levantamento mostra a preocupa\u00e7\u00e3o das pessoas para si mesmas e para suas fam\u00edlias. O tema supera inclusive outros temas relevantes, como: perda de emprego (32%); retrocesso na democracia (32%); deteriora\u00e7\u00e3o da sa\u00fade (31%); escassez de alimentos (30%); pandemia (24%). O estudo ouviu 2 mil pessoas. No entanto, quando esse grupo \u00e9 questionado a respeito das principais preocupa\u00e7\u00f5es no momento, o tema das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas vai para o nono lugar (com 14%). As amea\u00e7as ao meio ambiente est\u00e3o em d\u00e9cimo (10%). Esses n\u00fameros fazem com que o Brasil ocupe a 20\u00aa coloca\u00e7\u00e3o entre os mais preocupados. Desinforma\u00e7\u00e3o De acordo com a diretora executiva do Instituto Oya, Camila Kamilo, um dos dados que mais a surpreenderam \u00e9 que, em m\u00e9dia, 78% das pessoas n\u00e3o sabiam diferenciar not\u00edcias falsas das verdadeiras, inclusive sobre eventos clim\u00e1ticos extremos. Um dado preocupante no atual contexto eleitoral no Brasil. Ela explica que, a partir de um experimento social cego, ficou demonstrado que os brasileiros aceitam como verdadeiras fake news de forte apelo emocional. Nesse contexto, 81% temem o uso de deepfakes e tecnologias de intelig\u00eancia artificial para manipula\u00e7\u00e3o de imagem e voz. \u201cAlgo que nos deixou bem preocupadas \u00e9 que 67% dos brasileiros confiam na tecnologia, enquanto 65% desconfiam dos governos\u201d, afirma a diretora do instituto. Segundo a diretora, a deteriora\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a do brasileiro \u00e9 considerada um motivo de aten\u00e7\u00e3o em um momento de incertezas. \u201c[Isso] faz com que as pessoas, literalmente, aceitem qualquer coisa como verdade. E isso ocorre, n\u00e3o s\u00f3 num contexto de crise clim\u00e1tica, mas tamb\u00e9m de desafios sociais, econ\u00f4micos e ecol\u00f3gicos.\u201d Engajamento Camila Kamilo observa que o engajamento social, sobre clima inclusive, tem ocorrido mais pelas redes sociais, de forma distante fisicamente, do que de forma ativa e presencial. Para a pesquisadora, \u00e9 necess\u00e1rio que o pa\u00eds adote pol\u00edticas p\u00fablicas e novos modelos de comunica\u00e7\u00e3o para garantir a veracidade das informa\u00e7\u00f5es que circulam socialmente. \u201cO brasileiro n\u00e3o \u00e9 negacionista na sua maioria. 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