{"id":326870,"date":"2026-10-14T08:42:54","date_gmt":"2026-10-14T11:42:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=326870"},"modified":"2026-10-14T08:42:54","modified_gmt":"2026-10-14T11:42:54","slug":"cultura-gratuita-e-uma-das-principais-demandas-para-novos-governantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/10\/14\/cultura-gratuita-e-uma-das-principais-demandas-para-novos-governantes\/","title":{"rendered":"Cultura gratuita \u00e9 uma das principais demandas para novos governantes"},"content":{"rendered":"<p>Aumentar o acesso gratuito a atividades culturais, como shows, filmes, espet\u00e1culos e exposi\u00e7\u00f5es,\u00a0\u00e9 a principal expectativa dos brasileiros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas de cultura, segundo a pesquisa H\u00e1bitos Culturais, divulgada nesta quarta-feira (14). Para 42% dos entrevistados, esta deve ser a prioridade dos pr\u00f3ximos governantes.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1705283&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1705283&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>O levantamento mostra ainda que apesar de ser direito garantido na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, nem todas as pessoas t\u00eam acesso igual \u00e0 cultura. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos \u00faltimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E fizeram isso.<\/p>\n<p>Os dados revelam\u00a0que o custo, tanto do deslocamento, quanto de ingressos, \u00e9 o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de\u00a0atividades culturais presencialmente. Cerca de metade das que frequentam esses eventos gasta, por m\u00eas, R$ 100 com cultura. Outro fator \u00e9 o medo da viol\u00eancia.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Como \u00e9 poss\u00edvel observar por meio\u00a0dos dados, o acesso \u00e0 cultura realmente ainda \u00e9 bastante desigual, sobretudo quando observamos pela perspectiva socioecon\u00f4mica ou at\u00e9 mesmo de n\u00edveis de escolaridade entre os brasileiros&#8221;, diz a coordenadora do Observat\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa, Ana Maria Cardoso.<\/p><\/blockquote>\n<p>&#8220;Apesar das disparidades, tais dados n\u00e3o significam que pessoas das classes sociais mais baixas ou com menor escolaridade deem menor valor \u00e0 cultura; ao contr\u00e1rio, o que a pesquisa\u00a0mostra \u00e9 que existem barreiras que v\u00e3o al\u00e9m da subjetividade individual ou mesmo do gosto pessoal que interferem diretamente nesse acesso&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<h2>Demandas<\/h2>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a demanda por mais acesso gratuito aparece como a principal. A pesquisa revela\u00a0que um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o (32%) quer a cria\u00e7\u00e3o de mais equipamentos ou institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de cultura, como museus, teatros e cinemas.<\/p>\n<p>S\u00e3o citados ainda, por 28% dos entrevistados, a melhoria, reforma, amplia\u00e7\u00e3o ou moderniza\u00e7\u00e3o dos equipamentos existentes,\u00a0al\u00e9m\u00a0do financiamento e incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cultural independente, por 26%.<\/p>\n<p>Pouco mais de um a cada cinco participantes (22%)\u00a0pedem o apoio a iniciativas culturais em favelas, periferias e comunidades tradicionais e a valoriza\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de artistas e profissionais da cultura (21%).<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Os dados indicam que existem caminhos para avan\u00e7ar, tanto no que se refere \u00e0 import\u00e2ncia de fortalecer e ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas, quanto na pr\u00f3pria expectativa e entendimento da popula\u00e7\u00e3o sobre o direito cultural, uma vez que 32% da popula\u00e7\u00e3o dizem n\u00e3o saber que o acesso \u00e0 cultura est\u00e1 garantido na Constitui\u00e7\u00e3o e 27% afirmam\u00a0n\u00e3o saber o que significa ter direito \u00e0 cultura&#8221;, ressalta Cardoso.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Acesso \u00e0 cultura<\/h2>\n<p>O acesso \u00e0 cultura \u00e9 direito de toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira, garantido na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Os resultados da pesquisa mostram que a maioria das pessoas (68%) sabe disso.<\/p>\n<p>Apesar de garantido, esse acesso \u00e9 desigual &#8211;\u00a097% dos entrevistados das classes A e B participaram de\u00a0alguma atividade cultural presencial nos \u00faltimos 12 meses, como ir a shows, a museus, teatros, cinema, entre outros.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre as pessoas das classes D e E, esse percentual caiu para 82%.<\/p>\n<p>Em algumas das atividades pesquisadas, essa diferen\u00e7a cai ainda mais. Segundo o levantamento, por exemplo, 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos \u00faltimos 12 meses e apenas 18% das classes D e E fizeram isso, uma diferen\u00e7a de 45\u00a0pontos percentuais.<\/p>\n<p>Um ter\u00e7o dos entrevistados (33%) disse que sequer h\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de equipamentos culturais na regi\u00e3o onde moram.<\/p>\n<h2>Cultura \u00e9 cara<\/h2>\n<p>O pre\u00e7o, tanto com deslocamento, quanto com ingresso, \u00e9 o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Esse fator foi apontado por 35% dos entrevistados.<\/p>\n<p>Entre os que declararam ter gastos com atividades culturais presenciais, 46% dizem gastar mensalmente at\u00e9 R$ 100 com cultura.<\/p>\n<p>Outros 14% gastam entre R$ 101 e R$ 150; 15% desembolsam entre R$ 151 e R$ 200; e 8% declaram desembolso superior a R$ 400.<\/p>\n<h2>Falta de seguran\u00e7a<\/h2>\n<p>De acordo com o levantamento, a inseguran\u00e7a e a viol\u00eancia aparecem em segundo lugar (30%) como fatores que desmotivam ou desanimam os entrevistados a realizar atividades culturais presenciais, seguida por disponibilidade de hor\u00e1rio (23%), cansa\u00e7o e des\u00e2nimo (21%), dist\u00e2ncia dos eventos (19%), lota\u00e7\u00e3o (19%) e falta de transporte (16%).<\/p>\n<p>O medo de assaltos ou furtos na regi\u00e3o dos eventos culturais \u00e9 apontado por 47% dos entrevistados. Falta de policiamento nas proximidades dos espa\u00e7os culturais \u00e9 mencionada por 43%. Riscos de furtos ou assaltos no trajeto foram mencionados por 29%.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia contra as mulheres ou ass\u00e9dio nos espa\u00e7os culturais \u00e9 outro fator relevante. A quest\u00e3o foi apontada por 27%. O \u00edndice avan\u00e7ou 6 pontos percentuais frente aos 21% verificados no levantamento anterior. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 manifestada por 38% das mulheres e por 14% dos homens.<\/p>\n<h2>Sobre a pesquisa<\/h2>\n<p>A 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa H\u00e1bitos Culturais foi feita\u00a0pelo Observat\u00f3rio Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa, com apoio t\u00e9cnico do Datafolha. \u00a0Participaram homens e mulheres de 16 a 65 anos, das classes A, B, C e D\/E, residentes em todas as regi\u00f5es brasileiras. Foram realizadas 2.448 entrevistas presenciais e individuais em 137 munic\u00edpios, entre 7 e 20 de julho de 2026.<\/p>\n<p>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Com Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aumentar o acesso gratuito a atividades culturais, como shows, filmes, espet\u00e1culos e exposi\u00e7\u00f5es,\u00a0\u00e9 a principal expectativa dos brasileiros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas de cultura, segundo a pesquisa H\u00e1bitos Culturais, divulgada nesta quarta-feira (14). Para 42% dos entrevistados, esta deve ser a prioridade dos pr\u00f3ximos governantes. O levantamento mostra ainda que apesar de ser direito garantido na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, nem todas as pessoas t\u00eam acesso igual \u00e0 cultura. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos \u00faltimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E fizeram isso. Os dados revelam\u00a0que o custo, tanto do deslocamento, quanto de ingressos, \u00e9 o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de\u00a0atividades culturais presencialmente. Cerca de metade das que frequentam esses eventos gasta, por m\u00eas, R$ 100 com cultura. Outro fator \u00e9 o medo da viol\u00eancia. &#8220;Como \u00e9 poss\u00edvel observar por meio\u00a0dos dados, o acesso \u00e0 cultura realmente ainda \u00e9 bastante desigual, sobretudo quando observamos pela perspectiva socioecon\u00f4mica ou at\u00e9 mesmo de n\u00edveis de escolaridade entre os brasileiros&#8221;, diz a coordenadora do Observat\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa, Ana Maria Cardoso. &#8220;Apesar das disparidades, tais dados n\u00e3o significam que pessoas das classes sociais mais baixas ou com menor escolaridade deem menor valor \u00e0 cultura; ao contr\u00e1rio, o que a pesquisa\u00a0mostra \u00e9 que existem barreiras que v\u00e3o al\u00e9m da subjetividade individual ou mesmo do gosto pessoal que interferem diretamente nesse acesso&#8221;, acrescenta. Demandas Nesse cen\u00e1rio, a demanda por mais acesso gratuito aparece como a principal. A pesquisa revela\u00a0que um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o (32%) quer a cria\u00e7\u00e3o de mais equipamentos ou institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de cultura, como museus, teatros e cinemas. S\u00e3o citados ainda, por 28% dos entrevistados, a melhoria, reforma, amplia\u00e7\u00e3o ou moderniza\u00e7\u00e3o dos equipamentos existentes,\u00a0al\u00e9m\u00a0do financiamento e incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cultural independente, por 26%. Pouco mais de um a cada cinco participantes (22%)\u00a0pedem o apoio a iniciativas culturais em favelas, periferias e comunidades tradicionais e a valoriza\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de artistas e profissionais da cultura (21%). &#8220;Os dados indicam que existem caminhos para avan\u00e7ar, tanto no que se refere \u00e0 import\u00e2ncia de fortalecer e ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas, quanto na pr\u00f3pria expectativa e entendimento da popula\u00e7\u00e3o sobre o direito cultural, uma vez que 32% da popula\u00e7\u00e3o dizem n\u00e3o saber que o acesso \u00e0 cultura est\u00e1 garantido na Constitui\u00e7\u00e3o e 27% afirmam\u00a0n\u00e3o saber o que significa ter direito \u00e0 cultura&#8221;, ressalta Cardoso. Acesso \u00e0 cultura O acesso \u00e0 cultura \u00e9 direito de toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira, garantido na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Os resultados da pesquisa mostram que a maioria das pessoas (68%) sabe disso. Apesar de garantido, esse acesso \u00e9 desigual &#8211;\u00a097% dos entrevistados das classes A e B participaram de\u00a0alguma atividade cultural presencial nos \u00faltimos 12 meses, como ir a shows, a museus, teatros, cinema, entre outros. J\u00e1 entre as pessoas das classes D e E, esse percentual caiu para 82%. Em algumas das atividades pesquisadas, essa diferen\u00e7a cai ainda mais. Segundo o levantamento, por exemplo, 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos \u00faltimos 12 meses e apenas 18% das classes D e E fizeram isso, uma diferen\u00e7a de 45\u00a0pontos percentuais. Um ter\u00e7o dos entrevistados (33%) disse que sequer h\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de equipamentos culturais na regi\u00e3o onde moram. Cultura \u00e9 cara O pre\u00e7o, tanto com deslocamento, quanto com ingresso, \u00e9 o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Esse fator foi apontado por 35% dos entrevistados. Entre os que declararam ter gastos com atividades culturais presenciais, 46% dizem gastar mensalmente at\u00e9 R$ 100 com cultura. Outros 14% gastam entre R$ 101 e R$ 150; 15% desembolsam entre R$ 151 e R$ 200; e 8% declaram desembolso superior a R$ 400. Falta de seguran\u00e7a De acordo com o levantamento, a inseguran\u00e7a e a viol\u00eancia aparecem em segundo lugar (30%) como fatores que desmotivam ou desanimam os entrevistados a realizar atividades culturais presenciais, seguida por disponibilidade de hor\u00e1rio (23%), cansa\u00e7o e des\u00e2nimo (21%), dist\u00e2ncia dos eventos (19%), lota\u00e7\u00e3o (19%) e falta de transporte (16%). O medo de assaltos ou furtos na regi\u00e3o dos eventos culturais \u00e9 apontado por 47% dos entrevistados. Falta de policiamento nas proximidades dos espa\u00e7os culturais \u00e9 mencionada por 43%. Riscos de furtos ou assaltos no trajeto foram mencionados por 29%. A viol\u00eancia contra as mulheres ou ass\u00e9dio nos espa\u00e7os culturais \u00e9 outro fator relevante. A quest\u00e3o foi apontada por 27%. O \u00edndice avan\u00e7ou 6 pontos percentuais frente aos 21% verificados no levantamento anterior. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 manifestada por 38% das mulheres e por 14% dos homens. Sobre a pesquisa A 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa H\u00e1bitos Culturais foi feita\u00a0pelo Observat\u00f3rio Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa, com apoio t\u00e9cnico do Datafolha. \u00a0Participaram homens e mulheres de 16 a 65 anos, das classes A, B, C e D\/E, residentes em todas as regi\u00f5es brasileiras. Foram realizadas 2.448 entrevistas presenciais e individuais em 137 munic\u00edpios, entre 7 e 20 de julho de 2026. 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