{"id":327368,"date":"2026-10-20T06:00:11","date_gmt":"2026-10-20T09:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=327368"},"modified":"2026-10-20T00:01:52","modified_gmt":"2026-10-20T03:01:52","slug":"costura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtivos-da-paraiba-que-servem-de-inspiracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/10\/20\/costura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtivos-da-paraiba-que-servem-de-inspiracao\/","title":{"rendered":"Costura, Mandioca e Algod\u00e3o Verde: arranjos produtivos da Para\u00edba que servem de inspira\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"jpb-article-subtitle\" style=\"text-align: center;\"><em>Pequenos neg\u00f3cios exploram voca\u00e7\u00f5es regionais, geram renda, sustentam fam\u00edlias e apontam caminhos para o interior crescer economicamente<\/em><\/p>\n<p>Uma cidade com pouco mais de 2 mil habitantes produz mais de 40 mil pe\u00e7as de roupa por semana. Outra faturou R$ 210 milh\u00f5es em um ano com a produ\u00e7\u00e3o da mandioca e tem o beiju considerado &#8220;o melhor do mundo&#8221;. Uma terceira colhe um algod\u00e3o que j\u00e1 nasce verde com tecnologia da Embrapa e segue direto para a Europa.<\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o hist\u00f3rias de lugares diferentes do pa\u00eds. S\u00e3o tr\u00eas munic\u00edpios paraibanos: S\u00e3o Domingos do Cariri, Puxinan\u00e3 e Itatuba, respectivamente, separados por poucas dezenas de quil\u00f4metros e unidos por um mesmo fen\u00f4meno econ\u00f4mico: o arranjo produtivo local, ou APL, o nome t\u00e9cnico dado a quando uma comunidade inteira se especializa em produzir algo, recebe apoio p\u00fablico e\/ou institucional, gera renda e emprego em volta daquilo e passa o conhecimento de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"mw-article-img-box\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.jornaldaparaiba.com.br\/img\/inline\/220000\/500x0\/costura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182001202610191920-8.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.jornaldaparaiba.com.br%2Fimg%2Finline%2F220000%2Fcostura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182001202610191920.jpg%3Fxid%3D1238796&amp;xid=1238796\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.jornaldaparaiba.com.br\/img\/inline\/220000\/900x0\/costura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182001202610191920-8.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.jornaldaparaiba.com.br%2Fimg%2Finline%2F220000%2Fcostura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182001202610191920.jpg%3Fxid%3D1238796&amp;xid=1238796\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cdn.jornaldaparaiba.com.br\/img\/inline\/220000\/500x0\/costura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182001202610191920-8.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.jornaldaparaiba.com.br%2Fimg%2Finline%2F220000%2Fcostura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182001202610191920.jpg%3Fxid%3D1238796&amp;xid=1238796\" alt=\"\n\t\t\t\t\tCostura, Mandioca e Algod\u00e3o Verde: arranjos produtivos da Para\u00edba que servem de inspira\u00e7\u00e3o\n\n\t\t\t\t\" width=\"486\" height=\"290\" \/><\/picture><figcaption>A produ\u00e7\u00e3o de mandioca rendeu R$ 210 milh\u00f5es na regi\u00e3o de Puxinan\u00e3, em 2025.. (Imagem: TV Para\u00edba)<\/figcaption><\/figure>\n<h2>O que tem por tr\u00e1s do sucesso<\/h2>\n<p>Em S\u00e3o Domingos do Cariri, a costura \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o antiga e ganhou festa pr\u00f3pria em 1980. Um dos neg\u00f3cios de destaque na cidade \u00e9 o de Dona In\u00e1cia, que produz, com a fam\u00edlia, cerca de 1.500 vestidos por semana. &#8220;A gente batalhou e estamos vencendo. As minhas irm\u00e3s, minha filhas, nunca dependeram de marido pra sustentar os filhos. Eu tenho um orgulho disso a\u00ed imenso&#8221;, diz a costureira, Outro produtor, Jo\u00e3o Tavares Dantas, que come\u00e7ou aos 11 anos, comanda 40 profissionais e vende para o pa\u00eds inteiro. O salto veio do com\u00e9rcio pela internet, que levou a produ\u00e7\u00e3o local para o Rio Grande do Sul, o Maranh\u00e3o, Bras\u00edlia, Rio de Janeiro e Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>Puxinan\u00e3 realizou a 12\u00aa Festa da Mandioca, com apoio de institui\u00e7\u00f5es, como o Sebrae, Senai, Banco do Nordeste e Governo da Para\u00edba, que ajudam os produtores a acessar cr\u00e9dito e vender para o poder p\u00fablico. Seu Paulo Barbosa, de 80 anos, ainda trabalha no plantio da mandioca, cultivada em tr\u00eas hectares. &#8220;Foi com esta cultura t\u00e3o importante que eu criei meus dez filhos&#8221;, afirma orgulhoso. A cidade de orgulha, inclusive de uma iguaria regional e afirma ter &#8220;o melhor beiju do mundo&#8221;.<\/p>\n<p>Em Itatuba, o algod\u00e3o colorido verde, variedade desenvolvida pela Embrapa e plantado sem agrot\u00f3xicos, j\u00e1 beneficia mais de 70 fam\u00edlias, com um detalhe raro: o agricultor assina contrato antes de plantar e sabe exatamente por quanto vai vender. Segundo Paulo Em\u00edlio, gerente regional da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extens\u00e3o Rural e Regulariza\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria (Empaer), a expectativa \u00e9 produzir cerca de 30 toneladas de algod\u00e3o colorido agroecol\u00f3gico nos cinco munic\u00edpios atendidos pela iniciativa.<\/p>\n<h2>A receita dos arranjos produtivos locais<\/h2>\n<p>O padr\u00e3o dos APLs n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia. Tem sempre especializa\u00e7\u00e3o territorial em algum item ou produtos de um g\u00eanero. Re\u00fane uma rede de pequenos produtores e conta com institui\u00e7\u00f5es de apoio (Sebrae, Embrapa, Empaer, bancos), que potencializam e profissionalizam um maior e melhor acesso ao mercado. Em escala nacional, esse modelo n\u00e3o \u00e9 nicho: s\u00e3o 677 arranjos espalhados por 2.175 munic\u00edpios, quase metade de todos os munic\u00edpios brasileiros. Esse tipo de mercado local \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 3 milh\u00f5es de empregos diretos, segundo o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os.<\/p>\n<figure class=\"mw-article-img-box\"><picture><source srcset=\"https:\/\/cdn.jornaldaparaiba.com.br\/img\/inline\/220000\/500x0\/costura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182002202610191920-8.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.jornaldaparaiba.com.br%2Fimg%2Finline%2F220000%2Fcostura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182002202610191920.jpg%3Fxid%3D1238797&amp;xid=1238797\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/cdn.jornaldaparaiba.com.br\/img\/inline\/220000\/900x0\/costura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182002202610191920-8.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.jornaldaparaiba.com.br%2Fimg%2Finline%2F220000%2Fcostura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182002202610191920.jpg%3Fxid%3D1238797&amp;xid=1238797\" media=\"(min-width: 768px)\" \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/cdn.jornaldaparaiba.com.br\/img\/inline\/220000\/500x0\/costura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182002202610191920-8.webp?fallback=https%3A%2F%2Fcdn.jornaldaparaiba.com.br%2Fimg%2Finline%2F220000%2Fcostura-mandioca-e-algodao-verde-arranjos-produtiv0022182002202610191920.jpg%3Fxid%3D1238797&amp;xid=1238797\" alt=\"\n\t\t\t\t\tCostura, Mandioca e Algod\u00e3o Verde: arranjos produtivos da Para\u00edba que servem de inspira\u00e7\u00e3o\n\n\t\t\t\t\" width=\"609\" height=\"343\" \/><\/picture><figcaption>O algod\u00e3o colorido verde, desenvolvido pela Embrapa, sem agrot\u00f3xicos, beneficia mais de 70 fam\u00edlias, com 30 toneladas previstas por safra.. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Empaer)<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Onde a Para\u00edba precisa avan\u00e7ar<\/h2>\n<p>Segundo os \u00f3rg\u00e3os de apoio aos setores produtivos, a riqueza \u00e9 gerada apesar da estrutura, muitas vezes prec\u00e1ria e n\u00e3o profissional. Isso significa que enfrentamos gargalos, que s\u00e3o recorrentes em v\u00e1rias prtes do estado.<\/p>\n<p>Falta formaliza\u00e7\u00e3o. Muitos polos operam como APL &#8220;de fato&#8221;, mas sem cadastro, sem um CNPJ. E sem isso n\u00e3o acessam linhas coletivas do BNDES nem programas estaduais. Falta comprar local. O instrumento mais barato \u00e9 o mais negligenciado: as prefeituras comprando do pr\u00f3prio arranjo via Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE). Cada real gasto em compra p\u00fablica local circula tr\u00eas vezes na pr\u00f3pria cidade, segundo especialistas. Falta replicar o modelo do algod\u00e3o nos arranjos em que a contratualiza\u00e7\u00e3o possa ser semelhante. Contrato antecipado mais assist\u00eancia t\u00e9cnica e comprador garantido.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m falta infraestrutura para o digital. O e-commerce multiplicou o alcance de S\u00e3o Domingos do Cariri sem construir uma f\u00e1brica nova. O gargalo agora n\u00e3o \u00e9 demanda: \u00e9 log\u00edstica e capital de giro para as pequenas costureiras darem conta do pr\u00f3prio sucesso.<\/p>\n<h2>O horizonte produtivo<\/h2>\n<p>Os tr\u00eas arranjos mostram que o interior da Para\u00edba n\u00e3o depende de obra grande para gerar riqueza. Depende de reconhecer, formalizar e financiar o que j\u00e1 existe. Dos exemplos citados acima \u00e0 produ\u00e7\u00e3o leiteira, caprinovinocultura, agricultura familiar, artesanato, pequenas ind\u00fastrias, com\u00e9rcio e outras \u00e1reas. O que falta n\u00e3o \u00e9 talento nem tradi\u00e7\u00e3o. E muito menos mercado, esteja ele no PAA administrado pela prefeitura da pr\u00f3pria cidade ou em clientes de uma regi\u00e3o distante do pa\u00eds. \u00c9 necess\u00e1rio criar uma cultura do desenvolvimento regional, come\u00e7ando por microrregi\u00f5es e sua voca\u00e7\u00f5es. E isso passa por um olhar dos entes federais, estadual e municipais, al\u00e9m do fomento de cr\u00e9dito e qualifica\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de institui\u00e7\u00f5es parceiras reconhecidas. Um caminho que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e nem r\u00e1pido. Mas que, uma vez tomado, pode ser a solu\u00e7\u00e3o para \u00e1reas remotas onde o desenvolvimento ainda teima em chegar.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Com Jornal da Para\u00edba<\/em><\/p>\n<div class=\"jpb-article-head-inner\">\n<div class=\"jpb-article-head-info\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pequenos neg\u00f3cios exploram voca\u00e7\u00f5es regionais, geram renda, sustentam fam\u00edlias e apontam caminhos para o interior crescer economicamente Uma cidade com pouco mais de 2 mil habitantes produz mais de 40 mil pe\u00e7as de roupa por semana. Outra faturou R$ 210 milh\u00f5es em um ano com a produ\u00e7\u00e3o da mandioca e tem o beiju considerado &#8220;o melhor do mundo&#8221;. Uma terceira colhe um algod\u00e3o que j\u00e1 nasce verde com tecnologia da Embrapa e segue direto para a Europa. N\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o hist\u00f3rias de lugares diferentes do pa\u00eds. S\u00e3o tr\u00eas munic\u00edpios paraibanos: S\u00e3o Domingos do Cariri, Puxinan\u00e3 e Itatuba, respectivamente, separados por poucas dezenas de quil\u00f4metros e unidos por um mesmo fen\u00f4meno econ\u00f4mico: o arranjo produtivo local, ou APL, o nome t\u00e9cnico dado a quando uma comunidade inteira se especializa em produzir algo, recebe apoio p\u00fablico e\/ou institucional, gera renda e emprego em volta daquilo e passa o conhecimento de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o de mandioca rendeu R$ 210 milh\u00f5es na regi\u00e3o de Puxinan\u00e3, em 2025.. (Imagem: TV Para\u00edba) O que tem por tr\u00e1s do sucesso Em S\u00e3o Domingos do Cariri, a costura \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o antiga e ganhou festa pr\u00f3pria em 1980. Um dos neg\u00f3cios de destaque na cidade \u00e9 o de Dona In\u00e1cia, que produz, com a fam\u00edlia, cerca de 1.500 vestidos por semana. &#8220;A gente batalhou e estamos vencendo. As minhas irm\u00e3s, minha filhas, nunca dependeram de marido pra sustentar os filhos. Eu tenho um orgulho disso a\u00ed imenso&#8221;, diz a costureira, Outro produtor, Jo\u00e3o Tavares Dantas, que come\u00e7ou aos 11 anos, comanda 40 profissionais e vende para o pa\u00eds inteiro. O salto veio do com\u00e9rcio pela internet, que levou a produ\u00e7\u00e3o local para o Rio Grande do Sul, o Maranh\u00e3o, Bras\u00edlia, Rio de Janeiro e Goi\u00e1s. Puxinan\u00e3 realizou a 12\u00aa Festa da Mandioca, com apoio de institui\u00e7\u00f5es, como o Sebrae, Senai, Banco do Nordeste e Governo da Para\u00edba, que ajudam os produtores a acessar cr\u00e9dito e vender para o poder p\u00fablico. Seu Paulo Barbosa, de 80 anos, ainda trabalha no plantio da mandioca, cultivada em tr\u00eas hectares. &#8220;Foi com esta cultura t\u00e3o importante que eu criei meus dez filhos&#8221;, afirma orgulhoso. A cidade de orgulha, inclusive de uma iguaria regional e afirma ter &#8220;o melhor beiju do mundo&#8221;. Em Itatuba, o algod\u00e3o colorido verde, variedade desenvolvida pela Embrapa e plantado sem agrot\u00f3xicos, j\u00e1 beneficia mais de 70 fam\u00edlias, com um detalhe raro: o agricultor assina contrato antes de plantar e sabe exatamente por quanto vai vender. Segundo Paulo Em\u00edlio, gerente regional da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extens\u00e3o Rural e Regulariza\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria (Empaer), a expectativa \u00e9 produzir cerca de 30 toneladas de algod\u00e3o colorido agroecol\u00f3gico nos cinco munic\u00edpios atendidos pela iniciativa. A receita dos arranjos produtivos locais O padr\u00e3o dos APLs n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia. Tem sempre especializa\u00e7\u00e3o territorial em algum item ou produtos de um g\u00eanero. Re\u00fane uma rede de pequenos produtores e conta com institui\u00e7\u00f5es de apoio (Sebrae, Embrapa, Empaer, bancos), que potencializam e profissionalizam um maior e melhor acesso ao mercado. Em escala nacional, esse modelo n\u00e3o \u00e9 nicho: s\u00e3o 677 arranjos espalhados por 2.175 munic\u00edpios, quase metade de todos os munic\u00edpios brasileiros. Esse tipo de mercado local \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 3 milh\u00f5es de empregos diretos, segundo o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os. O algod\u00e3o colorido verde, desenvolvido pela Embrapa, sem agrot\u00f3xicos, beneficia mais de 70 fam\u00edlias, com 30 toneladas previstas por safra.. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Empaer) Onde a Para\u00edba precisa avan\u00e7ar Segundo os \u00f3rg\u00e3os de apoio aos setores produtivos, a riqueza \u00e9 gerada apesar da estrutura, muitas vezes prec\u00e1ria e n\u00e3o profissional. 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O gargalo agora n\u00e3o \u00e9 demanda: \u00e9 log\u00edstica e capital de giro para as pequenas costureiras darem conta do pr\u00f3prio sucesso. O horizonte produtivo Os tr\u00eas arranjos mostram que o interior da Para\u00edba n\u00e3o depende de obra grande para gerar riqueza. Depende de reconhecer, formalizar e financiar o que j\u00e1 existe. Dos exemplos citados acima \u00e0 produ\u00e7\u00e3o leiteira, caprinovinocultura, agricultura familiar, artesanato, pequenas ind\u00fastrias, com\u00e9rcio e outras \u00e1reas. O que falta n\u00e3o \u00e9 talento nem tradi\u00e7\u00e3o. E muito menos mercado, esteja ele no PAA administrado pela prefeitura da pr\u00f3pria cidade ou em clientes de uma regi\u00e3o distante do pa\u00eds. \u00c9 necess\u00e1rio criar uma cultura do desenvolvimento regional, come\u00e7ando por microrregi\u00f5es e sua voca\u00e7\u00f5es. E isso passa por um olhar dos entes federais, estadual e municipais, al\u00e9m do fomento de cr\u00e9dito e qualifica\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de institui\u00e7\u00f5es parceiras reconhecidas. Um caminho que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e nem r\u00e1pido. Mas que, uma vez tomado, pode ser a solu\u00e7\u00e3o para \u00e1reas remotas onde o desenvolvimento ainda teima em chegar. 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