{"id":327910,"date":"2026-10-28T10:49:50","date_gmt":"2026-10-28T13:49:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=327910"},"modified":"2026-10-28T10:49:50","modified_gmt":"2026-10-28T13:49:50","slug":"brasileiros-ampliam-consumo-de-cultura-presencial-em-2026-enquanto-streaming-se-consolida-no-orcamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2026\/10\/28\/brasileiros-ampliam-consumo-de-cultura-presencial-em-2026-enquanto-streaming-se-consolida-no-orcamento\/","title":{"rendered":"Brasileiros ampliam consumo de cultura presencial em 2026, enquanto streaming se consolida no or\u00e7amento"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa e do Datafolha aponta que 88% dos brasileiros participaram de atividades culturais ao vivo, mas pre\u00e7o e acesso ainda s\u00e3o desafios; levantamento tamb\u00e9m destaca o potencial de eventos e espa\u00e7os comunit\u00e1rios no Nordeste.<\/p>\n<p>O brasileiro est\u00e1 buscando mais experi\u00eancias culturais fora de casa em 2026, sem abandonar o entretenimento digital. \u00c9 o que revela a 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o da pesquisa <em>H\u00e1bitos Culturais dos Brasileiros<\/em>, realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa em parceria com o Instituto Datafolha. Segundo o levantamento, 88% das pessoas entre 16 e 65 anos participaram de pelo menos uma atividade cultural presencial nos 12 meses anteriores \u00e0 pesquisa, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia de shows, eventos ao ar livre, exposi\u00e7\u00f5es e outras atra\u00e7\u00f5es na rotina da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre as atividades mais frequentadas est\u00e3o pra\u00e7as e ruas, citadas por 68% dos entrevistados, eventos ao ar livre, com 63%, e shows, com 51%. A pesquisa tamb\u00e9m identificou crescimento na frequ\u00eancia a cinemas, que passou de 24% em 2025 para 28% em 2026, e a pe\u00e7as de teatro e espet\u00e1culos ao vivo, cuja participa\u00e7\u00e3o aumentou de 22% para 25%. O levantamento ouviu 2.448 pessoas em 137 munic\u00edpios brasileiros, entre 7 e 20 de julho de 2026.<\/p>\n<h2>Nordeste tem potencial para ampliar o acesso \u00e0 cultura<\/h2>\n<p>No Nordeste, onde festas populares, festivais de m\u00fasica, manifesta\u00e7\u00f5es tradicionais e eventos realizados em pra\u00e7as fazem parte da identidade de muitas cidades, os resultados refor\u00e7am a import\u00e2ncia de investir em programa\u00e7\u00f5es culturais acess\u00edveis e pr\u00f3ximas da popula\u00e7\u00e3o. Embora a pesquisa n\u00e3o apresente, na reportagem, percentuais espec\u00edficos para cada estado nordestino, os dados nacionais evidenciam o potencial de iniciativas que valorizam os artistas locais e ampliam as oportunidades de participa\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m mostra que a cultura n\u00e3o se limita aos espa\u00e7os tradicionais. Cerca de 38% dos entrevistados frequentaram pontos de cultura e espa\u00e7os comunit\u00e1rios, enquanto 30% participaram de rodas de samba, pagode ou choro. Al\u00e9m disso, 72% afirmaram que participariam de mais atividades culturais se elas fossem oferecidas regularmente em escolas pr\u00f3ximas de suas resid\u00eancias. Os n\u00fameros refor\u00e7am a relev\u00e2ncia de descentralizar as a\u00e7\u00f5es culturais e ampliar a oferta de atividades nos bairros e munic\u00edpios do interior.<\/p>\n<h2>Pre\u00e7o ainda limita a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico<\/h2>\n<p>Apesar do interesse crescente por atra\u00e7\u00f5es presenciais, o or\u00e7amento continua sendo um obst\u00e1culo. Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados limitam os gastos com atividades culturais a R$ 100 por m\u00eas, incluindo ingressos, transporte e consumo durante os eventos.<\/p>\n<p>Por outro lado, existe disposi\u00e7\u00e3o para pagar por experi\u00eancias consideradas relevantes: 75% dos participantes afirmaram que pagariam para assistir a atra\u00e7\u00f5es que conheceram gratuitamente. O resultado indica oportunidades para produtores culturais, organizadores de festivais e gestores p\u00fablicos, desde que os pre\u00e7os sejam compat\u00edveis com a realidade financeira do p\u00fablico.<\/p>\n<h2>Streaming continua como despesa fixa<\/h2>\n<p>Mesmo com o avan\u00e7o das atividades presenciais, o consumo digital permanece forte nos lares brasileiros. A pesquisa aponta que 85% dos entrevistados ouvem m\u00fasica pela internet, 76% assistem a filmes em plataformas digitais e 73% acompanham s\u00e9ries on-line.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 78% mant\u00eam pagamentos mensais por plataformas digitais, enquanto 71% realizam alguma atividade cultural n\u00e3o presencial semanalmente. Os dados indicam que o p\u00fablico n\u00e3o est\u00e1 simplesmente trocando as telas pelas ruas, mas combinando as duas formas de entretenimento: o streaming oferece praticidade no dia a dia, enquanto os eventos presenciais proporcionam conviv\u00eancia e experi\u00eancias compartilhadas.<\/p>\n<p>Os resultados apontam para um cen\u00e1rio de oportunidades para o setor cultural brasileiro. No Nordeste, a amplia\u00e7\u00e3o do acesso a eventos, o incentivo aos artistas regionais e a valoriza\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es populares podem contribuir para fortalecer a cultura, movimentar a economia local e aproximar ainda mais a popula\u00e7\u00e3o das atividades art\u00edsticas.<\/p>\n<p>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Com exame.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa e do Datafolha aponta que 88% dos brasileiros participaram de atividades culturais ao vivo, mas pre\u00e7o e acesso ainda s\u00e3o desafios; levantamento tamb\u00e9m destaca o potencial de eventos e espa\u00e7os comunit\u00e1rios no Nordeste. O brasileiro est\u00e1 buscando mais experi\u00eancias culturais fora de casa em 2026, sem abandonar o entretenimento digital. \u00c9 o que revela a 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o da pesquisa H\u00e1bitos Culturais dos Brasileiros, realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa em parceria com o Instituto Datafolha. Segundo o levantamento, 88% das pessoas entre 16 e 65 anos participaram de pelo menos uma atividade cultural presencial nos 12 meses anteriores \u00e0 pesquisa, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia de shows, eventos ao ar livre, exposi\u00e7\u00f5es e outras atra\u00e7\u00f5es na rotina da popula\u00e7\u00e3o. Entre as atividades mais frequentadas est\u00e3o pra\u00e7as e ruas, citadas por 68% dos entrevistados, eventos ao ar livre, com 63%, e shows, com 51%. A pesquisa tamb\u00e9m identificou crescimento na frequ\u00eancia a cinemas, que passou de 24% em 2025 para 28% em 2026, e a pe\u00e7as de teatro e espet\u00e1culos ao vivo, cuja participa\u00e7\u00e3o aumentou de 22% para 25%. O levantamento ouviu 2.448 pessoas em 137 munic\u00edpios brasileiros, entre 7 e 20 de julho de 2026. Nordeste tem potencial para ampliar o acesso \u00e0 cultura No Nordeste, onde festas populares, festivais de m\u00fasica, manifesta\u00e7\u00f5es tradicionais e eventos realizados em pra\u00e7as fazem parte da identidade de muitas cidades, os resultados refor\u00e7am a import\u00e2ncia de investir em programa\u00e7\u00f5es culturais acess\u00edveis e pr\u00f3ximas da popula\u00e7\u00e3o. Embora a pesquisa n\u00e3o apresente, na reportagem, percentuais espec\u00edficos para cada estado nordestino, os dados nacionais evidenciam o potencial de iniciativas que valorizam os artistas locais e ampliam as oportunidades de participa\u00e7\u00e3o cultural. A pesquisa tamb\u00e9m mostra que a cultura n\u00e3o se limita aos espa\u00e7os tradicionais. Cerca de 38% dos entrevistados frequentaram pontos de cultura e espa\u00e7os comunit\u00e1rios, enquanto 30% participaram de rodas de samba, pagode ou choro. Al\u00e9m disso, 72% afirmaram que participariam de mais atividades culturais se elas fossem oferecidas regularmente em escolas pr\u00f3ximas de suas resid\u00eancias. Os n\u00fameros refor\u00e7am a relev\u00e2ncia de descentralizar as a\u00e7\u00f5es culturais e ampliar a oferta de atividades nos bairros e munic\u00edpios do interior. Pre\u00e7o ainda limita a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico Apesar do interesse crescente por atra\u00e7\u00f5es presenciais, o or\u00e7amento continua sendo um obst\u00e1culo. Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados limitam os gastos com atividades culturais a R$ 100 por m\u00eas, incluindo ingressos, transporte e consumo durante os eventos. Por outro lado, existe disposi\u00e7\u00e3o para pagar por experi\u00eancias consideradas relevantes: 75% dos participantes afirmaram que pagariam para assistir a atra\u00e7\u00f5es que conheceram gratuitamente. O resultado indica oportunidades para produtores culturais, organizadores de festivais e gestores p\u00fablicos, desde que os pre\u00e7os sejam compat\u00edveis com a realidade financeira do p\u00fablico. Streaming continua como despesa fixa Mesmo com o avan\u00e7o das atividades presenciais, o consumo digital permanece forte nos lares brasileiros. A pesquisa aponta que 85% dos entrevistados ouvem m\u00fasica pela internet, 76% assistem a filmes em plataformas digitais e 73% acompanham s\u00e9ries on-line. Al\u00e9m disso, 78% mant\u00eam pagamentos mensais por plataformas digitais, enquanto 71% realizam alguma atividade cultural n\u00e3o presencial semanalmente. Os dados indicam que o p\u00fablico n\u00e3o est\u00e1 simplesmente trocando as telas pelas ruas, mas combinando as duas formas de entretenimento: o streaming oferece praticidade no dia a dia, enquanto os eventos presenciais proporcionam conviv\u00eancia e experi\u00eancias compartilhadas. Os resultados apontam para um cen\u00e1rio de oportunidades para o setor cultural brasileiro. No Nordeste, a amplia\u00e7\u00e3o do acesso a eventos, o incentivo aos artistas regionais e a valoriza\u00e7\u00e3o das manifesta\u00e7\u00f5es populares podem contribuir para fortalecer a cultura, movimentar a economia local e aproximar ainda mais a popula\u00e7\u00e3o das atividades art\u00edsticas. 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