{"id":33579,"date":"2017-11-20T07:40:10","date_gmt":"2017-11-20T10:40:10","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=33579"},"modified":"2017-11-20T07:40:10","modified_gmt":"2017-11-20T10:40:10","slug":"preconceito-dos-pretendentes-em-relacao-a-cor-da-crianca-na-hora-de-adotar-cai-ano-a-ano-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2017\/11\/20\/preconceito-dos-pretendentes-em-relacao-a-cor-da-crianca-na-hora-de-adotar-cai-ano-a-ano-no-brasil\/","title":{"rendered":"Preconceito dos pretendentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor da crian\u00e7a na hora de adotar cai ano a ano no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"mc-column content-media content-media--normal content-video\" data-block-type=\"backstage-video\" data-block-id=\"0\">\n<div class=\"content-media__description-centered\">\n<p class=\"content-media__description\">Arthur, de 7 anos, diz que sua cor \u00e9 \u201ccaramelo\u201d e que sua m\u00e3e, Leide, \u00e9 \u201cmarrom\u201d. J\u00e1 Laura, de 12, aprendeu na escola que o mundo e as pessoas s\u00e3o coloridas, assim como ela, negra, e os pais Carla e Wagner, brancos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"31\" data-block-id=\"3\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Eles s\u00e3o filhos de um grupo cada vez maior de pais adotivos que n\u00e3o fazem restri\u00e7\u00e3o \u00e0 cor da crian\u00e7a no momento de enfrentar a fila do Cadastro Nacional de Ado\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"30\" data-block-id=\"4\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Hoje, quase metade (46,6%) dos pretendentes inscritos no cadastro \u00e9 indiferente \u00e0 cor das crian\u00e7as ou adolescentes. Ou seja, dizem aceitar filhos de qualquer ra\u00e7a. H\u00e1 cinco anos, eram 31,8%.<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cCor de pele \u00e9 cor de pele. Tem um mais branquinho, um mais pretinho, um mais amarelinho. N\u00f3s nunca achamos que isso fosse algo que tivesse import\u00e2ncia, que tivesse algum peso. Se voc\u00ea est\u00e1 em busca de um filho, em que vai interferir a cor da pele da crian\u00e7a?\u201d, diz a corretora de im\u00f3veis Carla Pujol, de 49 anos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"67\" data-block-id=\"6\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Leide Freire, de 39 anos, analista de recursos humanos, pensa igual. Ela tamb\u00e9m n\u00e3o fez nenhuma restri\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 cor no momento de se candidatar a m\u00e3e. \u201cNunca passou pela minha cabe\u00e7a colocar a ra\u00e7a. At\u00e9 porque a maioria das crian\u00e7as que est\u00e1 para ado\u00e7\u00e3o \u00e9 negra, ent\u00e3o voc\u00ea j\u00e1 fica pensando que vai vir um negro. E acabou vindo uma crian\u00e7a branca com uma m\u00e3e negra.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"73\" data-block-id=\"7\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Para Paulo S\u00e9rgio Pereira, diretor da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Grupos de Apoio \u00e0 Ado\u00e7\u00e3o (Angaad), a mudan\u00e7a de mentalidade dos pretendentes se explica em boa parte pelo trabalho feito pelos grupos de apoio. \u201cOs adotantes est\u00e3o sendo bem orientados, trabalhados pelos grupos de apoio \u00e0 ado\u00e7\u00e3o, e passam a ter um entendimento mais claro. A informa\u00e7\u00e3o passa a ter um papel poderoso no que diz respeito \u00e0 idealiza\u00e7\u00e3o do modelo de filho desejado.\u201d<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Ado\u00e7\u00e3o inter-racial<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"30\" data-block-id=\"11\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Para Leide, que acreditava na maior probabilidade de ser m\u00e3e de uma crian\u00e7a negra, o fato de o filho ser branco nunca lhe trouxe nenhuma d\u00favida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 maternidade.<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cQuando eu vi o Arthur pela primeira vez, eu falei assim: \u2018\u00c9 meu\u2019\u201d, diz Leide.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"65\" data-block-id=\"13\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Ela conta que, no mesmo dia em que ela e o ex-marido, Eduardo, foram conhecer o filho no abrigo, j\u00e1 sentiram que aquela era a decis\u00e3o certa. \u201cNa hora em que eu cheguei, eu falei: \u2018N\u00e3o vou deixar meu filho aqui de jeito nenhum, vou levar ele embora\u2019. A assistente social ligou para a ju\u00edza e, nesse mesmo dia, eu levei o Arthur para casa.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"63\" data-block-id=\"14\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Com Laura, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi muito diferente. Segundo Carla, fazia apenas um ano que ela e o marido tinham entrado com o pedido de ado\u00e7\u00e3o quando souberam que havia um caso de tr\u00eas irm\u00e3os do interior de S\u00e3o Paulo que estavam dispon\u00edveis para serem adotados. Cada um ganhou uma fam\u00edlia, com a \u00fanica exig\u00eancia de os pais manterem os irm\u00e3os em contato.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"69\" data-block-id=\"15\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cA gente saiu para almo\u00e7ar, n\u00f3s e o outro casal com a irm\u00e3 dela. Na hora de ir embora, eu estava super receosa. &#8216;E agora, essa menina acabou de me conhecer, ser\u00e1 que vai largar a irm\u00e3?&#8217; (&#8230;) Ela entrou no carro, sentou na cadeirinha e falou para a irm\u00e3 dela: \u2018Tchau, te vejo em S\u00e3o Paulo\u2019. Ent\u00e3o foi muito legal porque a gente tinha acabado de ser conhecer.\u201d<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>L\u00e1pis de cor<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"67\" data-block-id=\"19\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Leide conta que o filho foi descobrindo as diferen\u00e7as da cor de pele aos poucos. \u201cAntes, ele me desenhava igualzinha a ele. Uma vez ele me questionou o l\u00e1pis cor de pele. Ele perguntou: \u2018M\u00e3e, qual \u00e9 a cor da pele?\u2019. E eu falei: \u2018Depende, qual \u00e9 a sua pele?\u2019. A\u00ed ele ficou rindo, n\u00e3o respondeu, e ele mesmo pegou o l\u00e1pis marrom e me desenhou\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cEle trata a diferen\u00e7a de uma forma tranquila. \u00c9 minha m\u00e3e, ela tem uma cor de pele diferente da minha e encerrou\u201d, diz Leide.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"57\" data-block-id=\"21\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u00c9 com essa mesma tranquilidade que Carla e Wagner afirmam tratar o tema com Laura. \u201cComo para a gente sempre foi muito natural, a gente nunca teve nenhuma conversa especificamente sobre cor de pele. A gente orientava, quando ela era pequena, para nos contar se tivesse qualquer tipo de tratamento esquisito, qualquer coment\u00e1rio esquisito, principalmente na escola.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"74\" data-block-id=\"22\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Ela diz que percebia mais os olhares das pessoas nos primeiros anos da ado\u00e7\u00e3o. \u201cEst\u00e1vamos em um restaurante, eu, afastada, e ela brincando no parquinho, com o Wagner olhando. Uma senhora sentou do lado dele e falou: \u2018\u00c9 sua?\u2019. Ele falou: \u2018\u00c9 minha\u2019. \u2018\u00c9 de cria\u00e7\u00e3o?\u2019. \u2018\u00c9, ela \u00e9 adotada\u2019. \u2018E ela \u00e9 carinhosa?\u2019. \u2018\u00c9, ela \u00e9\u2019. Quando ele me contou, eu fiquei incomodada. \u00c9 de cria\u00e7\u00e3o? \u00c9 carinhosa? N\u00e3o, ela late, morde\u201d, conta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-ads content-ads--reveal\" data-block-type=\"ads\" data-block-id=\"23\">\n<div id=\"banner_materia__b3c35d08aa67404984a69ed55dc06ebc\" class=\"tag-manager-publicidade-container has-reveal has-ad-lazyload tag-manager-publicidade-banner_materia__b3c35d08aa67404984a69ed55dc06ebc tag-manager-publicidade-container--carregado tag-manager-publicidade-container--visivel\" data-id=\"banner_materia__b3c35d08aa67404984a69ed55dc06ebc\" data-google-query-id=\"CM3307L5zNcCFU4MkQodyFoIsA\" data-cid=\"138217442505\" data-lid=\"4490348300\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/95377733\/tvg_G1\/Bem_Estar_4__container__\">Leide tamb\u00e9m diz que as pessoas duvidam que ela \u00e9 a m\u00e3e de Arthur. Segundo ela, desconhecidos a abordam em shopping, supermercado e no transporte p\u00fablico para perguntar se ele \u00e9 seu filho. Em uma situa\u00e7\u00e3o, teve que mostrar os documentos para comprovar sua maternidade.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"52\" data-block-id=\"25\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cFui barrada em um parquinho em que uma atendente falou que s\u00f3 poderia entrar a m\u00e3e. E eu falei: \u2018Mas eu sou a m\u00e3e\u2019. Ela estava olhando s\u00f3 para a cor de pele, n\u00e3o estava acreditando muito. Depois, a gente mostrou o documento, eles ficaram sem gra\u00e7a, e a gente acabou entrando.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"14\" data-block-id=\"26\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Apesar das situa\u00e7\u00f5es de preconceito, as duas afirmam ver com naturalidade as ado\u00e7\u00f5es inter-raciais.<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cPassou pela porta, somos uma fam\u00edlia, n\u00e3o existe distin\u00e7\u00e3o nenhuma. A gente prepara para que ele saiba se defender l\u00e1 fora e n\u00e3o acite qualquer tipo de preconceito\u201d, diz Leide.<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Crian\u00e7as negras e diferen\u00e7as regionais<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"62\" data-block-id=\"30\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">No que diz respeito \u00e0 quest\u00e3o racial, o principal problema da ado\u00e7\u00e3o no Brasil ainda se refere \u00e0s crian\u00e7as e aos adolescentes negros. Isso porque 92,2% dos pretendentes dizem aceitar uma crian\u00e7a branca, ante 51,9% que se mostram abertos a uma crian\u00e7a negra. E atualmente h\u00e1 1.403 crian\u00e7as negras aptas \u00e0 ado\u00e7\u00e3o nos abrigos \u2013 o que representa quase 1\/5 do total.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"55\" data-block-id=\"32\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Mas essa realidade est\u00e1 mudando. Dados tabulados por Paulo S\u00e9rgio Pereira com base nos registros do Conselho Nacional de Justi\u00e7a mostram que houve um aumento m\u00e9dio de 32% na prefer\u00eancia por crian\u00e7as e adolescentes negros em cinco anos no pa\u00eds. Em 2012, o percentual de pretendentes que aceitavam uma crian\u00e7a negra era bem menor: 35,7%.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"22\" data-block-id=\"33\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201c\u00c9 uma not\u00edcia animadora. O brasileiro passa a entender melhor a crian\u00e7a ou adolescente que est\u00e1 apto hoje a ser adotado\u201d, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"56\" data-block-id=\"34\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Apesar da queda no preconceito, ainda h\u00e1 discrep\u00e2ncias regionais. No Norte, por exemplo, 67% dos pretendentes dizem aceitar uma crian\u00e7a negra. O percentual cai para 44,6% no Sul \u2013 \u00edndice que j\u00e1 foi muito menor: 29,4%, em 2012.\u00a0Dados do CNJ\u00a0mostram ainda que neste ano apenas 10% das crian\u00e7as e dos adolescentes adotados eram negros.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"46\" data-block-id=\"35\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cExiste uma quest\u00e3o cultural, mas aos poucos isso vem sendo quebrado. Os n\u00fameros eram mais restritivos, apesar de ainda serem baixos. Nos estados do Sul, h\u00e1 um grande contingente de popula\u00e7\u00e3o branca, de origem europeia, que ainda traz um conservadorismo bastante arraigado. \u00c9 natural\u201d, afirma Pereira.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-media content-media--normal content-photo\" data-block-type=\"backstage-photo\" data-block-id=\"36\">\n<div class=\"content-media__container\">\n<div class=\"content-media__image-centered\">\n<div class=\"progressive-img can-open-lightbox\" data-min-size=\"1008x1837\" data-min-size-url=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/_N5vYvCwG0XKfZSUADSPYqey7jU=\/0x0:1600x2917\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2017\/B\/h\/yTUVeyT8mWm2NSSKQKRA\/adocoes-inter-raciais.png\" data-max-size=\"1600x2917\" data-max-size-url=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/51A3gztpftfge1c0vEqPWt0qAbA=\/0x0:1600x2917\/1600x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2017\/B\/h\/yTUVeyT8mWm2NSSKQKRA\/adocoes-inter-raciais.png\" data-media-index=\"3\">\n<div class=\"placeholder-container\">A indiferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor das crian\u00e7as aumentou de 31,8% em 2012 para 46,6% em 2017. Hoje, 51,9% dos pretendentes aceitam crian\u00e7as negras, contra 92,2% que aceitam crian\u00e7as brancas (Foto: Arte\/G1)<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"98\" data-block-id=\"37\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O especialista em ado\u00e7\u00e3o diz que n\u00e3o acha que essa restri\u00e7\u00e3o \u00e0 cor ainda decorra do fato de os pais quererem dar a impress\u00e3o de que os filhos s\u00e3o biol\u00f3gicos. \u201cEssa informa\u00e7\u00e3o nunca deve ser omitida. A orienta\u00e7\u00e3o nos grupos \u00e9 para que a rela\u00e7\u00e3o adotiva seja iniciada de forma saud\u00e1vel, est\u00e1vel, que seja pautada pela verdade. (&#8230;) Anos atr\u00e1s, quando n\u00e3o havia uma prepara\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria para o pretendente, como agora determina a lei, era diferente. Hoje, h\u00e1 180 grupos de apoio \u00e0 ado\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. A sociedade brasileira tem se mostrado preparada para essa jornada da ado\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Fam\u00edlia colorida<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"28\" data-block-id=\"40\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Pereira \u00e9 ele pr\u00f3prio um exemplo de ado\u00e7\u00e3o inter-racial. Ele \u00e9 negro, filho adotivo de pais brancos e 8 de seus 11 filhos s\u00e3o adotados, sendo um branco.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"50\" data-block-id=\"41\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cNa d\u00e9cada de 60 essa quest\u00e3o era mais que um desafio, era um esc\u00e2ndalo social. Mas meus pais tinham a convic\u00e7\u00e3o e foram buscando todo e qualquer tipo de enfrentamento. E isso d\u00e1 \u00e0 crian\u00e7a a seguran\u00e7a de ter uma postura em rela\u00e7\u00e3o a uma discrimina\u00e7\u00e3o que possa ocorrer\u201d, afirma.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"13\" data-block-id=\"42\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Segundo ele, os grupos trabalham bastante com isso durante a prepara\u00e7\u00e3o dos pretendentes.<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cExiste toda uma orienta\u00e7\u00e3o de como lidar com a inter-racialidade, com o hist\u00f3rico que a crian\u00e7a traz. Mas tem que ser a rela\u00e7\u00e3o mais natural poss\u00edvel\u201d, afirma Pereira.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"85\" data-block-id=\"44\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cJ\u00e1 no p\u00f3s-ado\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso um trabalho mais particularizado, porque \u00e9 quando vai ocorrer um enfrentamento nas rela\u00e7\u00f5es sociais. N\u00e3o s\u00f3 na fam\u00edlia, mas nos meios onde a crian\u00e7a vai se relacionar, na escola, no clube, por exemplo. Vai ser uma fam\u00edlia diferente, colorida? Vai, mas o v\u00ednculo afetivo que vai sendo constru\u00eddo \u00e9 que far\u00e1 a blindagem dessa crian\u00e7a contra qualquer tipo de preconceito. Com os pais tendo a convic\u00e7\u00e3o dessa rela\u00e7\u00e3o, as crian\u00e7as v\u00e3o saber trabalhar as situa\u00e7\u00f5es de preconceito em sua trajet\u00f3ria.\u201d<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Com G1 \/Foto:Google\u00a0\u00a0 <\/em><\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a>,<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\"><strong>Instagram<\/strong><\/a><strong>\u00a0e <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\"><strong>Youtube<\/strong><\/a><strong>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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