{"id":33931,"date":"2017-11-24T08:59:30","date_gmt":"2017-11-24T11:59:30","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=33931"},"modified":"2017-11-24T08:59:30","modified_gmt":"2017-11-24T11:59:30","slug":"pesquisa-indica-que-27-das-mulheres-do-nordeste-ja-sofreram-violencia-domestica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2017\/11\/24\/pesquisa-indica-que-27-das-mulheres-do-nordeste-ja-sofreram-violencia-domestica\/","title":{"rendered":"Pesquisa indica que 27% das mulheres do Nordeste j\u00e1 sofreram viol\u00eancia dom\u00e9stica"},"content":{"rendered":"<p>Nos estados do Nordeste brasileiro, 27% das mulheres com idade entre 15 e 49 anos j\u00e1 foram v\u00edtimas da viol\u00eancia dom\u00e9stica praticada por maridos, companheiros ou namorados. As cidades onde essa viol\u00eancia foi maior s\u00e3o Salvador, Natal e Fortaleza. Esses s\u00e3o alguns dos dados levantados pela Pesquisa Condi\u00e7\u00f5es Socioecon\u00f4micas e Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar contra a Mulher, apresentada na tarde desta quarta-feira (23) no audit\u00f3rio da representa\u00e7\u00e3o da ONU no Brasil, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Elaborada em parceria com o Instituto Maria da Penha e coordenada pelo professor Jos\u00e9 Raimundo Carvalho, da Universidade Federal do Cear\u00e1, a pesquisa revela os impactos sociais, econ\u00f4micos, emocionais e psicol\u00f3gicos nas v\u00edtimas e tamb\u00e9m na fam\u00edlia, especialmente em crian\u00e7as e adolescentes. Foram ouvidas 10 mil mulheres por 250 entrevistadores.<\/p>\n<p>No lan\u00e7amento, a secret\u00e1ria nacional de Direitos da Mulher, da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, F\u00e1tima Pelaes, lembrou que a inclus\u00e3o do fator econ\u00f4mico nos dados da pesquisa \u00e9 fundamental para a formula\u00e7\u00e3o de politicas p\u00fablicas, porque a viol\u00eancia contra as mulheres afeta a renda das trabalhadoras:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que a sociedade entenda que a viol\u00eancia dom\u00e9stica est\u00e1 impactando a economia em torno de R$ 1 bilh\u00e3o por ano. Precisamos envolver todo mundo nessa luta. As empresas precisam entender isso. Da\u00ed a ideia de forma\u00e7\u00e3o da Rede Brasil Mulher, para mobilizar todos e todas no combate a essa viol\u00eancia, que passa de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para F\u00e1tima Pelaes, a educa\u00e7\u00e3o escolar tem um papel importante e, por isso, pediu ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o que inclua a igualdade de g\u00eanero nos livros did\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Ao apresentar os n\u00fameros, o professor Jos\u00e9 Raimundo Carvalho lembrou que a viol\u00eancia dom\u00e9stica existe em todos os pa\u00edses, sem exce\u00e7\u00e3o, e custa muito caro aos cofres p\u00fablicos, por isso cobrou pol\u00edticas p\u00fablicas para enfrentar o problema. \u201cNo Brasil, tivemos tr\u00eas a\u00e7\u00f5es que ajudaram a combater a viol\u00eancia dom\u00e9stica: os programas Bolsa Fam\u00edlia e de microcr\u00e9dito e a Lei Maria da Penha, mas n\u00e3o possu\u00edmos instrumentos para entender as rela\u00e7\u00f5es de poder que fomentam a viol\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Carvalho destacou que, entre as mulheres brancas com n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o superior, o percentual de v\u00edtimas \u00e9 dez vezes menor do que entre as pretas sem qualquer instru\u00e7\u00e3o, e \u201cisso deixa clara a desigualdade social e racial entre as mulheres que sofrem a viol\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p><strong>Dos pais para os filhos<\/strong><\/p>\n<p>Outra constata\u00e7\u00e3o da pesquisa foi a transmiss\u00e3o da viol\u00eancia dom\u00e9stica entre as gera\u00e7\u00f5es. Os n\u00fameros mostram que, nos nove estados nordestinos, 88% das mulheres souberam que suas m\u00e3es foram agredidas. E quatro em cada 10 tamb\u00e9m se tornaram v\u00edtimas dessa mesma viol\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a da perpetua\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia\u201d \u2013 disse o professor Carvalho. \u201cHomens e mulheres criados em lares violentos reproduzem esse modelo quando adultos. E as mulheres tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00edtimas [quatro em cada 10] de homens que tamb\u00e9m viram as m\u00e3es agredidas\u201d.<\/p>\n<p>Outro dado alarmante, segundo o coordenador da pesquisa, \u00e9 o da exposi\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica: 55% das mulheres agredidas disseram que as agress\u00f5es se deram na frente dos filhos. Para o professor, na idade adulta, esses filhos v\u00e3o reproduzir o que viram: os meninos v\u00e3o acreditar que a viol\u00eancia \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o e as meninas v\u00e3o aceitar a viol\u00eancia como uma realidade que n\u00e3o podem evitar.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Com Ag\u00eancia Brasil \/Foto: Google\u00a0\u00a0 <\/em><\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a>,<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\"><strong>Instagram<\/strong><\/a><strong>\u00a0e <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\"><strong>Youtube<\/strong><\/a><strong>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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