{"id":35382,"date":"2017-12-20T11:28:04","date_gmt":"2017-12-20T14:28:04","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=35382"},"modified":"2017-12-20T11:28:04","modified_gmt":"2017-12-20T14:28:04","slug":"ibge-761-da-populacao-nao-tem-boas-condicoes-de-vida-nas-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2017\/12\/20\/ibge-761-da-populacao-nao-tem-boas-condicoes-de-vida-nas-cidades\/","title":{"rendered":"IBGE: 76,1% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam boas condi\u00e7\u00f5es de vida nas cidades"},"content":{"rendered":"<p>A desigualdade brasileira se repete nas principais concentra\u00e7\u00f5es urbanas do pa\u00eds. Trabalho in\u00e9dito divulgado nesta quarta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) mostra que tr\u00eas quartos da popula\u00e7\u00e3o urbana (76,1%) n\u00e3o t\u00eam boas condi\u00e7\u00f5es de vida nas cidades.<\/p>\n<p>A nova publica\u00e7\u00e3o do IBGE, &#8220;Tipologia Intraurbana \u2014 Espa\u00e7os de diferencia\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica nas concentra\u00e7\u00f5es urbanas do Brasil&#8221;, classificou onze tipos de condi\u00e7\u00f5es de vida (de A, a melhor; a K, a pior) a partir da an\u00e1lise de diversos crit\u00e9rios, como adequa\u00e7\u00e3o de moradia, saneamento, escolaridade, rendimento e acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade, bens de consumo e internet em concentra\u00e7\u00f5es urbanas onde viviam 96,2 milh\u00f5es de pessoas (metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira) em 2010.<\/p>\n<p>De acordo com o novo levantamento, apenas 23,9% das pessoas que moram em cidades t\u00eam boas condi\u00e7\u00f5es de vida (ou seja, foram classificados nas categorias A, B, C e D). E essas &#8220;boas condi\u00e7\u00f5es&#8221; nem sequer est\u00e3o presentes na maioria dos conglomerados urbanos.<\/p>\n<p>A cidade com o maior porcentual de pessoas na categoria A \u00e9, disparado, Bras\u00edlia\/DF (11,20%). Em segundo lugar, surge Belo Horizonte\/MG (com 3,9%), seguida de Rio de Janeiro\/RJ (3,6%), S\u00e3o Paulo\/SP (2,8%), Florian\u00f3polis\/SC (2,7%), Vit\u00f3ria\/ES (1,8%), Porto Alegre\/RS (1,7%), Campinas\/SP (1,3%), Salvador\/BA (1,2%), Fortaleza\/CE (1,2%) e Curitiba (0,8%). E \u00e9 s\u00f3.<\/p>\n<p>A maioria das cidades brasileiras n\u00e3o tem um porcentual significativo de pessoas vivendo nas melhores condi\u00e7\u00f5es. No geral, 30,9% das popula\u00e7\u00f5es urbanas t\u00eam condi\u00e7\u00f5es medianas (fazem parte da categoria E). Entre aqueles que t\u00eam as piores condi\u00e7\u00f5es (de G a K), os maiores porcentuais est\u00e3o nas regi\u00f5es Nordeste (59,9%) e Norte (56,3%).<\/p>\n<p>O ge\u00f3grafo do IBGE\u00a0Maur\u00edcio Gon\u00e7alves e Silva, um dos respons\u00e1veis pela pesquisa, diz que categorias A e B est\u00e3o mais relacionadas ao poder aquisitivo.<\/p>\n<p>\u2014 Existe a quest\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o das vari\u00e1veis, mas as categorias A e B est\u00e3o muito relacionadas ao poder aquisitivo mesmo. Isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o existam pessoas com rendimentos altos em outros lugares, mas sim que esse porcentual n\u00e3o \u00e9 suficiente para saturar aquela \u00e1rea, ou seja, para caracterizar aquela parte da cidade como A ou B.<\/p>\n<p>Em contrapartida, tamb\u00e9m s\u00e3o poucas as cidades com porcentual consider\u00e1vel de pessoas vivendo na pior categoria, a K. O destaque negativo vai para S\u00e3o Luis\/MA, com 15,8% da popula\u00e7\u00e3o vivendo nas piores condi\u00e7\u00f5es, seguido de Boa Vista\/RR (8,3%), Macap\u00e1\/AP (7,7%), Teresina\/PI (4,5%), Bel\u00e9m\/PA (2,4%) e Fortaleza\/CE (0,6%). S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, n\u00e3o apresentam porcentual populacional nesta categoria.<\/p>\n<p>\u2014 Existem as quest\u00f5es regionais mais amplas, como as do Sul, Sudeste (mais ricos) e Nordeste (mais pobre). Mas, de forma geral, as \u00e1reas mais perif\u00e9ricas das cidades s\u00e3o as que t\u00eam as piores condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>Uma das peculiaridades do novo trabalho \u00e9, al\u00e9m do foco nas \u00e1reas urbanas, fazer um levantamento cartogr\u00e1fico dessas diferen\u00e7as sociais, identificando visualmente os padr\u00f5es espaciais da distribui\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Uma das caracter\u00edsticas (espaciais) dos grandes centros \u00e9 que a parte mais rica se concentra na sede, no munic\u00edpio sede, mas tamb\u00e9m existem outras \u00e1reas com boas condi\u00e7\u00f5es de vida orbitando essa mancha principal, em geral \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o e escoamento de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise do especialista, a identifica\u00e7\u00e3o e visualiza\u00e7\u00e3o desses padr\u00f5es podem ser cruciais para o planejamento urbano, por exemplo.<\/p>\n<p>\u2014 Por que cidades do mesmo porte t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de vida diferentes? O que houve nos \u00faltimos anos que propiciou melhores condi\u00e7\u00f5es de vida? S\u00e3o quest\u00f5es que podem nos guiar no planejamento urbano no futuro.<\/p>\n<div id=\"inner-ad-container\" class=\"ad\">\n<div><strong>S\u00e3o Paulo<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p>Embora a cidade de S\u00e3o Paulo apresente a maior concentra\u00e7\u00e3o populacional do Pa\u00eds (19,4 milh\u00f5es de pessoas em 2010), a metr\u00f3pole se destaca por n\u00e3o apresentar uma parcela consider\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o naquelas que s\u00e3o consideradas as piores categorias: I, J e K.<\/p>\n<p>\u2014 Isso foi algo que nos surpreendeu: S\u00e3o Paulo, com toda a sua concentra\u00e7\u00e3o urbana, conseguiu n\u00e3o ter as piores categorias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a cidade apresenta uma divis\u00e3o mais justa \u2014 se comparada a outras no Pa\u00eds. Nas classes A, B e C est\u00e3o 10% da popula\u00e7\u00e3o. Na D e E, ficam 61,8% e nas piores registradas por l\u00e1, F, G e H, s\u00e3o 28,4%.<\/p>\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o espacial das pessoas com melhores e piores condi\u00e7\u00f5es de vida em S\u00e3o Paulo segue um padr\u00e3o tradicional, segundo o ge\u00f3grafo.<\/p>\n<p>\u2014 S\u00e3o Paulo tem uma caracter\u00edstica que chamamos de radial, as melhores condi\u00e7\u00f5es de vida s\u00e3o centrais e, \u00e0 medida que nos afastamos do centro, as condi\u00e7\u00f5es v\u00e3o piorando. Tanto \u00e9 assim que as favelas come\u00e7am a aparecer nas bordas, na periferia, com exce\u00e7\u00e3o de Parais\u00f3polis e Heli\u00f3polis, que s\u00e3o mais centrais.<\/p>\n<p>\u00c9 diferente do Rio de Janeiro, por exemplo, em que as \u00e1reas mais ricas se concentram no litoral e as favelas s\u00e3o mais entremeadas nas regi\u00f5es de melhores condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u2014 A praia concentra as classes mais ricas e, conforme nos afastamos do litoral, as condi\u00e7\u00f5es v\u00e3o piorando.<\/p>\n<p><strong>Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>A capital federal se destaca no novo levantamento do IBGE por apresentar, de longe, a maior concentra\u00e7\u00e3o de pessoas na categoria A (que apresenta as melhores condi\u00e7\u00f5es de vida): 11,20%. A maior desigualdade indicada pela concentra\u00e7\u00e3o porcentual se espelha nas outras categorias.<\/p>\n<p>Nas medianas D e E est\u00e3o 45,3% da popula\u00e7\u00e3o, enquanto que nos piores tipos (F, G, H, I e J) est\u00e3o 36,4%. Na capital, n\u00e3o h\u00e1 porcentual registrado na categoria K, que \u00e9 considerada a pior de todas.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Com R7\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o google\u00a0\u00a0 <\/em><\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a>,<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\"><strong>Instagram<\/strong><\/a><strong>\u00a0e <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\"><strong>Youtube<\/strong><\/a><strong>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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