{"id":35714,"date":"2017-12-25T22:33:45","date_gmt":"2017-12-26T01:33:45","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=35714"},"modified":"2017-12-25T22:33:45","modified_gmt":"2017-12-26T01:33:45","slug":"conta-de-luz-subira-94-e-ate-mais-se-economia-crescer-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2017\/12\/25\/conta-de-luz-subira-94-e-ate-mais-se-economia-crescer-em-2018\/","title":{"rendered":"Conta de luz subir\u00e1 9,4% e at\u00e9 mais se economia crescer em 2018"},"content":{"rendered":"<p>O consumidor residencial brasileiro ter\u00e1 de lidar com dois anos de reajustes na energia bem acima da infla\u00e7\u00e3o. As causas s\u00e3o um regime de chuvas insuficiente para compensar per\u00edodos de seca e o aumento dos encargos sociais.<\/p>\n<p>Na m\u00e9dia, as tarifas devem fechar o ano com alta de 14% e subir 9,4% em 2018. A expectativa \u00e9 que o IPCA (infla\u00e7\u00e3o oficial) fique abaixo de 3% em 2017 e em 4% no ano que vem.<\/p>\n<p>Em algumas regi\u00f5es, as tarifas podem pesar ainda mais no bolso, segundo levantamento da consultoria especializada TR Solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na m\u00e9dia, a maior alta deve ser registrada na regi\u00e3o Sul (+10,7%), seguida pelo Sudeste (+9,3%). Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, a conta de luz deve fechar este ano 7% mais cara e subir outros 9,1% em 2018.<\/p>\n<p>A energia el\u00e9trica deve tamb\u00e9m ter um efeito n\u00e3o desprez\u00edvel de 0,4 ponto percentual sobre a infla\u00e7\u00e3o medida pelo IPCA do ano que vem.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o da TR inclui algumas premissas: as diferentes bandeiras esperadas ao longo do ano, os reajustes previstos para as principais distribuidoras e o regime de chuvas para o per\u00edodo.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas para 13 regi\u00f5es metropolitanas usadas como refer\u00eancia e que espelham o que ocorre no pa\u00eds. De janeiro a abril -o per\u00edodo considerado chuvoso-, as principais hidrel\u00e9tricas brasileiras devem gerar em m\u00e9dia o equivalente a 85% da energia que vendem, de acordo com a TR.<\/p>\n<p>Isso significa dizer que, se as chuvas n\u00e3o ajudarem e as geradoras produzirem algo abaixo disso, as tarifas poder\u00e3o subir ainda mais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do regime de chuvas, os encargos inclu\u00eddos na tarifa tamb\u00e9m explicam as previs\u00f5es pouco animadoras.<\/p>\n<p>A conta que inclui todas as pol\u00edticas p\u00fablicas ligadas ao setor, como o programa Luz para Todos e a tarifa social de energia -chamada de CDE-, deve passar de R$ 9,3 bilh\u00f5es neste ano para R$ 12,6 bilh\u00f5es em 2018.<\/p>\n<p>Quem paga a fatura -o tema est\u00e1 em audi\u00eancia p\u00fablica na Aneel, a ag\u00eancia reguladora- \u00e9 o consumidor.<\/p>\n<p>Embora concordem que o quadro \u00e9 dram\u00e1tico, analistas descartam amea\u00e7a de racionamento.Eles dizem que a usina de Belo Monte j\u00e1 opera em ritmo razo\u00e1vel e que o pa\u00eds disp\u00f5e de outras fontes de energia.<\/p>\n<p>Uma delas, a energia t\u00e9rmica, mais cara, est\u00e1 entre as justificativas para o encarecimento da conta.<\/p>\n<p><strong>OUTROS RISCOS<\/strong><\/p>\n<p>O crescimento econ\u00f4mico \u00e9 outro ponto de aten\u00e7\u00e3o para os especialistas. O consumo total de energia do pa\u00eds est\u00e1 em n\u00edvel pr\u00f3ximo ao registrado em 2014, e o setor se questiona como a demanda deve se comportar em um ambiente de retomada da economia -e seu impacto na tarifa, j\u00e1 que a procura maior por energia a encarece.<\/p>\n<p>A consultoria GV Energy, por exemplo, prev\u00ea que a tarifa m\u00e9dia de energia suba ao redor de 12% no ano que vem, diante de um volume de chuvas que deve se situar entre 90% e 100% da m\u00e9dia hist\u00f3rica at\u00e9 o fim de abril.<\/p>\n<p>Pedro Machado, diretor da GV Energy, diz que o vi\u00e9s \u00e9 de alta se o crescimento econ\u00f4mico superar 2,6%.<\/p>\n<p>A mediana dos economistas consultados pelo Boletim Focus, do Banco Central, j\u00e1 espera alta de 2,7% para o PIB do ano que vem.<\/p>\n<p>Edvaldo Santana, presidente da Abrace, associa\u00e7\u00e3o dos grandes consumidores de energia, tamb\u00e9m se preocupa com o efeito de um poss\u00edvel aumento do consumo de energia sobre pre\u00e7os, em especial para a ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Os principais reservat\u00f3rios no Nordeste e no Sudeste, ressalta Santana, est\u00e3o nos n\u00edveis mais baixos da hist\u00f3ria. Segundo ele, se chover pr\u00f3ximo \u00e0 m\u00e9dia de longo prazo, o reajuste pode ficar mais perto de 20%. Para afastar esse cen\u00e1rio, seria preciso chover de 30% a 40% acima da m\u00e9dia.<\/p>\n<p>J\u00falio Mereb, pesquisador do Ibre\/FGV, diz que tarifas mais altas podem se refletir em queda da produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, al\u00e9m de impactar de alguma forma o consumo das fam\u00edlias no PIB, embora isso seja dif\u00edcil de mensurar. Ele diz que \u00e9 poss\u00edvel um reajuste da tarifa residencial de at\u00e9 15% no ano que vem. Com informa\u00e7\u00f5es da Folhapress.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com Not\u00edcia ao Minuto \/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o google<\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a>,<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\"><strong>Instagram<\/strong><\/a><strong>\u00a0e <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\"><strong>Youtube<\/strong><\/a><strong>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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