{"id":36098,"date":"2017-12-30T13:54:33","date_gmt":"2017-12-30T16:54:33","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=36098"},"modified":"2017-12-30T13:54:33","modified_gmt":"2017-12-30T16:54:33","slug":"projeto-em-escolas-de-sp-forma-estudantes-para-combater-bullying","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2017\/12\/30\/projeto-em-escolas-de-sp-forma-estudantes-para-combater-bullying\/","title":{"rendered":"Projeto em escolas de SP forma estudantes para combater bullying"},"content":{"rendered":"<p>Alex Lopes, 14, conta que os colegas da sua escola salvaram seu cachorro Lucky \u2013ou Laqui, na grafia do menino. &#8220;Sou muito grato, se n\u00e3o tivessem me ajudado, meu cachorro estaria morto&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Os alunos, de uma escola p\u00fablica de Paul\u00ednia (a 117 km de S\u00e3o Paulo), organizaram uma vaquinha para levar Lucky ao veterin\u00e1rio \u2013a fam\u00edlia de Alex n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de pagar pelo tratamento.<\/p>\n<p>A ideia de arrecadar o dinheiro surgiu dentro de um projeto antibullying. Chamado de Equipes de Ajuda, foi implementado desde 2015 em 11 escolas p\u00fablicas e privadas, em quatro cidades do Estado de S\u00e3o Paulo, al\u00e9m da capital.<\/p>\n<p>Coordenado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Educa\u00e7\u00e3o Moral (Gepem), da Unicamp e Unesp, ele forma alunos para intervir e lidar com\u00a0bullying\u00a0em suas escolas.<\/p>\n<p>Inspiradas em um modelo espanhol e finland\u00eas, as Equipes de Ajuda apostam no sistema de apoio entre pares, isto \u00e9, entre os pr\u00f3prios alunos.<\/p>\n<p>&#8220;Pesquisas mostram que a interven\u00e7\u00e3o dos alunos \u00e9 75% mais eficaz do que a de um adulto em casos de bullying. Quando um aluno fala: &#8216;Para, a pessoa n\u00e3o est\u00e1 gostando&#8217;, o agressor tende a ouvir&#8221;, explica uma das pesquisadoras do Gepem, a doutora em educa\u00e7\u00e3o Telma Vinha.<\/p>\n<p>Em cada escola, a Equipe de Ajuda \u00e9 formada por alunos do 6\u00ba ao 9\u00ba ano do ensino fundamental. Os participantes, geralmente tr\u00eas por sala, s\u00e3o eleitos pelos pr\u00f3prios estudantes segundo crit\u00e9rios de confiabilidade.<\/p>\n<p>&#8220;Os alunos votam em colegas para quem contariam um segredo. Com isso incentivamos o valor da confian\u00e7a, do respeito, ao contr\u00e1rio da necessidade de ser popular ou ter poder&#8221;, diz a doutora em psicologia e pesquisadora do Gepem Luciene Tognetta, mentora do projeto no Brasil.<\/p>\n<p>No caso de Alex, ele era parte da Equipe de Ajuda, mas sofria bullying. O menino trabalhava como catador de latinha depois da escola, e os colegas o chamavam de &#8220;lixeiro&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Queria juntar dinheiro para fazer faculdade, quero ser m\u00e9dico. E doava os lacres para um projeto de cadeiras de rodas&#8221;, diz Alex, cujo pai \u00e9 pedreiro e a m\u00e3e, dona de casa. Foi no trabalho na rua que o menino encontrou Lucky.<\/p>\n<p>&#8220;Tinha pedido pra Deus um cachorrinho&#8221;, conta, encabulado, com medo que os amigos fa\u00e7am gra\u00e7a da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&#8220;Uma vez ele apareceu na porta do bar, e eu pensei: &#8216;foi Deus que mandou para mim'&#8221;, disse. O nome Lucky, assim como o cachorro, &#8220;apareceu&#8221; sem que o menino soubesse o significado ou a origem.<\/p>\n<p>&#8220;Vi logo que ele ia se dar bem comigo, \u00e9 um bichinho que eu gosto muito.&#8221; Por isso, quando Lucky ficou doente, Alex teve mudan\u00e7as bruscas de humor, o que chamou a aten\u00e7\u00e3o dos colegas na escola. O caso foi debatido na equipe, que se mobilizou para arrecadar o dinheiro.<\/p>\n<p>&#8220;Em uma semana, os alunos juntaram o valor da consulta, de R$ 90&#8221;, diz a orientadora do grupo, Luciana Lapa, do Gepem. Alex conta que o cachorro tomou rem\u00e9dios, foi vacinado e &#8220;ficou bom&#8221;.<\/p>\n<p><b>REUNI\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>Na Escola Comunit\u00e1ria de Campinas, de ensino privado, os alunos tamb\u00e9m levam casos para debater nas reuni\u00f5es do projeto. No \u00faltimo encontro, um dos alunos levantou o dedo, t\u00edmido, e disse que uma pessoa da escola estava exclu\u00edda \u2013um dos princ\u00edpios da Equipe de Ajuda \u00e9 a confidencialidade, por isso os alunos evitam identificar os colegas, a n\u00e3o ser em casos graves.<\/p>\n<p>&#8220;Essa pessoa fica isolada por ter mau h\u00e1lito. N\u00e3o tem como dizer para ela o motivo. Acho que precisa chamar os pais para uma reuni\u00e3o, eles podem nem saber do problema&#8221;, disse Miguel Santis, 11.<\/p>\n<p>Em todos os projetos, a equipe passa por uma forma\u00e7\u00e3o e segue sob orienta\u00e7\u00e3o em reuni\u00f5es peri\u00f3dicas, conduzidas por um profissional da escola e um do Gepem. Para os encontros, h\u00e1 uma apostila com exerc\u00edcios pr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>&#8220;Trabalhamos como se posicionar de forma assertiva, ter sensibilidade, observar sinais, usar estrat\u00e9gias de escuta ativa e comunica\u00e7\u00e3o construtiva&#8221;, explica o pesquisador do Gepem, Raul Alves.<\/p>\n<p>&#8220;Eles aprendem sobre empatia, a mostrar compreens\u00e3o e n\u00e3o julgamento, e a se aproximar de algu\u00e9m sem ser invasivo&#8221;, diz Vinha.<\/p>\n<p>Da mesma forma, professores e coordenadores da escola participam de uma forma\u00e7\u00e3o de cerca de 100 horas. O projeto \u00e9 pago pelas escolas, quando s\u00e3o privadas, ou por prefeituras parceiras.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 que a Equipe de Ajuda sirva como multiplicadora e contribua para mudar a cultura da escola. Por isso, as atividades focam nas v\u00edtimas e tamb\u00e9m nos agressores e espectadores. &#8220;A plateia, que observa, \u00e9 como o oxig\u00eanio do bullying&#8221;, diz Alves.<\/p>\n<p><b>FORMA\u00c7\u00c3O \u00c9TICA<\/b><\/p>\n<p>Segundo uma pesquisa do Gepem com cerca de 200 alunos de uma escola municipal de Campinas, 9 entre 20 tipos de agress\u00f5es tiveram redu\u00e7\u00e3o significativa ap\u00f3s seis meses de projeto.<\/p>\n<p>&#8220;A conviv\u00eancia na escola precisa ser planejada, assim como o projeto pol\u00edtico-pedag\u00f3gico. Se n\u00e3o mudar os valores, o aluno vai ser o adulto que bate na mulher ou o chefe opressor&#8221;, diz Vinha.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da interven\u00e7\u00e3o, a Equipe de Ajuda tamb\u00e9m tem um papel na identifica\u00e7\u00e3o de casos. &#8220;O bullying muitas vezes acontece longe do professor. S\u00f3 descobrimos quando j\u00e1 est\u00e1 muito s\u00e9rio&#8221;, explica a orientadora educacional do Bandeirantes, Marina Schwarz \u2013o col\u00e9gio foi o primeiro a adotar o projeto em SP.<\/p>\n<p>Na escola, houve uma resist\u00eancia inicial dos alunos. &#8220;Muitos ficaram enciumados porque n\u00e3o foram eleitos, mas depois a equipe conseguiu ser valorizada&#8221;, diz Schwarz.<\/p>\n<p>&#8220;No primeiro ano, o projeto n\u00e3o era muito reconhecido. Os alunos falavam: &#8216;J\u00e1 que voc\u00ea \u00e9 da Equipe de Ajuda, pega a minha caneta que caiu no ch\u00e3o&#8217;. Agora o pessoal respeita&#8221;, conta Victor Gomes, 13, da equipe no col\u00e9gio.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia refor\u00e7a a tese dos pesquisadores do Gepem de que o projeto \u00e9 parte de um processo lento de transforma\u00e7\u00e3o da escola e dos alunos, que levam os conhecimentos para a vida.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso de Alex, que, poucos meses ap\u00f3s a vaquinha para seu cachorro, se mudou para o interior do Paran\u00e1, onde foi morar com a av\u00f3.<\/p>\n<p>Deixou para tr\u00e1s amigos, escola e fam\u00edlia, mas n\u00e3o o Lucky. A adapta\u00e7\u00e3o na nova escola, no entanto, n\u00e3o tem sido f\u00e1cil. &#8220;N\u00e3o tenho muito amigo. Aqui tem muito xingamento, apelido, essas coisas que eu sei que a Equipe de Ajuda pode combater&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Por isso, Alex fez uma proposta aos colegas da escola anterior. &#8220;Tive uma ideia: queria trazer a Equipe de Ajuda para c\u00e1. Mas n\u00e3o sei como fazer, aqui ningu\u00e9m sabe o que \u00e9 isso&#8221;, disse, em uma mensagem do grupo. &#8220;\u00c9 uma escola inteira, sozinho eu n\u00e3o consigo. Preciso da ajuda de voc\u00eas.&#8221;<\/p>\n<p><b>CONTRA RACISMO, AUTOMUTILA\u00c7\u00c3O E SUIC\u00cdDIO<\/b><\/p>\n<p>As chamadas Equipes de Ajuda do projeto antibullying, al\u00e9m de apoiar as v\u00edtimas, podem trabalhar com os agressores e at\u00e9 mesmo agir em casos graves, como racismo, automutila\u00e7\u00e3o e suic\u00eddio.<\/p>\n<p>Em ao menos duas escolas p\u00fablicas paulistas, em Campinas e Paul\u00ednia, alunos fizeram a\u00e7\u00f5es para lidar com esses temas \u2013os nomes das institui\u00e7\u00f5es e dos estudantes foram omitidos para preservar a identidade das v\u00edtimas e o princ\u00edpio de confidencialidade do projeto.<\/p>\n<p>Em uma escola na periferia de Campinas, com maioria de alunos negros, a equipe se deparou com bullying por racismo. Ap\u00f3s reuni\u00e3o com os coordenadores, decidiram fazer atividades na semana da Consci\u00eancia Negra e chamar os agressores para conversar.<\/p>\n<p>A equipe identificou cerca de dez meninos que costumavam ter atitudes racistas e os convidou para uma reuni\u00e3o. &#8220;Debatemos uma f\u00e1bula, formamos grupos e respondemos perguntas sobre preconceitos. Acho que eles entenderam que \u00e9 errado, ficaram meio pensativos no dia&#8221;, diz I. O., 14, que \u00e9 negra e ajudou a organizar a atividade.<\/p>\n<p>&#8220;Eles chamavam alunos de animal, macaco. Mas muitos tamb\u00e9m s\u00e3o negros. Depois da atividade, isso diminuiu bastante. A ideia \u00e9 ajudar tamb\u00e9m o agressor, tentamos entender por que ele faz bullying&#8221;, diz S. H., de 14 anos.<\/p>\n<p><b>V\u00cdDEO<\/b><\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa a\u00e7\u00e3o, a equipe passou um v\u00eddeo nas salas, escolhido pelos alunos. Em uma das exibi\u00e7\u00f5es, uma estudante saiu emocionada.<\/p>\n<p>&#8220;Fui atr\u00e1s dela. Ela contou que estava sofrendo racismo. Eu tenho a mesma cor, j\u00e1 sofri muito com isso, ent\u00e3o tentei confort\u00e1-la. \u00c0s vezes s\u00f3 uma palavra de carinho j\u00e1 motiva. Disse para ela que precisamos combater o racismo, mas ela tamb\u00e9m precisa ter uma opini\u00e3o boa de si mesma&#8221;, afirma S.H.<\/p>\n<p>Fora o racismo, a Equipe de Ajuda tamb\u00e9m atuou em casos de automutila\u00e7\u00e3o e suic\u00eddio. Das sete meninas entrevistadas pela Folha nessa escola, tr\u00eas j\u00e1 tinham se cortado. Por terem passado por isso, elas sabem reconhecer os sinais. &#8220;Eu usava l\u00e2mina de Gilette ou de apontador. Uma vez precisei levar ponto, porque cortei o bra\u00e7o fundo demais. Tive que mentir para a minha m\u00e3e&#8221;, afirma I.O., mostrando as cicatrizes.<\/p>\n<p>&#8220;Eu tinha uma l\u00e2mina na capinha do meu celular, que ia comigo para qualquer lugar. Quando ficava muito brava, me cortava no banho. O sangue sa\u00eda, e eu ficava mais calma. Era um al\u00edvio moment\u00e2neo&#8221;, diz S.H. As meninas contam que ficam atentas ao comportamento de colegas e evitam deixar alunos com esse hist\u00f3rico isolados.<\/p>\n<p>&#8220;Se cortar n\u00e3o leva a lugar nenhum, s\u00f3 traz mais problemas. Se a pessoa est\u00e1 muito carregada com ofensas e se machuca, n\u00f3s vamos estar l\u00e1 para ajudar&#8221;, afirma S.H.<\/p>\n<p>Em casos mais graves, os alunos s\u00e3o aconselhados a revelar a identidade para os coordenadores e buscar ajuda.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s trabalhamos com eles os limites da confidencialidade. Quais as situa\u00e7\u00f5es que eles podem manter o sigilo e quando eles precisam encaminhar para orienta\u00e7\u00e3o&#8221;, explica Raul Alves, do Gepem.<\/p>\n<p>Em uma escola p\u00fablica de Paul\u00ednia, a Equipe de Ajuda foi de sala em sala para realizar atividades ap\u00f3s uma tentativa de suic\u00eddio. O aluno sofria bullying e tentou cortar os pulsos com uma faca.<\/p>\n<p>&#8220;No tempo em que ficou fora do col\u00e9gio, n\u00f3s passamos nas turmas para conversar, sem citar o nome&#8221;, explica a aluna J.B., de 14 anos. &#8220;Fizemos um aconselhamento sobre suic\u00eddio. Falamos sobre o valor das palavras, como o bullying pode machucar e ter um efeito muito forte&#8221;, diz.<\/p>\n<p><b>FAM\u00cdLIA<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 comum os alunos afirmarem que a experi\u00eancia na Equipe de Ajuda teve reflexos em casa e nos relacionamentos com a fam\u00edlia. &#8220;Apesar de morar junto, a gente n\u00e3o tinha tanto contato, eu era meio afastada. Entendi que a confian\u00e7a de conversar \u00e9 algo que s\u00f3 voc\u00ea pode criar. Hoje sou bem mais pr\u00f3xima da minha fam\u00edlia&#8221;, diz J.B.<\/p>\n<p>J\u00e1 S.H. conta que aprendeu a reconhecer seus sentimentos e n\u00e3o descontar a raiva nos outros. &#8220;Chegava estourada na escola e mandava as pessoas calarem a boca. Parei de fazer isso e criei coragem para enfrentar meus problemas.&#8221; A rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e tamb\u00e9m mudou. &#8220;A gente se abriu mais uma para outra.&#8221;<\/p>\n<p>A aluna I.O. percebeu que tem um &#8220;g\u00eanio muito forte&#8221; e elaborou estrat\u00e9gias para &#8220;esfriar a cabe\u00e7a&#8221;. &#8220;J\u00e1 empurrei a minha m\u00e3e e ficava muito culpada depois. Agora estou bem melhor.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Como identificar o bullying<\/strong><\/p>\n<p><b>Bullying x conflito<\/b><br \/>\nNo bullying, os ataques s\u00e3o intencionais, repetitivos e t\u00eam como objetivo maltratar e humilhar; n\u00e3o h\u00e1 justificativa evidente para as agress\u00f5es. Ele \u00e9 realizado entre pares \u2013ou seja, entre alunos, mas com uma desigualdade de poder\u2013 e na presen\u00e7a de &#8216;espectadores&#8217;<\/p>\n<p><b>V\u00edtimas mais comuns<\/b><br \/>\nQuem \u00e9 considerado mais fr\u00e1gil, seja pela renda, orienta\u00e7\u00e3o sexual, religi\u00e3o, origem, cor ou apar\u00eancia. Pessoas t\u00edmidas ou com baixa autoestima tamb\u00e9m s\u00e3o alvos, assim como alunos que se destacam por coisas positivas, como beleza e boas notas<\/p>\n<p><strong>N\u00fameros do bullying<\/strong><\/p>\n<p><b>195 mil<\/b>\u00a0alunos do 9\u00ba ano (7%) afirmaram ter sofrido bullying na escola nos 30 dias anteriores a pesquisa do IBGE em 2015<\/p>\n<p><b>16%<\/b>\u00a0deles citaram a apar\u00eancia do corpo como principal motivo para a zombaria; outros 11% citaram o rosto<\/p>\n<p><b>520,9 mil<\/b>\u00a0alunos (20%) disseram j\u00e1 ter praticado bullying; dentre os meninos, esse percentual foi de 24%, entre as meninas, de 16%<\/p>\n<p><strong>Como identificar<\/strong><\/p>\n<p>Poss\u00edveis sinais de que a crian\u00e7a sofre bullying<\/p>\n<p><b>Na escola<\/b><\/p>\n<p>&#8211; Mostra-se triste frequentemente<br \/>\n&#8211; \u00c9 a \u00faltima a ser escolhida em atividades e fica isolada ou perto de adultos no recreio<br \/>\n&#8211; Tem piora nas notas<br \/>\n&#8211; Anda com ombros encurvados, cabe\u00e7a baixa e n\u00e3o olha no olho<\/p>\n<p><b>Em casa<\/b><\/p>\n<p>&#8211; Usa desculpas para faltar \u00e0 aula<br \/>\n&#8211; Tem mudan\u00e7as extremas de humor<br \/>\n&#8211; Gasta mais dinheiro que o habitual na cantina para dar lanche aos outros<br \/>\n&#8211; Aparece com hematomas ap\u00f3s a aula<\/p>\n<p><strong>Como agir<\/strong><\/p>\n<p><b>Dicas para pais<\/b><\/p>\n<p>&#8211; Observar os filhos<br \/>\n&#8211; Acionar a escola e discutir solu\u00e7\u00f5es<br \/>\n&#8211; N\u00e3o dizer coisas do tipo &#8220;ignore&#8221; ou &#8220;n\u00e3o ligue&#8221;<br \/>\n&#8211; Estimul\u00e1-los a perceber suas habilidades para resgatar a autoestima<br \/>\n&#8211; Se preciso, buscar a ajuda de psic\u00f3logos<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Com Folha de S\u00e3o Paulo\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o google\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a>,<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\"><strong>Instagram<\/strong><\/a><strong>\u00a0e <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\"><strong>Youtube<\/strong><\/a><strong>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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