{"id":38273,"date":"2018-01-22T05:37:53","date_gmt":"2018-01-22T08:37:53","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=38273"},"modified":"2018-01-22T05:37:53","modified_gmt":"2018-01-22T08:37:53","slug":"recuperacao-do-nivel-de-emprego-ainda-sera-lenta-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/01\/22\/recuperacao-do-nivel-de-emprego-ainda-sera-lenta-em-2018\/","title":{"rendered":"Recupera\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de emprego ainda ser\u00e1 lenta em 2018"},"content":{"rendered":"<p>O\u00a0desemprego\u00a0deve continuar caindo em 2018, mas em velocidade menor. A redu\u00e7\u00e3o de ritmo ser\u00e1 influenciada pelo aumento da procura por emprego \u2013 pessoas que tinham desistido de achar uma vaga voltar\u00e3o a tentar a sorte no mercado de trabalho.<\/p>\n<div class=\"green-area t-left t-cont text-center\">\n<div class=\"anuncio\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1493386374551-0\" data-google-query-id=\"CJyN-diU69gCFdclHwodzhgNwA\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/20819522\/New_Sec_Conteudo_0__container__\">Para especialistas consultados por Veja, a\u00a0recupera\u00e7\u00e3o\u00a0da\u00a0economia\u00a0vai ajudar na cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho e mesmo que o n\u00famero de desempregados n\u00e3o caia, haver\u00e1 mudan\u00e7a no perfil dos empregados, com aumento de formaliza\u00e7\u00e3o e maior n\u00famero de ocupados.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Com a recess\u00e3o na economia, a taxa de desemprego quase dobrou em tr\u00eas anos, indo de um patamar m\u00ednimo hist\u00f3rico no fim de \u00a02014 para mais de 13,3% no in\u00edcio de 2017. Desde ent\u00e3o, o indicador que calcula a quantidade de pessoas que n\u00e3o conseguiram emprego em rela\u00e7\u00e3o ao total da popula\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de trabalhar vem caindo. A \u00faltima leitura, de novembro, indicava 11,9%, e as estimativas indicam que deve subir para mais de 12% em dezembro, cuja divulga\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita pelo IBGE no fim de janeiro.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que esse movimento de queda vai permanecer em 2018, impulsionado pela forma como a economia est\u00e1 se recuperando: sustentada no aumento do consumo das fam\u00edlias \u2013 efeito que deve se refletir na ind\u00fastria pelo aumento da demanda por produto.<\/p>\n<p>Para Carlos Henrique Corseuil, do Ipea, \u00e9 importante notar que mesmo com mais busca, a recupera\u00e7\u00e3o tem se refletido no mercado de trabalho. \u201cTem mais gente participando do mercado de trabalho e, mesmo assim, o desemprego tem ca\u00eddo\u201d, disse.<\/p>\n<p>O pa\u00eds voltou a registrar aumento na atividade no \u00faltimo ano, ap\u00f3s dois anos em queda, e a aposta dos economistas \u00e9 de que a produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds crescer\u00e1 2,69%, segundo o \u00faltimo Boletim Focus. \u00a0\u201cSetores ligados ao consumo costuma ser intensivos na contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra\u201d, afirma Gustavo Arruda, economista do BNP Paribas.<\/p>\n<p>Mais procura<\/p>\n<p>Um problema \u00e9 que o ritmo ainda est\u00e1 baixo e deve ter mais gente procurando emprego, com o fim do que os economistas chamam do \u201cefeito desalento\u201d. Quando a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 dif\u00edcil, uma parcela dos desempregados deixa de procurar emprego porque o mercado fica menor, o que reduz a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas n\u00e3o procuram mais trabalho por motivos psicol\u00f3gicos e financeiros, pois procurar trabalho tamb\u00e9m tem custo\u201d, explica Thiago Xavier, da Consultoria Tend\u00eancias. Ele calcula que, entre setembro de 2014 e setembro de 2017, 3,25 milh\u00f5es de pessoas sa\u00edram da for\u00e7a de trabalho. \u201cParte desse contingente vai procurar inser\u00e7\u00e3o profissional em 2018\u201d, diz.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do contingente que deve voltar a procurar emprego, existe outro grupos de pessoas que deve aumentar na busca por vagas, \u00a0o de pessoas que chegaram \u00e0 idade de trabalhar. Segundo o economista Bruno Ottoni, do Ibre\/FGV, esse movimento acontece sempre, e o crescimento da economia tem que ser forte o bastante para absorver tanto quem chega quanto quem j\u00e1 estava desempregado. \u201cUm crescimento na casa de 3%\u00a0 j\u00e1 come\u00e7a a entrar na esfera de robusto. O necess\u00e1rio para uma queda mais significicativa talvez seria em torno de 4%\u201d, estima.<\/p>\n<p>Para o especialista, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o (pessoas procurando emprego em rela\u00e7\u00e3o ao total da for\u00e7a de trabalho) deve subir no come\u00e7o de ano, como sempre ocorre neste per\u00edodo, chegando a 13,4% em mar\u00e7o. Depois, deve cair e fechar o ano em 11%.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as na ocupa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A queda no desemprego at\u00e9 agora tem sido puxada pelas informalidade e pelo trabalho por conta pr\u00f3pria. Para Rodolfo Margato, economista do Santander, deve haver migra\u00e7\u00e3o desse tipo de ocupa\u00e7\u00e3o informal para o trabalho com carteira assinada. \u201cNum primeiro momento, em sa\u00eddas de recess\u00e3o, \u00e9 normal haver crescimento de emprego informal. Mas o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Empregados, do Minist\u00e9rio do Trabalho) tamb\u00e9m indica uma cria\u00e7\u00e3o l\u00edquida de vagas formais\u201d, explica.<\/p>\n<p>Reforma trabalhista<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos efeitos da reforma trabalhista, que o governo alardeava que elevaria o n\u00famero de empregos formais, os especialistas ainda t\u00eam d\u00favidas sobre seu efeito no curto prazo.<\/p>\n<p>Em novembro, foram criadas apenas 3.120 vagas de emprego intermitente, modalidade criada na nova lei trabalhista. Segundo os especialistas, a reforma trabalhista deve ter mais resultados conforme d\u00favidas sobre a legalidade de alguns itens for resolvida, e houver mais seguran\u00e7a jur\u00eddica. \u201c\u00c9 dif\u00edcil algu\u00e9m falar que a reforma trabalhista vai atrapalhar\u201d, resume Arruda.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Com Veja \/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o google<\/em><\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a>,<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\"><strong>Instagram<\/strong><\/a><strong>\u00a0e\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\"><strong>Youtube<\/strong><\/a><strong>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode enviar informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Reda\u00e7\u00e3o do Portal Cariri em A\u00e7\u00e3o pelo WhatsApp (83) 9 9634.5791, (83) 9 9601-1162.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0desemprego\u00a0deve continuar caindo em 2018, mas em velocidade menor. A redu\u00e7\u00e3o de ritmo ser\u00e1 influenciada pelo aumento da procura por emprego \u2013 pessoas que tinham desistido de achar uma vaga voltar\u00e3o a tentar a sorte no mercado de trabalho. Para especialistas consultados por Veja, a\u00a0recupera\u00e7\u00e3o\u00a0da\u00a0economia\u00a0vai ajudar na cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho e mesmo que o n\u00famero de desempregados n\u00e3o caia, haver\u00e1 mudan\u00e7a no perfil dos empregados, com aumento de formaliza\u00e7\u00e3o e maior n\u00famero de ocupados. Com a recess\u00e3o na economia, a taxa de desemprego quase dobrou em tr\u00eas anos, indo de um patamar m\u00ednimo hist\u00f3rico no fim de \u00a02014 para mais de 13,3% no in\u00edcio de 2017. Desde ent\u00e3o, o indicador que calcula a quantidade de pessoas que n\u00e3o conseguiram emprego em rela\u00e7\u00e3o ao total da popula\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de trabalhar vem caindo. A \u00faltima leitura, de novembro, indicava 11,9%, e as estimativas indicam que deve subir para mais de 12% em dezembro, cuja divulga\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita pelo IBGE no fim de janeiro. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que esse movimento de queda vai permanecer em 2018, impulsionado pela forma como a economia est\u00e1 se recuperando: sustentada no aumento do consumo das fam\u00edlias \u2013 efeito que deve se refletir na ind\u00fastria pelo aumento da demanda por produto. Para Carlos Henrique Corseuil, do Ipea, \u00e9 importante notar que mesmo com mais busca, a recupera\u00e7\u00e3o tem se refletido no mercado de trabalho. \u201cTem mais gente participando do mercado de trabalho e, mesmo assim, o desemprego tem ca\u00eddo\u201d, disse. O pa\u00eds voltou a registrar aumento na atividade no \u00faltimo ano, ap\u00f3s dois anos em queda, e a aposta dos economistas \u00e9 de que a produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds crescer\u00e1 2,69%, segundo o \u00faltimo Boletim Focus. \u00a0\u201cSetores ligados ao consumo costuma ser intensivos na contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra\u201d, afirma Gustavo Arruda, economista do BNP Paribas. Mais procura Um problema \u00e9 que o ritmo ainda est\u00e1 baixo e deve ter mais gente procurando emprego, com o fim do que os economistas chamam do \u201cefeito desalento\u201d. 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Segundo o economista Bruno Ottoni, do Ibre\/FGV, esse movimento acontece sempre, e o crescimento da economia tem que ser forte o bastante para absorver tanto quem chega quanto quem j\u00e1 estava desempregado. \u201cUm crescimento na casa de 3%\u00a0 j\u00e1 come\u00e7a a entrar na esfera de robusto. O necess\u00e1rio para uma queda mais significicativa talvez seria em torno de 4%\u201d, estima. Para o especialista, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o (pessoas procurando emprego em rela\u00e7\u00e3o ao total da for\u00e7a de trabalho) deve subir no come\u00e7o de ano, como sempre ocorre neste per\u00edodo, chegando a 13,4% em mar\u00e7o. Depois, deve cair e fechar o ano em 11%. Mudan\u00e7as na ocupa\u00e7\u00e3o A queda no desemprego at\u00e9 agora tem sido puxada pelas informalidade e pelo trabalho por conta pr\u00f3pria. Para Rodolfo Margato, economista do Santander, deve haver migra\u00e7\u00e3o desse tipo de ocupa\u00e7\u00e3o informal para o trabalho com carteira assinada. \u201cNum primeiro momento, em sa\u00eddas de recess\u00e3o, \u00e9 normal haver crescimento de emprego informal. Mas o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Empregados, do Minist\u00e9rio do Trabalho) tamb\u00e9m indica uma cria\u00e7\u00e3o l\u00edquida de vagas formais\u201d, explica. Reforma trabalhista Em rela\u00e7\u00e3o aos efeitos da reforma trabalhista, que o governo alardeava que elevaria o n\u00famero de empregos formais, os especialistas ainda t\u00eam d\u00favidas sobre seu efeito no curto prazo. Em novembro, foram criadas apenas 3.120 vagas de emprego intermitente, modalidade criada na nova lei trabalhista. Segundo os especialistas, a reforma trabalhista deve ter mais resultados conforme d\u00favidas sobre a legalidade de alguns itens for resolvida, e houver mais seguran\u00e7a jur\u00eddica. \u201c\u00c9 dif\u00edcil algu\u00e9m falar que a reforma trabalhista vai atrapalhar\u201d, resume Arruda. CARIRI EM A\u00c7\u00c3O Com Veja \/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o google Leia mais not\u00edcias em\u00a0caririemacao.com, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0Facebook,\u00a0Instagram\u00a0e\u00a0Youtube\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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