{"id":39435,"date":"2018-02-01T08:29:38","date_gmt":"2018-02-01T11:29:38","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=39435"},"modified":"2018-02-01T08:29:38","modified_gmt":"2018-02-01T11:29:38","slug":"sem-lula-rejeicao-e-o-maior-desafio-das-candidaturas-diz-rodrigo-de-almeida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/02\/01\/sem-lula-rejeicao-e-o-maior-desafio-das-candidaturas-diz-rodrigo-de-almeida\/","title":{"rendered":"Sem Lula, rejei\u00e7\u00e3o \u00e9 o maior desafio das candidaturas, diz Rodrigo de Almeida"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o est\u00e1 escrito nas estrelas que ter\u00e3o futuro nebuloso os candidatos estagnados ou com p\u00e1lida inten\u00e7\u00e3o de voto nas pesquisas realizadas a esta altura do ano. Especialmente num ambiente politicamente vol\u00e1til, repleto de incertezas e de possibilidades diferentes de candidaturas que vemos neste momento \u2013os 9 cen\u00e1rios trabalhados pelo Instituto Datafolha, na pesquisa divulgada esta semana, s\u00e3o um exemplo claro das d\u00favidas vigentes.<\/p>\n<p>Eis por que tucanos sa\u00edram em defesa de Geraldo Alckmin (PSDB), a despeito dos modestos 6% registrados na pesquisa divulgada esta semana pelo Instituto Datafolha, no cen\u00e1rio com o ex-presidente Lula como candidato, ou 11%, no cen\u00e1rio sem Lula. Ou por que o ministro Henrique Meirelles (PSD), mesmo desanimado com o est\u00e1gio entre 1% e 2% a depender dos cen\u00e1rios, reafirme o interesse em se candidatar. Ou que petistas sigam vendo no ex-ministro Jaques Wagner (PT) um nome seguro para ser o candidato do partido diante de uma prov\u00e1vel pris\u00e3o do ex-presidente Lula.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do voto no Brasil p\u00f3s-redemocratiza\u00e7\u00e3o exibe consider\u00e1veis exemplos de candidatos que come\u00e7aram por baixo e cresceram at\u00e9 a vit\u00f3ria \u2013 como Fernando Collor de Mello em 1989 e Fernando Henrique Cardoso em 1994 \u2013 ou sa\u00edram de baixo para crescer a ponto de assustar o vitorioso \u2013 como Geraldo Alckmin no primeiro turno de 2006.<\/p>\n<p>Em todos esses casos, no entanto, havia fatores n\u00edtidos de impulsionamento ao longo da campanha, incluindo o contexto da pr\u00f3pria disputa. Collor era o vento de novidade num pa\u00eds cansado de Jos\u00e9 Sarney e desejando acreditar no novo. FHC tinha o imbat\u00edvel Plano Real. Em favor de Alckmin, um sentimento anti-Lula p\u00f3s-mensal\u00e3o a seu favor. Todos com a m\u00eddia majoritariamente a seu favor.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 este o caso para os estagnados do presente.<\/p>\n<h2><strong>AS PEDRAS NO CAMINHO TUCANO<\/strong><\/h2>\n<p>No Brasil de 2018, Alckmin n\u00e3o parece vocalizar a melhor express\u00e3o do antilulismo e antipetismo vigentes em grande parte do eleitorado. Nem conseguiu ainda empolgar o pr\u00f3prio partido, passo fundamental para capturar aliados e criar um movimento s\u00f3lido em favor de sua candidatura.<\/p>\n<p>A Henrique Meirelles \u2013como tamb\u00e9m a Alckmin\u2013 falta carisma para seduzir grandes massas, e o ministro da Fazenda \u00e9 e ser\u00e1 visto como o candidato do presidente Michel Temer, cujo governo segue cambaleante na casa dos 6% de aprova\u00e7\u00e3o popular. Temer \u00e9 um eleitor ruim porque seu governo \u00e9 ruim, mesmo que a m\u00eddia brasileira se esforce na defesa de bons n\u00fameros da infla\u00e7\u00e3o e de proje\u00e7\u00f5es otimistas de crescimento econ\u00f4mico, enquanto a brasileiro m\u00e9dio se depara, assustado, com o patamar ainda gigantesco do desemprego, com a falta de dinheiro para consumir e com a uma in\u00e9dita e profunda agenda regressiva de direitos.<\/p>\n<p>Para ambos os candidatos, ainda h\u00e1 esperan\u00e7a de aparecer os tais elementos impulsionadores da campanha \u2013 a aus\u00eancia de Lula na campanha certamente \u00e9 um deles. Mas precisar\u00e3o fazer milagres. Alckmin tamb\u00e9m precisar\u00e1 torcer para que o PSDB n\u00e3o termine sucumbindo ao oportunismo de uma sa\u00edda pela via Luciano Huck, ou que o partido n\u00e3o repita os erros de 2002, 2006 e 2010, quando o candidato derrotado na disputa interna fez corpo mole para o vitorioso, dividindo a legenda e prejudicando o candidato de fato.<\/p>\n<p>Se lhe falta carisma, sobra ao governador paulista resili\u00eancia e m\u00e9ritos de h\u00e1bil articulador, atributos fundamentais para atrair aliados de outros partidos mesmo com n\u00fameros modestos nas pesquisas. Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSC) e o PT errar\u00e3o feio se menosprez\u00e1-lo.<\/p>\n<h2><strong>O SUBSTITUTO DE LULA<\/strong><\/h2>\n<p>O caso de Jaques Wagner \u00e9 menos desalentador do que parece. Com a cara lavada caracter\u00edstica, o prefeito de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Doria (PSDB), disse que \u201cn\u00e3o houve tempo para a popula\u00e7\u00e3o absorver a informa\u00e7\u00e3o\u201d da condena\u00e7\u00e3o em 2\u00aa Inst\u00e2ncia de Lula. Foi o seu contorcionismo explicativo para justificar a impressionante resist\u00eancia do ex-presidente, que nada perdeu em inten\u00e7\u00e3o de voto com a decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4<sup>a\u00a0<\/sup>Regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje pouca gente no PT duvida que Lula ser\u00e1 preso e impedido de se candidatar. Mas seus n\u00fameros prenunciam uma enorme capacidade de transfer\u00eancia de votos dele a um aliado. A pesquisa Datafolha mostrou uma migra\u00e7\u00e3o de votos razoavelmente dispersa \u2013Marina e Ciro lideram a lista de benefici\u00e1rios, que inclui Luciano Huck (sem partido), Geraldo Alckmin, Jaques Wagner e at\u00e9 Bolsonaro.<\/p>\n<p>Com a campanha na rua, a identifica\u00e7\u00e3o do eleitor de Lula majoritariamente com um ou dois candidatos ser\u00e1 mais clara e precisa. Meu palpite b\u00e1sico \u00e9 que a grande maioria vai para Ciro e Jaques. Se Ciro contiver o belicismo ret\u00f3rico dirigido at\u00e9 mesmo a potenciais aliados, dever\u00e1 subir bastante. Mas Jaques tem credenciais robustas para se transformar no maior herdeiro dos votos de Lula \u2013para al\u00e9m do PT.<\/p>\n<p>O ex-governador da Bahia e ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff tem s\u00f3lida experi\u00eancia pol\u00edtica para aqueles que criticaram a ex-presidente pelo pouco traquejo ao l\u00edder com diferentes for\u00e7as pol\u00edticas. S\u00f3 a desonestidade intelectual ou a conveni\u00eancia eleitoral o credenciar\u00e1 como \u201cposte\u201d de Lula, afinal \u00e9 um fundador do partido, deputado federal por tr\u00eas mandatos e ex-ministro, al\u00e9m de ter sido eleito e reeleito governador da Bahia \u2013 para em seguida fazer o sucessor.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 pouco. Equil\u00edbrio, experi\u00eancia e leveza ainda adornam sua forma jeitosa de lidar com aliados, advers\u00e1rios e a m\u00eddia e o credenciam a mostrar que foi um gestor competente quando teve a oportunidade.<\/p>\n<h2><strong>CONTRA BRANCOS E NULOS<\/strong><\/h2>\n<p>Todos os candidatos, no entanto, precisar\u00e3o enfrentar um advers\u00e1rio aparentemente espantoso: a poss\u00edvel explos\u00e3o de votos brancos e nulos, ou de absten\u00e7\u00f5es, num cen\u00e1rio sem o ex-presidente Lula candidato. Como j\u00e1 anotaram muitos analistas, este foi o dado estarrecedor da pesquisa Datafolha: o recorde de 32% do eleitorado prevendo votar branco ou anular seu voto.<\/p>\n<p>(O maior \u00edndice de \u201csem candidato\u201d j\u00e1 registrado nas urnas em primeiro turno de uma disputa presidencial, para se ter uma ideia, foi na reelei\u00e7\u00e3o de Fernando Henrique Cardoso, em 1998. O percentual? 19%!).<\/p>\n<p>\u00c9 um cen\u00e1rio democraticamente inquietante: em duas das tr\u00eas hip\u00f3teses testadas sem Lula, brancos e nulos disputam a lideran\u00e7a com os dois candidatos finalistas. Um n\u00f3 a ser desatado pelos candidatos sobreviventes nos pr\u00f3ximos meses: se a elei\u00e7\u00e3o fosse hoje, o Brasil poderia eleger um presidente rejeitado por quase 70% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Com Poder 360<\/em><em>\/Foto:\u00a0Poder 360<\/em><\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a>,<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\"><strong>Instagram<\/strong><\/a><strong>\u00a0e\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\"><strong>Youtube<\/strong><\/a><strong>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode enviar informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Reda\u00e7\u00e3o do Portal Cariri em A\u00e7\u00e3o pelo WhatsApp (83) 9 9634.5791, (83) 9 9601-1162.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o est\u00e1 escrito nas estrelas que ter\u00e3o futuro nebuloso os candidatos estagnados ou com p\u00e1lida inten\u00e7\u00e3o de voto nas pesquisas realizadas a esta altura do ano. Especialmente num ambiente politicamente vol\u00e1til, repleto de incertezas e de possibilidades diferentes de candidaturas que vemos neste momento \u2013os 9 cen\u00e1rios trabalhados pelo Instituto Datafolha, na pesquisa divulgada esta semana, s\u00e3o um exemplo claro das d\u00favidas vigentes. Eis por que tucanos sa\u00edram em defesa de Geraldo Alckmin (PSDB), a despeito dos modestos 6% registrados na pesquisa divulgada esta semana pelo Instituto Datafolha, no cen\u00e1rio com o ex-presidente Lula como candidato, ou 11%, no cen\u00e1rio sem Lula. Ou por que o ministro Henrique Meirelles (PSD), mesmo desanimado com o est\u00e1gio entre 1% e 2% a depender dos cen\u00e1rios, reafirme o interesse em se candidatar. Ou que petistas sigam vendo no ex-ministro Jaques Wagner (PT) um nome seguro para ser o candidato do partido diante de uma prov\u00e1vel pris\u00e3o do ex-presidente Lula. A hist\u00f3ria do voto no Brasil p\u00f3s-redemocratiza\u00e7\u00e3o exibe consider\u00e1veis exemplos de candidatos que come\u00e7aram por baixo e cresceram at\u00e9 a vit\u00f3ria \u2013 como Fernando Collor de Mello em 1989 e Fernando Henrique Cardoso em 1994 \u2013 ou sa\u00edram de baixo para crescer a ponto de assustar o vitorioso \u2013 como Geraldo Alckmin no primeiro turno de 2006. Em todos esses casos, no entanto, havia fatores n\u00edtidos de impulsionamento ao longo da campanha, incluindo o contexto da pr\u00f3pria disputa. Collor era o vento de novidade num pa\u00eds cansado de Jos\u00e9 Sarney e desejando acreditar no novo. FHC tinha o imbat\u00edvel Plano Real. Em favor de Alckmin, um sentimento anti-Lula p\u00f3s-mensal\u00e3o a seu favor. Todos com a m\u00eddia majoritariamente a seu favor. N\u00e3o \u00e9 este o caso para os estagnados do presente. AS PEDRAS NO CAMINHO TUCANO No Brasil de 2018, Alckmin n\u00e3o parece vocalizar a melhor express\u00e3o do antilulismo e antipetismo vigentes em grande parte do eleitorado. Nem conseguiu ainda empolgar o pr\u00f3prio partido, passo fundamental para capturar aliados e criar um movimento s\u00f3lido em favor de sua candidatura. A Henrique Meirelles \u2013como tamb\u00e9m a Alckmin\u2013 falta carisma para seduzir grandes massas, e o ministro da Fazenda \u00e9 e ser\u00e1 visto como o candidato do presidente Michel Temer, cujo governo segue cambaleante na casa dos 6% de aprova\u00e7\u00e3o popular. Temer \u00e9 um eleitor ruim porque seu governo \u00e9 ruim, mesmo que a m\u00eddia brasileira se esforce na defesa de bons n\u00fameros da infla\u00e7\u00e3o e de proje\u00e7\u00f5es otimistas de crescimento econ\u00f4mico, enquanto a brasileiro m\u00e9dio se depara, assustado, com o patamar ainda gigantesco do desemprego, com a falta de dinheiro para consumir e com a uma in\u00e9dita e profunda agenda regressiva de direitos. Para ambos os candidatos, ainda h\u00e1 esperan\u00e7a de aparecer os tais elementos impulsionadores da campanha \u2013 a aus\u00eancia de Lula na campanha certamente \u00e9 um deles. Mas precisar\u00e3o fazer milagres. Alckmin tamb\u00e9m precisar\u00e1 torcer para que o PSDB n\u00e3o termine sucumbindo ao oportunismo de uma sa\u00edda pela via Luciano Huck, ou que o partido n\u00e3o repita os erros de 2002, 2006 e 2010, quando o candidato derrotado na disputa interna fez corpo mole para o vitorioso, dividindo a legenda e prejudicando o candidato de fato. Se lhe falta carisma, sobra ao governador paulista resili\u00eancia e m\u00e9ritos de h\u00e1bil articulador, atributos fundamentais para atrair aliados de outros partidos mesmo com n\u00fameros modestos nas pesquisas. Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSC) e o PT errar\u00e3o feio se menosprez\u00e1-lo. O SUBSTITUTO DE LULA O caso de Jaques Wagner \u00e9 menos desalentador do que parece. Com a cara lavada caracter\u00edstica, o prefeito de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Doria (PSDB), disse que \u201cn\u00e3o houve tempo para a popula\u00e7\u00e3o absorver a informa\u00e7\u00e3o\u201d da condena\u00e7\u00e3o em 2\u00aa Inst\u00e2ncia de Lula. Foi o seu contorcionismo explicativo para justificar a impressionante resist\u00eancia do ex-presidente, que nada perdeu em inten\u00e7\u00e3o de voto com a decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4a\u00a0Regi\u00e3o. Hoje pouca gente no PT duvida que Lula ser\u00e1 preso e impedido de se candidatar. Mas seus n\u00fameros prenunciam uma enorme capacidade de transfer\u00eancia de votos dele a um aliado. A pesquisa Datafolha mostrou uma migra\u00e7\u00e3o de votos razoavelmente dispersa \u2013Marina e Ciro lideram a lista de benefici\u00e1rios, que inclui Luciano Huck (sem partido), Geraldo Alckmin, Jaques Wagner e at\u00e9 Bolsonaro. Com a campanha na rua, a identifica\u00e7\u00e3o do eleitor de Lula majoritariamente com um ou dois candidatos ser\u00e1 mais clara e precisa. Meu palpite b\u00e1sico \u00e9 que a grande maioria vai para Ciro e Jaques. Se Ciro contiver o belicismo ret\u00f3rico dirigido at\u00e9 mesmo a potenciais aliados, dever\u00e1 subir bastante. Mas Jaques tem credenciais robustas para se transformar no maior herdeiro dos votos de Lula \u2013para al\u00e9m do PT. O ex-governador da Bahia e ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff tem s\u00f3lida experi\u00eancia pol\u00edtica para aqueles que criticaram a ex-presidente pelo pouco traquejo ao l\u00edder com diferentes for\u00e7as pol\u00edticas. S\u00f3 a desonestidade intelectual ou a conveni\u00eancia eleitoral o credenciar\u00e1 como \u201cposte\u201d de Lula, afinal \u00e9 um fundador do partido, deputado federal por tr\u00eas mandatos e ex-ministro, al\u00e9m de ter sido eleito e reeleito governador da Bahia \u2013 para em seguida fazer o sucessor. N\u00e3o \u00e9 pouco. Equil\u00edbrio, experi\u00eancia e leveza ainda adornam sua forma jeitosa de lidar com aliados, advers\u00e1rios e a m\u00eddia e o credenciam a mostrar que foi um gestor competente quando teve a oportunidade. CONTRA BRANCOS E NULOS Todos os candidatos, no entanto, precisar\u00e3o enfrentar um advers\u00e1rio aparentemente espantoso: a poss\u00edvel explos\u00e3o de votos brancos e nulos, ou de absten\u00e7\u00f5es, num cen\u00e1rio sem o ex-presidente Lula candidato. Como j\u00e1 anotaram muitos analistas, este foi o dado estarrecedor da pesquisa Datafolha: o recorde de 32% do eleitorado prevendo votar branco ou anular seu voto. (O maior \u00edndice de \u201csem candidato\u201d j\u00e1 registrado nas urnas em primeiro turno de uma disputa presidencial, para se ter uma ideia, foi na reelei\u00e7\u00e3o de Fernando Henrique Cardoso, em 1998. O percentual? 19%!). \u00c9 um cen\u00e1rio democraticamente inquietante: em duas das tr\u00eas hip\u00f3teses testadas sem Lula, brancos e nulos disputam a lideran\u00e7a com os dois candidatos finalistas. Um n\u00f3 a ser<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":39436,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-39435","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39435\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}