{"id":42018,"date":"2018-02-24T08:34:44","date_gmt":"2018-02-24T11:34:44","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=42018"},"modified":"2018-02-24T08:34:44","modified_gmt":"2018-02-24T11:34:44","slug":"pb-apresenta-aumento-em-casos-de-assedio-sexual-no-trabalho-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/02\/24\/pb-apresenta-aumento-em-casos-de-assedio-sexual-no-trabalho-em-2017\/","title":{"rendered":"PB apresenta aumento em casos de ass\u00e9dio sexual no trabalho em 2017"},"content":{"rendered":"<p>No ano passado, onze pessoas foram v\u00edtimas de ass\u00e9dio sexual na Para\u00edba e fizeram den\u00fancia ao Minist\u00e9rio P\u00fablico de Trabalho do Estado. Apesar do baixo \u00edndice, o n\u00famero n\u00e3o retrata a realidade completa. De acordo com a procuradora do Trabalho, Edlene Lins Felizardo, a maior parte dos ass\u00e9dios n\u00e3o \u00e9 notificada.\u00a0Conforme dados do MPT, houve no estado um aumento de 266% em casos de ass\u00e9dios registrados nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>\u201cO ass\u00e9dio sexual lida com a intimidade, com a viola\u00e7\u00e3o da liberdade sexual, privacidade e vida \u00edntima, e geralmente as pessoas n\u00e3o t\u00eam coragem de denunciar. Elas tamb\u00e9m ficam com medo de perder o emprego, perder a fun\u00e7\u00e3o que exercem, medo de serem julgada pelas pessoas. S\u00e3o diversos fatores que fazem a v\u00edtima n\u00e3o denunciar\u201d, explicou.<\/p>\n<p>O crime pode ser \u201csutil\u201d, o que, muitas vezes, torna dif\u00edcil \u00e0 v\u00edtima identific\u00e1-lo. Uma tentativa de contato f\u00edsico, uma \u2018cantada\u2019, mensagem de texto com conte\u00fado ofensivo, coment\u00e1rios em redes sociais, presentes constrangedores. Apesar de parecerem inofensivas, essas situa\u00e7\u00f5es se enquadram como ass\u00e9dio sexual e podem violar as rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 preciso entender o contexto e o limite entre uma intera\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e um crime cometido. A procuradora esclarece que o assediador pede ou exige favores sexuais para si ou para terceiros em troca de promo\u00e7\u00e3o, ou at\u00e9 para evitar preju\u00edzos na rela\u00e7\u00e3o de trabalho.\u201cO ass\u00e9dio ainda tem uma quest\u00e3o preconceituosa de culpar conduta da v\u00edtima: vestimenta, comportamento. Mas ele decorre da conduta do agressor\u201d. Edlene Lins, procuradora do Trabalho<\/p>\n<p>De acordo com a procuradora, existe tamb\u00e9m o \u2018ass\u00e9dio sexual por intimida\u00e7\u00e3o\u2019, que \u00e9 quando h\u00e1 provoca\u00e7\u00f5es sexuais, como bilhetes inoportunos, gestos obscenos,\u00a0 mensagens constrangedoras.\u00a0Em todo o pa\u00eds, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho registrou 342 casos no \u00faltimo ano. O estado de S\u00e3o Paulo liderou o \u00edndice com 84 den\u00fancias, seguida da unidade regional do MP no Rio Grande do Sul. A Para\u00edba ficou em 8\u00ba lugar com 11 notifica\u00e7\u00f5es feitas.<\/p>\n<p><strong>Mulher \u00e9 maioria<\/strong><\/p>\n<p>Segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), mais de 52% das mulheres economicamente ativas j\u00e1 foram v\u00edtimas de ass\u00e9dio sexual no trabalho. Conforme a procuradora do Trabalho Edlene Lins, na Para\u00edba a maioria dos casos de ass\u00e9dio sexual a mulher \u00e9 a v\u00edtima.<\/p>\n<p>\u201cExistem casos onde o homem sofre ass\u00e9dio, mas a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 infinitamente menor\u201d, contou.\u00a0N\u00e3o \u00e9 por acaso que as mulheres lideram os registros. A procuradora ressalta que at\u00e9 a sociedade contribui para os dados; em situa\u00e7\u00f5es onde a mulher \u00e9 vista e tratada como objeto sexual, quando os meios de publicidade usam a figura da mulher de forma pejorativa, por exemplo.<\/p>\n<p>\u00c9 importante que a v\u00edtima se livre do sentimento de culpa. A procuradora tamb\u00e9m enumera alguns passos ap\u00f3s o ataque. \u201cSempre dizer n\u00e3o \u00e0s tentativas de abordagem do agressor, evitar ficar s\u00f3 com ele, pedir ajuda de colegas, e claro, denunciar aos \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o Art. 216-A do C\u00f3digo Penal, a pena para o crime de ass\u00e9dio pode ser de at\u00e9 dois anos de pris\u00e3o. Por\u00e9m a lei s\u00f3 prev\u00ea puni\u00e7\u00e3o em casos onde o ass\u00e9dio \u00e9 cometido pelo superior da v\u00edtima. Nos outros casos, a empresa define a puni\u00e7\u00e3o do empregado, aplicando inclusive a demiss\u00e3o por justa causa.<\/p>\n<p>Quem sofreu o ass\u00e9dio sente medo, mas a den\u00fancia precisa ser feita. A campanha do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho com t\u00edtulo \u201cGuarde as provas, n\u00e3o se cale, denuncie!\u201d refor\u00e7a a necessidade da v\u00edtima se posicionar e denunciar os abusos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do MPT, a v\u00edtima pode realizar a den\u00fancia para a \u00e1rea de Recursos Humanos na pr\u00f3pria empresa, em sindicatos, delegacias, e no caso da mulher, a Delegacia da Mulher tamb\u00e9m acata den\u00fancias.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Com MaisPB\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Internet<\/em><\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a>,<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\"><strong>Instagram<\/strong><\/a><strong>\u00a0e <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\"><strong>Youtube<\/strong><\/a><strong>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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