{"id":45452,"date":"2018-03-27T10:45:16","date_gmt":"2018-03-27T13:45:16","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=45452"},"modified":"2018-03-27T10:45:16","modified_gmt":"2018-03-27T13:45:16","slug":"partidos-brasileiros-sao-mais-do-mesmo-e-poderiam-ser-reduzidos-a-2-aponta-pesquisa-de-oxford","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/03\/27\/partidos-brasileiros-sao-mais-do-mesmo-e-poderiam-ser-reduzidos-a-2-aponta-pesquisa-de-oxford\/","title":{"rendered":"Partidos brasileiros s\u00e3o mais do mesmo e poderiam ser reduzidos a 2, aponta pesquisa de Oxford"},"content":{"rendered":"<div id=\"precontent\" data-region=\"precontent\" data-id=\"48\" data-m=\"{&quot;i&quot;:48,&quot;n&quot;:&quot;precontent&quot;,&quot;y&quot;:6}\">\n<section class=\"Modelinfo\">\n<div class=\"authorinfo-bsb\" data-stickyviews=\"4\">\n<div class=\"sharingtb\">\n<div class=\"stb-bsb\" data-aop=\"sharingtoolbar_social\" data-id=\"94\" data-m=\"{&quot;i&quot;:94,&quot;p&quot;:48,&quot;n&quot;:&quot;socialtoolbar&quot;,&quot;y&quot;:8,&quot;o&quot;:4}\">\n<div class=\"stb-box\">Uma explica\u00e7\u00e3o comum para justificar o grande n\u00famero de partidos pol\u00edticos no Brasil \u00e9 o fato de o pa\u00eds ser grande e heterog\u00eaneo. Portanto, v\u00e1rias legendas seriam necess\u00e1rias para representar os diferentes grupos que fazem parte da sociedade.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<div id=\"maincontent\">\n<div id=\"content\" class=\"content\">\n<article class=\"articlecontent loaded\" tabindex=\"0\" data-aop=\"article\">\n<section class=\"articlebody \" data-aop=\"articlebody\">Mas n\u00e3o \u00e9 isso o que mostra uma pesquisa in\u00e9dita da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), segundo a qual apenas dois partidos j\u00e1 seriam suficientes para representar a sociedade brasileira no Congresso Nacional.<\/p>\n<p>&#8220;Tem muitos partidos desnecess\u00e1rios no Brasil, em termos de representa\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica. Quando um partido \u00e9 criado, normalmente \u00e9 para atender a um grupo ideol\u00f3gico pouco representado, dar voz a grupos. Mas n\u00e3o \u00e9 o que esta acontecendo. Os partidos no Brasil est\u00e3o sendo criados por outras raz\u00f5es, n\u00e3o para defender bandeiras&#8221;, afirmou \u00e0 BBC Brasil o professor Timothy J. Power, diretor do Programa de Estudos Brasileiros da Universidade de Oxford.<\/p>\n<p>Entre abril e setembro do ano passado, Power e C\u00e9sar Zucco, professor da FGV, distribu\u00edram a deputados e senadores um question\u00e1rio com perguntas sobre diferentes temas \u2013 de economia e controle fiscal a reforma pol\u00edtica e aborto. O levantamento, chamado de Brazilian Legislative Survey (BSL), \u00e9 feito a cada quatro anos e tem o objetivo de captar a evolu\u00e7\u00e3o do pensamento do Congresso Nacional desde a redemocratiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir da resposta dos legisladores, os pesquisadores descobriram que as 25 legendas com representa\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara t\u00eam posi\u00e7\u00f5es muito semelhantes.<\/p>\n<p>Seria poss\u00edvel dividir esses partidos em dois grupos, um de centro-direita, composto pelo chamado &#8220;centr\u00e3o&#8221;, al\u00e9m de PP, PSDB e MDB, e outro de centro-esquerda, formado por partidos como PT, PC do B e PDT. O bloco de centro-direita t\u00eam hoje 60% das cadeiras na C\u00e2mara dos Deputados, e o de esquerda, 40%.<\/p>\n<p>&#8220;No campo das ideias, pelos 20 assuntos que a gente mediu, dois partidos s\u00e3o suficientes e representariam razoavelmente e de forma coerente a sociedade. Um seria estaria mais \u00e0 esquerda e outro mais \u00e0 direita&#8221;, disse o professor C\u00e9sar Zucco \u00e0 BBC Brasil.<\/p>\n<p>Power tra\u00e7a um paralelo da distribui\u00e7\u00e3o atual de cadeiras no Congresso entre centro-direita e centro-esquerda com o cen\u00e1rio partid\u00e1rio do Brasil em 1979, ainda no regime militar, quando havia apenas dois partidos com representa\u00e7\u00e3o no Congresso.<\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea pensar, \u00e9 parecido com o Brasil em 1979. Tinha dois partidos na \u00e9poca. O Arena (partido governista), com 60% das cadeiras, e o MDB (que fazia oposi\u00e7\u00e3o ao governo militar), com 40%. N\u00f3s vemos a mesma coisa hoje: existem dois grupos, sendo que o de centro-direita tem maior representa\u00e7\u00e3o no Legislativo&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o de que duas legendas j\u00e1 seriam suficientes para representar as posi\u00e7\u00f5es da sociedade mostraria que a acelerada cria\u00e7\u00e3o de partidos pol\u00edticos no pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 estimulada pela demanda de grupos por representa\u00e7\u00e3o, mas sim por estrat\u00e9gias pol\u00edticas e interesses eleitorais.<\/p>\n<p>&#8220;Isso confirma a ideia de que, claramente, esses partidos n\u00e3o existem para representar ideologias e ideias que precisam ser representadas. Eles representam ideias parecidas e existem por quest\u00f5es estrat\u00e9gicas dos deputados e senadores&#8221;, afirma Zucco.<\/p>\n<p>&#8220;Atendem a interesses locais, porque os pol\u00edticos precisam de legendas diferentes para competir em elei\u00e7\u00f5es; a interesses em termos de financiamento, por causa do acesso a recursos partid\u00e1rios; e ao interesse de acesso a recursos dentro do Congresso Nacional, como pessoal, verba, participa\u00e7\u00e3o em comiss\u00f5es&#8221;, completa o professor da FGV.<\/p>\n<p><strong>O efeito impeachment: PT mais \u00e0 esquerda e PSDB, \u00e0 direita<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de mapear a posi\u00e7\u00e3o dos partidos quanto aos principais temas econ\u00f4micos e sociais, Power e Zucco tamb\u00e9m mediram a percep\u00e7\u00e3o que parlamentares e senadores t\u00eam da ideologia das legendas com representa\u00e7\u00e3o no Congresso.<\/p>\n<p>Os dois pesquisadores perguntaram aos parlamentares onde eles classificariam cada partido pol\u00edtico, numa escala de 1 a 10, sendo 1 &#8220;de esquerda&#8221; e 10, de &#8220;direita&#8221;.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise hist\u00f3rica das respostas, captadas desde 1990, demonstra que partidos de centro e centro-esquerda, quando assumem a Presid\u00eancia, tendem a dar uma guinada \u00e0 direita, porque precisam fazer concess\u00f5es a grupos conservadores para governar. Foi o caso de PSDB e PT nos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz In\u00e1cio Lula da Silva.<\/p>\n<p>Por causa da enorme fragmenta\u00e7\u00e3o no Congresso e do excesso de partidos pol\u00edticos, dificilmente o presidente ter\u00e1, sozinho, maioria para governar. Por isso, forma coliga\u00e7\u00f5es com outras legendas, ainda que elas n\u00e3o tenham semelhan\u00e7a ideol\u00f3gica com o partido vencedor da elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No governo Lula, por exemplo, o PT se aliou a partidos de centro-direita e direita, como PMDB, PTB e PP. Nos dois mandatos, o Brazilian Legislative Survey captou um &#8220;salto&#8221; forte do partido para a &#8220;direita&#8221; em termos de ideologia.<\/p>\n<p>&#8220;Se voltamos aos anos 1990, havia uma polariza\u00e7\u00e3o no governo FHC por causa das pol\u00edticas neoliberais adotadas. O PT fazia uma oposi\u00e7\u00e3o forte a elas. Lula ganhou em 2002 e trouxe o PT e partidos mais de esquerda para o centro&#8221;, disse Power \u00e0 BBC Brasil.<\/p>\n<p>Desde o governo Lula, a polariza\u00e7\u00e3o vinha diminuindo no pa\u00eds. Os levantamentos com parlamentares entre 2002 e 2014 mostram a constru\u00e7\u00e3o de consensos entre partidos em quest\u00f5es econ\u00f4micas e sociais, como interfer\u00eancia moderada do Estado na economia, necessidade de responsabilidade fiscal e ado\u00e7\u00e3o de programas sociais baseados em transfer\u00eancia de renda \u2013 Bolsa Fam\u00edlia, por exemplo.<\/p>\n<p>Mas, segundo Power, o impeachment de Dilma Rousseff interrompeu o ciclo de aproxima\u00e7\u00e3o entre partidos de esquerda e centro-direita.<\/p>\n<p>&#8220;Durante o governo FHC, os partidos de esquerda eram mais isolados. Nos anos 2000, eles se aliaram a partidos de centro e centro-direita para permitir a governabilidade de Lula. O impeachment cortou essa alian\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>Com o rompimento dos la\u00e7os com siglas como o MDB, o PT e demais partidos tradicionalmente vistos como de esquerda, como PC do B e PDT, tendem a voltar \u00e0s ra\u00edzes, adotando posi\u00e7\u00f5es mais &#8220;esquerdistas&#8221;, como maior presen\u00e7a estatal na economia.<\/p>\n<p>&#8220;Agora que romperam com a direita, nada os impede de adotar uma ideologia de esquerda mais radical&#8221;, avalia o professor de Oxford.<\/p>\n<p>Enquanto isso, o PSDB deu um passo largo para a &#8220;direita&#8221;, na percep\u00e7\u00e3o dos parlamentares, em compara\u00e7\u00e3o com o resultado dos levantamentos de 2014. &#8220;O PSDB vem andando para a direita desde que iniciamos o levantamento, em 1990. Mas agora o movimento foi bastante forte&#8221;, diz Zucco.<\/p>\n<p>&#8220;A percep\u00e7\u00e3o dos pol\u00edticos de &#8216;esquerdiza\u00e7\u00e3o&#8217; do PT e de &#8216;direitiza\u00e7\u00e3o&#8217; do PSDB tem a ver com o impeachment&#8221;, destaca.<\/p>\n<p><strong>Em que espectro est\u00e3o os partidos<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa de Power e Zucco, o partido hoje visto entre os parlamentares como mais &#8220;de esquerda&#8221; \u00e9 o PSOL, seguido por PC do B, PT e Rede.<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m captou a ascens\u00e3o do chamado Centr\u00e3o, partidos de m\u00e9dio porte que tiveram papel chave no impeachment de Dilma. Juntos, eles formam uma das maiores bancadas da C\u00e2mara e s\u00e3o essenciais \u00e0 sobreviv\u00eancia do governo Michel Temer.<\/p>\n<p>Fazem parte desse grupo, visto como &#8220;de centro&#8221; pelos parlamentares, PSC, Pros, PTB e Podemos (visto na tabela acima com a sigla Pode). Classificados como centro-direita, est\u00e3o MDB, PSDB, PSD e PR.<\/p>\n<p>O partido visto como mais &#8220;de direita&#8221; \u00e9 o Democratas, seguido por PP e PSL. O DEM \u00e9 tamb\u00e9m a sigla que de forma mais consistente se manteve &#8220;\u00e0 direita&#8221; na percep\u00e7\u00e3o dos legisladores desde que o BLS come\u00e7ou a ser feito, em 1990.<\/p>\n<p>Com base nas respostas diretas dos parlamentares \u00e0s perguntas que medem a posi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, \u00e9 poss\u00edvel dividir o Congresso em dois grandes grupos, segundo o estudo: um de centro-esquerda, composto por PSOL, PC do B, PT, Rede, PDT, PSB, PPS e PV, e outro de centro-direita, com os demais partidos.<\/p>\n<p><strong>O que esses achados dizem sobre o cen\u00e1rio p\u00f3s-2018?<\/strong><\/p>\n<p>Em resumo, o Brazilian Legislative Survey captou um Congresso Nacional polarizado. E, embora existam 25 partidos com deputados eleitos, o legislativo poderia ter apenas dois se levada em conta a semelhan\u00e7a entre eles em quest\u00f5es ideol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Embora haja movimentos na sociedade por uma renova\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica, os pesquisadores avaliam que a fotografia atual do Congresso tende a ser reeditada ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o de outubro. Com a restri\u00e7\u00e3o ao financiamento empresarial de campanha, candidatos depender\u00e3o do Fundo Partid\u00e1rio. E quem recebe mais dinheiro s\u00e3o os partidos tradicionais, que elegeram mais deputados em 2014.<\/p>\n<p>O presidente que se eleger precisar\u00e1, segundo Zucco e Power, captar o apoio de parte do bloco de &#8220;centro-direita&#8221; \u2013 que tem 60% das cadeiras \u2013, principalmente dos partidos que hoje integram o chamado Centr\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Vai ter menos renova\u00e7\u00e3o do que o esp\u00edrito das ruas sugeririam. Quem tem acesso ao dinheiro s\u00e3o os pol\u00edticos que j\u00e1 est\u00e3o no poder. O pr\u00f3ximo presidente vai ter que fazer mais do mesmo. O grupo majorit\u00e1rio (Centr\u00e3o) \u00e9 o que d\u00e1 apoio ao Temer e ele vai ter que ser cooptado pelo pr\u00f3ximo governo. N\u00e3o d\u00e1 para esperar muita diferen\u00e7a&#8221;, diz Zucco.<\/p>\n<p>&#8220;O presidente que se eleger vai ter minoria no Congresso (por causa do grande n\u00famero de partidos que devem eleger deputados), dificulmente ter\u00e1 12% das cadeiras. Para governar, ele vai ter que formar alian\u00e7as com, pelo menos, seis ou sete partidos&#8221;, completa Power.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><em>Com BBC \/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Internet<\/em><\/p>\n<p><strong>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\"><strong>caririemacao.com<\/strong><\/a><strong>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\"><strong>Facebook<\/strong><\/a>,<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\"><strong>Instagram<\/strong><\/a><strong>\u00a0e <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\"><strong>Youtube<\/strong><\/a><strong>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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