{"id":49625,"date":"2018-04-30T20:13:22","date_gmt":"2018-04-30T23:13:22","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=49625"},"modified":"2018-04-30T20:13:22","modified_gmt":"2018-04-30T23:13:22","slug":"cateteres-perifericos-novas-recomendacoes-da-anvisa-garantem-seguranca-na-assistencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/04\/30\/cateteres-perifericos-novas-recomendacoes-da-anvisa-garantem-seguranca-na-assistencia\/","title":{"rendered":"Cateteres perif\u00e9ricos: novas recomenda\u00e7\u00f5es da ANVISA garantem seguran\u00e7a na assist\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>A ANVISA \u2013 Ag\u00eancia Nacional de Vigi\u00e2ncia Sanit\u00e1ria divulgou em 2017 uma s\u00e9rie de publica\u00e7\u00f5es sobre Seguran\u00e7a do Paciente e Qualidade em Servi\u00e7os de Sa\u00fade. Dentro do \u201cMedidas de Preven\u00e7\u00e3o de Infec\u00e7\u00e3o Relacionada \u00e0 Assist\u00eancia \u00e0 Sa\u00fade\u201d, h\u00e1 um cap\u00edtulo especial sobre as recomenda\u00e7\u00f5es para cateteres perif\u00e9ricos, com informa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas fundamentais para garantir a seguran\u00e7a do paciente.<\/p>\n<p>As diretrizes envolvem sete t\u00f3picos: Higiene das m\u00e3os, Sele\u00e7\u00e3o do cateter e s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o, Preparo da pele, Estabiliza\u00e7\u00e3o, Coberturas, Flushing e manuten\u00e7\u00e3o do cateter perif\u00e9rico, Cuidados com o s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o e Remo\u00e7\u00e3o do cateter.<\/p>\n<p>Confira o conte\u00fado na \u00edntegra:<br \/>\n<strong>4.1 Recomenda\u00e7\u00f5es para cateteres perif\u00e9ricos<\/strong><br \/>\n<strong>4.1.1 Higiene das m\u00e3os<\/strong><br \/>\n1. Higienizar as m\u00e3os antes e ap\u00f3s a inser\u00e7\u00e3o de cateteres e para qualquer tipo de manipula\u00e7\u00e3o dos dispositivos. (II)<br \/>\na) Higienizar as m\u00e3os com \u00e1gua e sabonete l\u00edquido quando estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais.<br \/>\nb) Usar prepara\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica para as m\u00e3os (60 a 80%) quando as mesmas n\u00e3o estiverem visivelmente sujas.<br \/>\nc) O uso de luvas n\u00e3o substitui a necessidade de higiene das m\u00e3os. No cuidado espec\u00edfico com cateteres intravasculares, a higiene das m\u00e3os dever\u00e1 ser realizada antes e ap\u00f3s tocar o s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o do cateter, bem como antes e ap\u00f3s a inser\u00e7\u00e3o, remo\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o ou troca de curativo.<\/p>\n<p><strong>4.1.2 Sele\u00e7\u00e3o do cateter e s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n1. Selecionar o cateter perif\u00e9rico com base no objetivo pretendido, na dura\u00e7\u00e3o da terapia, na viscosidade do fluido, nos componentes do fluido e nas condi\u00e7\u00f5es de acesso venoso21-23. (II)<br \/>\n2. N\u00e3o use cateteres perif\u00e9ricos para infus\u00e3o cont\u00ednua de produtos vesicantes, para nutri\u00e7\u00e3o parenteral com mais de 10% de dextrose ou outros aditivos que resultem em osmolaridade final acima de 900 mOsm\/L, ou para qualquer solu\u00e7\u00e3o com osmolaridade acima de 900 mOsm\/L24-26. (II)<br \/>\n3. Para atender \u00e0 necessidade da terapia intravenosa devem ser selecionados cateteres de menor calibre e comprimento de c\u00e2nula22-23. (II)<br \/>\na) Cateteres com menor calibre causam menos flebite mec\u00e2nica (irrita\u00e7\u00e3o da parede da veia pela c\u00e2nula) e menor obstru\u00e7\u00e3o do fluxo sangu\u00edneo dentro do vaso. Um bom fluxo sangu\u00edneo, por sua vez, ajuda na distribui\u00e7\u00e3o dos medicamentos administrados e reduz o risco de flebite qu\u00edmica (irrita\u00e7\u00e3o da parede da veia por produtos qu\u00edmicos).<br \/>\n4. Agulha de a\u00e7o s\u00f3 deve ser utilizada para coleta de amostra sangu\u00ednea e administra\u00e7\u00e3o de medicamento em dose \u00fanica, sem manter o dispositivo no s\u00edtio21-22. (II)<br \/>\n5. Em adultos, as veias de escolha para canula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica s\u00e3o as das superf\u00edcies dorsal e ventral dos antebra\u00e7os. As veias de membros inferiores n\u00e3o devem ser utilizadas a menos que seja absolutamente necess\u00e1rio, em virtude do risco de embolias e tromboflebites26-29. (II).<br \/>\n6. Para pacientes pedi\u00e1tricos, selecione o vaso com maior probabilidade de dura\u00e7\u00e3o de toda a terapia prescrita, considerando as veias da m\u00e3o, do antebra\u00e7o e bra\u00e7o (regi\u00e3o abaixo da axila). Evite a \u00e1rea anticubital28. (III)<br \/>\n7. Para crian\u00e7as menores de 03 (tr\u00eas anos) tamb\u00e9m podem ser consideradas as veias da cabe\u00e7a. Caso a crian\u00e7a n\u00e3o caminhe, considere as veias do p\u00e928. (III)<br \/>\n8. Considerar a prefer\u00eancia do paciente para a sele\u00e7\u00e3o do membro para inser\u00e7\u00e3o do cateter, incluindo a recomenda\u00e7\u00e3o de utilizar s\u00edtios no membro n\u00e3o dominante. (III)<br \/>\n9. Evitar regi\u00e3o de flex\u00e3o, membros comprometidos por les\u00f5es como feridas abertas, infec\u00e7\u00f5es nas extremidades, veias j\u00e1 comprometidas (infiltra\u00e7\u00e3o, flebite, necrose), \u00e1reas com infiltra\u00e7\u00e3o e\/ou extravasamento pr\u00e9vios, \u00e1reas com outros procedimentos planejados. (III)<br \/>\n10. Usar metodologia de visualiza\u00e7\u00e3o para instala\u00e7\u00e3o de cateteres em adultos e crian\u00e7as com rede venoso dif\u00edcil e\/ou ap\u00f3s tentativas de pun\u00e7\u00e3o sem sucesso29-32. (I)<\/p>\n<p><strong>4.1.3 Preparo da pele<\/strong><br \/>\n1. Um novo cateter perif\u00e9rico deve ser utilizado a cada tentativa de pun\u00e7\u00e3o no mesmo paciente28 (III)<br \/>\n2. Em caso de sujidade vis\u00edvel no local da futura pun\u00e7\u00e3o, remov\u00ea-la com \u00e1gua e sab\u00e3o antes da aplica\u00e7\u00e3o do antiss\u00e9ptico33. (III)<br \/>\n3. O s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o do cateter intravascular n\u00e3o dever\u00e1 ser tocado ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do antiss\u00e9ptico (t\u00e9cnica do no touch). Em situa\u00e7\u00f5es onde se previr necessidade de palpa\u00e7\u00e3o do s\u00edtio cal\u00e7ar luvas est\u00e9reis33,34. (III)<br \/>\n4. Realizar fric\u00e7\u00e3o da pele com solu\u00e7\u00e3o a base de \u00e1lcool: gliconato de clorexidina &gt; 0,5%, iodopovidona \u2013 PVP-I alco\u00f3lico 10% ou \u00e1lcool 70%7,33-35. (I)<br \/>\na) Tempo de aplica\u00e7\u00e3o da clorexidina \u00e9 de 30 segundos enquanto o do PVPI \u00e9 de 1,5 a 2,0 minutos. Indica-se que a aplica\u00e7\u00e3o da clorexidina deva ser realizada por meio de movimentos de vai e vem e do PVPI com movimentos circulares (dentro para fora) (III). b) Aguarde a secagem espont\u00e2nea do antiss\u00e9ptico antes de proceder \u00e0 pun\u00e7\u00e3o (III).<br \/>\n5. A remo\u00e7\u00e3o dos pelos, quando necess\u00e1ria, dever\u00e1 ser realizada com tricotomizador el\u00e9trico ou tesouras. N\u00e3o utilize laminas de barbear, pois essas aumentam o risco de infec\u00e7\u00e3o36. (II)<br \/>\n6. Limitar no m\u00e1ximo a duas tentativas de pun\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica por profissional e, no m\u00e1ximo, quatro no total21. (III)<br \/>\na) M\u00faltiplas tentativas de pun\u00e7\u00f5es causam dor, atrasam o in\u00edcio do tratamento, comprometem o vaso, aumentam custos e os riscos de complica\u00e7\u00f5es. Pacientes com dificuldade de acesso requerem avalia\u00e7\u00e3o minuciosa multidisciplinar para discuss\u00e3o das op\u00e7\u00f5es apropriadas.<\/p>\n<p><strong>4.1.4 Estabiliza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n1. Estabilizar o cateter significa preservar a integridade do acesso, prevenir o deslocamento do dispositivo e sua perda.<br \/>\n2. A estabiliza\u00e7\u00e3o dos cateteres n\u00e3o deve interferir na avalia\u00e7\u00e3o e monitoramento do s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o ou dificultar\/impedir a infus\u00e3o da terapia28.1<br \/>\n3. A estabiliza\u00e7\u00e3o do cateter deve ser realizada utilizando t\u00e9cnica ass\u00e9ptica. N\u00e3o utilize fitas adesivas e suturas para estabilizar cateteres perif\u00e9ricos28,37. (III).<br \/>\na) \u00c9 importante ressaltar que fitas adesivas n\u00e3o est\u00e9reis (esparadrapo comum e fitas do tipo microporosa n\u00e3o est\u00e9reis, como micropore\u00ae) n\u00e3o devem ser utilizadas para estabiliza\u00e7\u00e3o ou coberturas de cateteres.<br \/>\nb) Rolos de fitas adesivas n\u00e3o est\u00e9reis podem ser facilmente contaminados com microorganismos patog\u00eanicos.<br \/>\nc) Suturas est\u00e3o associadas a acidentes percut\u00e2neos, favorecem a forma\u00e7\u00e3o de biofilme e aumentam o risco de IPCS.<br \/>\n4. Considerar dois tipos de estabiliza\u00e7\u00e3o dos cateteres perif\u00e9ricos: um cateter com mecanismo de estabiliza\u00e7\u00e3o integrado combinado com um curativo de poliuretano com bordas refor\u00e7adas ou um cateter perif\u00e9rico tradicional combinado a um dispositivo adesivo espec\u00edfico para estabiliza\u00e7\u00e3o38,39. (III).<\/p>\n<p><strong>4.1.5 Coberturas<\/strong><br \/>\n1. Os prop\u00f3sitos das coberturas s\u00e3o os de proteger o s\u00edtio de pun\u00e7\u00e3o e minimizar a possibilidade de infec\u00e7\u00e3o, por meio da interface entre a superf\u00edcie do cateter e a pele, e de fixar o dispositivo no local e prevenir a movimenta\u00e7\u00e3o do dispositivo com dano ao vaso.<br \/>\n2. Qualquer cobertura para cateter perif\u00e9rico deve ser est\u00e9ril, podendo ser semioclusiva (gaze e fita adesiva est\u00e9ril) ou membrana transparente semiperme\u00e1vel7,33.(I)<br \/>\na) Utilizar gaze e fita adesiva est\u00e9ril apenas quando a previs\u00e3o de acesso for menor que 48h. Caso a necessidade de manter o cateter seja maior que 48h n\u00e3o utilizar a gaze para cobertura devido ao risco de perda do acesso durante sua troca (III).<br \/>\n3. A cobertura n\u00e3o deve ser trocada em intervalos pr\u00e9-estabelecidos (III).<br \/>\n4. A cobertura deve ser trocada imediatamente se houver suspeita de contamina\u00e7\u00e3o e sempre quando \u00famida, solta, suja ou com a integridade comprometida. Manter t\u00e9cnica ass\u00e9ptica durante a troca40. (II)<br \/>\n5. Proteger o s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o e conex\u00f5es com pl\u00e1stico durante o banho (III).<\/p>\n<p><strong>4.1.6 Flushing e manuten\u00e7\u00e3o do cateter perif\u00e9rico<\/strong><br \/>\n1. Realizar o flushing e aspira\u00e7\u00e3o para verificar o retorno de sangue antes de cada infus\u00e3o para garantir o funcionamento do cateter e prevenir complica\u00e7\u00f5es28. (III).<br \/>\n2. Realizar o flushing antes de cada administra\u00e7\u00e3o para prevenir a mistura de medicamentos incompat\u00edveis28. (III)<br \/>\n3. Utilizar frascos de dose \u00fanica ou seringas preenchidas comercialmente dispon\u00edveis para a pr\u00e1tica de flushing e lock do cateter41-44. (III)<br \/>\na) Seringas preenchidas podem reduzir o risco de ICSRC e otimizam o tempo da equipe assistencial. (III)<br \/>\nb) N\u00e3o utilizar solu\u00e7\u00f5es em grandes volumes (como, por exemplo, bags e frascos de soro) como fonte para obter solu\u00e7\u00f5es para flushing. (III)<br \/>\n4. Utilizar solu\u00e7\u00e3o de cloreto de s\u00f3dio 0,9% isenta de conservantes para flushing e lock dos cateteres perif\u00e9ricos28, 41-45.<br \/>\na) Usar o volume m\u00ednimo equivalente a duas vezes o l\u00famen interno do cateter mais a extens\u00e3o para flushing. Volumes maiores (como 5 ml para perif\u00e9ricos e 10 ml para cateteres centrais) podem reduzir dep\u00f3sitos de fibrina, drogas precipitadas e outros debris do l\u00famen. No entanto, alguns fatores devem ser considerados na escolha do volume, como tipo e tamanho do cateter, idade do paciente, restri\u00e7\u00e3o h\u00eddrica e tipo de terapia infusional. Infus\u00f5es de hemoderivados, nutri\u00e7\u00e3o parenteral, contrastes e outras solu\u00e7\u00f5es viscosas podem requerer volumes maiores. (III)<br \/>\nb) N\u00e3o utilizar \u00e1gua est\u00e9ril para realiza\u00e7\u00e3o do flushing e lock dos cateteres. (III)<br \/>\n5. Avaliar a permeabilidade e funcionalidade do cateter utilizando seringas de di\u00e2metro de 10 ml para gerar baixa press\u00e3o no l\u00famen do cateter e registrar qualquer tipo de resist\u00eancia28,41-45.<br \/>\na) N\u00e3o for\u00e7ar o flushing utilizando qualquer tamanho de seringa. Em caso de resist\u00eancia, avaliar poss\u00edveis fatores (como, por exemplo, clamps fechados ou extensores e linhas de infus\u00e3o dobrados).<br \/>\nb) N\u00e3o utilizar seringas preenchidas para dilui\u00e7\u00e3o de medicamentos.<br \/>\n6. Utilizar a t\u00e9cnica da press\u00e3o positiva para minimizar o retorno de sangue para o l\u00famen do cateter28,45,46.<br \/>\na) O refluxo de sangue que ocorre durante a desconex\u00e3o da seringa \u00e9 reduzido com a sequ\u00eancia flushing, fechar o clamp e desconectar a seringa. Solicitar orienta\u00e7\u00f5es do fabricante de acordo com o tipo de conector valvulado utilizado.<br \/>\nb) Considerar o uso da t\u00e9cnica do flushing puls\u00e1til (push pause). Estudos in vitro demonstraram que a t\u00e9cnica do flushing com breves pausas, por gerar fluxo turbilhonado, pode ser mais efetivo na remo\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos s\u00f3lidos (fibrina, drogas precipitadas) quando comparado a t\u00e9cnica de flushing cont\u00ednuo, que gera fluxo laminar. (II)<br \/>\n7. Realizar o flushing e lock de cateteres perif\u00e9ricos imediatamente ap\u00f3s cada uso28.<\/p>\n<p><strong>4.1.7 Cuidados com o s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n1. Avaliar o s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o do cateter perif\u00e9rico e \u00e1reas adjacentes quanto \u00e0 presen\u00e7a de rubor, edema e drenagem de secre\u00e7\u00f5es por inspe\u00e7\u00e3o visual e palpa\u00e7\u00e3o sobre o curativo intacto e valorizar as queixas do paciente em rela\u00e7\u00e3o a qualquer sinal de desconforto, como dor e parestesia. A frequ\u00eancia ideal de avalia\u00e7\u00e3o do s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o \u00e9 a cada quatro horas ou conforme a criticidade do paciente28, 47. (III)<br \/>\na) Pacientes de qualquer idade em terapia intensiva, sedados ou com d\u00e9ficit cognitivo: avaliar a cada 1 \u2013 2 horas.<br \/>\nb) Pacientes pedi\u00e1tricos: avaliar no m\u00ednimo duas vezes por turno.<br \/>\nc) Pacientes em unidades de interna\u00e7\u00e3o: avaliar uma vez por turno.<\/p>\n<p><strong>4.1.8 Remo\u00e7\u00e3o do cateter<\/strong><br \/>\n1. A avalia\u00e7\u00e3o de necessidade de perman\u00eancia do cateter deve ser di\u00e1ria28.<br \/>\n2. Remover o cateter perif\u00e9rico t\u00e3o logo n\u00e3o haja medicamentos endovenosos prescritos e caso o mesmo n\u00e3o tenha sido utilizado nas \u00faltimas 24 horas48. (III)<br \/>\n3. O cateter perif\u00e9rico instalado em situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia com comprometimento da t\u00e9cnica ass\u00e9ptica deve ser trocado t\u00e3o logo quanto poss\u00edvel49,50. (III)<br \/>\n4. Remover o cateter perif\u00e9rico na suspeita de contamina\u00e7\u00e3o, complica\u00e7\u00f5es ou mau funcionamento27,51.<br \/>\n5. Rotineiramente o cateter perif\u00e9rico n\u00e3o deve ser trocado em um per\u00edodo inferior a 96 h. A decis\u00e3o de estender a frequ\u00eancia de troca para prazos superiores ou quando clinicamente indicado depender\u00e1 da ades\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o \u00e0s boas pr\u00e1ticas recomendadas nesse documento, tais como: avalia\u00e7\u00e3o rotineira e frequente das condi\u00e7\u00f5es do paciente, s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o, integridade da pele e do vaso, dura\u00e7\u00e3o e tipo de terapia prescrita, local de atendimento, integridade e permeabilidade do dispositivo, integridade da cobertura est\u00e9ril e estabiliza\u00e7\u00e3o est\u00e9ril27,51. (II)<br \/>\n6. Para pacientes neonatais e pedi\u00e1tricos, n\u00e3o trocar o cateter rotineiramente. Por\u00e9m, \u00e9 imprescind\u00edvel que os servi\u00e7os garantam as boas pr\u00e1ticas recomendadas neste documento, tais como: avalia\u00e7\u00e3o rotineira e frequente das condi\u00e7\u00f5es do paciente, s\u00edtio de inser\u00e7\u00e3o, integridade da pele e do vaso, dura\u00e7\u00e3o e tipo de terapia prescrita, local de atendimento, integridade e permeabilidade do dispositivo, integridade da cobertura est\u00e9ril e estabiliza\u00e7\u00e3o est\u00e9ril. (II).<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com IBSP\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o google<\/p>\n<p>Leia mais not\u00edcias em\u00a0caririemacao.com, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0Facebook,\u00a0Instagram\u00a0e\u00a0Youtube\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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