{"id":50705,"date":"2018-05-11T19:56:59","date_gmt":"2018-05-11T22:56:59","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=50705"},"modified":"2018-05-12T01:39:59","modified_gmt":"2018-05-12T04:39:59","slug":"novo-exame-diagnostica-autismo-em-bebes-com-3-meses-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/05\/11\/novo-exame-diagnostica-autismo-em-bebes-com-3-meses-de-vida\/","title":{"rendered":"Novo exame diagnostica autismo em beb\u00eas com 3 meses de vida"},"content":{"rendered":"<p>Cientistas americanos descobriram uma poss\u00edvel maneira de diagnosticar muito precocemente o\u00a0autismo: com uma nova forma de interpretar exames de eletroencefalograma (EEG). Oi?<\/p>\n<p>O eletroencefalograma nada mais \u00e9 do que um teste no qual eletrodos s\u00e3o colocados no couro cabeludo para medir a atividade el\u00e9trica do c\u00e9rebro. Ele \u00e9 usado, por exemplo, para ajudar a detectar a\u00a0epilepsia.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo resultados normais ou inconclusivos \u00e0s vezes escondem informa\u00e7\u00f5es valiosas \u2013 por exemplo, para o diagn\u00f3stico do autismo. Como pegar essas altera\u00e7\u00f5es sutis? Com a ajuda de um algoritmo (uma f\u00f3rmula de computador),\u00a0que foi desenvolvido por William Bosl, professor de Inform\u00e1tica em Sa\u00fade da Universidade de S\u00e3o Francisco, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o vamos \u00e0 pesquisa. Nela, exames de EEG foram feitos em 99 beb\u00eas com alto risco de desenvolver autismo, uma vez que seus irm\u00e3os mais velhos tinham o transtorno. Outros 89 pequenos com baixa probabilidade de manifestar o quadro tamb\u00e9m passaram pelo procedimento.<\/p>\n<p>Os testes \u2013 com direito ao uso daquele algoritmo \u2013 foram realizados no per\u00edodo de 3 a 36 meses de idade das crian\u00e7as. Todas tamb\u00e9m se submeteram a avalia\u00e7\u00f5es de comportamento comumente empregadas em consultas cl\u00ednicas para confirmar ou descartar a presen\u00e7a do autismo.<\/p>\n<p>Resultado: os algoritmos acertaram o diagn\u00f3stico em mais de 95% dos casos aos 3 meses de vida. E, aos 9, o \u00edndice beirou os 100%. \u201cTamb\u00e9m conseguimos prever a gravidade do transtorno nessa faixa de idade com bastante confiabilidade\u201d, afirmou Bosl, em comunicado.<\/p>\n<p>Segundo Charles Nelson, diretor dos Laborat\u00f3rios de Neuroci\u00eancia Cognitiva do\u00a0Hospital Infantil de Boston (EUA)\u00a0e coautor do estudo, por ser um exame de baixo custo e n\u00e3o invasivo, o EEG seria facilmente incorporado ao checkup dos beb\u00eas. O potencial do m\u00e9todo, se confirmado com mais estudos, representaria um avan\u00e7o na medicina, porque normalmente o transtorno de espectro de autismo tende a ser diagnosticados mais tarde,\u00a0com base em aspectos comportamentais. E isso, claro, atrasa o in\u00edcio do tratamento.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com Sa\u00fade \u00e9 Vital\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o google<\/p>\n<p>Leia mais not\u00edcias em\u00a0caririemacao.com, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0Facebook,\u00a0Instagram\u00a0e\u00a0Youtube\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode enviar informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Reda\u00e7\u00e3o do Portal Cariri em A\u00e7\u00e3o pelo WhatsApp (83) 9 9634.5791, (83) 9 9601-1162.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas americanos descobriram uma poss\u00edvel maneira de diagnosticar muito precocemente o\u00a0autismo: com uma nova forma de interpretar exames de eletroencefalograma (EEG). Oi? O eletroencefalograma nada mais \u00e9 do que um teste no qual eletrodos s\u00e3o colocados no couro cabeludo para medir a atividade el\u00e9trica do c\u00e9rebro. Ele \u00e9 usado, por exemplo, para ajudar a detectar a\u00a0epilepsia. No entanto, mesmo resultados normais ou inconclusivos \u00e0s vezes escondem informa\u00e7\u00f5es valiosas \u2013 por exemplo, para o diagn\u00f3stico do autismo. Como pegar essas altera\u00e7\u00f5es sutis? Com a ajuda de um algoritmo (uma f\u00f3rmula de computador),\u00a0que foi desenvolvido por William Bosl, professor de Inform\u00e1tica em Sa\u00fade da Universidade de S\u00e3o Francisco, nos Estados Unidos. Ent\u00e3o vamos \u00e0 pesquisa. Nela, exames de EEG foram feitos em 99 beb\u00eas com alto risco de desenvolver autismo, uma vez que seus irm\u00e3os mais velhos tinham o transtorno. Outros 89 pequenos com baixa probabilidade de manifestar o quadro tamb\u00e9m passaram pelo procedimento. Os testes \u2013 com direito ao uso daquele algoritmo \u2013 foram realizados no per\u00edodo de 3 a 36 meses de idade das crian\u00e7as. Todas tamb\u00e9m se submeteram a avalia\u00e7\u00f5es de comportamento comumente empregadas em consultas cl\u00ednicas para confirmar ou descartar a presen\u00e7a do autismo. Resultado: os algoritmos acertaram o diagn\u00f3stico em mais de 95% dos casos aos 3 meses de vida. E, aos 9, o \u00edndice beirou os 100%. \u201cTamb\u00e9m conseguimos prever a gravidade do transtorno nessa faixa de idade com bastante confiabilidade\u201d, afirmou Bosl, em comunicado. Segundo Charles Nelson, diretor dos Laborat\u00f3rios de Neuroci\u00eancia Cognitiva do\u00a0Hospital Infantil de Boston (EUA)\u00a0e coautor do estudo, por ser um exame de baixo custo e n\u00e3o invasivo, o EEG seria facilmente incorporado ao checkup dos beb\u00eas. O potencial do m\u00e9todo, se confirmado com mais estudos, representaria um avan\u00e7o na medicina, porque normalmente o transtorno de espectro de autismo tende a ser diagnosticados mais tarde,\u00a0com base em aspectos comportamentais. 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