{"id":51597,"date":"2018-05-20T10:42:56","date_gmt":"2018-05-20T13:42:56","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=51597"},"modified":"2018-05-20T10:42:56","modified_gmt":"2018-05-20T13:42:56","slug":"desemprego-cresce-e-ja-atinge-quase-um-terco-dos-jovens-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/05\/20\/desemprego-cresce-e-ja-atinge-quase-um-terco-dos-jovens-brasileiros\/","title":{"rendered":"Desemprego cresce e j\u00e1 atinge quase um ter\u00e7o dos jovens brasileiros"},"content":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio de 2016, a desocupa\u00e7\u00e3o entre os brasileiros de 18 a 24 anos n\u00e3o fica abaixo da casa dos 24%. E, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, do IBGE, essa taxa vem at\u00e9 aumentando: passou de 25% no final de 2017 para 28,1% no primeiro trimestre deste ano. Com a recupera\u00e7\u00e3o t\u00edmida da economia, o desemprego ainda resiste e deixa marcas nos \u201cfilhos da crise\u201d \u2013 a gera\u00e7\u00e3o que chegou ao mercado quando as oportunidades de trabalho tinham sumido.<\/p>\n<p>No fim do ano passado, eram 4 milh\u00f5es os jovens em todo o Pa\u00eds que estavam sem uma ocupa\u00e7\u00e3o. O n\u00famero de ocupados como informais tamb\u00e9m cresceu mais entre esses brasileiros do que nas demais faixas et\u00e1rias nos anos recentes, de acordo com an\u00e1lise da consultoria LCA a partir dos dados da Pnad.<\/p>\n<p>Com pouca experi\u00eancia, esses jovens muitas vezes foram empurrados para o mercado de trabalho mais cedo, quando o desemprego atingiu os chefes de domic\u00edlio. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o entre os principais respons\u00e1veis pela fam\u00edlia mais que dobrou entre o quarto trimestre de 2012, primeiro ano da Pnad, e o fim do ano passado, indo de 3,5% para 7,4%, diz o economista S\u00e9rgio Firpo, do Insper.<\/p>\n<p>S\u00f3 na Grande S\u00e3o Paulo, dados do Dieese (que usa metodologia diferente do IBGE) mostram que a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o entre aqueles que t\u00eam entre 16 e 24 anos era de 37,4% em mar\u00e7o \u2013 uma queda em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2017, mas 14 pontos porcentuais acima do patamar de 2014, antes da recess\u00e3o.<\/p>\n<p>Gabriel Almeida, de 19 anos, perdeu seu primeiro emprego h\u00e1 um m\u00eas. \u201cTrabalhava em um cart\u00f3rio enquanto termino o ensino m\u00e9dio. Era uma chance de juntar um pouco mais de dinheiro para pagar a faculdade de engenharia. Agora, preciso de outro emprego ou vou ter de adiar a faculdade. Sempre estudei em escola p\u00fablica, mas nem vou tentar entrar em universidade p\u00fablica. Passar \u00e9 dif\u00edcil demais. N\u00e3o queria ter mais essa frustra\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>O desemprego de 28,1% para a faixa et\u00e1ria de 18 a 24 anos registrado no primeiro trimestre \u00e9 quase tr\u00eas vezes maior do que a dos brasileiros que estavam na faixa et\u00e1ria seguinte, entre 25 e 39 anos. \u201cMesmo passada a crise e com uma melhora mais expressiva do emprego, esses profissionais ter\u00e3o mais dificuldades. A diferen\u00e7a na renda entre algu\u00e9m que come\u00e7ou a trabalhar durante um per\u00edodo de recess\u00e3o e a gera\u00e7\u00e3o que entrou no mercado em anos de bonan\u00e7a perdura por anos\u201d, diz Firpo.<\/p>\n<p>Para tentar contribuir com o or\u00e7amento familiar, os brasileiros mais jovens, muitas vezes tamb\u00e9m foram obrigados a parar os estudos. Mais de 170 mil dos que tinham idades entre 19 e 25 anos, abandonaram seu curso de gradua\u00e7\u00e3o entre 2016 e o ano passado. Al\u00e9m de postergar a ascens\u00e3o social desses jovens pelos estudos, esse processo ter\u00e1 grande impacto no futuro.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com MSN\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Internet<\/p>\n<p>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\">caririemacao.com<\/a>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\">Facebook<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\">Instagram<\/a>\u00a0e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\">Youtube<\/a>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode enviar informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Reda\u00e7\u00e3o do Portal Cariri em A\u00e7\u00e3o pelo WhatsApp (83) 9 9634.5791, (83) 9 9601-1162.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio de 2016, a desocupa\u00e7\u00e3o entre os brasileiros de 18 a 24 anos n\u00e3o fica abaixo da casa dos 24%. E, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, do IBGE, essa taxa vem at\u00e9 aumentando: passou de 25% no final de 2017 para 28,1% no primeiro trimestre deste ano. Com a recupera\u00e7\u00e3o t\u00edmida da economia, o desemprego ainda resiste e deixa marcas nos \u201cfilhos da crise\u201d \u2013 a gera\u00e7\u00e3o que chegou ao mercado quando as oportunidades de trabalho tinham sumido. No fim do ano passado, eram 4 milh\u00f5es os jovens em todo o Pa\u00eds que estavam sem uma ocupa\u00e7\u00e3o. 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