{"id":53501,"date":"2018-06-07T09:30:07","date_gmt":"2018-06-07T12:30:07","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=53501"},"modified":"2018-06-07T09:30:07","modified_gmt":"2018-06-07T12:30:07","slug":"aedes-deixa-1-em-cada-4-municipios-do-pais-sob-risco-de-novos-surtos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/06\/07\/aedes-deixa-1-em-cada-4-municipios-do-pais-sob-risco-de-novos-surtos\/","title":{"rendered":"Aedes deixa 1 em cada 4 munic\u00edpios do pa\u00eds sob risco de novos surtos"},"content":{"rendered":"<p>O mosquito\u00a0Aedes aegypti\u00a0pode at\u00e9 parecer sumido ou esquecido pela maioria, mas continua circulando por a\u00ed \u2014e at\u00e9 mais do que meses atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Dados de levantamento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, cujos resultados foram obtidos pela Folha, mostram que um em cada quatro munic\u00edpios do pa\u00eds est\u00e1\u00a0com \u00edndice considerado alto de infesta\u00e7\u00e3o do mosquito, o que os coloca em situa\u00e7\u00e3o de risco para novos surtos de dengue, zika e chikungunya.<\/p>\n<p>O estudo,\u00a0chamado de LirAa (Levantamento R\u00e1pido de Infesta\u00e7\u00e3o de Aedes aegypti), \u00e9 feito pela pasta em conjunto com munic\u00edpios a cada tr\u00eas meses. Ao todo, 4.933 munic\u00edpios enviaram informa\u00e7\u00f5es. Os dados, coletados entre mar\u00e7o e abril, devem ser divulgados nesta semana.<\/p>\n<p>Segundo o balan\u00e7o, 1.153 munic\u00edpios, ou 23,4% do total, tinham a presen\u00e7a do mosquito em mais de 4% dos im\u00f3veis visitados \u2014da\u00ed o risco de surto.<\/p>\n<p>Outros 2.069 munic\u00edpios, ou 41,9%, estavam em alerta para\u00a0novas epidemias, que ocorre quando o \u00edndice de infesta\u00e7\u00e3o fica entre 1% a 3,9%.<\/p>\n<div>\n<div class=\"js-gallery-widget\">\n<div class=\"gallery-widget is-hidden\" data-channel=\"cotidiano\">\n<div class=\"gallery-widget__content\">\n<div class=\"gallery-widget-carousel is-hidden\">\n<div class=\"gallery-widget-carousel__info is-hidden rs_skip\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"gallery-widget__loading rs_skip\">Para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, os resultados apontam a necessidade de redobrar os cuidados e controle de poss\u00edveis criadouros, mesmo no outono e inverno, quando costuma haver queda nos casos de dengue e outras doen\u00e7as.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Isso porque, apesar do clima desfavor\u00e1vel \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o do Aedes, as larvas dos ovos j\u00e1 depositados podem aguardar at\u00e9 mais de um ano para se desenvolverem e darem origem a um novo inseto.<\/p>\n<p>Para o secret\u00e1rio de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade, Osnei Okumoto, os dados mostram que \u00e9 necess\u00e1rio mais aten\u00e7\u00e3o nas a\u00e7\u00f5es de combate ao mosquito.<\/p>\n<p>\u201cA preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser interrompida, mesmo no per\u00edodo mais frio do ano\u201d, alerta ele, para quem o controle nesse momento \u00e9 fundamental para manter baixos os \u00edndices de infesta\u00e7\u00e3o at\u00e9 os meses mais quentes e chuvosos \u2014e favor\u00e1veis \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de Aedes. \u201cS\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel manter a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos.\u201d<\/p>\n<p>Para o infectologista Artur Timerman, os dados apontam a necessidade de que o governo discuta novos modelos de controle do Aedes.<\/p>\n<p>\u201cEsses n\u00fameros mostram que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente preocupante. Isso s\u00f3 enfatiza a import\u00e2ncia de discutir mais seriamente modelos de preven\u00e7\u00e3o de arboviroses\u201d, afirma. \u201c\u00c9 preciso discutir saneamento b\u00e1sico, impermeabiliza\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas verdes. Precisamos discutir o modelo de urbaniza\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o n\u00e3o vamos controlar a infesta\u00e7\u00e3o do mosquito.\u201d<\/p>\n<p class=\"c-news__subtitle\"><strong>17 CAPITAIS EM RISCO\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O \u201cmapa\u201d tamb\u00e9m aponta n\u00famero maior\u00a0de munic\u00edpios em situa\u00e7\u00e3o de risco e alerta em rela\u00e7\u00e3o ao levantamento anterior, finalizado em dezembro.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, 5.174 munic\u00edpios enviaram dados que permitem a classifica\u00e7\u00e3o. Destes, 9% dos munic\u00edpios estavam em situa\u00e7\u00e3o de risco de surtos. Outros 30% estavam em alerta. J\u00e1 a maioria estava em situa\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria.<\/p>\n<div>\n<div class=\"widget-infographic js-widget-infographic\" data-url=\"https:\/\/arte.folha.uol.com.br\/graficos\/9DhJ7\/\">Agora, apenas 35% dos munic\u00edpios apresentavam \u00edndice de infesta\u00e7\u00e3o considerado baixo. Ao todo, 1.711 cidades est\u00e3o nesse grupo.\u00a0As demais estavam em risco ou alerta.<\/div>\n<\/div>\n<p>Para Timerman, o ideal, por\u00e9m, seria comparar per\u00edodos semelhantes, j\u00e1 que h\u00e1 mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u2013 o minist\u00e9rio n\u00e3o disponibilizou esses dados.<\/p>\n<p>Entre as cidades em risco, h\u00e1 duas capitais: Cuiab\u00e1 e Rio Branco. Outras 15 est\u00e3o em alerta [veja arte].<\/p>\n<p>Na outra ponta, h\u00e1 tr\u00eas em situa\u00e7\u00e3o considerada satisfat\u00f3ria: S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Pessoa e Aracaju. As demais n\u00e3o enviaram dados. Al\u00e9m dos \u00edndices de infesta\u00e7\u00e3o, o levantamento aponta os locais mais frequentes onde h\u00e1 presen\u00e7a de larvas e ovos do mosquito.<\/p>\n<p>Neste caso, a situa\u00e7\u00e3o varia conforme a regi\u00e3o. No Nordeste, a maioria estavam em ton\u00e9is e barris usados para armazenamento de \u00e1gua nas casas. J\u00e1 no Norte, Sul e Centro-Oeste, o dep\u00f3sito predominante foi o lixo, como sucatas e entulhos. No Sudeste, a ocorr\u00eancia \u00e9 maior em dep\u00f3sitos caseiros, como vasos de plantas.<\/p>\n<p class=\"c-news__subtitle\"><strong>DENGUE TEM QUEDA DE 26%<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do aumento na infesta\u00e7\u00e3o, dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que, quando observados os dados no total, o n\u00famero de casos de\u00a0dengue, zika e chikungunya\u00a0seguem em queda no pa\u00eds.<\/p>\n<p>At\u00e9 21 de abril deste ano, data dos \u00faltimos dados dispon\u00edveis, o Brasil tinha 101.863 casos prov\u00e1veis de dengue contabilizados. No mesmo per\u00edodo do ano passado, eram 128.730 \u2014queda de 26,3%.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio, no entanto, varia conforme os estados. Neste ano, ao menos dez deles tiveram algum aumento nos casos de dengue, ainda que em menor escala. \u00c9 o caso de S\u00e3o Paulo, que passou de 4.032 casos para 10.122 neste ano, de acordo com o minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador do controle de doen\u00e7as do estado, Marcos Boulos, houve aumento na infesta\u00e7\u00e3o em fevereiro, o que levou \u00e0 alta dos casos, mas com queda logo nos meses seguintes. \u201cDepois de algum tempo, n\u00e3o aumentou mais\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo ele, a situa\u00e7\u00e3o coincide com o aumento, pouco a pouco, na circula\u00e7\u00e3o da dengue tipo 2, um dos quatro sorotipos do v\u00edrus da dengue. At\u00e9 ent\u00e3o, o tipo 1 era o predominante nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Apesar disso, para Boulos, a combina\u00e7\u00e3o entre o tempo seco e o baixo n\u00famero de casos aponta que a dengue n\u00e3o tende a preocupar tanto neste ano em S\u00e3o Paulo \u2014o que n\u00e3o descarta a necessidade de ter que manter o controle do mosquito.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com folha.uol \/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Internet<\/p>\n<p>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\">caririemacao.com<\/a>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\">Facebook<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\">Instagram<\/a>\u00a0e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\">Youtube<\/a>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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