{"id":58199,"date":"2018-07-22T10:20:18","date_gmt":"2018-07-22T13:20:18","guid":{"rendered":"http:\/\/caririemacao.com\/1\/?p=58199"},"modified":"2018-07-22T10:20:18","modified_gmt":"2018-07-22T13:20:18","slug":"o-medico-brasileiro-que-busca-a-cura-definitiva-do-hiv-combinando-tratamentos-e-vacina-personalizada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/07\/22\/o-medico-brasileiro-que-busca-a-cura-definitiva-do-hiv-combinando-tratamentos-e-vacina-personalizada\/","title":{"rendered":"O m\u00e9dico brasileiro que busca a cura definitiva do HIV combinando tratamentos e vacina personalizada"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 seis anos, o infectologista Ricardo Diaz devota a maior parte do tempo do seus dias \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de um problema global: a infec\u00e7\u00e3o pelo\u00a0v\u00edrus HIV. E ele pode estar chegando mais perto da cura, conforme indicam os resultados preliminares de seu experimento, obtidos pela BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Diaz, que \u00e9 pesquisador da Escola de Medicina da Unifesp, lidera um estudo que, no \u00faltimo ano, conseguiu erradicar completamente o v\u00edrus HIV de duas pessoas soropositivas, segundo os resultados.<\/p>\n<p>Agora, elas est\u00e3o sendo acompanhadas para ver como seu organismo reage sem o tratamento experimental.<\/p>\n<p>O estudo ainda n\u00e3o foi publicado, mas ser\u00e1 apresentado na \u00edntegra, pela primeira vez, no Congresso Internacional de Aids, o mais importante do mundo sobre o tema, que acontece na Holanda a partir desta segunda-feira.<\/p>\n<p>A infectologista Melissa Medeiros, especialista em HIV e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, diz que a pesquisa \u00e9 &#8220;extremamente promissora&#8221; e &#8220;traz esperan\u00e7a, acima de tudo&#8221;. No entanto, ela afirma que \u00e9 preciso avan\u00e7ar nos testes para saber qual seria o impacto do tratamento nas pessoas.<\/p>\n<p>&#8220;Quando se fala de algo assim, as pessoas j\u00e1 acham que a cura chegou. Mas \u00e9 importante saber que h\u00e1 um tempo de pelo menos cinco a 10 anos at\u00e9 as pesquisas chegarem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso bastante tempo at\u00e9 sabermos se a pesquisa ser\u00e1 mesmo bem-sucedida e se \u00e9 segura&#8221;, disse \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p><strong>Impedindo a volta do v\u00edrus HIV<\/strong><\/p>\n<p>O tratamento contra o HIV dispon\u00edvel atualmente no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) \u00e9 um coquetel de tr\u00eas medicamentos que inibe o m\u00e1ximo poss\u00edvel a reprodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no corpo, enquanto mant\u00e9m o sistema imunol\u00f3gico atuante e protege contra infec\u00e7\u00f5es oportunistas.<\/p>\n<p>O HIV, no entanto, n\u00e3o \u00e9 completamente eliminado do organismo, e pode voltar.<\/p>\n<p>A equipe de pesquisadores brasileiros fez uma combina\u00e7\u00e3o de medicamentos j\u00e1 utilizados em todo o mundo com mais duas subst\u00e2ncias ainda n\u00e3o usadas neste tipo de tratamento e vacinas personalizadas, feitas com base no DNA de cada participante.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 a primeira vez no mundo que algu\u00e9m experimenta esse tratamento espec\u00edfico que fizemos, e a primeira vez que temos resultados t\u00e3o positivos na primeira etapa. Estamos dando mais um passo na dire\u00e7\u00e3o da cura&#8221;, afirmou Diaz \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>Em 2015, um\u00a0estudo dinamarqu\u00eas\u00a0combinou um medicamento usado no tratamento de c\u00e2ncer com o coquetel antirretroviral e uma vacina baseada em DNA e conseguiu eliminar os reservat\u00f3rios do v\u00edrus HIV no organismo de pacientes por alguns meses.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o,\u00a0outros testes do tipo\u00a0t\u00eam sido feitos na Espanha, na Gr\u00e3-Bretanha, na Noruega, na Alemanha e na It\u00e1lia, e come\u00e7am a ocorrer nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A primeira etapa do estudo de Diaz &#8211; feito com 30 pessoas &#8211; foi finalizada. Apenas cinco delas receberam a combina\u00e7\u00e3o completa de tratamentos, e entre elas, duas parecem estar livre do v\u00edrus, de acordo com os exames. Este grupo deve ser expandido para pelo menos 50 pessoas at\u00e9 o fim do ano.<\/p>\n<p><strong>Qual o objetivo do novo tratamento?<\/strong><\/p>\n<p>O tratamento proposto pelos pesquisadores brasileiros quer chegar \u00e0 &#8220;cura esterilizante&#8221;, que \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o completa do v\u00edrus, sem a possibilidade de que ele volte a se replicar &#8211; algo que atualmente pode ocorrer se o soropositivo para de tomar o coquetel.<\/p>\n<p>&#8220;Atualmente, n\u00f3s tratamos a pessoa, o v\u00edrus morre, paramos de tratar, e o v\u00edrus volta. Isso ocorre porque o v\u00edrus continua se multiplicando no corpo da pessoa mesmo com o tratamento eficiente&#8221;, explica o infectologista<\/p>\n<p>De acordo com Diaz, a cura total de pacientes com HIV enfrenta tr\u00eas grandes obst\u00e1culos &#8211; o fato de que o v\u00edrus continua se replicando no corpo mesmo com o coquetel, que apenas mant\u00e9m essa replica\u00e7\u00e3o baixa; o fato de que o v\u00edrus fica latente, ou seja, &#8220;adormecido&#8221;, e pode voltar \u00e0 atividade de maneira aleat\u00f3ria; e a exist\u00eancia dos &#8220;santu\u00e1rios&#8221;, locais do corpo humano onde os medicamentos s\u00e3o pouco distribu\u00eddos e o HIV pode continuar se desenvolvendo.<\/p>\n<p>&#8220;O que fizemos foi combinar tratamentos que pudessem superar todas estas barreiras&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><strong>Como funcionaram os testes<\/strong><\/p>\n<p>O estudo foi feito inicialmente em 30 pacientes, divididos em grupos de cinco pessoas. Cada um deles experimentou uma combina\u00e7\u00e3o diferente, e o \u00faltimo grupo usou todos os tratamentos em conjunto.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do coquetel antirretroviral, eles usaram a nicotinamida, ou vitamina B3, um suplemento alimentar que \u00e9 vendido em farm\u00e1cias, mas nunca foi usado contra o v\u00edrus HIV. Ele &#8220;acorda&#8221; as c\u00e9lulas com o v\u00edrus latente no corpo.<\/p>\n<p>A pesquisa usou tamb\u00e9m o sal de ouro, medica\u00e7\u00e3o usada para tratar doen\u00e7as como artrite que n\u00e3o chega a despertar as c\u00e9lulas com HIV, mas as leva a um &#8220;suic\u00eddio&#8221;, explica Diaz.<\/p>\n<div id=\"aol_outstream_article\" data-bcid=\"56603651bbe5bf10d057f868\" data-id=\"94\" data-m=\"{&quot;i&quot;:94,&quot;p&quot;:83,&quot;n&quot;:&quot;aol-article-inlineOutstreamAd&quot;,&quot;t&quot;:&quot;AolInlineOutstreamAd&quot;,&quot;o&quot;:11}\">\n<div id=\"590760c31de5a10537b6f1b3\" class=\"vdb_player \">\n<div>E, para eliminar os &#8220;santu\u00e1rios&#8221; de v\u00edrus no organismo dos pacientes, os pesquisadores desenvolveram, em parceria com a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), uma complexa vacina personalizada, que faz com que o sistema imunol\u00f3gico volte a reconhecer o v\u00edrus dentro do corpo, encontre esses santu\u00e1rios e mate o v\u00edrus.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&#8220;Desenhamos, de acordo com o perfil gen\u00e9tico da pessoa, o pedacinho do v\u00edrus que seria importante pra despertar o seu sistema imunol\u00f3gico&#8221;, diz o infectologista.<\/p>\n<p>Nas cinco pessoas do grupo 6, que fizeram o tratamento completo, a quantidade de v\u00edrus diminuiu mais do que em todas as outras. E em duas delas, o v\u00edrus sumiu completamente das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>&#8220;Agora estamos estudando como fazer a interrup\u00e7\u00e3o desse tratamento, para ver se elas permanecem sem o v\u00edrus por mais tempo. Depois, vamos expandir o estudo.&#8221;<\/p>\n<p><strong>A cura do HIV est\u00e1 pr\u00f3xima?<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro homem considerado curado do HIV no mundo, o americano Timothy Ray Brown, foi declarado livre do v\u00edrus em 2006 ap\u00f3s receber a medula \u00f3ssea de um doador com uma muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica rara, que o tornava imune ao v\u00edrus.<\/p>\n<p>Brown precisou do transplante porque ele tinha leucemia. Em 2008, a doen\u00e7a voltou e ele teve que fazer um segundo transplante de medula. No entanto, continuou completamente livre do HIV.<\/p>\n<p>Mas, segundo os especialistas, isso n\u00e3o quer dizer que um transplante de medula resolveria os casos de todas as pessoas que s\u00e3o soropositivas no mundo &#8211; cerca de 37 milh\u00f5es em 2017, segundo a ONU.<\/p>\n<p>&#8220;Timothy Brown \u00e9 um caso raro e bastante espec\u00edfico, porque ele teve a sorte de encontrar um doador de medula com uma muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica rar\u00edssima que faz com que as c\u00e9lulas de defesa do corpo n\u00e3o tenham um receptor que pode se ligar ao v\u00edrus HIV&#8221;, explica Melissa Medeiros.<\/p>\n<p>&#8220;Mas esse tipo de transplante tem um \u00edndice de 50% de mortalidade. N\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica para todas as pessoas que t\u00eam HIV.&#8221;<\/p>\n<p>Por isso, nos \u00faltimos anos, cientistas de todo o mundo t\u00eam investido em pesquisas como a feita por Diaz, em que pessoas que j\u00e1 est\u00e3o em tratamento para controlar o v\u00edrus recebem medicamentos extra e uma vacina espec\u00edfica.<\/p>\n<p>&#8220;Ser portador do HIV \u00e9 viver em sil\u00eancio, porque as pessoas sentem que n\u00e3o podem contar para a fam\u00edlia nem para os amigos, vivem com medo de novos relacionamentos, de como a sociedade vai aceit\u00e1-los no trabalho, etc. A cura ainda pode demorar um pouco, mas \u00e9 realmente essencial&#8221;, diz Melissa Medeiros.<\/p>\n<p><strong>Necessidade de investimento na preven\u00e7\u00e3o da Aids<\/strong><\/p>\n<p>Mas, para a epidemiologista L\u00edgia Kerr, que produz estudos sobre HIV para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, \u00e9 preciso mais do que um tratamento m\u00e9dico para resolver o problema da Aids no mundo.<\/p>\n<p>&#8220;Os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos no tratamento e na cura da Aids s\u00e3o muito bem vindos, mas n\u00e3o s\u00e3o somente eles que v\u00e3o controlar a situa\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea tem um tratamento super caro e governos que n\u00e3o est\u00e3o mais querendo investir na sa\u00fade, fica dif\u00edcil&#8221;, disse \u00e0 BBC News Brasil.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio, segundo Kerr, um pacote que inclua preven\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o sexual, campanhas com popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis e tratamento m\u00e9dico, para impedir que o v\u00edrus circule.<\/p>\n<p>&#8220;Alguns pesquisadores como eu n\u00e3o acreditam nesta cura total da Aids, porque alcan\u00e7ar isto n\u00e3o envolve s\u00f3 medica\u00e7\u00e3o, mas comportamento, comprometimento com o outro, uso do preservativo, investimento dos governos&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;Tentamos eliminar completamente outras doen\u00e7as h\u00e1 anos e n\u00e3o conseguirmos. Por exemplo, a hansen\u00edase. \u00c9 uma doen\u00e7a trat\u00e1vel, mas, se voc\u00ea n\u00e3o tratar todo mundo, n\u00e3o tem jeito. Voc\u00ea ainda ter\u00e1 o bacilo infectando outras pessoas.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Se for bem-sucedido, o tratamento para curar o HIV seria muito caro?<\/strong><\/p>\n<p>Diaz afirma que uma vacina personalizada para cada paciente soropositivo no Brasil &#8211; e no mundo &#8211; seria muito custosa, ainda que ele n\u00e3o tenha uma estimativa real do valor gasto em sua pesquisa at\u00e9 agora. Mesmo assim, ele se diz otimista.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 outras coisas na sa\u00fade que s\u00e3o caras, mas, quando viram praxe, s\u00e3o feitas mais rapidamente. Temos v\u00e1rios exemplos disso na medicina.&#8221;<\/p>\n<p>Para Melissa Medeiros, o alto custo do tratamento poderia ser compensado em sua escala de produ\u00e7\u00e3o, caso os resultados finais da pesquisa signifiquem, de fato, uma cura definitiva.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje o governo j\u00e1 comprou algumas batalhas como essa, como a da Hepatite C. O tratamento cura quase que 100% das pessoas, e n\u00e3o \u00e9 barato. Custa em torno de R$ 100 mil a R$ 300 mil por paciente, mas o Minist\u00e9rio fornece gratuitamente.&#8221;<\/p>\n<p><strong>A pol\u00eamica do estudo feito somente com homens<\/strong><\/p>\n<p>Para fazer parte do estudo da Unifesp, era necess\u00e1rio que os soropositivos fossem todos maiores de 18 anos e do sexo masculino, o que significa que os pesquisadores ainda n\u00e3o sabem como o tratamento pode funcionar em mulheres. Por essa raz\u00e3o, Diaz admite que foi &#8220;muito criticado&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 uma coisa correta fazer essa discrimina\u00e7\u00e3o. Temos que investigar para todos os indiv\u00edduos. Mas tive uma intui\u00e7\u00e3o de que, nesse momento, seria mais seguro fazer s\u00f3 com homens&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;Achei que para alguns medicamentos poderia haver mais efeitos colaterais nas mulheres. Mulheres \u00e0s vezes engravidam e n\u00e3o sab\u00edamos o que essa combina\u00e7\u00e3o poderia fazer. Mas j\u00e1 est\u00e1 no plano incluir mulheres na pr\u00f3xima etapa. Como vimos que a associa\u00e7\u00e3o de medicamentos n\u00e3o causou mal detect\u00e1vel, ent\u00e3o ficamos mais seguros.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo o infectologista, tratamentos experimentais contra o v\u00edrus HIV geralmente t\u00eam 75% de pacientes homens e 25% de mulheres, que costumam ser infectadas em menor n\u00famero.<\/p>\n<p>No entanto, seu estudo deve obedecer a nova diretriz na comunidade cient\u00edfica de ter o mesmo n\u00famero de mulheres e homens.<\/p>\n<p><strong>CARIRI EM A\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Com BBC NEWS\/Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Internet<\/p>\n<p>Leia mais not\u00edcias em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.caririemacao.com\/\">caririemacao.com<\/a>, siga nossa p\u00e1gina no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CaririEmAcao\/?ref=aymt_homepage_panel\">Facebook<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/cariri_em_acao\/?hl=pt-br\">Instagram<\/a>\u00a0e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCAptA0jQuYQy8vMhLt2m4qg\">Youtube<\/a>\u00a0e veja nossas mat\u00e9rias, v\u00eddeos e fotos. 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