{"id":70386,"date":"2018-10-30T14:06:30","date_gmt":"2018-10-30T17:06:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=70386"},"modified":"2018-10-30T14:06:30","modified_gmt":"2018-10-30T17:06:30","slug":"estudioso-preve-chuvas-isoladas-em-novembro-dezembro-e-acima-da-media-em-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/10\/30\/estudioso-preve-chuvas-isoladas-em-novembro-dezembro-e-acima-da-media-em-janeiro\/","title":{"rendered":"Estudioso prev\u00ea chuvas isoladas em novembro, dezembro e acima da m\u00e9dia em janeiro"},"content":{"rendered":"<p>Novembro e dezembro ter\u00e3o chuvas isoladas no semi\u00e1rido do Estado, prev\u00ea o f\u00edsico e meteorologista Rodrigo C\u00e9zar Limeira. Novembro \u00e9 o primeiro m\u00eas da pr\u00e9-esta\u00e7\u00e3o chuvosa do semi\u00e1rido da Para\u00edba, e as chuvas observadas no citado m\u00eas, poder\u00e3o estar associadas tamb\u00e9m a Instabilidade Atmosf\u00e9rica decorrente da atua\u00e7\u00e3o de Frentes Frias no sul do Estado da Bahia.<\/p>\n<p>Com o per\u00edodo chuvoso em curso no sul do Nordeste, o escoamento em altos n\u00edveis propicia a entrada de umidade do sul da Bahia em dire\u00e7\u00e3o ao sert\u00e3o paraibano. Com o calor intenso que \u00e9 comum em novembro na regi\u00e3o, a intera\u00e7\u00e3o calor e umidade favorece a ocorr\u00eancia de chuvas localizadas na mencionada \u00e1rea.<\/p>\n<p>Em outubro foram observadas precipita\u00e7\u00f5es at\u00edpicas no interior do Estado, tamb\u00e9m associadas a esse fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Conforme indica o estudioso Rodrigo C\u00e9zar Limeira, o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o est\u00e1 em forma\u00e7\u00e3o e deve se configurar entre os meses de dezembro e janeiro pr\u00f3ximos no Pac\u00edfico Central. Com isso o f\u00edsico e meteorologista prev\u00ea um calor acima do normal no Nordeste brasileiro para esse final de ano, e durante o primeiro semestre de 2019. Isso porque o mencionado fen\u00f4meno favorece a atua\u00e7\u00e3o de uma alta press\u00e3o persistente sobre o Nordeste, o ar descendo de altos n\u00edveis em dire\u00e7\u00e3o a superf\u00edcie, inibe a forma\u00e7\u00e3o de nuvens de chuva e deixa a superf\u00edcie muito exposta \u00e0 radia\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n<p>Com El Ni\u00f1o, muita energia dispon\u00edvel para convec\u00e7\u00e3o fica presente na atmosfera do semiarido, assim eventos de chuva poder\u00e3o ocorrer nos dois meses mencionados, sendo que em dezembro a probabilidade de precipita\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o semi\u00e1rida paraibana aumenta, mas \u00e9 um chuva que cai de forma muito irregular.<\/p>\n<p>S\u00f3 lembrando, n\u00e3o \u00e9 sempre que o fen\u00f4meno El Ni\u00f1o desfavorece a ocorr\u00eancia de chuvas no semi\u00e1rido do Estado, no final do ano, e tamb\u00e9m no m\u00eas de janeiro, dependendo das condi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m do Atl\u00e2ntico Sul na altura da costa leste do Nordeste e do Atl\u00e2ntico Norte, podem ocorrer eventos significativos de chuva no Estado, assim como foi observado nos meses de janeiro dos anos de 1998, 2004, 2010 e 2016, onde choveu bem acima da m\u00e9dia no semi\u00e1rido do Estado, com o El Ni\u00f1o presente no Pac\u00edfico Central.<\/p>\n<p>Agora de fevereiro a maio, pontua Rodrigo C\u00e9zar Limeira, com El Ni\u00f1o configurado as chuvas devem ocorrer de forma muito irregular no semi\u00e1rido, fato que deve provocar preju\u00edzos nas lavouras, principalmente de milho na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o de Patos-PB conforme observados nos eventos de El Ni\u00f1os de 1998, 2007, 2010, 2015 e 2016 registrou chuvas abaixo da m\u00e9dia dentro do per\u00edodo de esta\u00e7\u00e3o chuvosa que dura de fevereiro a maio.<\/p>\n<p>Em 2004 as chuvas em Patos ficaram dentro da normalidade, devido ao evento extremo de chuvas observadas no referido m\u00eas de janeiro daquele ano, em que ocorreu um acoplamento entre tr\u00eas grandes sistemas meteorol\u00f3gicos precipitantes, Frentes Frias chegando uma ap\u00f3s a outra no Sul da Bahia, V\u00f3rtice Cicl\u00f4nico persistente sobre o litoral baiano e Alta da Bol\u00edvia intensa e organizada sobre o Centro Oeste, favoreceram a ocorr\u00eancia do m\u00eas de janeiro mais chuvoso da hist\u00f3ria na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com Rodrigo C\u00e9zar Limeira, o per\u00edodo de retorno do evento de chuvas observado em janeiro de 2004 \u00e9 de cerca de 95 anos.<\/p>\n<p>Para Rodrigo, as chuvas em janeiro de 2019 dever\u00e3o ficar acima da m\u00e9dia no semi\u00e1rido da Para\u00edba. Eventos de 70 mm, 100 mm, 150 mm e at\u00e9 200 mm de chuva poder\u00e3o ocorrer numa \u00fanica noite, sendo resultado da atua\u00e7\u00e3o de V\u00f3rtices Cicl\u00f4nicos de Ar Superior e tamb\u00e9m do aquecimento progressivo do Atl\u00e2ntico Sul na altura da costa leste do Nordeste.<\/p>\n<p>O calor excessivo associado a configura\u00e7\u00e3o do El Ni\u00f1o em janeiro, ser\u00e1 o combust\u00edvel para boas chuvas que devem ser observadas no m\u00eas de janeiro de 2019 no semi\u00e1rido do Estado.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o de Patos-PB conforme prev\u00ea o f\u00edsico, meteorologista e mestre em Meteorologia Rodrigo C\u00e9zar Limeira, dever\u00e1 registrar chuvas abaixo da m\u00e9dia durante a quadra chuvosa de fevereiro a maio.<\/p>\n<p>A esta\u00e7\u00e3o chuvosa na regi\u00e3o de Patos e em todo o semi\u00e1rido da Para\u00edba dever\u00e1 terminar ap\u00f3s o dia 15 de abril de 2019, isso se deve ao fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, a exemplo do observado nos \u00faltimos eventos do fen\u00f4meno, registrados nos anos de 2004, 2005, 2007, 2010, 2015 e 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novembro e dezembro ter\u00e3o chuvas isoladas no semi\u00e1rido do Estado, prev\u00ea o f\u00edsico e meteorologista Rodrigo C\u00e9zar Limeira. 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