{"id":71100,"date":"2018-11-06T11:52:16","date_gmt":"2018-11-06T14:52:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=71100"},"modified":"2018-11-06T12:06:14","modified_gmt":"2018-11-06T15:06:14","slug":"integrante-da-equipe-de-transicao-ja-foi-condenado-por-estelionato-preso-e-alvo-tres-vezes-da-lei-maria-da-penha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/11\/06\/integrante-da-equipe-de-transicao-ja-foi-condenado-por-estelionato-preso-e-alvo-tres-vezes-da-lei-maria-da-penha\/","title":{"rendered":"Integrante da equipe de transi\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi condenado por estelionato, preso e alvo tr\u00eas vezes da Lei Maria da Penha"},"content":{"rendered":"<p>Um integrante da equipe de transi\u00e7\u00e3o rec\u00e9m-anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro j\u00e1 foi acusado tr\u00eas vezes e preso com base na Lei Maria da Penha, ap\u00f3s den\u00fancia de agress\u00e3o \u00e0 ex-esposa e a uma irm\u00e3. Apresentado por Bolsonaro como seu \u201chomem forte na Para\u00edba e \u201camigo de primeira hora\u201d, o deputado eleito Julian Lemos (PSL-PB) foi um dos coordenadores no Nordeste da campanha presidencial do PSL. Ele tamb\u00e9m foi condenado a um ano de pris\u00e3o em primeira inst\u00e2ncia, em 2011, por estelionato. Mas o caso prescreveu antes de ser analisado pela segunda inst\u00e2ncia (leia mais abaixo).<\/p>\n<p>Dos tr\u00eas inqu\u00e9ritos de que o deputado eleito era alvo com base na Lei Maria da Penha, dois foram arquivados ap\u00f3s a ex-esposa dele, Ravena Coura, apresentar retrata\u00e7\u00e3o e dizer \u00e0s autoridades que se exaltou \u201cnas palavras e falado al\u00e9m do ocorrido&#8221;. Um terceiro, por\u00e9m, segundo registros do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba, continua ativo. Os casos ocorreram em 2013 e 2016.<\/p>\n<p><strong>Preso em flagrante<\/strong><\/p>\n<p>Na primeira vez, Julian chegou a ser preso em flagrante depois de ter sido denunciado por Ravena, que contou ter sido agredida fisicamente e amea\u00e7ada por arma de fogo. Em 2016, ela voltou a procurar a pol\u00edcia para registrar queixa contra o ex-marido, alegando que ele era \u201cuma pessoa muito violenta\u201d e que havia amea\u00e7ado: &#8220;Vou acabar com voc\u00ea, voc\u00ea n\u00e3o passa de hoje&#8221;.<\/p>\n<p>Ravena, no entanto, entregou documento \u00e0 Justi\u00e7a seis meses depois, afirmando que os dois epis\u00f3dios foram uma &#8220;desaven\u00e7a banal&#8221;, que o ex-marido era \u201cum homem \u00edntegro, honesto, trabalhador e cumpridor de todas as obriga\u00e7\u00f5es\u201d e que ela o havia perdoado.<\/p>\n<p>O deputado eleito disse ao\u00a0Congresso em Foco\u00a0que n\u00e3o agrediu nem a ex-esposa nem a irm\u00e3. &#8220;\u00c9 um assunto ultrapassado, requentado e acabado. J\u00e1 est\u00e1 explicado. J\u00e1 fui absolvido, as pessoas se retrataram&#8221;, disse. De acordo com Julian, o processo movido pela irm\u00e3 n\u00e3o foi arquivado porque ela mora no exterior e ainda n\u00e3o compareceu para desistir oficialmente da a\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 uma irm\u00e3 que mora no meu cora\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas da m\u00eddia t\u00eam de procurar outro assunto porque esse a\u00ed j\u00e1 foi&#8221;, completou.<\/p>\n<p><strong>Caneladas<\/strong><\/p>\n<p>No ato de filia\u00e7\u00e3o do deputado eleito, em mar\u00e7o, Bolsonaro fez men\u00e7\u00e3o indireta \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es contra Julian. De acordo com o presidente eleito, v\u00e1rios de seus aliados \u201cderam suas caneladas, como o Julian Lemos aqui, e s\u00e3o pessoas que somam o nosso ex\u00e9rcito&#8221;.<\/p>\n<p>O terceiro inqu\u00e9rito, que continua ativo, foi aberto em 2016 a pedido de Kamila Lemos, irm\u00e3 de Julian. Ela contou em depoimento \u00e0 pol\u00edcia que foi ofendida e agredida fisicamente pelo irm\u00e3o, com murros e empurr\u00f5es, ao tentar \u201capaziguar\u201d uma briga entre ele e a ex-esposa.<\/p>\n<p>Laudo do Instituto M\u00e9dico Legal confirmou que ela apresentava escoria\u00e7\u00f5es no pesco\u00e7o, no ombro e no bra\u00e7o. O deputado eleito afirmou, na ocasi\u00e3o, que a irm\u00e3 arremessou um cinzeiro contra ele. Julian, por\u00e9m, n\u00e3o passou por exame para comprovar a agress\u00e3o.<\/p>\n<p>Um ano depois a defesa de Julian apresentou uma carta com retrata\u00e7\u00e3o da irm\u00e3, alegando que os dois j\u00e1 haviam se entendido. Uma audi\u00eancia preliminar estava marcada para o dia 21 de setembro, mas n\u00e3o foi realizada, conforme registro do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba.<\/p>\n<p><strong>Prescri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Presidente do PSL na Para\u00edba, Julian se envolveu no uso de uma certid\u00e3o falsa fornecida pela empresa GAT Seguran\u00e7a e Vigil\u00e2ncia, da qual era s\u00f3cio, na assinatura de um contrato para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura da Para\u00edba, em 2004.<\/p>\n<p>Em 2011 ele foi condenado a um ano de pris\u00e3o em regime aberto. O deputado eleito nega participa\u00e7\u00e3o nas irregularidades e alega que era apenas gerente da empresa, e n\u00e3o s\u00f3cio. O caso prescreveu antes da an\u00e1lise em segunda inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Julian tem 42 anos, \u00e9 empres\u00e1rio e recebeu quase 72 mil votos (3,61% dos votos v\u00e1lidos).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>Congresso em Foco\/Foto: Internet\u00a0\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um integrante da equipe de transi\u00e7\u00e3o rec\u00e9m-anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro j\u00e1 foi acusado tr\u00eas vezes e preso com base na Lei Maria da Penha, ap\u00f3s den\u00fancia de agress\u00e3o \u00e0 ex-esposa e a uma irm\u00e3. Apresentado por Bolsonaro como seu \u201chomem forte na Para\u00edba e \u201camigo de primeira hora\u201d, o deputado eleito Julian Lemos (PSL-PB) foi um dos coordenadores no Nordeste da campanha presidencial do PSL. Ele tamb\u00e9m foi condenado a um ano de pris\u00e3o em primeira inst\u00e2ncia, em 2011, por estelionato. Mas o caso prescreveu antes de ser analisado pela segunda inst\u00e2ncia (leia mais abaixo). Dos tr\u00eas inqu\u00e9ritos de que o deputado eleito era alvo com base na Lei Maria da Penha, dois foram arquivados ap\u00f3s a ex-esposa dele, Ravena Coura, apresentar retrata\u00e7\u00e3o e dizer \u00e0s autoridades que se exaltou \u201cnas palavras e falado al\u00e9m do ocorrido&#8221;. Um terceiro, por\u00e9m, segundo registros do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba, continua ativo. Os casos ocorreram em 2013 e 2016. Preso em flagrante Na primeira vez, Julian chegou a ser preso em flagrante depois de ter sido denunciado por Ravena, que contou ter sido agredida fisicamente e amea\u00e7ada por arma de fogo. Em 2016, ela voltou a procurar a pol\u00edcia para registrar queixa contra o ex-marido, alegando que ele era \u201cuma pessoa muito violenta\u201d e que havia amea\u00e7ado: &#8220;Vou acabar com voc\u00ea, voc\u00ea n\u00e3o passa de hoje&#8221;. Ravena, no entanto, entregou documento \u00e0 Justi\u00e7a seis meses depois, afirmando que os dois epis\u00f3dios foram uma &#8220;desaven\u00e7a banal&#8221;, que o ex-marido era \u201cum homem \u00edntegro, honesto, trabalhador e cumpridor de todas as obriga\u00e7\u00f5es\u201d e que ela o havia perdoado. O deputado eleito disse ao\u00a0Congresso em Foco\u00a0que n\u00e3o agrediu nem a ex-esposa nem a irm\u00e3. &#8220;\u00c9 um assunto ultrapassado, requentado e acabado. J\u00e1 est\u00e1 explicado. J\u00e1 fui absolvido, as pessoas se retrataram&#8221;, disse. De acordo com Julian, o processo movido pela irm\u00e3 n\u00e3o foi arquivado porque ela mora no exterior e ainda n\u00e3o compareceu para desistir oficialmente da a\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 uma irm\u00e3 que mora no meu cora\u00e7\u00e3o. Voc\u00eas da m\u00eddia t\u00eam de procurar outro assunto porque esse a\u00ed j\u00e1 foi&#8221;, completou. Caneladas No ato de filia\u00e7\u00e3o do deputado eleito, em mar\u00e7o, Bolsonaro fez men\u00e7\u00e3o indireta \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es contra Julian. De acordo com o presidente eleito, v\u00e1rios de seus aliados \u201cderam suas caneladas, como o Julian Lemos aqui, e s\u00e3o pessoas que somam o nosso ex\u00e9rcito&#8221;. O terceiro inqu\u00e9rito, que continua ativo, foi aberto em 2016 a pedido de Kamila Lemos, irm\u00e3 de Julian. Ela contou em depoimento \u00e0 pol\u00edcia que foi ofendida e agredida fisicamente pelo irm\u00e3o, com murros e empurr\u00f5es, ao tentar \u201capaziguar\u201d uma briga entre ele e a ex-esposa. Laudo do Instituto M\u00e9dico Legal confirmou que ela apresentava escoria\u00e7\u00f5es no pesco\u00e7o, no ombro e no bra\u00e7o. O deputado eleito afirmou, na ocasi\u00e3o, que a irm\u00e3 arremessou um cinzeiro contra ele. Julian, por\u00e9m, n\u00e3o passou por exame para comprovar a agress\u00e3o. Um ano depois a defesa de Julian apresentou uma carta com retrata\u00e7\u00e3o da irm\u00e3, alegando que os dois j\u00e1 haviam se entendido. Uma audi\u00eancia preliminar estava marcada para o dia 21 de setembro, mas n\u00e3o foi realizada, conforme registro do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba. Prescri\u00e7\u00e3o Presidente do PSL na Para\u00edba, Julian se envolveu no uso de uma certid\u00e3o falsa fornecida pela empresa GAT Seguran\u00e7a e Vigil\u00e2ncia, da qual era s\u00f3cio, na assinatura de um contrato para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura da Para\u00edba, em 2004. Em 2011 ele foi condenado a um ano de pris\u00e3o em regime aberto. O deputado eleito nega participa\u00e7\u00e3o nas irregularidades e alega que era apenas gerente da empresa, e n\u00e3o s\u00f3cio. O caso prescreveu antes da an\u00e1lise em segunda inst\u00e2ncia. 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