{"id":73383,"date":"2018-11-17T18:26:56","date_gmt":"2018-11-17T21:26:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=73383"},"modified":"2018-11-17T18:26:56","modified_gmt":"2018-11-17T21:26:56","slug":"brasil-concentrou-40-dos-feminicidios-da-america-latina-em-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/11\/17\/brasil-concentrou-40-dos-feminicidios-da-america-latina-em-2017\/","title":{"rendered":"Brasil concentrou 40% dos feminic\u00eddios da Am\u00e9rica Latina em 2017"},"content":{"rendered":"<p>A cada dez feminic\u00eddios cometidos em 23 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Caribe em 2017, quatro ocorreram no Brasil. Segundo informa\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Econ\u00f4mica para a Am\u00e9rica Latina e o Caribe (Cepal), vinculada \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), ao menos 2.795 mulheres foram assassinadas na regi\u00e3o, no ano passado, em raz\u00e3o de sua identidade de g\u00eanero.\u00a0Desse total, 1.133 foram registrados no Brasil.<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m ranqueia os pa\u00edses a partir de um c\u00e1lculo de propor\u00e7\u00e3o. Nessa perspectiva, quem lidera a lista \u00e9 El Salvador, que apresenta uma taxa de 10,2 ocorr\u00eancias a cada 100 mil mulheres, destacada pela Cepal como &#8220;sem paralelo&#8221; na compara\u00e7\u00e3o com o \u00edndice dos demais pa\u00edses da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Em seguida aparecem Honduras (5,8), Guatemala (2,6) e Rep\u00fablica Dominicana (2,2) e, nas \u00faltimas posi\u00e7\u00f5es, exibindo as melhores taxas, Panam\u00e1 (0,9), Venezuela (0,8) &#8211; tamb\u00e9m com uma base de 2016, e Peru (0,7). Col\u00f4mbia (0,6) e Chile (0,5) tamb\u00e9m apresentam \u00edndices baixos, mas t\u00eam uma peculiaridade, que \u00e9 o fato de contabilizarem somente os casos de feminic\u00eddio perpetrado por parceiros ou ex-parceiros das v\u00edtimas, chamado de feminic\u00eddio \u00edntimo.<\/p>\n<p>Totalizando um \u00edndice de 1,1 feminic\u00eddios a cada 100 mil mulheres, o Brasil encontra-se empatado com a Argentina e a Costa Rica.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=126841:cheio_8colunas {\"additionalClasses\":\"\"} --><\/p>\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\"><img decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full lazyload\" title=\"Cepal\/ONU\" data-src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/GGVFSDyKQ9OfcBBmVGwi7596eO8=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/grafico_feminicidios.jpg?itok=JBPCuEiQ\" alt=\"Gr\u00e1fico feminic\u00eddios ONU\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><\/figure>\n<p><!-- END scald=126841 --><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h5 class=\"meta\"><!--copyright=126841-->Gr\u00e1fico feminic\u00eddios ONU &#8211; <strong>Cepal\/ONU<\/strong><!--END copyright=126841--><\/h5>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Adequa\u00e7\u00e3o das leis<\/h2>\n<p>Ao divulgar relat\u00f3rio ontem (15), a Cepal ressaltou que a gravidade do feminic\u00eddio j\u00e1 fez com que 18 pa\u00edses latino-americanos tenham modificado suas leis para que o crime seja assim tipificado, o que implica no agravamento da pena.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses que j\u00e1 promoveram essa altera\u00e7\u00e3o em sua legisla\u00e7\u00e3o foram os seguintes: Costa Rica (2007), Guatemala (2008), Chile (2010), El Salvador (2010), Argentina, M\u00e9xico (2012), Nicar\u00e1gua (2012), Bol\u00edvia (2013), Honduras (2013), Panam\u00e1 (2013), Peru (2013), Equador (2014), Rep\u00fablica Dominicana (2014), Venezuela (2014), Paraguay (2016) e Uruguai (2017). No Brasil, a caracteriza\u00e7\u00e3o desse tipo de crime foi detalhada em 2015, com a lei 13.104, que classificou o feminic\u00eddio como crime hediondo.<\/p>\n<p>Veiculado a poucos dias do Dia Internacional pela Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia contra a Mulher, o comunicado da Cepal tamb\u00e9m assinala como um dos principais desafios para se abordar corretamente o tema a compreens\u00e3o de que todas as formas de viol\u00eancia que afetam as mulheres est\u00e3o determinadas, para al\u00e9m de sua condi\u00e7\u00e3o sexual e de g\u00eanero, por diferen\u00e7as econ\u00f4micas, et\u00e1rias, raciais, culturais, de religi\u00e3o e de outros tipos.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o, esse discernimento permitiria que as pol\u00edticas p\u00fablicas considerassem a diversidade das mulheres e as diversas formas de viol\u00eancia direcionada a essa parcela da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Patr\u00edcia Galv\u00e3o, as diretrizes que norteiam as classifica\u00e7\u00f5es aplicadas na Am\u00e9rica Latina para se tratar de feminic\u00eddio abarcam a diversidade de contextos dessas mortes. Embora distintas, as 13 linhas revelam que o desprezo ou a discrimina\u00e7\u00e3o da v\u00edtima devido \u00e0 sua &#8220;condi\u00e7\u00e3o de mulher&#8221; s\u00e3o componentes constantes em todas ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>S\u00e3o relacionados, por exemplo, al\u00e9m do feminic\u00eddio \u00edntimo, o feminic\u00eddio sexual sist\u00eamico, em que a v\u00edtima tamb\u00e9m \u00e9 sequestrada e estuprada, e o feminic\u00eddio lesbof\u00f3bico ou bif\u00f3bico, configurado quando a v\u00edtima \u00e9 bissexual ou l\u00e9sbica e \u00e9 assassinada porque o agressor entende que deve puni-la por sua orienta\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>EBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada dez feminic\u00eddios cometidos em 23 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Caribe em 2017, quatro ocorreram no Brasil. 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