{"id":74275,"date":"2018-11-25T09:49:42","date_gmt":"2018-11-25T12:49:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=74275"},"modified":"2018-11-25T09:49:42","modified_gmt":"2018-11-25T12:49:42","slug":"caixas-misteriosas-em-praias-do-nordeste-pf-descobre-o-que-sao-mas-nao-de-onde-vieram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/11\/25\/caixas-misteriosas-em-praias-do-nordeste-pf-descobre-o-que-sao-mas-nao-de-onde-vieram\/","title":{"rendered":"Caixas misteriosas em praias do Nordeste: PF descobre o que s\u00e3o, mas n\u00e3o de onde vieram"},"content":{"rendered":"<p>Um m\u00eas depois de os primeiros fardos de um material macio, por\u00e9m pesado, come\u00e7arem a chegar \u00e0s praias do Nordeste, onde a quantidade encontrada j\u00e1 beira duas centenas, a Pol\u00edcia Federal e o Ibama ainda n\u00e3o sabem a origem das \u201ccaixas misteriosas\u201d, como aqueles enigm\u00e1ticos volumes passaram a ser chamados por quem os encontrava.<\/p>\n<p>Mas, ao menos, j\u00e1 se sabe do que eles feitos: s\u00e3o fardos de borracha, como comprovou a an\u00e1lise do material, que s\u00f3 esta semana foi conclu\u00edda.<\/p>\n<p>Bem antes disso, por\u00e9m, muitos frequentadores das praias do Nordeste j\u00e1 haviam chegado a mesma conclus\u00e3o \u2013 sem precisar de exame t\u00e9cnico algum. \u201cAssim que vi, eu falei que era borracha\u201d, disse Carlos Magela, morador do munic\u00edpio de Aquiraz, no litoral do Cear\u00e1, baseado na sua experi\u00eancia do tempo em que trabalhou numa f\u00e1brica de pneus da Pirelli, em S\u00e3o Paulo. \u201cE deve ter vindo da \u00c1sia, Mal\u00e1sia, quem sabe, porque os fardos s\u00e3o iguaizinhos aos que n\u00f3s receb\u00edamos como mat\u00e9ria-prima\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A per\u00edcia, no entanto, era necess\u00e1ria n\u00e3o s\u00f3 para se ter certeza do material (e do eventual risco que ele pudesse trazer \u00e0s pessoas nas praias), como, tamb\u00e9m, para saber qual o fim mais apropriado que deve ser dado aos fardos, que continuam chegando, ao ritmo de meia d\u00fazia por dia, em m\u00e9dia, \u00e0s praias do Nordeste brasileiro.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, perto de 200 \u201ccaixas misteriosas\u201d, cada uma com cerca de 100 quilos cada, j\u00e1 foram dar nas praias entre Sergipe e Piau\u00ed. S\u00f3 um pescador de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante, no Cear\u00e1, encontrou 15 delas. E tamb\u00e9m os turistas entraram na onda dos ca\u00e7adores das caixas misteriosas. \u201cAchamos uma no domingo e voltamos l\u00e1 ontem e achamos outra\u201d, contou o casal Agnelo Lima e Erika\u00a0Greg\u00f3rio, na praia de Pec\u00e9m, tamb\u00e9m no Cear\u00e1.<\/p>\n<p>Segundo o Ibama, os fardos v\u00e3o continuar aparecendo nas praias do Nordeste n\u00e3o se sabe por quanto tempo. Tampouco de onde est\u00e3o vindo. A hip\u00f3tese mais prov\u00e1vel \u00e9 que eles estivessem dentro de um cont\u00eainer que caiu no mar (alguns fardos t\u00eam marcas de ferrugem, o que sugere isso) ou que o navio que o transportava tenha afundado, permitindo mais tarde, com a deteriora\u00e7\u00e3o do metal, a libera\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados dos cont\u00eaineres. Outra hip\u00f3tese \u00e9 que os fardos tenham sido descartados propositalmente no mar, o que configuraria crime ambiental<\/p>\n<p>Mas, seja l\u00e1 o que tenha acontecido, o mais prov\u00e1vel \u00e9 que tenha ocorrido muito tempo atr\u00e1s e longe do Brasil, porque n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o h\u00e1 registro de nenhum naufr\u00e1gio desse porte na regi\u00e3o nos \u00faltimos tempos, como, em alguns fardos,\u00a0foi detectada\u00a0a presen\u00e7a de um organismo marinho chamado\u00a0<em>Lepa sp<\/em>., t\u00edpico do alto-mar. \u201cEsse material veio dar na nossa costa depois de ficar um bom tempo no mar\u201d, diz o coordenador de Gerenciamento Costeiro\u00a0do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, Ricardo C\u00e9sar.<\/p>\n<p>Alagoas foi onde surgiram as primeiras \u201ccaixas\u201d, no final do m\u00eas passado. De l\u00e1 para c\u00e1, mais de 80 fardos desse tipo j\u00e1 foram encontrados nas praias do estado. E quase o mesmo aconteceu na Para\u00edba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Cear\u00e1 e Piau\u00ed.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o ofere\u00e7am nenhum risco a quem os encontra, os fardos, por serem de borracha, s\u00e3o altamente inflam\u00e1veis, o que exigir\u00e1 cuidados na hora de serem destru\u00eddos pelas prefeituras dos munic\u00edpios onde foram dar nas praias. E os que continuarem no mar podem trazer danos ao meio ambiente marinho, porque, depois de um tempo, o material tende a se fragmentar e pode ser ingerido por peixes e outros seres do mar.<\/p>\n<p>Por isso, a origem das \u201ccaixas misteriosas\u201d continua sendo investigada pelo Ibama e pela Policia Federal. Caso seja comprovado que veio de algum navio, ou descartado no mar, a empresa propriet\u00e1ria ser\u00e1 autuada e pagar\u00e1 multa que pode chegar a R$ 10 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Acidentes desse tipo com cont\u00eaineres s\u00e3o bem mais comuns do que se imagina.\u00a0Estima-se que, por ano, mais de 1 000 deles caiam acidentalmente nos mares do planeta, fora os que afundam junto com os navios que os transportam.<\/p>\n<p>No ano passado, 46 cont\u00eaineres ca\u00edram de uma s\u00f3 vez na ba\u00eda de Santos, ap\u00f3s despencarem do navio Log In Pantanal, durante uma noite de mar agitado. Destes, 28 n\u00e3o foram encontrados e seguem, periodicamente, liberando no mar as mercadorias que continham. Como, por exemplo, as bolinhas de \u00e1rvores de Natal que recheavam um dos cont\u00eaineres desaparecidos, e que, at\u00e9 hoje, surgem diariamente nas praias do Litoral Norte de S\u00e3o Paulo, como pode ser comprovado.<\/p>\n<p><br clear=\"all\" \/><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<p>Uol<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um m\u00eas depois de os primeiros fardos de um material macio, por\u00e9m pesado, come\u00e7arem a chegar \u00e0s praias do Nordeste, onde a quantidade encontrada j\u00e1&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":74276,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-74275","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74275","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74275"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74275\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74277,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74275\/revisions\/74277"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74276"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74275"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74275"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74275"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}