{"id":75454,"date":"2018-12-05T09:34:12","date_gmt":"2018-12-05T12:34:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=75454"},"modified":"2018-12-05T09:34:12","modified_gmt":"2018-12-05T12:34:12","slug":"numero-de-brasileiros-em-situacao-de-pobreza-extrema-salta-quase-2-milhoes-em-1-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2018\/12\/05\/numero-de-brasileiros-em-situacao-de-pobreza-extrema-salta-quase-2-milhoes-em-1-ano\/","title":{"rendered":"N\u00famero de brasileiros em situa\u00e7\u00e3o de pobreza extrema salta quase 2 milh\u00f5es em 1 ano"},"content":{"rendered":"<p>Em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milh\u00f5es de pessoas a mais vivendo em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. A pobreza extrema tamb\u00e9m cresceu em patamar semelhante. \u00c9 o que revela a S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, em 2016 havia no pa\u00eds 52,8 milh\u00f5es de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza no pa\u00eds, o que representa 26,5% da popula\u00e7\u00e3o. Este contingente aumentou para 54,8 milh\u00f5es em 2017, um crescimento de quase 4%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de pobreza extrema aumentou em 13%, saltando de 13,5 milh\u00f5es para 15,3 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo. Do total de 207 milh\u00f5es de brasileiros, 7,4% estavam abaixo da linha de extrema pobreza em 2017. Em 2016, quando a popula\u00e7\u00e3o era estimada em cerca de 205,3 milh\u00f5es, esse percentual era de 6,6%.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, \u00e9 considerada em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza quem disp\u00f5e de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por m\u00eas. J\u00e1 a linha de pobreza \u00e9 de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a aproximadamente R$ 406 por m\u00eas. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global.<\/p>\n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o da pobreza<\/strong><\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Nordeste \u00e9 a que possu\u00eda o maior percentual de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o \u2013 14,7% da popula\u00e7\u00e3o contra 13,2% no ano anterior. A menor propor\u00e7\u00e3o estava na Regi\u00e3o Sul, com 2,9% contra 2,4% no ano anterior.<\/p>\n<p>\u201cO crescimento do percentual de pessoas abaixo dessa linha [de pobreza extrema] aumentou em todas as regi\u00f5es, com exce\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Norte, onde se manteve est\u00e1vel\u201d, destacou o IBGE.<br \/>\nJ\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, ou seja, que vive com menos de R$ 406 por m\u00eas, quase metade estava no Nordeste \u2013 dos 54,8 milh\u00f5es de pobres no pa\u00eds, mais de 25 milh\u00f5es vivem nos estados nordestinos, o que representa quase metade de toda a popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A maior propor\u00e7\u00e3o de pobres reside no Maranh\u00e3o, segundo o IBGE. L\u00e1, mais da metade da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 abaixo da linha da pobreza. Acre, Amazonas, Par\u00e1, Amap\u00e1, Piau\u00ed, Cear\u00e1, Alagoas e Bahia tinham quase metade da popula\u00e7\u00e3o pobre tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>J\u00e1 Santa Catarina aparece com o menor percentual de pobres \u2013 8,5% de sua popula\u00e7\u00e3o estava abaixo da linha de pobreza. Em todas as demais Unidades da Federa\u00e7\u00e3o este percentual ficou acima de 13%.<\/p>\n<p><strong>26,9 milh\u00f5es vivem com menos de \u00bc do sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/strong><\/p>\n<p>O levantamento mostra tamb\u00e9m que em 2017 havia no pa\u00eds 26,9 milh\u00f5es de pessoas com renda abaixo de \u00bc do sal\u00e1rio m\u00ednimo, o que equivale a R$ 234,25, j\u00e1 que o sal\u00e1rio m\u00ednimo era de R$ 937 naquele ano. Este contingente aumentou em mais de 1 milh\u00e3o de pessoas na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. Em 2016, eram 25,9 milh\u00f5es de brasileiros nesta condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo aumentou em 1,5 milh\u00e3o o n\u00famero de brasileiros com renda inferior a R$ 85 por m\u00eas. Em 2016 eram 8,2 milh\u00f5es de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o, e este contingente saltou para 9,7 milh\u00f5es em 2017 \u2013 um aumento de 18,3%.<\/p>\n<p>\u201cA pobreza teve uma mudan\u00e7a significativa neste per\u00edodo. Todas as faixas de rendimento usadas para classificar a pobreza tiveram aumento\u201d, enfatizou o analista da Coordena\u00e7\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o e Indicadores Sociais do IBGE, Leonardo Athias.<\/p>\n<p>Dentre os motivos que levaram ao aumento da pobreza no Brasil, Athias destaca a crise no mercado de trabalho, com aumento do desemprego e da informalidade, a recess\u00e3o econ\u00f4mica intensa dos dois anos anteriores, al\u00e9m do corte de investimentos no Bolsa Fam\u00edlia, programa de transfer\u00eancia de renda voltado justamente para as classes mais pobres.<\/p>\n<p>\u201cQuem j\u00e1 era pobre ficou mais pobre. Mas teve gente que ficou pobre e n\u00e3o o era antes\u201d, disse o pesquisador.<\/p>\n<p><strong>R$ 10,2 bilh\u00f5es por m\u00eas para eliminar a pobreza no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O IBGE enfatizou que \u201ca erradica\u00e7\u00e3o da pobreza \u00e9 um dos temas centrais da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel\u201d e que \u201cfigura h\u00e1 anos nos esfor\u00e7os anal\u00edticos e de pol\u00edticas p\u00fablicas no Brasil\u201d. Diante disso, a pesquisa apontou que para o pa\u00eds eliminar a pobreza extrema precisaria investir, por m\u00eas, cerca de R$ 1,2 bilh\u00e3o. J\u00e1 com R$ 10,2 bilh\u00f5es mensais seria poss\u00edvel erradicar toda a pobreza do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cEstes valores n\u00e3o consideram os custos operacionais para fazer a aplica\u00e7\u00e3o destes recursos, ou seja, para se transferir estes valores para cada pessoa de maneira efetiva\u201d, ressalvou o pesquisador Leonardo Athias.<\/p>\n<p>Athias destacou que a pesquisa traz o rendimento m\u00e9dio de cada parcela da popula\u00e7\u00e3o. Assim, quando se diz que R$ 10,2 bilh\u00f5es mensais eliminariam a pobreza, n\u00e3o significa que este valor teria de ser dividido igualmente entre os 54,8 milh\u00f5es de pobres do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cUns teriam que receber mais, outros menos, para que todos ultrapassarem a linha de pobreza\u201d, enfatizou o pesquisador.<\/p>\n<p>Todavia, foi constru\u00eddo um indicador que aponta a m\u00e9dia de rendimento necess\u00e1rio para que a popula\u00e7\u00e3o pobre ascendesse de n\u00edvel s\u00f3cio econ\u00f4mico. Este indicador \u00e9 chamado de \u201chiato da pobreza\u201d que \u201cmede a que dist\u00e2ncia os indiv\u00edduos est\u00e3o abaixo da linha de pobreza\u201d.<\/p>\n<p>Assim, constatou-se que, em m\u00e9dia, as pessoas vivendo em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza precisariam de apenas R$ 6 para chegar \u00e0 linha da pobreza. J\u00e1 as pessoas classificadas como pobres tinham R$ 49 a menos que o necess\u00e1rio para ultrapassar a faixa que os classificam em situa\u00e7\u00e3o de pobreza.<\/p>\n<p>O pesquisador Leonardo Athias destacou que para erradicar a pobreza \u201cn\u00e3o precisa ser s\u00f3 atrav\u00e9s de investimento p\u00fablico, de programas de transfer\u00eancia de renda [como o Bolsa Fam\u00edlia]\u201d. Segundo ele, outros mecanismos, at\u00e9 mesmo da iniciativa privada, poderiam contribuir para melhorar a distribui\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>\u201cCom a melhoria nas condi\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho, voc\u00ea conseguiria fazer a aloca\u00e7\u00e3o perfeita e voc\u00ea n\u00e3o teria efeito inflacion\u00e1rio\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Desigualdade segue em alta<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE mostrou ainda o qu\u00e3o desigual permanece a distribui\u00e7\u00e3o de renda no Brasil. Na m\u00e9dia nacional, os mais ricos chegam a receber 17,6 vezes mais que os mais pobres. Na divis\u00e3o por capitais, essa diferen\u00e7a chega a 34,3 vezes \u2013 patamar alcan\u00e7ado por Salvador.<\/p>\n<p>\u201cNo Brasil voc\u00ea tem pobreza e desigualdade. Se voc\u00ea tem desigualdade mas todo mundo \u00e9 rico, tudo bem. A gravidade \u00e9 a dist\u00e2ncia entre quem est\u00e1 na base da pir\u00e2mide daqueles que est\u00e3o no topo\u201d, disse o pesquisador do IBGE Leonardo Athias.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento, o grupo dos 10% com os maiores rendimentos concentrava 43,1% de toda a massa rendimento, que \u00e9 a soma de toda a renda do pa\u00eds. J\u00e1 o grupo dos 40% com os menores rendimentos detiveram apenas 12,3% da massa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em apenas um ano, o Brasil passou a ter quase 2 milh\u00f5es de pessoas a mais vivendo em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. A pobreza extrema tamb\u00e9m cresceu em patamar semelhante. \u00c9 o que revela a S\u00edntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). De acordo com a pesquisa, em 2016 havia no pa\u00eds 52,8 milh\u00f5es de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza no pa\u00eds, o que representa 26,5% da popula\u00e7\u00e3o. Este contingente aumentou para 54,8 milh\u00f5es em 2017, um crescimento de quase 4%. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o na condi\u00e7\u00e3o de pobreza extrema aumentou em 13%, saltando de 13,5 milh\u00f5es para 15,3 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo. Do total de 207 milh\u00f5es de brasileiros, 7,4% estavam abaixo da linha de extrema pobreza em 2017. Em 2016, quando a popula\u00e7\u00e3o era estimada em cerca de 205,3 milh\u00f5es, esse percentual era de 6,6%. Segundo o IBGE, \u00e9 considerada em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza quem disp\u00f5e de menos de US$ 1,90 por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 140 por m\u00eas. J\u00e1 a linha de pobreza \u00e9 de rendimento inferior a US$ 5,5 por dia, o que corresponde a aproximadamente R$ 406 por m\u00eas. Essas linhas foram definidas pelo Banco Mundial para acompanhar a pobreza global. Distribui\u00e7\u00e3o da pobreza A Regi\u00e3o Nordeste \u00e9 a que possu\u00eda o maior percentual de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o \u2013 14,7% da popula\u00e7\u00e3o contra 13,2% no ano anterior. A menor propor\u00e7\u00e3o estava na Regi\u00e3o Sul, com 2,9% contra 2,4% no ano anterior. \u201cO crescimento do percentual de pessoas abaixo dessa linha [de pobreza extrema] aumentou em todas as regi\u00f5es, com exce\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Norte, onde se manteve est\u00e1vel\u201d, destacou o IBGE. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, ou seja, que vive com menos de R$ 406 por m\u00eas, quase metade estava no Nordeste \u2013 dos 54,8 milh\u00f5es de pobres no pa\u00eds, mais de 25 milh\u00f5es vivem nos estados nordestinos, o que representa quase metade de toda a popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. A maior propor\u00e7\u00e3o de pobres reside no Maranh\u00e3o, segundo o IBGE. L\u00e1, mais da metade da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 abaixo da linha da pobreza. Acre, Amazonas, Par\u00e1, Amap\u00e1, Piau\u00ed, Cear\u00e1, Alagoas e Bahia tinham quase metade da popula\u00e7\u00e3o pobre tamb\u00e9m. J\u00e1 Santa Catarina aparece com o menor percentual de pobres \u2013 8,5% de sua popula\u00e7\u00e3o estava abaixo da linha de pobreza. Em todas as demais Unidades da Federa\u00e7\u00e3o este percentual ficou acima de 13%. 26,9 milh\u00f5es vivem com menos de \u00bc do sal\u00e1rio m\u00ednimo O levantamento mostra tamb\u00e9m que em 2017 havia no pa\u00eds 26,9 milh\u00f5es de pessoas com renda abaixo de \u00bc do sal\u00e1rio m\u00ednimo, o que equivale a R$ 234,25, j\u00e1 que o sal\u00e1rio m\u00ednimo era de R$ 937 naquele ano. Este contingente aumentou em mais de 1 milh\u00e3o de pessoas na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. Em 2016, eram 25,9 milh\u00f5es de brasileiros nesta condi\u00e7\u00e3o. No mesmo per\u00edodo aumentou em 1,5 milh\u00e3o o n\u00famero de brasileiros com renda inferior a R$ 85 por m\u00eas. Em 2016 eram 8,2 milh\u00f5es de pessoas nesta condi\u00e7\u00e3o, e este contingente saltou para 9,7 milh\u00f5es em 2017 \u2013 um aumento de 18,3%. \u201cA pobreza teve uma mudan\u00e7a significativa neste per\u00edodo. Todas as faixas de rendimento usadas para classificar a pobreza tiveram aumento\u201d, enfatizou o analista da Coordena\u00e7\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o e Indicadores Sociais do IBGE, Leonardo Athias. Dentre os motivos que levaram ao aumento da pobreza no Brasil, Athias destaca a crise no mercado de trabalho, com aumento do desemprego e da informalidade, a recess\u00e3o econ\u00f4mica intensa dos dois anos anteriores, al\u00e9m do corte de investimentos no Bolsa Fam\u00edlia, programa de transfer\u00eancia de renda voltado justamente para as classes mais pobres. \u201cQuem j\u00e1 era pobre ficou mais pobre. Mas teve gente que ficou pobre e n\u00e3o o era antes\u201d, disse o pesquisador. R$ 10,2 bilh\u00f5es por m\u00eas para eliminar a pobreza no Brasil O IBGE enfatizou que \u201ca erradica\u00e7\u00e3o da pobreza \u00e9 um dos temas centrais da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel\u201d e que \u201cfigura h\u00e1 anos nos esfor\u00e7os anal\u00edticos e de pol\u00edticas p\u00fablicas no Brasil\u201d. Diante disso, a pesquisa apontou que para o pa\u00eds eliminar a pobreza extrema precisaria investir, por m\u00eas, cerca de R$ 1,2 bilh\u00e3o. J\u00e1 com R$ 10,2 bilh\u00f5es mensais seria poss\u00edvel erradicar toda a pobreza do pa\u00eds. \u201cEstes valores n\u00e3o consideram os custos operacionais para fazer a aplica\u00e7\u00e3o destes recursos, ou seja, para se transferir estes valores para cada pessoa de maneira efetiva\u201d, ressalvou o pesquisador Leonardo Athias. Athias destacou que a pesquisa traz o rendimento m\u00e9dio de cada parcela da popula\u00e7\u00e3o. Assim, quando se diz que R$ 10,2 bilh\u00f5es mensais eliminariam a pobreza, n\u00e3o significa que este valor teria de ser dividido igualmente entre os 54,8 milh\u00f5es de pobres do pa\u00eds. \u201cUns teriam que receber mais, outros menos, para que todos ultrapassarem a linha de pobreza\u201d, enfatizou o pesquisador. Todavia, foi constru\u00eddo um indicador que aponta a m\u00e9dia de rendimento necess\u00e1rio para que a popula\u00e7\u00e3o pobre ascendesse de n\u00edvel s\u00f3cio econ\u00f4mico. Este indicador \u00e9 chamado de \u201chiato da pobreza\u201d que \u201cmede a que dist\u00e2ncia os indiv\u00edduos est\u00e3o abaixo da linha de pobreza\u201d. Assim, constatou-se que, em m\u00e9dia, as pessoas vivendo em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza precisariam de apenas R$ 6 para chegar \u00e0 linha da pobreza. J\u00e1 as pessoas classificadas como pobres tinham R$ 49 a menos que o necess\u00e1rio para ultrapassar a faixa que os classificam em situa\u00e7\u00e3o de pobreza. O pesquisador Leonardo Athias destacou que para erradicar a pobreza \u201cn\u00e3o precisa ser s\u00f3 atrav\u00e9s de investimento p\u00fablico, de programas de transfer\u00eancia de renda [como o Bolsa Fam\u00edlia]\u201d. Segundo ele, outros mecanismos, at\u00e9 mesmo da iniciativa privada, poderiam contribuir para melhorar a distribui\u00e7\u00e3o de renda. \u201cCom a melhoria nas condi\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho, voc\u00ea conseguiria fazer a aloca\u00e7\u00e3o perfeita e voc\u00ea n\u00e3o teria efeito inflacion\u00e1rio\u201d, disse. Desigualdade segue em alta A pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE mostrou ainda o qu\u00e3o desigual permanece a distribui\u00e7\u00e3o de renda no Brasil. Na m\u00e9dia nacional, os mais ricos chegam a receber 17,6 vezes mais que os mais pobres.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":75455,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-75454","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75454","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75454"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75454\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75456,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75454\/revisions\/75456"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75455"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}