{"id":92848,"date":"2019-04-25T14:52:35","date_gmt":"2019-04-25T17:52:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=92848"},"modified":"2019-04-25T14:52:35","modified_gmt":"2019-04-25T17:52:35","slug":"oi-e-claro-sao-condenadas-a-indenizar-cliente-que-teve-portabilidade-realizada-sem-sua-autorizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/04\/25\/oi-e-claro-sao-condenadas-a-indenizar-cliente-que-teve-portabilidade-realizada-sem-sua-autorizacao\/","title":{"rendered":"Oi e Claro s\u00e3o condenadas a indenizar cliente que teve portabilidade realizada sem sua autoriza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um cliente da operadora Oi teve a linha de seu celular cancelada mesmo com as contas em dia. Ao verificar o motivo da ocorr\u00eancia, descobriu&nbsp;que seu telefone foi transferido para a Claro, sem qualquer consentimento de sua parte. Pelos transtornos causados em virtude dessa falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, as duas empresas, solidariamente, ter\u00e3o que, indenizar o cliente em R$ 5.000,00 pelo dano moral sofrido e desfazer a portabilidade da linha, retornando-a \u00e0 Oi. A decis\u00e3o \u00e9 da Segunda C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o&nbsp;acompanhou o entendimento do relator, desembargador Luiz Silvio Ramalho J\u00fanior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Claro recorreu da decis\u00e3o do juiz Alexandre Targino Falc\u00e3o, da 14\u00aa Vara C\u00edvel da Capital, alegando que o recorrido n\u00e3o comprovou o dano moral e que teria agido no exerc\u00edcio regular do seu direito. Mas, alternativamente, caso o relator n\u00e3o julgasse improcedentes os pedidos iniciais, pediu a diminui\u00e7\u00e3o do valor do dano moral fixado, por considerar que extrapolaria o limite da razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relator aplicou o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, que adota a Teoria do Risco de Empreendimento, da qual deriva a responsabilidade objetiva do fornecedor de produtos e servi\u00e7os, independentemente de culpa, pelos riscos decorrentes de sua atividade, bastando o consumidor demonstrar o ato lesivo, o dano sofrido e o liame causal entre ambos, somente se eximindo da responsabilidade o prestador, por v\u00edcios ou defeitos dos produtos e servi\u00e7os postos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos consumidores, provando a inexist\u00eancia de defeito no servi\u00e7o, a culpa exclusiva da v\u00edtima ou fato de terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA empresa recorrente reconhece a portabilidade do n\u00famero de telefone celular do recorrido, entretanto, a apelante n\u00e3o demonstrou ter sido solicitada tal presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, supostamente, contratados, n\u00e3o afastando em momento algum, a tese autoral\u201d, observou o desembargador Luiz Silvio Ramalho J\u00fanior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto ao valor da indeniza\u00e7\u00e3o a ser paga solidariamente pelas empresas, o relator considerou que n\u00e3o merece reparo, pois se mostra adequado e proporcional aos danos suportados pelo recorrido. \u201cSuficiente para compensar o apelado, atendendo o car\u00e1ter pedag\u00f3gico da indeniza\u00e7\u00e3o, e mostrando-se atinentes \u00e0 situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-financeira da recorrente, e do ofendido, sem configurar enriquecimento sem causa\u201d, arrematou, ao desprover a Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um cliente da operadora Oi teve a linha de seu celular cancelada mesmo com as contas em dia. 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