{"id":93056,"date":"2019-04-27T07:30:13","date_gmt":"2019-04-27T10:30:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=93056"},"modified":"2019-04-27T07:30:13","modified_gmt":"2019-04-27T10:30:13","slug":"maioria-dos-alunos-gosta-de-estudar-portugues-e-matematica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/04\/27\/maioria-dos-alunos-gosta-de-estudar-portugues-e-matematica\/","title":{"rendered":"Maioria dos alunos gosta de estudar portugu\u00eas e matem\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maior parte dos alunos brasileiros gosta de estudar portugu\u00eas e matem\u00e1tica. Quando deixam a escola, ao final do ensino m\u00e9dio, mais da metade dos estudantes, 57,8%, diz gostar de estudar matem\u00e1tica e 76,1%, ou seja, tr\u00eas a cada quatro alunos, gostam de estudar l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados s\u00e3o de um question\u00e1rio aplicado aos estudantes que participaram da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb), em 2017, organizados pelo Interdisciplinaridade e Evid\u00eancias no Debate Educacional (Iede).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando se trata, no entanto de fazer as tarefas de casa, os percentuais caem, 56,7% dizem fazer os deveres de portugu\u00eas sempre ou quase sempre. Outros 25,4% fazem de vez em quando e 13,4% nunca ou quase nunca fazem as tarefas. J\u00e1 as tarefas de matem\u00e1tica s\u00e3o feitas sempre por 52,6% dos estudantes; de vez em quando, por 26,7% e nunca por 16,6%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tanto l\u00edngua portuguesa quanto matem\u00e1tica s\u00e3o disciplinas-chave, cobradas tanto em avalia\u00e7\u00f5es nacionais, como o Saeb \u2013 que \u00e9 usado para medir a qualidade do ensino brasileiro \u2013 quanto em avalia\u00e7\u00f5es internacionais, como o Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (Pisa).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de dizerem que gostam de estudar, os estudantes brasileiros&nbsp;<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2018-08\/maioria-no-ensino-medio-tem-dificuldades-em-matematica-e-portugues\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">n\u00e3o tem resultados t\u00e3o bons nas provas<\/a>. O \u00faltimo Saeb mostrou que cerca de 70% dos estudantes que conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio no pa\u00eds apresentaram resultados considerados insuficientes em matem\u00e1tica. A mesma porcentagem n\u00e3o aprendeu nem mesmo o considerado b\u00e1sico em portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No programa internacional de avalia\u00e7\u00e3o, em um&nbsp;<em>ranking<\/em>&nbsp;de 70 pa\u00edses, o Brasil ocupa a 59\u00aa posi\u00e7\u00e3o em leitura e a&nbsp;<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2016-12\/brasil-tem-primeira-queda-em-matematica-da-serie-historica-do-Pisa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">65\u00aa posi\u00e7\u00e3o em matem\u00e1tica<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o diretor do Iede, Ernesto Martins Faria, o ensino no pa\u00eds ainda \u00e9 muito conteudista, ou seja, voltado para a teoria e distante da vida dos estudantes. \u201cAs escolas t\u00eam que trazer as disciplinas como algo prazeroso, trazer o valor de aprender\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas isso n\u00e3o depende apenas dos professores, o engajamento nos estudos, segundo Faria, tem que ser desde cedo, abordado n\u00e3o s\u00f3 na escola, mas dentro da fam\u00edlia: &#8220;S\u00e3o h\u00e1bitos que s\u00e3o criados desde a inf\u00e2ncia. O pr\u00f3prio nome dever de casa n\u00e3o remete a lazer de casa. Acho que a gente tem que trabalhar o valor da aprendizagem, o valor da leitura\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Falta conte\u00fado<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do Saeb mostram que o mal desempenho n\u00e3o se deve apenas \u00e0 falta de gosto pelos estudos. A maioria dos professores do \u00faltimo ano do ensino m\u00e9dio n\u00e3o conseguiu concluir sequer o conte\u00fado programado para o ano, 59,6% cumpriram menos de 80% do planejado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os diretores das escolas, a insufici\u00eancia de recursos financeiros e indisciplina por parte dos alunos s\u00e3o os fatores que mais dificultam o funcionamento dos centros de ensino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, mais de 60% dos diretores afirmaram que faltaram livros did\u00e1ticos para os alunos, em 2017. Um a cada cinco diretores disse ainda que os livros n\u00e3o chegaram em tempo h\u00e1bil para o in\u00edcio das aulas. Em sete estados, o percentual de diretores relatando falta de livros ultrapassou 70%: Rond\u00f4nia (75,3%), Mato Grosso (75,3%), Mato Grosso do Sul (75,3%), Distrito Federal (73,2%), Bahia (71,5%), Rio Grande do Norte (70,4%) e Esp\u00edrito Santo (70,2%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm que pese todos os avan\u00e7os, o livro continua sendo um recurso did\u00e1tico important\u00edssimo. O livro facilita o trabalho de organiza\u00e7\u00e3o das aulas por parte do professor e \u00e9 fundamental para o planejamento das aulas. Para o aluno, enquanto fonte de leitura e de pesquisa, de orienta\u00e7\u00e3o do estudo individual\u201d, diz o presidente da Uni\u00e3o Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o (Undime), Alessio Costa Lima.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Prazer nos estudos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os h\u00e1bitos dos pr\u00f3prios professores, segundo Faria, tamb\u00e9m influenciam os estudantes. Entre os professores, a internet ganha dos livros quando se trata de ocupar o tempo livre: 58,6% dos professores costumam ler livros sempre ou quase sempre e 73,3% acessam&nbsp;<em>sites<\/em>&nbsp;da internet com a mesma frequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do Saeb mostram ainda que na medida em que avan\u00e7am nos estudos, os alunos deixam de frequentar a biblioteca e a sala de leitura das escolas. Enquanto no 5\u00ba ano do ensino fundamental, 29,6% dos estudantes frequentam esses espa\u00e7os sempre ou quase sempre, no ensino m\u00e9dio, esse percentual cai para 11,8%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cH\u00e1 uma orienta\u00e7\u00e3o e um protagonismo do professor maior na leitura dos anos iniciais, fazendo atividades na biblioteca, o que tem a ver tamb\u00e9m com a alfabetiza\u00e7\u00e3o. Nos anos finais fica mais a cargo dos jovens ou uma demanda de uma avalia\u00e7\u00e3o ou do vestibular\u201d, diz Faria, que acrescenta: \u201cEu acho que como n\u00e3o h\u00e1 esse h\u00e1bito leitor, \u00e9 importante a escola buscar fazer atividades na biblioteca, buscar criar esse est\u00edmulo tamb\u00e9m nos anos finais do ensino fundamental e no ensino m\u00e9dio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Saeb<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb) \u00e9 aplicado a cada dois anos a estudantes do 5\u00ba e do 9\u00ba ano do ensino fundamental e do 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio de escolas p\u00fablicas, que fazem provas de portugu\u00eas e matem\u00e1tica. Os question\u00e1rios s\u00e3o aplicados aos alunos, professores e diretores e fornecem diversas informa\u00e7\u00f5es sobre a vida escolar, pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e de gest\u00e3o, e capital cultural e social dos respondentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maior parte dos alunos brasileiros gosta de estudar portugu\u00eas e matem\u00e1tica. Quando deixam a escola, ao final do ensino m\u00e9dio, mais da metade dos estudantes, 57,8%, diz gostar de estudar matem\u00e1tica e 76,1%, ou seja, tr\u00eas a cada quatro alunos, gostam de estudar l\u00edngua portuguesa. Os dados s\u00e3o de um question\u00e1rio aplicado aos estudantes que participaram da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb), em 2017, organizados pelo Interdisciplinaridade e Evid\u00eancias no Debate Educacional (Iede). Quando se trata, no entanto de fazer as tarefas de casa, os percentuais caem, 56,7% dizem fazer os deveres de portugu\u00eas sempre ou quase sempre. Outros 25,4% fazem de vez em quando e 13,4% nunca ou quase nunca fazem as tarefas. J\u00e1 as tarefas de matem\u00e1tica s\u00e3o feitas sempre por 52,6% dos estudantes; de vez em quando, por 26,7% e nunca por 16,6%. Tanto l\u00edngua portuguesa quanto matem\u00e1tica s\u00e3o disciplinas-chave, cobradas tanto em avalia\u00e7\u00f5es nacionais, como o Saeb \u2013 que \u00e9 usado para medir a qualidade do ensino brasileiro \u2013 quanto em avalia\u00e7\u00f5es internacionais, como o Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (Pisa). Apesar de dizerem que gostam de estudar, os estudantes brasileiros&nbsp;n\u00e3o tem resultados t\u00e3o bons nas provas. O \u00faltimo Saeb mostrou que cerca de 70% dos estudantes que conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio no pa\u00eds apresentaram resultados considerados insuficientes em matem\u00e1tica. A mesma porcentagem n\u00e3o aprendeu nem mesmo o considerado b\u00e1sico em portugu\u00eas. No programa internacional de avalia\u00e7\u00e3o, em um&nbsp;ranking&nbsp;de 70 pa\u00edses, o Brasil ocupa a 59\u00aa posi\u00e7\u00e3o em leitura e a&nbsp;65\u00aa posi\u00e7\u00e3o em matem\u00e1tica. Para o diretor do Iede, Ernesto Martins Faria, o ensino no pa\u00eds ainda \u00e9 muito conteudista, ou seja, voltado para a teoria e distante da vida dos estudantes. \u201cAs escolas t\u00eam que trazer as disciplinas como algo prazeroso, trazer o valor de aprender\u201d, diz. Mas isso n\u00e3o depende apenas dos professores, o engajamento nos estudos, segundo Faria, tem que ser desde cedo, abordado n\u00e3o s\u00f3 na escola, mas dentro da fam\u00edlia: &#8220;S\u00e3o h\u00e1bitos que s\u00e3o criados desde a inf\u00e2ncia. O pr\u00f3prio nome dever de casa n\u00e3o remete a lazer de casa. Acho que a gente tem que trabalhar o valor da aprendizagem, o valor da leitura\u201d. Falta conte\u00fado Os dados do Saeb mostram que o mal desempenho n\u00e3o se deve apenas \u00e0 falta de gosto pelos estudos. A maioria dos professores do \u00faltimo ano do ensino m\u00e9dio n\u00e3o conseguiu concluir sequer o conte\u00fado programado para o ano, 59,6% cumpriram menos de 80% do planejado. Para os diretores das escolas, a insufici\u00eancia de recursos financeiros e indisciplina por parte dos alunos s\u00e3o os fatores que mais dificultam o funcionamento dos centros de ensino. Al\u00e9m disso, mais de 60% dos diretores afirmaram que faltaram livros did\u00e1ticos para os alunos, em 2017. Um a cada cinco diretores disse ainda que os livros n\u00e3o chegaram em tempo h\u00e1bil para o in\u00edcio das aulas. Em sete estados, o percentual de diretores relatando falta de livros ultrapassou 70%: Rond\u00f4nia (75,3%), Mato Grosso (75,3%), Mato Grosso do Sul (75,3%), Distrito Federal (73,2%), Bahia (71,5%), Rio Grande do Norte (70,4%) e Esp\u00edrito Santo (70,2%). \u201cEm que pese todos os avan\u00e7os, o livro continua sendo um recurso did\u00e1tico important\u00edssimo. O livro facilita o trabalho de organiza\u00e7\u00e3o das aulas por parte do professor e \u00e9 fundamental para o planejamento das aulas. Para o aluno, enquanto fonte de leitura e de pesquisa, de orienta\u00e7\u00e3o do estudo individual\u201d, diz o presidente da Uni\u00e3o Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o (Undime), Alessio Costa Lima. Prazer nos estudos Os h\u00e1bitos dos pr\u00f3prios professores, segundo Faria, tamb\u00e9m influenciam os estudantes. Entre os professores, a internet ganha dos livros quando se trata de ocupar o tempo livre: 58,6% dos professores costumam ler livros sempre ou quase sempre e 73,3% acessam&nbsp;sites&nbsp;da internet com a mesma frequ\u00eancia. Os dados do Saeb mostram ainda que na medida em que avan\u00e7am nos estudos, os alunos deixam de frequentar a biblioteca e a sala de leitura das escolas. Enquanto no 5\u00ba ano do ensino fundamental, 29,6% dos estudantes frequentam esses espa\u00e7os sempre ou quase sempre, no ensino m\u00e9dio, esse percentual cai para 11,8%. \u201cH\u00e1 uma orienta\u00e7\u00e3o e um protagonismo do professor maior na leitura dos anos iniciais, fazendo atividades na biblioteca, o que tem a ver tamb\u00e9m com a alfabetiza\u00e7\u00e3o. Nos anos finais fica mais a cargo dos jovens ou uma demanda de uma avalia\u00e7\u00e3o ou do vestibular\u201d, diz Faria, que acrescenta: \u201cEu acho que como n\u00e3o h\u00e1 esse h\u00e1bito leitor, \u00e9 importante a escola buscar fazer atividades na biblioteca, buscar criar esse est\u00edmulo tamb\u00e9m nos anos finais do ensino fundamental e no ensino m\u00e9dio\u201d. Saeb O Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb) \u00e9 aplicado a cada dois anos a estudantes do 5\u00ba e do 9\u00ba ano do ensino fundamental e do 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio de escolas p\u00fablicas, que fazem provas de portugu\u00eas e matem\u00e1tica. 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