{"id":93201,"date":"2019-04-28T12:45:33","date_gmt":"2019-04-28T15:45:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=93201"},"modified":"2019-04-28T12:45:33","modified_gmt":"2019-04-28T15:45:33","slug":"especialistas-levam-ao-senado-dados-sobre-impacto-da-zika-em-bebes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/04\/28\/especialistas-levam-ao-senado-dados-sobre-impacto-da-zika-em-bebes\/","title":{"rendered":"Especialistas levam ao Senado dados sobre impacto da zika em beb\u00eas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Comiss\u00e3o de Assuntos Sociais (CAS) do Senado debateu nesta semana a libera\u00e7\u00e3o do aborto por gr\u00e1vidas infectadas pelo v\u00edrus Zika. O assunto est\u00e1 na pauta de vota\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF), com julgamento marcado para o dia 22 de maio. Convidados da comiss\u00e3o apresentaram dados que mostram um impacto do v\u00edrus em fetos muito menor do que se imaginava quando a epidemia da doen\u00e7a se espalhou em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds, em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na a\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no Supremo desde 2016, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Defensores P\u00fablicos (Anadep) defende, dentre outras medidas, a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto no caso de gr\u00e1vidas infectadas pelo Zika. Raphael Parente, do Conselho de Medicina do Rio de Janeiro, afirmou que se sabe muito mais sobre o v\u00edrus hoje do que se sabia na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando a Adin [a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade] foi proposta, o conhecimento sobre o [v\u00edrus] Zika era muito incipiente. O conhecimento aumentou muito de l\u00e1 pra c\u00e1. Um estudo publicado na revista&nbsp;<em>The New England<\/em>&nbsp;mostrou que apenas 15% dos beb\u00eas expostos ao Zika tiveram algum tipo de problema grave. Uma pesquisa mais recente, do CDC [Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as] dos Estados Unidos, mostrou 5%\u201d, disse Parente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/VMvENUP47ld1ZmH_FcBU2L2a_ko=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/aedes_dengue_zika.jpg?itok=VRhlFUpR\" alt=\"Mosquito Aedes aegypti\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lenise Garcia, doutora em microbiologia e presidente do Movimento Brasil Sem Aborto, apresentou dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgados em maio de 2017. No estudo, a microcefalia foi confirmada em menos de 20% dos casos, depois de alguns meses do nascimento da crian\u00e7a. Em 42% dos casos a doen\u00e7a foi descartada ap\u00f3s investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSe mesmo depois de nascida a crian\u00e7a, \u00e9 descartada a microcefalia em mais de 50% dos casos, imaginem como \u00e9 incerto fazer um pr\u00e9-diagn\u00f3stico intrauterino\u201d, disse Lenise. Ela acrescentou que, na Polin\u00e9sia Francesa, de onde se suspeita ter vindo o v\u00edrus, 1% das crian\u00e7as nasceram com microcefalia, em um universo onde 66% da popula\u00e7\u00e3o foi contaminada pelo v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s temos o dado de que s\u00f3 1% das crian\u00e7as s\u00e3o afetadas quando a m\u00e3e tem a doen\u00e7a. Estudo cient\u00edfico com dados totais; n\u00e3o \u00e9 amostragem da epidemia na Polin\u00e9sia Francesa. Isso nos traz um questionamento a mais sobre usar a zika como justificativa para libera\u00e7\u00e3o do aborto\u201d, acrescentou a microbi\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autor do requerimento para a audi\u00eancia p\u00fablica, senador Eduardo Gir\u00e3o (Pode-CE), citou uma pesquisa realizada no Reino Unido sobre o impacto do aborto nas mulheres. \u201cA mulher que faz aborto tem propens\u00e3o muito maior a crises de ansiedade, a depress\u00e3o, envolvimento com \u00e1lcool e drogas e suic\u00eddio. Nesse aspecto \u00e9 um caso de sa\u00fade p\u00fablica sim. Quanto mais a gente debate esse assunto, mais a verdade vem \u00e0 tona.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lenise acredita que, mesmo quando \u00e9 confirmado um caso de microcefalia em um feto, seu direito \u00e0 vida n\u00e3o pode ser negado. \u201cE \u00e9 particularmente problem\u00e1tico que se justifique o aborto em fun\u00e7\u00e3o de uma defici\u00eancia, porque \u00e9 um preconceito com a pessoa com defici\u00eancia. Estou desconsiderando essa vida como uma vida digna de ser vivida.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o de Assuntos Sociais (CAS) do Senado debateu nesta semana a libera\u00e7\u00e3o do aborto por gr\u00e1vidas infectadas pelo v\u00edrus Zika. O assunto est\u00e1 na pauta de vota\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF), com julgamento marcado para o dia 22 de maio. Convidados da comiss\u00e3o apresentaram dados que mostram um impacto do v\u00edrus em fetos muito menor do que se imaginava quando a epidemia da doen\u00e7a se espalhou em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds, em 2016. Na a\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no Supremo desde 2016, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Defensores P\u00fablicos (Anadep) defende, dentre outras medidas, a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto no caso de gr\u00e1vidas infectadas pelo Zika. Raphael Parente, do Conselho de Medicina do Rio de Janeiro, afirmou que se sabe muito mais sobre o v\u00edrus hoje do que se sabia na \u00e9poca. \u201cQuando a Adin [a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade] foi proposta, o conhecimento sobre o [v\u00edrus] Zika era muito incipiente. O conhecimento aumentou muito de l\u00e1 pra c\u00e1. Um estudo publicado na revista&nbsp;The New England&nbsp;mostrou que apenas 15% dos beb\u00eas expostos ao Zika tiveram algum tipo de problema grave. Uma pesquisa mais recente, do CDC [Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as] dos Estados Unidos, mostrou 5%\u201d, disse Parente. Lenise Garcia, doutora em microbiologia e presidente do Movimento Brasil Sem Aborto, apresentou dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgados em maio de 2017. No estudo, a microcefalia foi confirmada em menos de 20% dos casos, depois de alguns meses do nascimento da crian\u00e7a. Em 42% dos casos a doen\u00e7a foi descartada ap\u00f3s investiga\u00e7\u00e3o. \u201cSe mesmo depois de nascida a crian\u00e7a, \u00e9 descartada a microcefalia em mais de 50% dos casos, imaginem como \u00e9 incerto fazer um pr\u00e9-diagn\u00f3stico intrauterino\u201d, disse Lenise. Ela acrescentou que, na Polin\u00e9sia Francesa, de onde se suspeita ter vindo o v\u00edrus, 1% das crian\u00e7as nasceram com microcefalia, em um universo onde 66% da popula\u00e7\u00e3o foi contaminada pelo v\u00edrus. \u201cN\u00f3s temos o dado de que s\u00f3 1% das crian\u00e7as s\u00e3o afetadas quando a m\u00e3e tem a doen\u00e7a. Estudo cient\u00edfico com dados totais; n\u00e3o \u00e9 amostragem da epidemia na Polin\u00e9sia Francesa. Isso nos traz um questionamento a mais sobre usar a zika como justificativa para libera\u00e7\u00e3o do aborto\u201d, acrescentou a microbi\u00f3loga. O autor do requerimento para a audi\u00eancia p\u00fablica, senador Eduardo Gir\u00e3o (Pode-CE), citou uma pesquisa realizada no Reino Unido sobre o impacto do aborto nas mulheres. \u201cA mulher que faz aborto tem propens\u00e3o muito maior a crises de ansiedade, a depress\u00e3o, envolvimento com \u00e1lcool e drogas e suic\u00eddio. Nesse aspecto \u00e9 um caso de sa\u00fade p\u00fablica sim. 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