{"id":94052,"date":"2019-05-06T13:47:24","date_gmt":"2019-05-06T16:47:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.caririemacao.com\/1\/?p=94052"},"modified":"2019-05-06T13:47:24","modified_gmt":"2019-05-06T16:47:24","slug":"tres-em-cada-100-paraibanos-tem-epilepsia-diz-medico-clinico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.caririemacao.com\/1\/2019\/05\/06\/tres-em-cada-100-paraibanos-tem-epilepsia-diz-medico-clinico\/","title":{"rendered":"\u201cTr\u00eas em cada 100 paraibanos t\u00eam epilepsia\u201d, diz m\u00e9dico cl\u00ednico"},"content":{"rendered":"\n<p>Tr\u00eas em cada 100 paraibanos t\u00eam epilepsia, uma patologia neurol\u00f3gica cr\u00f4nica caracterizada por crises, produzindo descargas el\u00e9tricas anormais. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 do m\u00e9dico cl\u00ednico do Hapvida em Jo\u00e3o Pessoa, Carlay Antunes. A doen\u00e7a atinge mais de 50 milh\u00f5es de pessoas no mundo e cerca de 3 milh\u00f5es de brasileiros, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" data-src=\"http:\/\/paraibadebate.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/CARLAY.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-83120 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption>Carlay, m\u00e9dico explica a epilepsia \u2013 Foto: arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Carlay explica que pode ocorrer dois tipos de epilepsia. \u201cA generalizada \u00e9 quando envolve todo c\u00e9rebro e a parcial, em que a disfun\u00e7\u00e3o se limita a uma determinada \u00e1rea cerebral\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A epilepsia \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o neurol\u00f3gica cr\u00f4nica mais comum em todo mundo e afeta pessoas de todas as idades, ra\u00e7a e classe social. \u201c\u00c9 uma patologia que imp\u00f5e um peso grande nas \u00e1reas psicol\u00f3gica, f\u00edsica, social e econ\u00f4mica, revelando dificuldades n\u00e3o s\u00f3 individuais, mas tamb\u00e9m familiares, escolares e sociais, especialmente devido ao desconhecimento, cren\u00e7as, medo e estigma. N\u00e3o tenha medo nem preconceitos, epilepsia n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa, nem \u00e9 sinal de loucura\u201d, orienta.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlay Antunes explica que a identifica\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a se d\u00e1 por meio de exames de eletroencefalograma (EEG) e de neuroimagem. Al\u00e9m disso, o hist\u00f3rico cl\u00ednico do paciente \u00e9 muito importante j\u00e1 que exames normais n\u00e3o excluem a possibilidade da pessoa ser epil\u00e9ptica. \u201cSe o paciente n\u00e3o se lembra das crises, a pessoa que as presencia torna-se uma testemunha \u00fatil na investiga\u00e7\u00e3o do tipo de epilepsia em quest\u00e3o e, conseq\u00fcentemente, na busca do tratamento adequado\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a de l\u00edngua mordida, desvio lateral persistente da cabe\u00e7a durante a crise, posturas n\u00e3o usuais do tronco ou membros, contra\u00e7\u00e3o muscular prolongada dos membros e confus\u00e3o mental prolongada ap\u00f3s a crise, s\u00e3o algumas caracter\u00edsticas que aumentam a chance de se tratar da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de causas para essa patologia um fator que deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o \u00e9 a idade de in\u00edcio dos sintomas, hist\u00f3rico familiar, recorr\u00eancia de epis\u00f3dios (frequ\u00eancia e intervalo entre as crises), e situa\u00e7\u00f5es associadas ao evento. O m\u00e9dico esclarece que \u201cmenos da metade dos casos de epilepsia apresentam uma causa identific\u00e1vel das crises (como presen\u00e7a de malforma\u00e7\u00f5es arteriovenosas ou tumores do sistema nervoso central) e alguns casos apresentam associa\u00e7\u00e3o com fatores gen\u00e9ticos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0s causas mais frequentes conforme a idade de in\u00edcio da epilepsia \u00e9 poss\u00edvel observar: 0 a 14 anos: Transtornos gen\u00e9ticos, malforma\u00e7\u00e3o do sistema nervoso central (SNC), infec\u00e7\u00e3o do SNC, trauma cranioencef\u00e1lico (TCE); 15 a 45 anos: TCE, tumor, etilismo; e acima de 45 anos: Doen\u00e7a cerebrovascular e tumor do SNC.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de muitos pr\u00e9-conceitos existirem acerca da epilepsia, essa \u00e9 uma doen\u00e7a que possui tratamento e que ocorre preferencialmente de forma medicamentosa. \u201cO principal objetivo \u00e9 bloquear as crises, e, com isso, espera-se que o paciente tenha uma qualidade de vida dentro da normalidade\u201d, afirma Carlay.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico ainda refor\u00e7a que uso de medicamentos anticonvulsivantes \u00e9 eficaz em 70% a 80% dos casos. \u201cO sucesso do tratamento depende fundamentalmente do paciente, que precisa fazer uso regular da medica\u00e7\u00e3o por algum tempo, n\u00e3o necessariamente por toda a vida. Ele precisa entender sua condi\u00e7\u00e3o, saber que medica\u00e7\u00e3o est\u00e1 usando e quais s\u00e3o seus efeitos colaterais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do tratamento medicamentoso ser eficaz, em boa parte da popula\u00e7\u00e3o que tem crises epil\u00e9ticas em alguns casos faz-se necess\u00e1rio o tratamento por meio de cirurgia. \u201cA cirurgia s\u00f3 \u00e9 realizada se a epilepsia for localizada (focal), ou seja, quando apenas uma \u00e1rea espec\u00edfica do c\u00e9rebro for afetada, n\u00e3o sendo realizada quando a doen\u00e7a \u00e9 generalizada no c\u00e9rebro (multifocal). Existem centros apropriados para o diagn\u00f3stico e o tratamento da epilepsia, com uma equipe multidisciplinar, que inclui neurologistas, enfermeiros e psic\u00f3logos. Esses centros tamb\u00e9m atendem os casos que necessitam de cirurgia\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crise de epilepsia<\/strong><br>O m\u00e9dico Carlay Antunes, enumera algumas medidas que devem ser tomadas ao presenciar algu\u00e9m sob uma crise de epilepsia:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Mantenha-se calmo;<br>2. Tente proteger a pessoa em crise epil\u00e9tica, evitando que sofra acidentes tirando objetos pontiagudos ou cortantes de suas m\u00e3os e retirando objetos cortantes de locais pr\u00f3ximos;<br>3. N\u00e3o o imobilize. Se estiver indo em dire\u00e7\u00e3o a algo perigoso, leve-o com tranquilidade para um local seguro, coloque-o deitado de lado e afrouxe as roupas para que ele possa respirar melhor; se poss\u00edvel, coloque um travesseiro ou uma almofada apoiando a cabe\u00e7a do paciente. N\u00e3o tenha receio da saliva, pois n\u00e3o \u00e9 contagiosa. O contato com a saliva do paciente n\u00e3o oferece qualquer tipo de risco;<br>4. N\u00e3o d\u00ea nada para a pessoa em crise epil\u00e9tica beber ou cheirar;<br>5. N\u00e3o passe nada no pulso do paciente;<br>6. N\u00e3o coloque nada dentro da boca do paciente e n\u00e3o segure a l\u00edngua, pois ela n\u00e3o enrola;<br>7. Ligar para SAMU em casos que necessitam de avalia\u00e7\u00e3o emergencial, como crise que duram mais de 5 minutos ou paciente n\u00e3o apresenta recupera\u00e7\u00e3o completa da consci\u00eancia;<br>8. \u00c9 importante, entretanto, saber que, como a maioria das crises \u00e9 r\u00e1pida, n\u00e3o h\u00e1 tempo suficiente para que o paciente seja levado ao hospital para receber medica\u00e7\u00e3o. Muitas vezes, ap\u00f3s o t\u00e9rmino da crise o paciente pode ficar ainda confuso e sonolento sendo que depois de alguns minutos este volta ao estado normal. Pode permanecer algum tempo com dor de cabe\u00e7a e dores no corpo. Apesar de muitas vezes dram\u00e1tica, n\u00e3o h\u00e1 dor nem sofrimento durante a crise. O paciente geralmente tem comprometimento da consci\u00eancia e n\u00e3o sabe o que est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas em cada 100 paraibanos t\u00eam epilepsia, uma patologia neurol\u00f3gica cr\u00f4nica caracterizada por crises, produzindo descargas el\u00e9tricas anormais. 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