Empresários investigados por desvios na verba da merenda em Campina Grande têm prisão mantida

 Seis empresários investigados naOperação Famintos tiveram as prisões preventivas decretas ontem (2) pela 4ª Vara da Justiça Federal em Campina Grande. Eles estavam presos desde o dia 24 deste mês.

 Permanecerão presos os empresários Frederico Brito Lira, Luis Carlos Ferreira de Brito Lira, Flávio Souza Maia, Severino Roberto Maia de Miranda, Kátia Suênia Macedo Maia e Marco Antônio Querino da Silva. Na decisão, o juiz Vinicius Costa Vidor apontou a necessidade de garantir a origem pública e os indícios de crimes. Os demais presos na operação foram liberados.

Operação

 A investigação que resultou na Operação Famintos iniciou-se no âmbito do Ministério Público Federal a partir de notícia de fato prosseguiu por meio de inquérito. De acordo com o que foi apurado até então, pelo menos desde 2013 a organização criminosa criou uma rede de pessoas jurídicas de fachada para participar de procedimentos licitatórios em vários municípios do estado, principalmente em Campina Grande.

“Inicialmente, os empresários abrem uma pessoa jurídica em nome de um ´laranja´ ou até mesmo de uma pessoa física inexistente e, por meio de procurações para si ou para terceiros, começam a representá-las em licitações, quase sempre concorrendo unicamente entre si. Por sua vez, os agentes públicos do Município de Campina Grande envolvidos com a organização criminosa conduzem os procedimentos licitatórios de modo a restringir o número de empresas interessadas e facilitar a vitória das pessoas jurídicas utilizadas pelo grupo. Para completar a fraude, as licitações para compra de merenda escolar em Campina Grande são elaboradas com objetos genéricos e imprecisos, de forma a dificultar a fiscalização da execução dos respectivos contratos, propiciando pagamentos irregulares em benefício do grupo”, explicou a procuradora do MPF, Acácia Suassuna.

Portal WSCOM