“Sei que outras medidas estão sendo tomadas pelo ministro da Economia [Paulo Guedes], bem como pela ministra [da Agricultura] Tereza Cristina para nós embasarmos a resposta a esses preços que dispararam nos supermercados”, disse, em uma live.
O presidente disse que tem pedido a redes varejistas que, diante do aumento do preço do arroz, reduzam os ganhos.
“Eu tenho apelado a eles. Ninguém vai usar caneta Bic para tabelar nada. Não existe tabelamento. Mas [estamos] pedindo para eles que o lucro desses produtos essenciais para a população seja próximo de zero. Eu acredito que, com a nova safra, a tendência é normalizar o preço”, afirmou.
Na sexta-feira (4), o presidente pediu patriotismo às redes de supermercado para evitar a alta de preços da cesta básica.
Na véspera da fala do presidente, associações do setor divulgaram cartas públicas alertando para o aumento de preços, que chega a superar 20% no acumulado de 12 meses em produtos como leite, arroz, feijão e óleo de soja.
Também nesta terça, Tereza Cristina admitiu que o preço do arroz está alto no país. Ela, porém, prometeu que o governo federal conseguirá reduzi-lo.
As medidas a serem tomadas não foram explicadas, tanto pela ministra como pelo presidente. Ambos, contudo, descartam intervenções nos preços.
Em reunião ministerial, a ministra disse que não haverá falta do produto no mercado nacional. Ela afirmou ainda que a expectativa é que a safra do arroz seja excelente em 2021.
“O arroz não vai faltar. Agora ele está alto, mas nós vamos fazer ele baixar. Se Deus quiser, teremos uma super-safra no ano que vem”, afirmou.


