Teor de cacau, ordem dos ingredientes e tipo de gordura ajudam a diferenciar produtos; especialistas explicam como fazer escolhas mais equilibradas sem abrir mão do chocolate.
Nem sempre o ovo de Páscoa mais atraente na prateleira é a melhor escolha do ponto de vista nutricional. Em meio a versões recheadas, drageadas e com apelo indulgente, a composição pode variar bastante —e detalhes do rótulo, como teor de cacau, ordem dos ingredientes e tipo de gordura, ajudam a diferenciar um chocolate de melhor qualidade de um produto mais ultraprocessado.
Essa diferença começa a aparecer já na lista de ingredientes, que funciona como um retrato mais fiel do produto do que a embalagem.
Pela regra de rotulagem, os componentes são apresentados em ordem decrescente de quantidade. Isso significa que, quando o açúcar aparece antes do cacau, ele está presente em maior proporção —um sinal menos favorável do ponto de vista nutricional.
Para a nutricionista clínica Sabrina Theil, CEO da Clínica Doutora Fit e pós-graduada em Nutrição Funcional, Estética e Fitoterapia, esse é um dos pontos mais reveladores na hora da escolha.
“Mais do que olhar apenas o percentual de cacau, o consumidor precisa desenvolver um olhar crítico sobre a lista de ingredientes —é ali que, de fato, se revela a qualidade do produto”, afirma.
Especialistas ouvidos pelo g1 listaram alguns critérios ajudam a transformar essa leitura em uma escolha mais consciente:
- prefira ovos com cacau entre os primeiros ingredientes;
- evite produtos em que o açúcar aparece antes do cacau;
- dê preferência a listas mais curtas e com ingredientes conhecidos;
- desconfie de opções com muitos recheios, camadas ou aditivos;
- observe os selos de alerta para alto teor de açúcar ou gordura saturada.
FONTE: G1
